Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

“A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis”

 

Adriano Pacheco

 

Mais uma extraordinária palestra levada a efeito pelo Conselho Regional {CR} da Casa do Concelho de Góis, sobre a qualidade de vida do idoso, nas suas mais variadas vertentes que o conceito pode suscitar. Para o efeito, foram convidados e se fizeram representar técnicos da estrutura médica, de acção social, dos bombeiros, assim como dirigentes dos lares em funcionamento no espaço concelhio. Estes representantes foram agrupados em dois paneis, a saber: painel A composto pela Enf.ª Chefe Isabel Afonso, Dr.ª Ana Coroa, Dr. José Coroa e Dr. Carlos Poiares. Painel B. Dr.ª Maria Luísa, provedor. José Serra, Nuno Tavares, Comandante. Francisco Dias e a Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, Presidente da Câmara Municipal de Góis.

 

O Dr. Fernando Cunha vice-presidente do CR foi o moderador do painel A que, depois de fazer a apresentação dos oradores, começou por dar a conhecer o tempo de intervenção que cada um dispunha, dando de imediato a palavra à Enf.ª Chefe Isabel Afonso, representante do Centro de Saúde de Góis bem como da estrutura médica e de enfermagem de todo o Concelho, começando por mencionar o efectivo médico (quatro clínicos) e o efectivo de enfermagem de seis enfermeiros para a área de actuação do Centro de Saúde e das Extensões, dando relevo ao Serviço de Atendimento Permanente em 24 horas {SAP}.

 

Enfatizou o género de trabalho nas intervenções prestadas, que se agrupam em prevenção, tratamento e reabilitação em consultas diárias no Centro e nos internados. Resumindo que o número de consultas efectuadas no ano de 20010 foi de 15.647, para as quais não se cansou de referir o número reduzido de efectivos que o Centro dispõe para a cobertura do vasto território concelhio, sublinhando ainda que todo este volume de trabalho se agrava, em tempo de férias, tendo em conta a consequente diminuição dos técnicos de saúde. Com esta explanação de trabalho ficámos com a noção de quão difícil será gerir situações de emergência, ou duma hipotética epidemia no Concelho

 

Seguiu-se depois a intervenção dos Dr/s. José Coroa e Ana Coroa que representavam o sector farmacêutico, instalado em Góis, Alvares e Cortes, pormenorizando a assistência e o apoio que prestam à população idosa, nomeadamente na entrega de medicamentos ao domicilio, na facilitação do pagamento dos mesmos e nas recomendações da sua dosagem. Ficou muito claro que estes técnicos têm uma tal proximidade da população que lhes permite o conhecimento real das suas grandes dificuldades, não deixando de ser um sector comercial, prestam também um inestimável serviço social que muitas vezes passa despercebido.

 

Coube ao Dr. Carlos Poiares, na qualidade de psicólogo, fechar o tempo de intervenções largamente excedido por deste painel. No entanto, na soberba abordagem deste goiense conhecedor profundo das dificuldades desta gente e do seu estado de envelhecimento, foi realçado o isolamento das aldeias e a solidão das gentes como o pior dos males duma região montanhosa que caminha, a passos largos, para a desertificação total.

 

Dado o adiantado da hora, foram apenas permitidas duas ou três intervenções da plateia, o que foi pena. Uma de Adriano Pacheco questionando a incrível ausência de médicos em Alvares (três meses no Verão) com todas as consequências que daí possam advir. Outra da parte do Dr. Miguel Ventura, em nome da ADIBER, que anunciou uma iniciativa em marcha, por parte desta instituição, para implementar um serviço médico ambulatório, prestado por uma Unidade Móvel.

 

Seguiu-se o painel B moderado pelo presidente do CR, Dr. Luís Martins, que fez a apresentação dos palestrantes e de seguida deu a palavra ao comandante dos Bombeiros que fez a abordagem ao reduzido efectivo que dispõe para a extensa área do concelho, Dando ênfase ao alto serviço prestado pela secção de Alvares, devida à sua implantação em ponto estratégico, que serve atempadamente a parte sul do Concelho. Fez depois menção à redução de número de fogos florestais, relativamente aos anos transactos, não obstante as actuais carências de meios humanos e de logística.

 

A Santa Casa de Misericórdia fez-se representar pelo seu Provedor, Sr. José Serra, que depois de dar a conhecer a estrutura da instituição, deu a palavra à Dr.ª Dalila Neves que pormenorizou todo o campo de actuação desta instituição, o qual vai desde o apoio ao Lar Rocha Barros, à alimentação dos utentes do Centro Dia e ao serviço de apoio domiciliário aos utentes que dele carecem. Sobre o funcionamento, capacidade e algumas dificuldades experimentadas por este lar falou a Dr.ª Maria Luísa, sobre o Lar S. Mateus em Alvares o Sr. Nuno Tavares deu conta da sua estrutura e das dificuldades encontradas em tudo semelhantes às mencionadas.

 

Por último a Sr.ª Presidente da Câmara, Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, tomou a palavra para agradecer à Casa do Concelho de Góis na pessoa do seu presidente e ao Concelho Regional pelo seu enorme contributo que tem dado com as iniciativas culturais e divulgação do nosso concelho e das suas gentes, sentindo-se orgulhosa por tal feito que não vislumbra semelhante trabalho noutras casas congéneres. Agradeceu também a todos quantos vieram dar a seu contributo, nomeadamente ao Dr. Carlos Poiares e às Comissões de Melhoramentos.

 

Do que nos foi dado perceber, a palestra foi muito elucidativa, mas demasiadamente longa que daria bem para duas sessões do género e, neste caso, possibilitaria outras intervenções que são sempre achegas válidas, contribuindo assim para uma melhor eficácia dos serviços. Ficou também claro que o Concelho de Góis está bem servido de estruturas médico-sociais, contudo o seu funcionamento no terreno peca por insuficientes meios humanos, atendendo à sua grande dispersão e aos difíceis acessos numa região muito montanhosa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por penedo às 00:41

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