Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

O QUE NÃO SE DISSE DO “TEATRO DO CONCELHO DE GÓIS”

 

Texto de Adriano Pacheco

 

Fotos de Adriano Filipe

 

Já foram tornados públicos, os vários contornos destacáveis do evento cultural levado a efeito pelo Conselho Regional da Casa do C. de Góis, através de reportagens oportunas, cuja informação se ficou apenas por aí, como é próprio deste modelo de comunicação escrita. A reportagem é isto mesmo: informação em cima da hora com dados concretos, cenários e cores, actores e falas, ou, noutra situação, discursos e seus conteúdos, atitudes relevantes que acrescentem algo de novo ao leitor interessado.

 

A sua função é, na verdade, descrever o evento de forma objectiva e clara, segundo os factos ocorridos, dando relevância aos aspectos que valoriza por parecerem importantes e inovadores. A narração destes factos, depende muito da sensibilidade do repórter e não dum sistemático recurso à “chapa cinco”, isto é, ao estereótipo enfadonho que lhe dá o aspecto de lenga-lenga já gasto. Como se tem visto.

 

Ora como se pode imaginar, o evento do “teatro do concelho vem à cidade”, foi muito mais do que isso e mexeu com vários sectores. Obrigou a um trabalho de organização, planeamento e preparação, onde estiveram envolvidas várias entidades do Concelho e da Casa (Câmara Municipal, Adiber, Grupo G. Varzeense e Conselho Regional). Várias pessoas foram chamadas a darem a sua colaboração: desde os jovens actores, formadores e dirigentes dos grupos, ajudantes, pessoal da Casa passando pelos elementos do Conselho Regional, para que o evento corresse da melhor maneira. Trata-se dum trabalho colectivo e voluntarioso, mas submerso e sem qualquer visibilidade, quase ignorado, que a reportagem não pode atender quando é superficial.

 

Por outro lado não realça a parte importante da questão. Aliás, o aspecto mais frutuoso e relevante no campo social, o que é pena! Está em causa o empenhamento dos jovens actores e dos seus dedicados dirigentes. Num trabalho de base importante que se está a desenvolver no Concelho de Góis, na área da cultura -nomeadamente do teatro-, que traz consigo efeitos extremamente positivos em várias vertentes, que só mais tarde serão visíveis. Importa aqui perceber que se estão a formar cidadãos de corpo inteiro, desviando-os dos maus caminhos, dando-lhes uma visão mais consciente da comunidade em que estão inseridos, criando-lhes laços fortes à região, que mais tarde virão a dar frutos.

 

Esta é a vertente que a reportagem não pode contemplar quando se perde em circunstancialismos publicitários. Em contra-partida, o artigo de opinião tem todo um vasto campo para dar relevo ao trabalho duro e invisível que se desenvolveu dentro da comunidade, revelando o que de positivo se vai fazendo na região, em troca de pequenos, mas estimulantes incentivos, que se ficam pela possibilidade de viajar e conhecer pessoas, num meio diferente mas repleto de afinidades.

 

A lástima ficou-se pela falta da cereja no cimo do bolo, que seria a presença do actor Ruy de Carvalho como estava previsto, falta não ponderada e que deixou uma certa frustração a bailar no espírito destes jovens, que jamais esqueceriam tal evento. Mas, certamente, que outras oportunidades irão surgir.

 

 

 

publicado por penedo às 19:10

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