Segunda-feira, 7 de Janeiro de 2013

Os Talentos e o Regionalismo!...

     
Reportando-me ao tema que li no blogue Penedos de Góis, artigo de autoria do Sr.Adriano Pacheco,texto que gostei de ler e no qual salientaria os parágrafos,segundo,terceiro e quarto.


Na realidade tem este novo e renovado Conselho Regional da Casa Concelhia de Góis,vindo a fazer e a trazer à Capital,iniciativas e eventos  de realçar e cujo êxito é meritório, durante o ano que ora findou.
Muita coisa do meu ponto de vista podia aqui apontar,para futuras iniciativas do CR,Conselho Regional, mas estou em crer que os "novos talentos"sabem de certo encontrar o devido entrosamento com o regionalismo que se quer de futuro e para o futuro.
Não tenho dúvida alguma que nós, o Zé Povinho,valoriza-mos os nossos jovens  talentos, mas a montra a ser feita, deveria se-la no próprio Concelho,em local apropriado,(biblioteca municipal,
Associação de Góis, ou outro local emblemático da capital do Ceira ),tendo como data o feriado do Concelho por exemplo.
Para melhor e maior dimensão,bastava que entre as Comissões e Ligas de Melhoramentos,ouve-se maior e melhor interligação entre elas e a edilidade, que  fossem reconhecidas com o estatuto de parceiros sociais e culturais e usufruíssem de um tratamento mais activo e responsável dos poderes instituídos e não como meros agentes passivos os quais recebem por vezes "algumas migalhas monetárias", sem que lhes sejam pedidas também, qualquer responsabilidade ou contra partida sobre o emprego das ditas.
Salvo algumas ocasiões o Órgão Regionalismo ou Regionalista,não lhe tem sido dado o devido valor,senão em circunstâncias análogas como no referido evento, aonde lhe é reconhecido e valorizado «como património cultural riquíssimo da nossa região».
O tempo do fontanário,do lavadouro,dos arruamentos...benfeitorías e conquistas realizadas há muito, com muito empenho e sacrifício dos ditos Veteranos e suas populações,quando o poder autárquico de então era de uma fachada, servindo muitas vezes para atestar o estado de pobreza dos seus fregueses.
Não passou assim tanto sobre o mesmo, porque todo esse património precisa de cuidados de conservação, manutenção e preservação periódicas,restituindo-lhes o valor intrínseco para a razão que foram criados, o abastecimento de águas,um bem precioso que em algumas aldeias do Concelho está furtado o seu uso e utilidade. Obras que foram custeadas pela acção popular e que hoje os serviços municipais e camarários lhes tem vedado a usufruição de pleno direito, daquilo que é do Povo e foi feito pelo Povo.Mas não deixa de ser verdade que alguns Veteranos agarrados ainda ao passado,têm ajudado ao definhar do Regionalismo. Buscam por vezes os jovens só para preencher os lugares dos corpos dirigentes das comissões, mas na prática e na realidade cortam-lhes o asseço à responsabilização dos cargos para que foram eleitos continuando teimosamente a ser omnipresentes.
Quanto ao tempo..."só tem tempo, quem não tem tempo" é uma verdade sim, pena é, que muitas vezes se tenha que dar o tempo por mal empregue e perdido,perante a percistência da dita uni-pessoalidade de alguns dirigentes, e não abrindo mão muitas vezes aos mais jovens.
Hoje na era da Internet, a falta de utilização dos meios de comunicação existentes não se coadunam,para uma maior celeridade dos problemas e maior comunicação entre as comunidades em moldes mais acessíveis e funcionais, como por exemplo em vídeo-conferência,mensagens que opinem situações,ou  um outro.Aqui também as populações em conjunto, ou a nível individual podiam ser mais participativas com as suas Comissões transmitindo as carências e os seus anseios, de forma construtiva.
"Talvez seja  a incapacidade de enxergar!"
Quanto ao regionalismo à distância,estarei em condições de afirmar, que ainda com moldes um pouco convencionias, isto na década de oitenta,uma secção na qual eu estive integrado, composta por jovens;participou,apresentou,realizou inúmeras actividades,levando até à aldeia os projectos aprovados em Lisboa,um conjunto de talentos sim,que deixaram obra feita!
O Regionalismo precisa sim de se modernizar,criando consensos e aberturas ás inovações sem que tenha que enaltecer e promover os talentos,podendo estes até criarem  crivos, sem os querer. O que é necessário é congregar vontades, ideias novas e quem goste de partilhar e participar livremente sem constrangimentos ou imposições de qualquer espécie,mas dentro das normas cívicas,apelando ao voluntariádo e participação activa das populações,incumbindo-as de pequenos trabalhos comunitários,aonde cada um se sinta que é útil e é bem vinda a sua participação,e boa vontade.
Talvez um caminho a seguir entre outros, seria as Comissões,Ligas e Uniões,criarem entre elas elos de convergência,como ex:agrupamentos por zonas ou freguesias,definindo os rumos  a seguir,determinado prioridades,com mais espírito colectivo e abrangente e menos bairrismo,
cujas decisões seriam então apresentadas ao CR  e este ser a entidade que avalizava as mesmas, estabelecendo prioridades, e não o compadrio ou qualquer espécie de favoritismo,levando-as ás entidades competentes.
Há um longo caminho a percorrer,o fosso existente é grande sim,se o Regionalismo quer sobreviver,tem que trilhar outros campos, tais como;no social,cultural,ambiental,paisagistico,
laboral,desportivo,criar melhores acessibilidades nas vias de transporte e no voluntariádo social aos mais carenciados.
Julgo que é preciso estimular a juventude dando-lhes a oportunidade de participar na construção de algo novo,mostrando cada um, as suas capacidades o seu valor e talento,no meio em que estão inseridos,pois assim se contrói uma nova sociedade.
Tentar encontrar culpados é fácil, difícil será ultrapassar  os erros cometidos nas últimas três décadas,no entanto, os Veteranos pela obra feita merecem um aplauso!

A desmotivação de algumas pessoas, é criada por erros que persistem,e sendo assim, mais nada  nos resta por vezes,que fechar um ciclo de permanência,no seio de Regionalismo.

Adriano R.Filipe

in

http://lugarvelhosobreiras.blogspot.pt/

publicado por penedo às 18:09

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