Preservar os PENEDOS
é a palavra a não esquecer
Candidato: 7 Maravilhas Naturais de Portugal de 2010
Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
“O Moço de Esquina” – 26 de Maio , Casa Concelho de Gois
O livro "O Moço de Esquina" de Adriano Pacheco será apresentado no dia 26 na Casa do Concelho de Góis. 15 h.
Adriano Pacheco
São tantos beirões que deixaram as suas aldeias em busca duma vida melhor, tantos que ainda hoje não sabemos, nem fazemos ideia, de quantos foram e para onde foram mourejar, na esperança de erguerem uma vida digna, feita de trabalho, talvez aventura, com sucesso ou insucesso. Supostamente fazendo tudo aquilo que mais ninguém queria fazer, para sustentarem a sua família e arranjarem o “pé-de-meia” para acautelarem um futuro incerto.
Somos tantos os desenraizados que ao longo dos tempos se foram adaptando aos novos hábitos das regiões de acolhimento, num propósito de serem assimilados e de vencerem dificuldades que a vida lhes ia colocando no caminho, sempre com a melhor dos desempenhos e coragem perante adversidades que iam surgindo. Somos tantos que ainda estatística nenhuma, ou estudo, falou de nós como se fossemos mais uns tantos nesta terra de ninguém.
Continuamos a ser muitos os que agora habitam espaços citadinos, ou labutam na lezíria do Ribatejo, quem sabe se na planície do Alentejo, sentindo-se mais de lá do que de cá. De tal sorte, que sobre esta diáspora pouco conhecida, fora dos grandes estudos sociológicos que nos diga, tanto quanto possível, quantos deixaram a sua aldeia serrana, para onde foram, o que fizeram e o que são hoje nessa terra onde se encontrem. Somos tantos que mal poderemos fazer uma ideia, para já não falar dos descendentes de segundas e terceiras gerações. Mas estes, certamente, poderão ser encontrados nas universidades, nas autarquias, nas grandes empresas e até mesmo no seio dos governantes. O beirão é assim…
Curiosamente, ou talvez não, nos vários ramos de negócio e nas velhas profissões populares, típicas duma cidade milenar como Lisboa, ainda é possível encontrar-se resquícios bem vivos da passagem de conterrâneos que fizeram vida digna de registo nesta cidade: foram eles estivadores, bagageiros, marçanos, almeidas, engraxadores, cauteleiros, taxistas etc. Sobre os quais já se escreveu abundantemente ao longo destes anos de aprendiz de escriba.
Porém, ainda nos falta falar da mais típica e popular profissão das ruas da cidade de Lisboa a quem lhe chamavam “moço de esquina”, ou “moço de fretes”, actividade credenciada pela Câmara desta cidade, que apenas requeria alguma força muscular, esperteza, matreirice e toda a disponibilidade para ajudar a resolver problemas surgidos à última hora. Dentro em breve teremos um trabalho sobre este tema.
O seu proverbial conhecimento sobre as ruas e becos da cidade e a sua reconhecida figura de boné e corda ao ombro, são símbolos próprios desta velha profissão que já não existe. Nada, nem ninguém, sabia mais sobre a sociedade citadina do que este homem dotado de grande afabilidade e de boa disposição. A sua prosápia era de tal maneira contagiante que não deixava ninguém indiferente, nem sem resposta.
Estes homens de baixa estatura e de boas cores, eram todos, ou quase todos, dos concelhos de Góis, Arganil e de Pampilhosa da Serra, tanto quanto nos é dado conhecer e a vida nos ensinou.
Casa do Concelho de Góis (IV) – Futuro de Esperança
Fernando J. Bandeira da Cunha (Dr.*)
Se a constituição da Casa do Concelho de Góis em 1954 foi fruto da necessidade da existência de um espaço de elaboração de ideias que contribuíssem para o desenvolvimento do Concelho de Góis, já a aquisição e modernização da sua sede e a construção do Colégio de Góis, tornaram esta instituição economicamente autónoma, constituindo-se os seus sócios como o bem mais precioso.
80 Anos de Regionalismo se passaram com amplas histórias de iniciativas próprias e de colaboração com as instituições públicas e privadas e com o poder
autárquico executivo, sempre como missão o desenvolvimento do Concelho de Góis, génese da constituição da C. C. Góis, e que continua bem plasmado nos seus Estatutos.
A melhor prova de vida da C. C. Góis são os milhares de intervenções sociais que permitem uma informação fundamental interventiva nos órgãos autárquicos dos anseios das populações, as centenas de construções feitas pelas Comissões de Melhoramentos alavancando as suas aldeias ao sabor da modernidade possível e as dezenas de iniciativas culturais anuais que permitem mostrar a todos os goienses em Lisboa e em Góis a qualidade da nossa cultura bem inserida nas nossas raízes.
Prémio de toda esta vivência e intervenção social foi a atribuição da Medalha de Mérito pela Câmara Municipal de Góis em 14/07/1992 pelo “reconhecimento da obra altamente valiosa que tem realizado no campo regionalista e que na prática se tem traduzido pela contribuição dada na melhoria das condições de vida e do progresso das nossas terras“. Em 2011 o reconhecimento como parceiro social da Câmara Municipal de Góis, pela sua Presidente Dra. Lurdes Castanheira, pelas suas intervenções sociais. Em Dezembro de 2011 a dedicação e o esforço gracioso desenvolvido por todos os seus elementos, foi a C. C. Góis premiada na Gala Gestos Solidários, realizada pela Câmara Municipal de Góis, com o Prémio “Causa Associativa”, pretendendo-se homenagear, neste prémio, todas as instituições de direito privado do concelho, “louvar a entrega e dedicação dos seus dirigentes nesta e noutras reconhecidas causas em prol do concelho de Góis e suas gentesem particular as Comissões de Melhoramentos”. Em 31/03/2012 em Assembleia Geral da C. C. Góis, sob proposta da Direção, secundada pelo Conselho Regional e Presidente da Mesa foi dado um passo decisivo na consolidação da modernidade democrática ao ser aprovado por unanimidade e aclamação a autorização á Direção de em período eleitoral autárquico permitir reuniões de esclarecimento político na C. C. Góis aos partidos concorrentes no Concelho de Góis.
A C. C. Góis é de facto atualmente uma incubadora de ideias e sua concretização, onde em todas as reuniões se encontram goienses que, independentemente de estratos sociais, profissões, sectores políticos ou credos, investem parte do seu tempo de lazer e de família, graciosamente, para pensarem comum, em Góis.
Se o Regionalismo é o gosto pelo desenvolvimento de uma região, então as Comissões de Melhoramentos constituem-se como a consciência das suas populações, suas necessidades e anseios em torno do Conselho Regional da C. C. Góis mais vocacionado para intervir nos assuntos de natureza global regional influenciando o poder autárquico executivo com a missão de alavancar o desenvolvimento integrado do Concelho de Góis.
Sejam quais forem as eventuais mudanças estruturais autárquicas, acompanhando a evolução dos tempos, estamos em crer que as Comissões de Melhoramentos, terão um amplo, importantíssimo e renovado papel no futuro na captação de fluxos financeiros para as suas populações englobando o seu trabalho no papel cada vez mais federativo do Conselho Regional.
A chamada de jovens goienses (que não se reveem nas tradicionais instituições autárquicas) para este trabalho é fundamental, preparando o futuro, galvanizando vontades, direcionando sinergias, estudando soluções de futuro que despertem todos para uma evolução criadora de emprego, factor fundamental para a fixação de jovens.
Pretendeu o Conselho Regional da C. C. Góis em 2011 dar um sinal de orgulho no passado e de esperança no futuro ao negociar com a Câmara Municipal da Figueira da Foz a entrega ao Concelho de Góis do Brasão de Armas de D. Luís da Silveira (Senhor de Góis). Peça única esculpida em granito, doada ao Município da Figueira da Foz pelo então Presidente da Câmara de Góis, Dr. Rui Nogueira Ramos e à muitos anos identificada a sua localização no Museu Municipal, pelo Mestre João Alves Simões. Recebendo a anuência da Câmara Municipal da Figueira da Foz de imediato passámos este assunto á Presidente da Câmara de Góis que está encetando todos os esforços legais para que a entrega desta peça histórica seja uma realidade no imediato.
Porquê esta iniciativa? Tão só porque, segundo a história, foi D. Luís da Silveira (1481-1534), Senhor de Góis, que mais desenvolveu a Vila de Góis e seus lugares. Nascido na corte em Lisboa, após uma vida de dedicação e êxitos militares e diplomáticos ao serviço de D. Manuel e D. João III, decide a certa altura pedir a el-rei a sua vinda para a sua propriedade de Góis, onde inicia um período sem paralelo de grande desenvolvimento.
Por este e outros motivos tenho a ousadia de o apontar como o 1º Regionalista de Góis, pois nascido e criado em Lisboa, vivendo mundo fora, nunca se esqueceu das suas raízes (16 gerações) bem implantadas em Góis ao ponto de tudo prescindir em favor do desenvolvimento das terras de Góis.
Orgulhosos do passado regional, com vontade férrea de construírem o seu futuro pelas suas próprias mãos e senhores da sua vontade, encontramos atualmente em Góis muitos jovens que, vão despontando socialmente como verdadeiros talentos jovens do concelho que nos permitem ter confiança no futuro. Casos do Gonçalo Bandeira e do Diogo Ventura no Enduro, da Margarida Sampaio, vencedora do concurso de Jovens Tradutores, do Francisco Mourão, no Festival da Canção RTP, dos Campeões de Judo etc, etc.
Os mais recentes sinais de confiança na juventude foram dados também na C. C. Góis nas iniciativas efectuadas no ano de 2011, onde participaram dezenas de jovens goienses, alguns pela primeira vez na Casa, onde com o entusiasmo ativamente participaram na tarde de “Teatro” englobados nos 3 Grupos de teatro do Concelho: Grupo Projeto Expandir Oportunidades (Góis), Teatro Íris - Grupo de Teatro Juvenil do Projeto Escolhas de Futuro (Góis) e o Grupo de Teatro Geração Varzeense (V. N. Ceira) e na tarde de “Cantares” englobados no Grupo de Violas e Cantares de Vila Nova do Ceira, Grupo Coral da Associação Educativa e Recreativa de Góis e no Grupo Musical Informáticos e Companhia de Lisboa.
De futuro, novas e fundamentais iniciativas serão programadas, sempre com o pensamento nas novas gerações, com a pretensão de dar a entender que o termo Regionalismo não tem a carga que muitos lhe querem dar, porque embora conscientes de um passado histórico de dificuldades superadas, em que todos nos revemos e orgulhamos, Regionalista é tão só todo aquele que ama uma região ao ponto de pretender participar e influenciar na sua evolução qualitativa, deixando ás gerações seguintes um Concelho de Góis melhor do que aquele que herdámos. Este o Regionalismo do presente. Este o Regionalismo do futuro
Rufino Rosa teria, em tempos, vindo para Lisboa pela mão de sua mãe Dulcineia, em busca da cura para o seu mal junto da Nossa Senhora da Saúde, que se dizia milagrosa em doenças estranhas. Dulcineia, viera também à cata duma vida em que pudesse sobreviver de cara levantada sem sentir a sobrecarga do anátema de ser mãe solteira, que tanto a martirizava com os olhares enviesados, provindos da censura duma sociedade patriarcal e moralista.
Colmeal marcou presença na mega manifestação que reuniu Juntas de Freguesia de todo o país e que vieram a Lisboa mostrar o seu desacordo contra a intenção do Governo de levar por diante esta reforma da administração local.
As colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal que se encontram sediadas na capital e que já em várias ocasiões tiveram oportunidade de demonstrar a sua discordância quanto a este projecto da reforma administrativa também estiveram presentes.
Vila Nova do Ceira foi a outra freguesia do concelho de Góis que solidariamente esteve ao lado da do Colmeal nesta grande manifestação.
"O QUANDO... "Paras, pensas e te revês no que acreditas ,então decides e voltas pois é QUANDO as saudades apertam,e vais novamente ao baú e de lá tiras as imagens, os papeis e voltas a viver,imbuído de um espírito novo talvez,ou o mesmo, que sempre foi o da partilha.
Gosto de ti porque gosto! Os Penedos de Góis, O Esporão aldeia do meu coração, As espigas douradas que nos dão o pão.
A Lousitânea associou-se à Rede Portuguesa de Moinhos, e vai comemorar no sábado, dia 7 de Abril esta data, em Góis! Valorizando o património molinológico do concelho de Góis, será feita uma visita ao longo de todo o dia, a quatro moinhos
que ainda se encontram em funcionamento no concelho. Visitaremos o Moinho das Latas em Vila Nova do Ceira, seguindo para o Moinho do Casalinho de Baixo, como o próprio nome diz,
encontra-se no Casalinho de Baixo, e de seguida será feita uma pausa para almoço, na bonita aldeia da Cabreira.
Aqui os participantes podem almoçar no restaurante "A Tranca da Barriga", provando as iguarias típicas locais.
Se for o caso, devem fazer a inscrição para o almoço junto da Lousitânea. Ou podem optar por levar um lanche e comer ao ar livre. No final do almoço, continua a visita aos moinhos, chegando a vez do Moinho da Ponte Velha, junto ao lagar, na aldeia da Cabreira
e finalizando com o Moinho da Candosa, na aldeia da Candosa. No final da visita dá-se o regresso à Vila de Góis, terminando assim o programa. Vale a pena participar, pois de acordo com o que era feito outrora, vamos assistir à moagem dos cereais e a todo o processo
até termos a farinha. Os interessados podem adquirir junto dos respectivos moleiros a farinha produzida por cada moinho. A actividade é gratuita, mas necessita de inscrição, com nome, contacto e nº de participantes, para o endereço da lousitânea.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal recebeu da ADIBER a carta que a seguir se transcreve e que pelo interesse do assunto nela contido leva ao seu conhecimento, convidando-o também a participar nesta reunião.
“A ADIBER – Associação de Desenvolvimento Integrada da Beira Serra, é a Entidade Coordenadora Local no Concelho de Góis do “ Projecto Consolidar Laços, Disseminar Solidariedade”, aprovado no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social, o qual inclui no seu Plano de Acção um conjunto de acções a implementar com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promover a sua inclusão social, numa intervenção multi-sectorial e integrada, através de acções a executar em parceria e que contribuam para combater a pobreza e exclusão social, permitindo fomentar dinâmicas e mobilização local.
Este Projecto prevê a realização de actividades ligadas ao Associativismo Activo, um novo paradigma com objectivos mais adequados à realidade actual e que promovam uma nova abordagem do Movimento Regionalista no processo do desenvolvimento do Concelho de Góis, enquadrando-se nestas iniciativas a realização do “Congresso Regionalista Goiense”, previsto para o próximo dia 10 de Junho, em Góis.
Neste sentido, irá decorrer uma reunião de trabalho no próximo dia 31 de Março, pelas 17 horas na sede da Casa do Concelho de Góis, em Lisboa, com o objectivo de reflectir, recolher sugestões e contributos para a organização desta iniciativa, bem como para debater outros assuntos de interesse para o Concelho, no âmbito do referido Projecto.
Face ao exposto, a ADIBER tem a honra de convidar V. Ex.ª e outros membros da Instituição que representa a participar na referida reunião, partilhando a vossa opinião sobre as temáticas em discussão.
António Alcindo de Almeida, filho de Manuel de Almeida e de Felicidade de Jesus Braz, nasceu no Loural (Colmeal – Góis), em 21 de Julho de 1944.
Por proposta de António dos Santos Almeida (Fontes) em 31 de Outubro de 1963 foi admitido como sócio na União Progressiva da Freguesia do Colmeal tendo vindo a desempenhar o cargo de Vogal da Direcção entre 21 de Março de 1971 e 26 de Janeiro de 1975.
Após alguns anos sem qualquer função atribuída voltou como Tesoureiro em 31 de Março de 1984, cargo que desempenhou até 26 de Março de 1994, data em que assumiu a presidência do Conselho Fiscal. Em 4 de Outubro de 1997 reassume o cargo de Tesoureiro que mantém até 26 de Junho de 2003.
Desenvolveu a sua vida profissional na actividade seguradora, não descurando outras oportunidades complementares que lhe surgissem.
No campo associativo e regionalista foi também fundador e dirigente da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais. Era membro da Comissão da Fábrica da Igreja Paroquial do Colmeal e desde há vários mandatos que desempenhava o cargo de Tesoureiro na Junta de Freguesia do Colmeal.
Aproveitava o pouco tempo disponível para se dedicar à família e à apicultura.
A notícia do seu falecimento a todos nos deixou incrédulos. Cedo demais partiu do nosso convívio. Vamos despedir-nos dele na próxima sexta-feira, no Colmeal.
À família enlutada apresentamos as nossas mais sentidas condolências.
A ANAFRE - Associação Nacional de Freguesias vai promover no próximo dia 31 de Março, em Lisboa, uma Manifestação de cariz cultural, etnográfica, demonstrativa das raizes, de força e de afirmação das potencialidades das Freguesias. Esta Manifestação tem como objectivo a afirmação da oposição à extinção e agregação de Freguesias, conforme o previsto na Proposta de lei nº. 44/XII, sobre a Reorganização Administrativa Territorial Autárquica.
É do nosso interesse defender a Freguesia do Colmeal, para tal devemos participar na mencionada Manifestação.
É entendimento desta autarquia que é de elevada importância que haja uma forte representação das instituições da freguesia bem como da população.
Assim, convidamos as Colectividades a participarem bem como fazerem-se acompanhar das suas bandeiras ou estandartes.
Orgulhosamente a nossa Freguesia está na linha da frente na oposição à sua extinção ou agregação.
Contamos desde já com o autocarro da Câmara Municipal de Góis para efectivar o transporte entre Góis e Lisboa, e contamos desde já com a presença do Rancho Folclórico Serra do Ceira.
No dia encontramo-nos junto ao pavilhão Carlos Lopes, localizado no Parque Eduardo VII, pelas 13 horas e 15 minutos, para iniciarmos, em conjunto, a Manifestação.
recebe bem os seus amigos e convidados, a gente da Roda Fundeira!!!!
E agora chega de versos, porque a senhora Dona Amália ainda pode zangar-se da minha apropriação da "Casa da Mariquinhas" (Vou dar de beber à dor). E avisa-se desde já quem tente cantá-lo que a métrica precisa de ser melhorada....
Mas o que interessa mesmo é que o nosso evento Fado 2012 foi um sucesso. Tivemos connosco 108 pessoas, dez das quais os artistas que nos embalaram e animaram com a sua voz, trazendo sentimentos ou emoções nas palavras, reflexões em verso acompanhadas à guitarra portuguesa e à viola.... sofridas ou bem-humoradas, mas sempre, sempre sentidas.
Decorámos a sala da Casa do Concelho de Góis, habituada a acolher os mais diversos desafios, para recriar (de um modo muito simples) o tema do fado, com guitarras e até xailes, gentilmente cedidos por Marília Rodrigues, que os manufactura com a garantia de serem peças únicas (mais informação em mr-xailes.blogspot.pt/)
Dos mais experientes, a quem a voz já prega partidas mas a alma se mostra nos olhos, aos estreantes, a quem o gosto por cantar venceu o receio e o nervoso miudinho da primeira vez, sem esquecer a "prata da casa", foi "ouvi-los" desfilar e encantar. À última hora pudemos ainda contar com a presença de Jaqueline Carvalho, que simpaticamente acedeu a um convite amigo de véspera, e nos cativou com a voz e a arte que vencem a Grande Noite do Fado...
E, nos intervalos, foram servidos os anunciados petiscos: salada fria de bacalhau (é um blog familiar, não posso escrever o nome porque é conhecido este petisco) enchidos variados, moelas, bifanas, caldo verde, pão, broa, queijo, vinho e sumos... tudo preparado pela dupla Antero Fonseca e João Henriques, e servido por uma vasta equipa empenhada em agradar. Estavam mesmo uma delícia! E para a despedida, adoçámos a boca com bolos variados, oferecidos pelas senhoras, que a tal nos vão já habituando.
Aqui ao lado está registado um dos poucos momentos em que a dupla de cozinheiros pode espreitar o espectáculo, tendo sido imediatamente "apanhados" pelo nossofotógrafo de serviço, o Paulo Coelho. Sim, meus amigos, quem esteve presente pode levar mais uma recordação para casa... Quero também agradecer ao Humberto pelas suas (belas) fotografias que me deixou incluir neste post.
E porque estes eventos só fazem sentido quando trazemos os nossos amigos, por vezes também eles nos preparam surpresas... e assim fomos presenteados com o Brasão de Odivelas, gentilmente oferecido pelo Sr. Victor Machado, Presidente da Junta de Freguesia de Odivelas e amigo de infância do nosso Rui Farlens. (49 anos.... Rui, 'tás crescido! heheheh!) Vejam o vídeo que logo me percebem..
Resta-me agradecer a todos os que ajudaram a tornar possível este evento, importante contributo para a angariação de fundos para a construção do Complexo de Lazer da Foz Palheiros. E muito obrigada a todos os que estiveram presentes, participaram, contribuiram e animaram esta festa.
DO POVO DE AMIEIROS/CABEÇADAS (Concelho de Góis) Fundada em 23-01-1944 Aprovada em 23-10-1952 Sede: RUA DE SANTA MARTA, 47-R/C.Dtº. 1150-293 LISBOA Telefone: 213 545 051 – 96 586 59 08 *
Email-c.m.amieiros.cabecadas@gmail.com
- Nº.Contribuinte-501 415 114
CIRCULAR
Informamos todos os sócios e amigos que no próximo dia 7 de Abril, sábado de Páscoa, pelas 13 horas
, terá lugar no Centro de Convívio em Amieiros o habitual almoço da Páscoa,
confeccionado por uma equipa de amigos da Comissão.
Ementa:
Sopa de feijão
Torresmada com batata cozida, arroz e salada
Bebidas, Fruta, Café
Preço:
€ 12,00 adultos, crianças até 4 anos grátis com lugar sentado, dos 5 aos 12 € 5,00
Apelamos a que todos se inscrevam até ao dia 4 de Abril, junto de qualquer um dos membros dos Corpos Sociais da Comissão
O grupo dos amigos do Sobral, Saião e Salgado, vai levar a efeito no ano de
2012, alguns eventos dos quais destacamos aqui várias iniciativas. Assim,
No dia 24 de Março, pelas 15,30 horas, será realizada a Assembleia Geral, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa, para analisarem e votarem o relatório e as contas do exercício anterior e eleição dos novos corpos sociais para o corrente ano.
Também nesse mesmo dia e local, mas à noite, se realizará em colaboração com a Casa do Concelho de Góis, uma grandiosa sessão de fados. O grupo convida todos os amigos destas aldeias e amantes do fado a comparecer.
Tuna Académica da Faculdade de Arquitectura de Lisboa e a Tuna da Faculdade de Veterinária de Lisboa
A Comissão de Juventude da União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi a grande responsável pelo assinalável êxito verificado no passado domingo, dia 11de Março, com o Encontro de Tunas Académicas que encheu por completo o salão da Casa do Concelho de Góis.
Durante mais de duas horas a Tuna Académica da Faculdade de Arquitectura de Lisboa e a Tuna da Faculdade de Veterinária de Lisboa, com a sua alegria e boa disposição, contagiaram toda a assistência que se lhes associou, daí resultando uma tarde extremamente agradável.
Antes da actuação das Tunas foi feita uma projecção que revelou/recordou jovens de várias gerações, o que veio provocar inúmeras exclamações de surpresa e quem sabe, se de saudades de outros tempos, pois os anos não perdoam.
No final, Mariana Brás, da Comissão de Juventude e da Tuna de Arquitectura, entregou placas alusivas do Encontro aos dois agrupamentos.
António Santos, presidente da União Progressiva, felicitou as Tunas Académicas pelo excelente espectáculo, a Comissão de Juventude pelo trabalho desenvolvido, agradeceu a presença de todos e a colaboração voluntária dada para este sucesso.
José Dias Santos, presidente da Casa do Concelho de Góis, era também um dirigente feliz por ver a sua/nossa Casa tão cheia de Colmealenses e ofereceu peças comemorativas dos 50 anos da casa concelhia e o livro “memórias e esperanças”, uma autêntica Bíblia do Regionalismo, às duas Tunas.
A Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis, que nos honrou com a sua presença, manifestou ser uma grande fã de Tunas e convidou Arquitectura e Veterinária para visitarem o concelho de Góis, convite que foi recebido e saudado com grande entusiasmo.
Pedro Martins, Albano Silva e Gonçalo Gil foram os felizes contemplados no sorteio de três garrafas de Licor Beirão, que muito simpaticamente ofereceram à Comissão de Juventude e às duas Tunas.
O lanche que se seguiu serviu para prolongar um pouco mais este convívio.
E mais uma vez o nosso sincero muito obrigado por ter aceitado o nosso convite.
O Vale Torto situa-se em cima de um pequeno planalto na encosta da impressionante Peneda de Góis, na Serra da Lousã. Procurando elementos para fazer este apontamento, pouco ou nada nos aparece, a não ser que pertence à Freguesia e Concelho de Góis e que faz parte das Aldeias de Xisto da serra da Lousã, no entanto casas de xisto pouco restam. Mas porque razão estamos a falar deste pequeno povoado perdido no meio da serra e que para lá ir é preciso arranjarmos alguma coragem e sobretudo não olhar muito para o lado enquanto fazemos o percurso desde a estrada N2 (que liga Góis a Pampilhosa da Serra e Guarda) até ao Vale Torto? Porque desde que vivo com a Ana tanto tenho ouvido falar em vale Torto, onde a Ana tem as suas raízes e onde viveu "os momentos mais belos da sua vida"... Vou procurar descrever um pouco o que é o Vale Torto que eu visitei, levando a Ana de regresso à terra dos seus antepassados, e num gesto que a surpreendeu, porque "desde há 20 anos" que nada sabia da terra do seu pai e da sua tia/madrinha e pessoa que a criou e onde viveu momentos de grande alegria e carinho por parte da sua avó Idalina do Vale Torto como era conhecida, e com o seu irmão Júlio, falecido já há bastantes anos, bem como com sua prima (irmã, como a Ana a ela se refere) Cecília, também já falecida.
Aqui a emoção da Ana Extravasou ao ver a placa que indicava a "sua" terra, pois da última vez que a tinha visitado, 20 anos atrás nada disso existia
A "estrada" que nos leva a Vale Torto
À "entrada" de Vale Torto
O Centro de Vale Torto, apenas duas ruas com pouco mais de 100 metros
Placa na Casa de Convívio de Vale Torto, onde se reunem os membros da Comissão de Melhoramentos formada principalmente por pessoas que ali nasceram ou têm as suas raízes e que residem noutros locais do nosso país ou no estrangeiro e que "normalmente" ali regressam por alturas das festividades como a Páscoa, o Natal ou no período anual de férias.
As cabras são os "habitantes" mais frequentes da terra
A antiga casa da avó da Ana e onde esta viveu a sua infância, com seu irmão e prima
A Ana frente à "sua" casa
De novo a Ana, mas mostrando-me as "suas aventuras" de quando ali viveu
Esta é a passagem que une as duas ruas
Uma das casas de xisto, que no tempo da infância da Ana eram o habitual na habitação da aldeia e a velha ponte que a Ana tantas vezes passou
Falando com a D. Clarisse, que conjuntamente com seu marido e sua filha, e os dois cães, são os habitantes permanentes de Vale Torto
Como se pode ver pela fotografia a viatura praticamente ocupa toda a "estrada". do lado esquerdo da fotografia segue-se um precipicio "assustador" para quem não conhece o local
O pequeno riacho que fica entre Vale Torto e Cerdeira do outro lado do vale
A pequena ponte que unia as duas margens no tempo da infância da Ana e que esta com o seu irmão e prima muitas vezes calcorreavam para ir à venda comprar os produtos alimentares
Casa do Concelho de Góis (III) – Mudança de Paradigma
Fernando J. Bandeira da Cunha (Dr.*)
A Casa do Concelho de Góis nasceu em 1954 sob o lema “Associação Regionalista de Melhoramentos, Propaganda, Cultura e Assistência”, com a finalidade de ser a casa de todos os goienses em Lisboa, fruto da necessidade de existir uma estrutura onde todos se reunissem com o objectivo de intervir no desenvolvimento de Góis. Em 57 anos de história muito trabalho se desenrolou na sua sede da Rua de Santa Marta em Lisboa, muitas ideias fluíram em reuniões pela noite dentro, dos Corpos Directivos ou das Comissões de Melhoramentos, mas também muitos eventos de âmbito cultural que permitiram em ambiente familiar um envolvimento social dos goienses. A C. C. Góis com uma história de excelência, integrada em 8 décadas de regionalismo goiense, orgulha-se entre outros da Medalha de Mérito concedida pela Câmara Municipal em 14/07/1992 pelos serviços prestados em prol do desenvolvimento do Concelho de Góis. Em tempos difíceis em que é escassa a captação de jovens para se dedicarem ao desenvolvimento da região, desde 2010 que a C. C. Góis tem uma equipa renovada, cujo trabalho tem sido benéfico, tendo sido reconhecida em 2011, como parceiro social da Câmara Municipal de Góis pela sua Presidente Dra. Lurdes Castanheira. Este período de 2010-2011 tem-se pautado por um concreto aumento do dinamismo das ações realizadas, atitude sempre difícil, após as excelentes acções comemorativas dos 80 anos do Regionalismo Goiense. A estrutura da sua sede, tem sido amplamente aproveitada, já que dispõe de auditório, salas de reuniões, meios audiovisuais, bar, secretaria, telefone, internet sem fios, televisão, biblioteca, ou seja um ambiente versátil, familiar e acolhedor, ao dispor de todos os goienses para qualquer evento. A integração nas novas tecnologias tem sido um facto com o email, facebook (com 818 amigos) e o objectivo próximo de construção do site. Estes anos surgem com uma vontade de progresso, modernidade e mudança de paradigma sob a Presidência de José Dias Santos e da sua equipa, Valdemar Barata Neves, Henrique Miguel Mendes, Eng.º Luís Filipe Nogueira Dias, Maria Bertilde Barata Costa, Maria Fernanda Neves, Amador Sousa Dias, Paulo Jorge Casquinha e António Martins Pires, com o Prof. Dr. Carlos Alberto Poiares como Presidente da Assembleia Geral e António Lopes Machado como Presidente do Conselho Fiscal. O Conselho Regional liderado pelo Presidente Dr. Luís Filipe Martins, com Eng.º Henrique Antunes e Fernando Cunha como Vice-Presidentes, Adriano Pacheco como secretário e Mário Luís Barata como vogal e onde têm assento o Presidente da C. C. Góis, seus secretários e os Presidentes das Colectividades têm liderado um conjunto de iniciativas do âmbito sociocultural, cujas conclusões têm resultado em contribuições importantes para o poder executivo goiense, constituindo-se cada vez mais como grupo de estudo da sociedade goiense. Em 29/05/2010 debateu-se “O Estado da Saúde no Concelho de Góis” contando com a presença da Direcção do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Interior Norte, Dr. Figueiredo Fernandes e Dr. Avelino Pedroso e ainda o Dr. Manuel Enéscio Gama em representação dos médicos privados, onde se concluiu pelo bom funcionamento das estruturas de saúde em Góis e pela necessidade de manutenção do SAP noturno. Em 16/10/2010 sob o titulo “Guardar o Passado, Olhando o Futuro” debateu-se o património arqueológico do Concelho de Góis, contando-se neste colóquio com a participação da Dra. Ana Marques Sá, Arqueóloga da Câmara Municipal de Góis, Mestre João Alves Simões e Dra. Maria Helena Moura. Importante tarde de debate onde se concluíram as dificuldades da preservação do importante património goiense, a importância da continuidade da sua pesquisa e interpretação, bem como as dificuldades de transmissão da herança arqueológica em Góis devido à inexistência de um Museu dedicado que permitisse a partilha e mostragem desta herança. Em 02/04/2011 foi apresentado pela Prof.ª Dr.ª Beatriz Rocha-Trindade (socióloga doutorada pela Sorbonne, Paris) o seu livro “A Serra e a Cidade – O triângulo dourado do regionalismo” que nos oferece a sua visão do Movimento Regionalista nos Municípios de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra. Em 20/11/2010 sob o título “O Teatro do Concelho vem á cidade” realizou-se uma tarde cultural com a presença de 3 Grupos de teatro do Concelho: Grupo Projecto Expandir Oportunidades (Góis), Teatro Íris - Grupo de Teatro Juvenil do Projecto Escolhas de Futuro (Góis) e o Grupo de Teatro Geração Varzeense (V. N. Ceira). Tarde de grande conteúdo cultural onde se percebeu a qualidade do trabalho dos grupos de teatro goienses, fruto da vontade de muitas pessoas que aceitam o desafio de investirem muitas horas da sua vivência de lazer á arte do teatro, mesmo considerando os escassos apoios e as quase inexistentes estruturas. Em 21/05/2011 realizou-se outra divertida tarde cultural sob o título “Cantares do Concelho e da Cidade”, com a participação do Grupo de Violas e Cantares de Vila Nova do Ceira, Grupo Coral da Associação Educativa e Recreativa de Góis e o Grupo Musical Informáticos e Companhia de Lisboa. Ficámos a conhecer o que de melhor se tem feito nesta área com o envolvimento de dezenas de pessoas que, nesta tarde, contagiaram o público presente ao ponto de se cantarem em uníssono alguns temas mais conhecidos. Mais uma vez se interiorizou a importância da construção do Auditório da Associação Educativa e Recreativa de Góis, concretizando um espaço de excelência que dará a todos instalações condignas de ensaio e actuação. Por ocasião das Festas do Concelho a C. C. Góis esteve presente pela primeira vez na XIX FACIG 2011 de 11 a 15/08/2011 em Góis, onde o seu stand se constituiu como ponto de encontro para recordar vivências passadas e elaborar ideias sobre propostas futuras que contribuam para a melhoria da qualidade de vida neste concelho. Pela leitura do “Livro de Honra” concluímos pelo êxito desta iniciativa nas palavras de incentivo nele escritas, do qual, destacamos o Presidente da Associação Nacional de Municípios, Dr. Fernando Ruas, da Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Lurdes Castanheira, do Presidente da Assembleia Municipal de Góis, Dr. José Carvalho, de entre muitos outros munícipes que nos brindaram com a sua presença e opinião. A falta de conhecimento de alguns, em particular dos jovens, sobre o trabalho desenvolvido na C. C. de Góis em Lisboa, em prol do concelho, colocou a todos os dirigentes a grande responsabilidade de trazer para o seu seio todos quantos farão parte do desenvolvimento da nossa região no futuro. Em 22/10/2011 sob o título “A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis” contámos com as opiniões das Direcções de todas as estruturas que prestam assistência aos idosos: Centro de Saúde de Góis (Enf.ª Isabel Afonso), Farmácia Coroa de Góis, Farmácia da Serra em Alvares e Cortes Pharma em Cortes (Dra. Ana Coroa e Dr. José Coroa), Bombeiros Voluntários de Góis (Com. Francisco Dias), Santa Casa da Misericórdia de Góis (Provedor José Serra), Centro Social Rocha Barros (Dra. Maria Luísa Silva), Centro Paroquial de Solidariedade Social de Alvares (Sr. Nuno Tavares) e ainda da Universidade Lusófona de Lisboa o Psicólogo Forense, Prof. Dr. Carlos Poiares, onde se concluiu que estas estruturas colocam Góis como um dos concelhos melhor apetrechados per capita, em cuidados de saúde nos idosos, pese embora as dificuldades e algumas carências a suprir, como a Unidade Móvel de Saúde, o futuro Lar de Idosos da Cabreira (Cadafaz) e o Health Resort Nature Góis onde se depositam muitas esperanças. Todas as iniciativas contaram com o auditório da C. C. de Góis, com lotação esgotada e tiveram o apoio institucional da Câmara Municipal de Góis e a presença da sua Presidente Dra. Lurdes Castanheira. Este trabalho ainda só no seu início contará no futuro próximo com novas e atuais iniciativas que possam contribuir como polo de ideias que permita alavancar o desenvolvimento integrado do Concelho de Góis. Essa é a missão do Conselho Regional da C. C. Góis.
Casa do Concelho de Góis (II) – Passado de Orgulho
Fernando J. Bandeira da Cunha (Dr*)
Os movimentos de migração do século XX foram fundamentais para alguns concelhos do Pinhal Interior com particular relevância para concelhos mais fragilizados como era o caso de Góis. Concelho com escassos recursos naturais e de características serranas, saído de um período áureo do Volfrâmio, que se esfumou no pós guerra, com uma vida assente na agricultura, em solos pouco férteis, cedo na vida surge a vontade de melhorar as condições de vida. Essa melhoria não era satisfeita pelas deslocações sazonais á Estremadura e Alentejo para trabalhar na agricultura, com regresso no ano seguinte. Estes trabalhadores chamados de “ratinhos” ficam com a aspiração de ir mais além, para Lisboa, como um passo definitivo de melhoria de sua vida e da sua família. “Se a fome aperta, que remédio senão abalar” escreveu Miguel Torga, grande conhecedor dos movimentos migratórios da Beira. A experiência na grande cidade, a formação académica adquirida e as viagens á “terra” em período de férias, fez crescer nestes homens e mulheres um maior amor pelas suas origens e a ânsia de transportar para ela os modos de vida aprendidos em Lisboa. Se o fluxo de migração, teve origem na pobreza e na falta de expectativas de futuro, já a possibilidade do Associativismo Regionalista tem origem numa vida melhor e consolidada em Lisboa permitindo que o seu pensamento se virasse para as origens, na ânsia de contribuir para a sua modernização. Para os goienses essa ânsia começa pela formação de uma Comissão Instaladora da Casa do Concelho de Góis impulsionada e formada por: Dr. Raul Baeta Henriques, Dr. Mário Nogueira Ramos, Francisco Barata Dinis e Ten. José Maria Gouveia, com o objectivo de se constituir a Casa de todos os goienses em Lisboa com as portas abertas a todos quantos a queiram visitar, dotada de secretaria, salão para assembleias gerais, salas para reuniões, bar, correio, telefone e biblioteca de apoio aos goienses a titulo individual e ás Comissões de Melhoramentos. Para a história da C.C. Góis fica um 1º Período (1954-1959) que coincide com “O arranque” do projecto e que foi liderado pelas Presidências do Dr. Mário Nogueira Ramos (1954-1955) e Dr. José Maria Poiares (1956-1959) tendo a seu lado como Presidente da Assembleia Geral o Dr. Alfredo Simões Travassos (1954-1974), no Conselho Regional o Dr. Francisco Augusto Cortez (1954-1958) e no Conselho Fiscal, Francisco Barata Dias (1954-1955), Dr. Mário Nogueira Ramos (1956), Francisco Barata Dias (1957), Frederico Nogueira de Carvalho (1958) e Comandante José Maria Gouveia (1959). Estes 5 anos ficam marcados pelos 200 associados logo no 1º ano e pela saída da Casa da Comarca de Arganil e entrada na Casa das Beiras onde provisoriamente ficaria a sede. Surge a primeira intervenção para o desenvolvimento de Góis conseguindo-se uma grande dinamização das carreiras rodoviárias que serviam o concelho. Factor marcante foi a inauguração em 17-02-1957 da sede própria na R. de Santa Marta, 47 em Lisboa.
O 2º Período (1960-1962) passa-se “Em velocidade de cruzeiro” sob as Presidências do Comandante José Maria Gouveia (1960) e Eng. Leonel Martins Gonçalves (1961-1962), com o Dr. Alfredo Simões Travassos na Presidência da Assembleia Geral (1954-1974), o Eng. Carlos Baeta Neves (1959-1973) no Conselho Regional e o Dr. José Maria Poiares (1960-1978) no Conselho Fiscal. Nestes 2 anos surge a criação da Secção Feminina e da Secção Cultural-Desportiva e a assistência social a goienses em dificuldades. A sede da C.C. Góis é amplamente aproveitada para animações culturais e de convívio entre goienses e não goienses. Surge a primeira revisão dos Estatutos e a primeira tentativa da criação do primeiro hospital, dedicando a C.C.Góis, já nessa altura, grande atenção na área da saúde. O 3º Período (1963-1974) fica marcado pela construção do “Colégio” de Góis, propriedade da C. C. Góis, sob as Presidências de Fernando Almeida Carneiro (1963-1969), Armando Gualter C. Nogueira (1970-1971) e Eng. José Rui Neves Cortez (1972-1974), com o Dr. Alfredo Simões Travassos (1954-1974) na Presidência da Assembleia Geral, o Eng. Manuel Nogueira Ramos (1974-1978) no Conselho Regional e o Dr. José Maria Poiares (1960-1978) no Conselho Fiscal. Estes 11 anos ficam marcados pelo esforço de construção do Colégio de Góis, um projecto do Engº Rui Cortez que obteve o apoio fundamental do Comendador Augusto Rodrigues. A inauguração do Colégio em 19-10-1969, a cedência gratuita ao Estado e a liquidação total dos encargos financeiros constituem um marco para todos os goienses e uma obra fundamental que ainda hoje constitui um pilar financeiro importante da C.C.Góis. O 4º Período (1975-1981) surge com as “Águas agitadas” do 25 de Abril de 1974 e com o período do PREC, sob as Presidências de Silvano Baptista de Almeida (1977-1978) e Dr. José Maria Poiares (1979-1981), com o Eng. Carlos Baeta Neves (1975-1978) e Dr. Alfredo Simões Travassos (1979-1981) na Presidência da Assembleia Geral, o Eng. Carlos Baeta Neves (1979-1983) no Conselho Regional e Frederico Nogueira de Carvalho (1979-2000) no Conselho Fiscal. Neste anos de agitação social a C.C.Góis assiste a grandes lutas internas pela sua gestão e direcção. Sobrevive, reestruturando-se e reorganizando-se num novo modelo de gestão oficializado pela alteração, actualização e blindagem dos seus Estatutos. Como principal aspecto positivo desta época destaca-se a importante aquisição das instalações da sede em 1979, ano das suas Bodas de Prata da Casa. O 5º Período (1982-2009) surge como “Consolidação” dos objectivos da Casa do Concelho de Góis consolidando a pacificação da sua gestão sob as Presidências de José de Matos Cruz (1982-2000) e José Dias Santos (2001-2012), com o Dr. José Dias dos Santos Pais (1982-1983), Eng. Carlos Baeta Neves (1984-1987), Eng. Manuel Nogueira Ramos (1988-2000) e Prof. Dr. Carlos Alberto Silva Poiares (2001-2011) na Presidência da Assembleia Geral, o Eng. Manuel Nogueira Ramos (1984-1987), Prof. Dr. Carlos Alberto Silva Poiares (1988-2000), Eng. João Nogueira Ramos (2001-2006) e José Matos Cruz (2007-2008) no Conselho Regional e António Lopes Machado (2001-2008) no Conselho Fiscal. São os anos marcados pelas obras de beneficiação e remodelação da sede, inauguradas em 26-11-1988, pela participação nos Jogos Tradicionais de Lisboa e pelo equilíbrio financeiro. As contribuições para o desenvolvimento do Concelho de Góis desde 1954 a 2009 foram premiadas com a Entrega da Medalha de Mérito do Concelho concedida pela Câmara Municipal de Góis. O 6º Período (2010-2012) surge como o “Novo paradigma” numa vontade férrea de modernização da C.C. Góis sob a Presidência de José Dias Santos (2001-2012), com o Prof. Dr. Carlos Alberto Poiares (2001-2012) na Presidência da Assembleia Geral, o Dr. Luís Filipe Martins (2010-2012) no Conselho Regional e António Lopes Machado (2001-2012) no Conselho Fiscal. Este período em curso tem-se pautado por um concreto aumento do dinamismo das acções na Casa, sempre difícil após as excelentes acções comemorativas dos 80 anos do Regionalismo Goiense, pelo reconhecimento da Autarquia como parceiros sociais e por um esforço de integração nas novas tecnologias (internet wireless, site, mail, facebook com 638 amigos), como factor fundamental de captar juventude interessada em promover ideias e acções concretas em prol de uma região, o Concelho de Góis. Se o Regionalismo é o gosto pelo desenvolvimento de uma região, então a Casa do Concelho de Góis é uma incubadora de ideias e sua concretização, onde em todas as reuniões se encontram goienses que, independentemente de estratos sociais, profissões, sectores políticos ou credos, investem parte do seu tempo para pensarem comum, em Góis.
(Fonte: “Memórias e Esperanças”, João Nogueira Ramos, 2004, A Vila do Burel, Adriano Pacheco, 2010)
Face ao êxito alcançado com a participação de 2011, a ADIBER e os Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua irão novamente representar a Região da Beira Serra, num stand conjunto, na próxima edição da BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorrerá de 29 de Fevereiro a 4 de Março, nos Pavilhões da FIL (Parque das Nações), em Lisboa. Aproximar o potencial turístico da Região da Beira Serra - natural, patrimonial, cultural, gastronómico - aos mercados e agentes do sector, na que é a mais importante Feira do sector no nosso País, é um dos principais objectivos desta presença, permitindo assim incentivar a atracção de novos turistas e visitantes, fundamentais ao desenvolvimento e crescimento deste sector económico na nossa Região. No espaço Beira Serra serão destacados os principais factores que identificam e distinguem este Território, numa lógica de afirmação desta Região como destino turístico de qualidade, a qual passa por obter escala e dimensão a partir da promoção e divulgação das complementaridades que os vários Concelhos apresentam entre si, bem como na identificação de factores que contribuam para o aumento da competitividade das empresas e da qualificação dos empresários locais. Durante a BTL será conferido destaque à presença dos diversos agentes turísticos que desenvolvem a sua actividade nestes Concelhos, que terão oportunidade de efectuar novos negócios e diversificar os seus mercados emissores, assim como serão promovidas a apresentadas as diversas iniciativas de animação que decorrerão nos vários Concelhos ao longo do ano, numa demonstração clara da capacidade empreendedora e do dinamismo característico das gentes da Beira Serra, que têm esperança num futuro mais promissor para este Território. Esta participação, que conta com o apoio do Subprograma 3 do PRODER, vem responder ao definido na Estratégia Local de Desenvolvimento para esta Região, que elegeu o Turismo como o sector de alavancagem para o seu desenvolvimento, a partir do qual será possível criar mais riqueza e novos empregos, essenciais para a fixação da população jovem. É com enorme satisfação que a ADIBER e os Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua estão disponíveis para receber e acolher todos quantos demonstrem interesse em visitar o espaço da BeiraSerra patente na BTL 2012.
Casa do Concelho de Góis (I) – A essência do Regionalismo
Fernando J. Bandeira da Cunha (Dr*)
O êxito que constituiu a presença (pela primeira vez) da Casa do Concelho de Góis, com stand próprio, na FACIG 2011 em Góis, teve também a virtude de concluirmos que várias gerações desconhecem a história do Regionalismo no Concelho de Góis e também as migrações que levaram á constituição da Casa do Concelho de Góis em Lisboa. Antes da criação da Casa do Concelho no ano de 1954 já a história do Regionalismo Goiense se escrevia com a constituição de várias Comissões de Melhoramentos e nas dificuldades do fluxo migratório para Lisboa. A primeira Comissão de Melhoramentos de Góis fica para a história como sendo a Comissão de Melhoramentos de Roda Cimeira fundada em 1923, oficialmente constituída em 1928 como Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira. Fruto das primeiras necessidades que conduziram ás migrações da população da freguesia de Alvares para Lisboa, mas também do apelo da terra de nascimento e do sonho da sua modernização. Homens e mulheres sentiram que se deveriam reunir e juntar esforços para que a sua terra tivesse para os que teimaram em ficar e para os que dela nunca se esqueceram, maior qualidade de habitabilidade numa zona de pinhal interior onde as vias de comunicação eram o bem mais escasso, mas essencial para o comércio, cultura e modernidade. A migração para Lisboa tem o seu inicio, se bem que incipiente nos finais dos anos 20 (Ditadura Militar), atingindo o seu pico nos anos 40 e 50, em pleno Estado Novo Salazarista, com o empobrecimento (a bem do País) e a ausência de expectativas das populações do pinhal interior, onde se situa Góis. Não é pois de estranhar a ânsia do Associativismo Regionalista, um arrojo para a época, só possível pela forma estatutária com que se objectivava a dedicação desta gente á sua terra de origem, motivo de sonhos, em transportar para ela vivências, qualidades e modos de vida que sentiram com a sua presença vivida e esforçada em Lisboa. Se no inicio nada foi fácil, muitos vivendo colectivamente nas Casas de Malta e abraçando trabalhos ditos menores como, varredores (almeidas), engraxadores, barbeiros, estivadores, aguadeiros, limpa-chaminés e moços de esquina, após a fase de instalação e consolidação surge a preocupação académica como factor de acesso a uma vida melhor no comércio ou na pequena industria. Foi assim que se constituíram pequenos e depois grandes empresários nos ramos de pastelaria, mercearia, drogaria, armazéns de géneros alimentares, actividade gráfica e mais tarde, restaurantes e cervejarias. Homens de experiência feitos muitos ficaram na capital outros mudaram-se para a “terra”, agora já com outros meios, conhecimentos e formação, montaram comércios e empresas que ainda hoje perduram em mãos familiares, ou não, de segunda ou terceiras gerações. Se o fluxo de migração, teve origem na pobreza e na falta de expectativas de futuro, já a possibilidade do Associativismo Regionalista tem origem numa vida melhor e consolidada em Lisboa permitindo que o seu pensamento se virasse para as origens, na ânsia de contribuir para a sua modernização. Nascem assim todos os anos Comissões de Melhoramentos constituídas por residentes locais e por goienses em Lisboa: Freguesia de Alvares: Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira (1928), Sociedade de Melhoramentos de Amioso Cimeiro (1929), Comissão de Melhoramentos de Cortes (1930), Comissão de Melhoramentos de Relva da Mó (1933), Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira (1934), Comissão de Melhoramentos de Amioso Fundeiro e Lomba (1935), Liga de Melhoramentos de Chã de Alvares (1937), União Progressiva de Amioso do Senhor (1941), Comissão de Melhoramentos do Povo de Amieiros (1944), Comissão de Melhoramentos de Mega Cimeira (1946), Liga de Melhoramentos da Telhada (1946), Comissão de Melhoramentos de Alvares (1947), Comissão de Melhoramentos de Obrais (1950), Comissão de Melhoramentos de Simantorta (1950), Comissão de Melhoramentos de Algares (1951), Comissão de Melhoramentos de Amiosinho (1953) e Sociedade de Melhoramentos de Casal Novo (1953); Freguesia do Cadafaz: Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz (1932) e Comissão de Melhoramentos da Cabreira (1953); Freguesia do Colmeal: União Progressiva da Freguesia do Colmeal (1931), Comissão de Melhoramentos de Ádela (1936), Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais (1953) e Comissão de Melhoramentos de Soito (1954); Freguesia de V.N. Ceira: Comissão de Lisboa de Propaganda e Melhoramentos em Vila Nova do Ceira (1931) e Freguesia de Góis: Sociedade de Iniciativas e Propaganda de Góis (1929), Associação de Melhoramentos e Assistência de Ponte do Sotam (1931) e Liga de Melhoramentos da Folgosa (1950), Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis (1952), Comissão de Melhoramentos de Ribeira Cimeira e Fundeira (1952), Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis (1953), União Regionalista das Povoações do Sotam (1953) e Comissão de Melhoramentos de Piães (1954). Surge assim em 1954 a necessidade de uma estrutura de apoio em Lisboa, concretizada na fundação da Casa do Concelho de Góis, que teve a sua primeira Assembleia Geral em 4 de Dezembro de 1954 de aprovação dos estatutos e corpos sociais. De imediato a Casa do Concelho de Góis em Lisboa, além de servir de espaço de convívio dos goienses residentes em Lisboa, torna-se espaço de apoio e de colaboração das Comissões de Melhoramentos, onde, por vezes pela noite dentro, se sonhava, se discutia e planeava formas de suprir carências com o objectivo de modernizar o Concelho de Góis. Como o poder local, na época com escassos meios distribuídos pelo poder central e com pouco poder executivo, via no associativismo regionalista um importante apoio de ideias concretizadoras, fomenta o continuo aparecimento de Comissões de Melhoramentos que se foram multiplicando até aos nossos dias: Na Freguesia de Alvares: União Progressiva de Milreu e Povoações Limítrofes (1956), Comissão de Melhoramentos de Estevianas (1978), Comissão de Progresso Amigos da Coelhosa (1983) e Comissão Os Amigos de Fonte Limpa (1985); Freguesia de Cadafaz: Comissão de Melhoramentos de Candosa (1955), Grupo dos Amigos de Capelo (1960), União Recreativa do Cadafaz (1962), Grupo “A Bem da Sandinha” (1962), Liga dos Amigos de Mestras (1966), Comissão de Melhoramentos de Corterredor (1975) e Comissão de Melhoramentos e Preservação do Tarrastal (1999); Freguesia de Colmeal: Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais (1964), União e Progresso do Carvalhal (1970), Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado (1977) e Associação Amigos do Açor( 2002) Freguesia de V. N. Ceira: Associação dos Amigos da Várzea Pequena (1978); Freguesia de Góis: Comissão de Melhoramentos do Esporão (1955), Comissão de Melhoramentos de Povorais (1956), Comissão de Melhoramentos do Vale Torto (1957), Liga dos Amigos de Bordeiro (1960), Comissão de Melhoramentos da Póvoa de Góis (1974), Comissão de Melhoramentos do Vale do Ceira-Costa de Góis (1979), Comissão de Melhoramentos das Luzendas e Casalinhos (1985), Comissão de Melhoramentos de Casêlhos e Portelas (1994), Associação de Moradores, Naturais, Descendentes e Amigos de Carcavelos (1995), Associação de Melhoramentos das Aigras, Comareira e Cerejeira (1996), Associação de Melhoramentos de Vale de Godinho (1999), Comissão de Melhoramentos da Pena (2000), Associação Desportiva, Recreativa, Cultural, Juvenil e de Solidariedade Social dos Amigos de Vale de Moreiro e Manjão (2002) e a Associação dos Naturais e Amigos do Liboreiro (2003) que até hoje mantém o estatuto da mais recente Comissão de Melhoramentos do Concelho de Góis. Mais conhecida por ANALIB esta Comissão é a primeira do século XXI a fazer apelo no seu nome a todos os naturais do Liboreiro (independentemente da sua residência) e a todos os seus amigos. Estas últimas Comissões formadas no séculos XXI, nada têm a ver com os fluxos migratórios do passado mas sim pela possibilidade de obterem mais facilmente apoios financeiros para agregados populacionais onde faltem ainda estruturas básicas ou culturais para um mínimo de qualidade de vida. Com as mudanças estruturais autárquicas que se avizinham, para concretização em 2012, com as fusões entre freguesias e o desaparecimento de algumas, contribuindo para um certo centralismo do poder autárquico a nível do Município, estamos em crer que as Comissões de Melhoramentos, titulares da consciência das suas populações, terão um amplo e importante papel no futuro na captação de fluxos financeiros para as suas populações.
(Fontes: “Memórias e Esperanças”, João Nogueira Ramos, 2004; Dez Reis de Gente, Adriano Pacheco, 2007; “sites”, Comissões de Melhoramentos) (*) Farmacêutico
A Câmara Municipal de Góis candidatou formalmente a PRAIA DAS CANAVEIAS e a PRAIA DA PENEDA - PÊGO ESCURO às 7 Maravilhas - Praias de Portugal. A organização do evento, que conta com o apoio do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, já oficializou estas nomeações.
No próximo dia 27 de fevereiro serão conhecidas as 70 praias pré-finalistas e, posteriormente, serão selecionadas as 21 finalistas, que poderão ser votadas entre os dias 7 de maio e 7 de setembro.
Freguesia do Colmeal - Reforma da Administração Local
No passado sábado, dia 11 de Fevereiro, as colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal responderam afirmativamente ao convite formulado pelo seu Presidente da Junta e comparecerem na Casa do Concelho de Góis para, em conjunto, se analisar a proposta de Reforma da Administração Local.
Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, acompanhado de José Brás Victor, secretário da mesma Junta e de Manuel Martins dos Santos, deputado na Assembleia Municipal de Góis, antes de iniciar a sua intervenção, propôs um minuto de silêncio em memória de Manuel Simões Júnior, grande regionalista e que havia falecido na véspera.
Foi pelo senhor presidente da Junta de Freguesia feita uma apresentação dos pontos mais importantes e também dos que mais polémica e preocupações poderão causar e que constam do denominado Documento Verde da Reforma da Administração Local.
Analisada igualmente a proposta de lei, que se encontra ainda em versão de trabalho, mas que é considerada mais gravosa que o referido documento verde.
Os dirigentes presentes, que representavam todas as associações regionalistas da freguesia, nas suas várias intervenções foram esclarecendo algumas situações e manifestaram a sua enorme preocupação quanto ao desfecho de todo este processo.
A solidariedade colectiva existe e é evidente na firme defesa da manutenção da nossa freguesia. Não só pela acção das colectividades regionalistas, mas também pelo trabalho já desenvolvido e a desenvolver pela Junta de Freguesia e pela Assembleia de Freguesia do Colmeal.
A união dos Colmealenses é fundamental em todo este processo.
Começo este post deixando o reconhecimento devido a quem se deslocou à Casa do Concelho de Góis para a Assembleia Geral
da Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira. O nosso muito obrigada pelo vosso sentido de cidadania.
Ao longo da reunião, foi apresentado resumidamente o trabalho desenvolvido ao longo do mandato da última Direcção,
desde o esforço por apostar nos "novos" meios de comunicação, à reunião de documentos oficiais sobre o património da
Comissão, dos eventos realizados ao longo dos dois anos, aos projectos de futuro. Foi dado grande realce ao
Complexo de Lazer da Foz Palheiros por ser o projecto que implica grande investimento quer financeiro,
quer emocional por parte dos rodafundeirenses, constatando-se que têm estado a aderir à campanha de angariação de fundos.
No entanto, a verba necessária é muito elevada, havendo a necessidade de se expandir as iniciativas.
O relatório e contas foram aprovados por unanimidade e foi eleita a única lista colocada a sufrágio, sendo os corpos sociais
para o biénio 2012-2013:
ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: Fernando Saúl Rodrigues Neves Vice-Presidente: José Carlos Lopes Coelho Secretária: Cristina Isabel Henriques Coelho
DIRECÇÃO
Presidente: Rui Manuel Tomás Henriques Neves Vice-Presidente: João Manuel Afonso da Silva Secretário: Paulo Manuel Mateus Coelho Tesoureiro: António Joaquim Coelho 1º Vogal: Ilda Maria Neves Barata 2º Vogal: Antero Lopes Fonseca
CONSELHO FISCAL
Presidente: José Carlos Mateus Coelho 1º Secretário: Rui Manuel Moreira Saraiva Farlens 2º Secretário: José Manuel Coelho Caetano
DELEGAÇÃO RODA FUNDEIRA
António Manuel Alves Lomba Carlos Simões Lopes Paulo Alexandre Mateus Silva Apresentados os objectivos do seu trabalho, foi agradecida a confiança depositada e também anunciados os próximos passos. A meta é ambiciosa...mas a determinação é equivalente! Foram ainda ouvidas palavras da Assembleia sobre outros assuntos como a Capela Velha ou a toponímia, foram relembrados os sócios que já não estão connosco e anunciada a renumeração dos ainda no activo. Foi, de facto, uma reunião em que o trabalho esteve presente - o do passado, o de futuro, a vontade de o fazer e o apoio dos sócios. Afinal os Rodafundeirenses sempre se uniram para o bem da sua aldeia... Um abraço.
Jovem da Beira Serra (Gois) vence Concurso Europeu de Tradutores )
Escrito por Manuela Ventura
TRÊS MIL CANDIDATOS
«É um grande orgulho, não só por mim, mas pela minha escola, uma escola da Beira Serra». Palavras de Margarida Sampaio, aluna do Argumento de Escolas de Arganil, vencedora nacional do Concurso Europeu de Jovens Tradutores. Estudante do 12.º ano do curso de Línguas e Humanidades, Margarida participou este ano pela primeira vez no concurso e “chegou, viu e venceu”.«Não estava nada à espera», disse ontem ao princípio da tarde ao Diário de Coimbra, minutos depois de terminar uma prova. «Foi uma surpresa», diz ainda, fazendo notar que concorreram 22 escolas de todo o país. A prova foi realizada no dia da greve geral, que praticamente parou o país a24 de Novembro. Um facto que, conta a directora do Agrupamento, Anabela Soares, “obrigou” a abrir a escola, de forma a permitir que os cinco alunos – Joana Alves, Maria Pimentel, Margarida Sampaio, Daniel Carvalho e Ana Lopes – fizessem a respectiva prova de tradução, que decorreu na biblioteca. «Gostei do texto, era acessível, não foi muito difícil», conta Margarida, recordando que o texto, que traduziu de inglês para português, retratava a experiência de uma jovem estudante num lar de idosos, de uma forma simples, mas particularmente afectiva.
(Leia mais na edição impressa do Diário de Coimbra)
Está convocada a Assembleia Geral Ordinária da Comissão de Melhoramentos de Roda Fundeira.
Data: 28 de Janeiro de 2012, sábado
Hora: 15h30m
Local: Casa do Concelho de Góis, em Lisboa
Ordem de Trabalhos:
Apresentação e Aprovação do Relatório e Contas 2010-2011
Eleição dos Corpos Sociais para o Biénio 2012-2013
Outros
Caso à hora marcada o número de associados não seja suficiente para perfazer quorum, a Assembleia terá o seu início meia-hora mais tarde, ou seja às 16h00, com o número de associados que estiverem presentes.
A Câmara Municipal de Góis candidatou as praias fluviais da Peneda/Pêgo Escuro e Canaveias, do rio Ceira, ao concurso “7 Maravilhas – Praias de Portugal”. As praias, considera o município, oferecem condições de excelência e beleza natural ímpares.
Localizada no coração da vila de Góis, a praia da Peneda/Pêgo Escuro caracteriza-se por ter águas cristalinas, uma vasta área relvada e uma ilha de areia no meio do rio. Para além da beleza natural, esta praia possui igualmente um conjunto de óptimas infraestruturas de apoio (esplanada sobre o rio, acesso a deficientes, instalações sanitárias, duche, parque de merendas, aluguer de canoas), bem como, uma vista favorecida para a ponte real de Góis e rápido acesso ao centro histórico da vila. A praia das Canaveias, localizada na freguesia de Vila Nova do Ceira, já foi distinguida com o galardão “Praia Acessível”, por permitir que pessoas com mobilidade condicionada possam deslocar-se não só à praia através de rampas e passadeiras, mas também às zonas relvadas de lazer, parque infantil, de estacionamento e de merendas, instalações sanitárias e bar/esplanada. O concelho de Góis denomina-se como a “Capital do Ceira”, uma vez que o rio Ceira atravessa a sede de concelho, conferindo-lhe uma beleza singular. O sistema fluvial do rio Ceira apresenta um destacado valor ecológico que, associado às zonas montanhosas envolventes, assume grande interesse paisagístico. A iniciativa “7 Maravilhas – Praias de Portugal” pretende promover a qualidade ambiental de Portugal, nomeadamente, dos recursos hídricos e a beleza da costa e dos rios e albufeiras, como factor decisivo na escolha de Portugal enquanto destino turístico. Divulgar o que de melhor o país tem para oferecer, enfatizando a qualidade e a beleza das praias, dos rios e albufeiras portugueses e projectando um país de grande riqueza natural são igualmente objectivos do concurso.
Está marcado para amanhã, terça-feira, 24 de janeiro, pelas 14 horas, o funeral de Armindo Neves, para o cemitério do Cadafaz, freguesia do concelho de Arganil. Locutor e responsável pelos programas do RCA "Amanhecer" e "Rostos da Serra", Armindo Neves esteve vários anos na Voz da Beira Serra, tendo falecido na passada sexta-feira, de morte súbita. Armindo dos Anjos Neves era também Secretário da Junta de Freguesia do Cadafaz, Concelho de Góis, pelo que o Município de Góis, em comunicado enviado ao RCA NOTICIAS, expressa “a mais sentida solidariedade à família, pelo súbito falecimento do seu ente querido”. Nascido em Cadafaz, Concelho de Góis, a 2 de Agosto de 1950, Armindo dos Anjos Neves era filho de Alcides Antunes das Neves e de Aucília dos Anjos Neves e casado com Isabel Palácio de Almeida Neves, e pai de Tânia Isabel e Bruno Miguel. Exerceu as funções de Leitor Cobrador dos serviços de águas da Câmara Municipal de Góis, de 16 de Novembro de 1974 a Outubro de 2001 (mês da aposentação) e foi durante largos anos dirigente da Associação Social e Cultural dos Trabalhadores da autarquia. A Câmara Municipal de Góis atribuiu-lhe a Medalha de Bons Serviços por deliberação do executivo de 26.03.2004. Armindo Neves, foi uma figura incontornável da vida social da região da Beira Serra e defensor da cultura popular, tendo dedicado parte da sua vida à atividade de fotógrafo e ao Rancho de Danças e Cantares da Freguesia do Cadafaz, e foi também um dos sócios fundadores da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira. Há duas décadas que conduzia o programa “Rostos da Serra” na Rádio Clube de Arganil. Reconhecido publicamente pela “Voz da Beira Serra”, além de ser possuidor de um espírito empreendedor e dinâmico, sempre preocupado com a sua terra e as suas gentes, a autarquia de Góis homenageou-o a 7 de Dezembro de 2011, por ocasião da Gala do Voluntariado “Gestos Solidários”.
A familia do Rádio Clube de Arganil está de luto. Morreu ontem locutor Sr. Armindo Neves com mais de 20 anos ao serviço desta emissora. Sempre uma pessoa disponível ajudar o rádio. Promotor de grandes convívios. Infelizmente partiste mas ficas sempre no coração de todos nós. A direcção do RCA, apresenta as condolências e sentimentos a toda família. Adeus.
O Tribunal de Arganil absolveu, hoje (dia 10), todos os arguidos do processo que envolveu autarcas da Câmara Municipal de Góis e dirigentes da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER).
“O processo teria outro desfecho se não fosse a prescrição do crime de falsificação de documentos, mas mesmo assim seria um ilícito menor”, referiu o juiz-presidente, declarando os arguidos absolvidos, sem custas, dos crimes de participação económica em negócio, fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e presumível desvio de subsídio para fim diferente.
Para Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara Municipal de Góis, “este é o desfecho esperado”, dado que “todos os actos foram praticados com a melhor das intenções, em prol do desenvolvimento local”.
“Este processo terminou e queremos que sejam dissipadas todas as dúvidas”, declarou Lurdes Castanheira, recordando que “atravessou tempos difíceis, com o estatuto de arguida durante a campanha eleitoral”.
Os factos tiveram origem na aprovação por parte do Executivo camarário de Góis da venda à ADIBER de uma parcela da Quinta do Baião, em 1999, a qual tinha um projecto financiado em 234 000 euros pelo programa Leader II, tendo em vista a concretização de um projecto de agro-turismo, que nunca veio a ser concretizado.
O julgamento iniciou-se no início de Outubro de 2011, tendo sido extinta a responsabilidade criminal em relação ao ex-presidente da Câmara Municipal de Góis, Girão Vitorino, pelo seu falecimento, enquanto o médico José Cabeças, que também presidiu à Edilidade e à Direcção da ADIBER, esteve sempre impedido de comparecer devido a doença do foro psiquiátrico.
No decurso do julgamento também aconteceu o falecimento de Nuno Jordão, então gestor do programa comunitário Leader, que era acusado de uso de documento falso. Os outros arguidos, agora todos absolvidos, são Manuela Gama, Humberto de Matos, Maria Helena Mateus, José Ângelo, Luís Miguel Silvestre e Miguel Ventura (autarca socialista da Câmara Municipal de Arganil e coordenador da ADIBER).
Foi também confirmada pelo Tribunal a extinção do processo de execução fiscal de que a ADIBER foi alvo, tendo em conta o pagamento de 25 064 euros e o Ministério da Agricultura ter considerado como “devidamente justificada e aplicada aos fins a que se destinava” a restante verba.
Apresentação do livro «ANTÓNIO FRANCISCO BARATA: Vida e Obra»
Quinta-feira
Hora
18:30 até 20:00
Livraria Ferin , Rua Nova do Almada, 70-74, Baixa-Chiado
Lisboa
Descrição
Da autoria do Doutor António José da Silva Botas Barata Rei, bisneto de António Francisco Barata, Investigador Integrado do Instituto de Estudos Medievais da Universidade Nova de Lisboa. Editado pela Colibri, em conjunto com as Câmaras Municipais de Évora e de Góis, e patrocinado pela Fundação Eugénio de Almeida. A apresentação estará a cargo de José A. S. da Costa Caldeira, Director da Associação Portuguesa de Genealogia.
MAIS UMAS FOTOS DA MANIFESTAÇÃO... Encostado á parede dos CTT,estava o Sr.Presidente da Casa do Concelho de Góis, José Dias,mero espectador,segundo me pareceu a dita casa não devia ter tido conhecimento deste efeito regional, ou talvez isto na opinião de muito boa gente não fará parte do Regionalismo Góiense e de outros,mas enfim.De Góis diz o Movimento Cívico que havia mais ou menos cem inscritos o que não é mau de todo,mas da Edilidade não dei por presença alguma.
O Sr.Ministro Álvaro Pereira com os seus filhotes,afirmando à imprensa televisiva que as obras eram para continuar.O representante do Movimento Cívico Dr. Jaime e os representantes do poder Autárquico Coimbra,Lousã,Miranda julgo que não está presente ninguém de GóisMuita animação regional Muito Povo enchendo o Largo de Camões O Dr.Jaime Ramos a dar entrevista á televisão Subida da Rua do Alecrim,eram muitas as camionetas nem as contei!