Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Casa do Concelho de Góis (IV) – Futuro de Esperança

Fernando J. Bandeira da Cunha (Dr.*)

 

Se a constituição da Casa do Concelho de Góis em 1954 foi fruto da necessidade da existência de um espaço de elaboração de ideias que contribuíssem para o desenvolvimento do Concelho de Góis, já a aquisição e modernização da sua sede e a construção do Colégio de Góis, tornaram esta instituição economicamente autónoma, constituindo-se os seus sócios como o bem mais precioso.

80 Anos de Regionalismo se passaram com amplas histórias de iniciativas próprias e de colaboração com as instituições públicas e privadas e com o poder

autárquico executivo, sempre como missão o desenvolvimento do Concelho de Góis, génese da constituição da C. C. Góis, e que continua bem plasmado nos seus Estatutos.

A melhor prova de vida da C. C. Góis são os milhares de intervenções sociais que permitem uma informação fundamental interventiva nos órgãos autárquicos dos anseios das populações, as centenas de construções feitas pelas Comissões de Melhoramentos alavancando as suas aldeias ao sabor da modernidade possível e as dezenas de iniciativas culturais anuais que permitem mostrar a todos os goienses em Lisboa e em Góis a qualidade da nossa cultura bem inserida nas nossas raízes.

Prémio de toda esta vivência e intervenção social foi a atribuição da Medalha de Mérito pela Câmara Municipal de Góis em 14/07/1992 pelo “reconhecimento da obra altamente valiosa que tem realizado no campo regionalista e que na prática se tem traduzido pela contribuição dada na melhoria das condições de vida e do progresso das nossas terras“. Em 2011 o reconhecimento como parceiro social da Câmara Municipal de Góis, pela sua Presidente Dra. Lurdes Castanheira, pelas suas intervenções sociais. Em Dezembro de 2011 a dedicação e o esforço gracioso desenvolvido por todos os seus elementos, foi a C. C. Góis premiada na Gala Gestos Solidários, realizada pela Câmara Municipal de Góis, com o Prémio “Causa Associativa”, pretendendo-se homenagear, neste prémio, todas as instituições de direito privado do concelho, “louvar a entrega e dedicação dos seus dirigentes nesta e noutras reconhecidas causas em prol do concelho de Góis e suas gentes em particular as Comissões de Melhoramentos”. Em 31/03/2012 em Assembleia Geral da C. C. Góis, sob proposta da Direção, secundada pelo Conselho Regional e Presidente da Mesa foi dado um passo decisivo na consolidação da modernidade democrática ao ser aprovado por unanimidade e aclamação a autorização á Direção de em período eleitoral autárquico permitir reuniões de esclarecimento político na C. C. Góis aos partidos concorrentes no Concelho de Góis. 

A C. C. Góis é de facto atualmente uma incubadora de ideias e sua concretização, onde em todas as reuniões se encontram goienses que, independentemente de estratos sociais, profissões, sectores políticos ou credos, investem parte do seu tempo de lazer e de família, graciosamente, para pensarem comum, em Góis.

Se o Regionalismo é o gosto pelo desenvolvimento de uma região, então as Comissões de Melhoramentos constituem-se como a consciência das suas populações, suas necessidades e anseios em torno do Conselho Regional da C. C. Góis mais vocacionado para intervir nos assuntos de natureza global regional influenciando o poder autárquico executivo com a missão de alavancar o desenvolvimento integrado do Concelho de Góis.

Sejam quais forem as eventuais mudanças estruturais autárquicas, acompanhando a evolução dos tempos, estamos em crer que as Comissões de Melhoramentos, terão um amplo, importantíssimo e renovado papel no futuro na captação de fluxos financeiros para as suas populações englobando o seu trabalho no papel cada vez mais federativo do Conselho Regional.

A chamada de jovens goienses (que não se reveem nas tradicionais instituições autárquicas) para este trabalho é fundamental, preparando o futuro, galvanizando vontades, direcionando sinergias, estudando soluções de futuro que despertem todos para uma evolução criadora de emprego, factor fundamental para a fixação de jovens.

Pretendeu o Conselho Regional da C. C. Góis em 2011 dar um sinal de orgulho no passado e de esperança no futuro ao negociar com a Câmara Municipal da Figueira da Foz a entrega ao Concelho de Góis do Brasão de Armas de D. Luís da Silveira (Senhor de Góis). Peça única esculpida em granito, doada ao Município da Figueira da Foz pelo então Presidente da Câmara de Góis, Dr. Rui Nogueira Ramos e à muitos anos identificada a sua localização no Museu Municipal, pelo Mestre João Alves Simões. Recebendo a anuência da Câmara Municipal da Figueira da Foz de imediato passámos este assunto á Presidente da Câmara de Góis que está encetando todos os esforços legais para que a entrega desta peça histórica seja uma realidade no imediato.

Porquê esta iniciativa? Tão só porque, segundo a história, foi D. Luís da Silveira (1481-1534), Senhor de Góis, que mais desenvolveu a Vila de Góis e seus lugares. Nascido na corte em Lisboa, após uma vida de dedicação e êxitos militares e diplomáticos ao serviço de D. Manuel e D. João III, decide a certa altura pedir a el-rei a sua vinda para a sua propriedade de Góis, onde inicia um período sem paralelo de grande desenvolvimento.

Por este e outros motivos tenho a ousadia de o apontar como o 1º Regionalista de Góis, pois nascido e criado em Lisboa, vivendo mundo fora, nunca se esqueceu das suas raízes (16 gerações) bem implantadas em Góis ao ponto de tudo prescindir em favor do desenvolvimento das terras de Góis.

 Orgulhosos do passado regional, com vontade férrea de construírem o seu futuro pelas suas próprias mãos e senhores da sua vontade, encontramos atualmente em Góis muitos jovens que, vão despontando socialmente como verdadeiros talentos jovens do concelho que nos permitem ter confiança no futuro. Casos do Gonçalo Bandeira e do Diogo Ventura no Enduro, da Margarida Sampaio, vencedora do concurso de Jovens Tradutores, do Francisco Mourão, no Festival da Canção RTP, dos Campeões de Judo etc, etc.

Os mais recentes sinais de confiança na juventude foram dados também na C. C. Góis nas iniciativas efectuadas no ano de 2011, onde participaram dezenas de jovens goienses, alguns pela primeira vez na Casa, onde com o entusiasmo ativamente participaram na tarde de “Teatro” englobados nos 3 Grupos de teatro do Concelho: Grupo Projeto Expandir Oportunidades (Góis), Teatro Íris - Grupo de Teatro Juvenil do Projeto Escolhas de Futuro (Góis) e o Grupo de Teatro Geração Varzeense (V. N. Ceira) e na tarde de “Cantares” englobados no Grupo de Violas e Cantares de Vila Nova do Ceira, Grupo Coral da Associação Educativa e Recreativa de Góis e no Grupo Musical Informáticos e Companhia de Lisboa.

De futuro, novas e fundamentais iniciativas serão programadas, sempre com o pensamento nas novas gerações, com a pretensão de dar a entender que o termo Regionalismo não tem a carga que muitos lhe querem dar, porque embora conscientes de um passado histórico de dificuldades superadas, em que todos nos revemos e orgulhamos, Regionalista é tão só todo aquele que ama uma região ao ponto de pretender participar e influenciar na sua evolução qualitativa, deixando ás gerações seguintes um Concelho de Góis melhor do que aquele que herdámos. Este o Regionalismo do presente. Este o Regionalismo do futuro


                                                                                                                                      (*) Farmacêutico

 

 

 

 

publicado por penedo às 11:06

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