Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010

CASA DO CONCELHO DE GÓIS

 

 

ANÁLISE SOBRE O ANO CULTURAL


DA CASA DO CONCELHO DE GÓIS


P’lo Conselho Regional

 

Adriano Pacheco

 

Terminado este ciclo de manifestações culturais, no presente ano, de iniciativa do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, é tempo de se fazer uma análise sobre o trabalho produzido e dos resultados culturais alcançados, partindo do princípio que, aquilo que foi feito, pode sempre parecer pouco, face aos anseios e perspectivas dos elementos que se propuseram trazer à “cena” qualquer coisa mais. Mas são apenas desejos que, por variadíssimas razões, nem sempre alcançam a sua realização.

 

Apesar disso e modéstia à parte, entendemos que este ano foi um tempo de grande dinamismo por parte do Conselho Regional, que realizou meia dúzia de reuniões e vários contactos para levar a efeito quatro eventos culturais de interesse regional: como sejam a palestra sobre a Saúde no Concelho, suas insuficiências e carências; a temática importante da arqueologia do território concelhio, que tão esquecida tem andada das preocupações dos munícipes.

 

Promoveu-se também a mobilização entusiástica dos jovens goienses para uma representação teatral na cidade que tão boa impressão deixou. Por último, deu-se relevo ao plenário das colectividades, sobre regionalismo, onde foram debatidos vários problemas locais de incidência camarária, perante a presença da Senhora Presidente Dr. Maria de Lurdes Castanheira, num diálogo franco e aberto pouco usual. Pois os problemas sempre existiram, mas a boa vontade para encontrar soluções só agora vai aparecendo.

 

Neste contexto, a senhora Presidente não deixou de reconhecer às colectividades trabalho profícuo de entreajuda importante, razão pela qual não quis deixar de aceitar o Movimento Regionalista, através da Casa, como um válido parceiro social. Foi a primeira vez que um autarca disse isto de viva voz e com toda a frontalidade! Não podemos deixar de registar, com agrado, tal reconhecimento.

 

Com estas actividades pretendemos, não só fazer regressar os goienses à sua Casa, da qual têm andado arredados, como também de dar a conhecer ao Concelho de Góis da existência desta Casa em Lisboa, proporcionando-lhes a vivência do que, nestes campos, se faz pelo Concelho e precisa de ser divulgado para ser apreciado.

 

Nas décadas mais recentes, não temos memória de uma actividade tão intensa e frutuosa no âmbito cultural, desenvolvida nesta Casa, o que não quer dizer que não seja possível fazer-se mais e melhor, basta lembrarmos o desenvolvimento sócio-económico que esta colónia beirã incrementou na Cidade de Lisboa, numa época em que dispunha de infra-estruturas antiquadas e pouco funcionais, o que lhe trazia necessidade de muita mão-de-obra barata para suprir tal lacuna. Agora, é o tempo da autarquia lisbonense reconhecer o préstimo que este povo deu à cidade.

 

Esta sugestão pode ser encarada quando a Casa conseguir pôr em marcha um evento tal, que suscite a presença dum representante da autarquia lisbonenses, a qual terá de ter em conta a existência da Casa do Concelho de Góis. Colectividade que deve merecer o reconhecimento da parte da edilidade lisbonense, ao ponto de a distinguir com estatuto próprio. Não creio que, com isto, tenhamos “lançado uma lança em Africa”, mas pelo menos tentamos lembrar que ainda estamos vivos, já que outras casas regionais o fizeram e com êxito.

 

Não ganhamos nada em continuarmos mudos e calados dentro da nossa concha, sem que ninguém dê conta da nossa existência. O Presidente da Autarquia de Lisboa e o Presidente da Junta da Freguesia local têm de saber que nós existimos, trabalhamos na cidade, pagamos os nossos impostos e ainda promovemos eventos culturais que só enriquecem a Cidade.

 

 

 


 

 

 

Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis,

debate entre cooperação  das associações regionalistas

e a Câmara Municipal de Góis

 

 



publicado por penedo às 19:17

link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.posts recentes

. III Noite Solidária-C.C.G...

. Trajecto do Elèctrico  28

. Comendadores de Góis

. Comendadores de Góis em L...

. Comendadores de Góis

. GASTRONOMIA E AS GAMELINH...

. ...

. ll jantar solidário em Gó...

. CASA do CONCELHO de GÓIS ...

. Esporão

.links

.arquivos

. Setembro 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

blogs SAPO