Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

À Volta dos Penedos-Comemorações do 80.º aniversário do regionalismo goiense

No dia 25 de Outubro, na casa do Concelho de Góis, foi dado início às grandiosas comemorações do octogésimo aniversário do regionalismo goiense, com a Comissão de Melhoramentos de Vila Nova do Ceira a dar o mote no máximo esplendor do seu melhor, trazendo atrás de si um autocarro, cedido pela Câmara, cheio de gente vestida de entusiasmo, com muita juventude a dar o seu próprio colorido. Deste modo o Conselho Regional deu início ao evento que promoveu, fazendo recordar os velhos e famosos tempos em que a Casa cheirava a urze da Beira-Serra.
Foi uma feliz escolha para início deste género de manifestações, onde houve de tudo um pouco para mostrar como ainda se pode marcar presença e reviver um regionalismo saudável que teima em ocupar o seu lugar. Foi bom ouvir o Grupo de Cantares da Várzea com o seu vasto reportório matizado dum belo e doce naipe de vozes e um suave trinado de guitarras e violas; foi bom saborear as tiradas actuais e cheias de humor popular do Grupo de Teatro Nova Geração Varzeense, com acentuada irreverência e muito calor juvenil.
Para fechar a destacada e bem concebida parte cultural, a poetisa Clarisse Sanches fez a apresentação do seu já conhecido livro de poesia "Rosários de Amor"que, em princípio, seria acompanhada pela Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, a qual, por motivos de força maior não pode estar presente, fazendo-se representar pela Sr.ª Eng.ª Eunice Cabeças.
Seguiu-se depois o já célebre e faustoso magusto, servido a mais de cem pessoas sentadas, num alegre e festivo convívio, onde as enormes instalações da Casa se tomaram exíguas para tanta gente cheia de enorme alegria e boa disposição. Foi deste modo e como sempre, Vila Nova do Ceira se fez representar mesmo com a sua Junta de Freguesia ausente.
Antes porém houve a palestra própria destas circunstâncias, conduzida pelo presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Martins, que se regozijou com a presença da enorme plateia, seguindo-se o presidente da Casa, José Santos, que agradeceu a presença de todos e pôs as instalações à disposição de quem as quisesse visitar. Seguiu-se o presidente da Assembleia Municipal, Sr. António de Carvalho, que disse do seu contentamento em se encontrar na Casa onde cresceu, tal como o Eng.º Diamantino Garcia, vice-presidente da Câmara que representava em nome do Sr. Presidente, de quem trouxe saudações e fez lembrar as belas traquinices de menino e moço, sem deixar de enaltecer o papel destas agremiações.
Por fim, o jornalista António Lopes Machado dissertou sobre o regionalismo com o seu saber de experiência feito, nos longos cinquenta anos de redactor da Comarca de Arganil, destacando vários nomes célebres do regionalismo e as suas importantes contribuições para o aparecimento das Casas Regionais de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra e outras tantas influências então exercidas. Falou também do povo da Beira Serra que demandou várias regiões, não esquecendo os vários e actuais contributos escritos, dados a conhecer para memória futura.
De realçar a azáfama do pessoal voluntário da Casa para ter tudo em ordem, receberem e servirem condignamente os seus conterrâneos que se deslocaram da sua terra para conviverem e comemorarem a efeméride levada a cabo pela iniciativa do Conselho Regional da Casa, facto que proporcionou um dia memorável nas comemorações que só agora estão em fase de início e se prolongarão com as representações das restantes Freguesias do Concelho, atingindo o seu auge já no próximo dia 15 com a representação da colectividade aniversariante e mais antiga do Concelho: Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira.
Assim vamos alimentando a chama dum sentimento nobre que nos foi legado pelos nossos antepassados.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 30/10/2008
publicado por penedo às 12:34

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Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

V-Estória dos anos que já lá vão

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

por Ernesto Ladeiras 

 

                                                                                                                                     continuação

Reorganizadas as hostes, foi dada a ordem de marcha, agora alinhados em fila indiana dupla (3 numa berma e os outros 3 na outra, sendo que dois de uma das filas, eram os carregadores de serviço). E assim fomos seguindo, trocando graçolas para manter os ânimos e esquecer a fome. Em breve chegaríamos às Quelhas, que ficavam já muito perto da Portela do Vento, onde as águas se separam.

As Quelhas, dos velhos trilhos cruzados, gravados por negociantes, almocreves, pedintes itinerantes, vagabundos e salteadores. Roteiros de desvairadas gentes e destinos. Contavam-se histórias tenebrosas de roubos, assaltos e até mortes. De tempestades e nevões que sepultavam imprudências, bebedeiras e doenças. De lobos que atacavam gados em trânsito, e que faziam até longas perseguições a montadas.

Íamos nós, calmamente subindo, na nossa dupla formação indiana, já muito perto das Quelhas (sítio ainda tido como de má fama), quando nos surge, pela frente, lá no alto, um ciclista de pasteleira, com sacos e saquitéis amarrados ao suporte. –  Eh amigo, Eh amigo, a Roda Cimeira é muito longe? E onde são as minas da Roda? ; gritámos todos a uma voz. O nosso homem deve ter passado um mau bocado, ao deparar com todo aquele aparato. Alinha com o centro da estrada pedais para que te quero, mais a força da gravidade e ele aí vai, a toda a mecha, sem tugir nem mugir. –Ora um merda destes, com medo dos putos ! Dizia o Chico , chateado. Quem tem cu tem medo! Alguém atirou para o ar, esta velha chapa-feita, à conta de uma pretensa justificação para a fuga desesperada do nosso apavorado ciclista.

Esta empolgante Serra da Lousã, enorme chapéu de muitos bicos. A caprichosa geometria dos seus descomunais volumes que nos esmagam e assustam. Quem teria concebido, projectado e construído este colosso? Que forças estranhas (aleatórias?) a teriam empurrado até cá em cima? Quem a teria vestido e povoado de Vida ? Há quantos milhões de anos existe e quais as alterações sofridas desde o início da sua formação? Que lhe acontecerá no futuro ? Continuará o homem a respeitar minimamente a sua "provecta idade" e a sua magestade? O que terá ela nas suas entranhas?

Diziam os antigos que a Serra da Lousã era atravessada por um" braço de mar", razão porque nunca fora levada por diante a ideia da construção de um túnel rodoviário entre a Castanheira e a Lousã. Uma palpitante e fantasmagórica fantasia que estava bem na linha dos grandes sonhos que os Castanheirenses sempre acalentaram, de reduzir drasticamente as distâncias que os separavam de Coimbra, mas que foram sendo sucessivamente desfeitos. A Lousã e Coimbra alí mesmo por detrás da Serra, mas na realidade ainda tão longe de nós. E assim continuamos e continuaremos, lamentavelmente.

Nas suas entranhas não corre um tenebroso "braço de mar" mas corre água potável, graças ao trabalho natural da floresta e dos matos nativos. Água que alimenta fontes, minas e poços e sustenta os mínimos ecológicos dos cursos de água.

A grande Serra tinha, de certo, também, nas suas entranhas, ouro, volfrâmio, urânio, titânio e outras raridades minerais. Coisas boas ou coisas más, consoante o uso que a Humanidade delas faz. Durante a nossa subida, a partir de Góis, encontrámos estranhas escavações, explorações avulsas de volfrâmio (tungsténio), muito usado, durante a segunda guerra mundial ( 1939-1945), no fabrico de armamento bélico. Tremendas tragédias muito recentes; fumegavam ainda, um pouco por todo o Planeta, as monstruosas e trágicas borralheiras do maior drama humano deste século, senão de todos os tempos. Terríveis consequências dos comportamentos da besta- homem, irracional!

Em contraponto, ali estava perante nós, a majestade e a paz absoluta da Serra da Lousã. Foramos nós toupeiras atómicas e miná-la-íamos, sem deixar mácula, até ao magma, muitos quilómetros abaixo, na busca dos vestígios primordiais deste doloroso e grandioso parto telúrico, que é, agora, a esplendorosa Serra do Pinhal – Monumento verde, natural, implantado no coração de Portugal.

(continua no próximo número)

publicado por penedo às 18:40

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

A castanha

A história de S. Martinho

Diz a lenda que Martinho, nascido na Hungria em 316, era um soldado. Era filho de um soldado romano. O seu nome foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e protector dos soldados. Aos 15 anos vai para Pavia (Itália). Em França abraçou a vida sacerdotal, sendo famoso como pregador. Foi bispo de Tous.

Certo dia de Novembro, muito frio e chuvoso, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola.

Como nada tivesse, Martinho, sem hesitar, pegou na espada e cortou a sua capa de soldado ao meio, dando uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar, ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.

Daí que esperemos, todos os anos, o Verão de S. Martinho. E a verdade é que S. Martinho raramente nos decepciona. Em sua homenagem, comemoramos o dia 11 Novembro com as primeiras castanhas do ano, acompanhadas de vinho novo. É o Magusto, que faz parte das tradições do nosso país.

Mais tarde terá tido uma visão de Jesus e decidiu dedicar-se à religião cristã. Faleceu a 8 de Novembro de 397 em Tours.


O Magusto é uma festa popular, as formas de celebração divergem um pouco consoante as tradições regionais. Grupos de amigos e famílias juntam-se à volta de uma fogueira onde se assam as castanhas para comer, bebe-se a jeropiga, água-pé ou vinho novo, fazem-se brincadeiras, as pessoas enfarruscam-se com as cinzas, cantam-se cantigas. O magusto realiza-se em datas festivas: no dia de São Simão, no dia de Todos-os-Santos ou no dia São Martinho. Inúmeras celebrações ocorrem não só por Portugal inteiro mas também na Galiza e nas Astúrias.

Leite de Vasconcelos considerava o magusto como o vestígio dum antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”.

Em Mirandela, é comum fazer o Magusto nos estabelecimentos de ensino, em cafés e restaurantes, em casa com familiares e amigos. Os Serviços Sociais da Câmara Municipal de Mirandela realizam um Magusto para os seus associados. Todos terminam enfurratados e alegres.

O tema das castanhas está presente na literatura, nomeadamente em Plínio, Virgílio, Camões, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Aquilino Ribeiro, Miguel Torga, Virgílio Ferreira, António Cabral, Vasco Graça Moura, etc.

Jorge Lage refere os seguintes jogos com castanhas:

- Jogo das alhas alhas ou alhos alhos;

- Jogo do par ou pernão;

- Jogo dos pares ou nones;

- Jogo do castelo de castanhas, pino de castanhas ou carambola;

- Jogo da rapa, rafa ou rifa;

- Jogo da poceca, pocinha, castanha à cova ou pocilga das castanhas;

- Jogo das pedrinhas, chinas, necas ou caquinhos;

- A castanha e a corrida dos burros.


Provérbios de S. Martinho e de castanhas:

- A cada bacorinho vem o seu S. Martinho.

- A cada porco vem o seu S. Martinho.

- Em dia de S. Martinho atesta e abatoca o teu vinho.

- Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.

- No dia de S. Martinho, fura o teu pipinho.

- No dia de S. Martinho, come-se castanhas e bebe-se vinho.

- No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

- No dia de S. Martinho, mata o porquinho, abre o pipinho, põe-te mal com o teu vizinho.

- No dia de S. Martinho, mata o teu porco, chega-te ao lume, assa castanhas e
  prova o teu vinho.

- No dia de S. Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho.

- No dia de S. Martinho, vai à adega e prova o teu vinho.

- Pelo S. Martinho abatoca o pipinho.

- Pelo S. Martinho castanhas assadas, pão e vinho.

- Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho.

- Pelo S. Martinho, nem nado nem no cabacinho.

- Pelo S. Martinho nem nado nem no cabacinho.

- Por São Martinho, semeia fava e linho.

- Por São Martinho –nem favas nem vinho.

- Pelo S. Martinho prova o teu vinho; ao cabo de um ano já não te faz dano.

- O Sete-Estrelo pelo S. Martinho, vai de bordo a bordinho; à meia-noite está a pino.

- São Martinho, bispo; São Martinho, papa; S. Martinho rapa.

- Se o Inverno não erra o caminho, tê-lo-ei pelo S. Martinho.

- Se queres pasmar o teu vizinho, lavra, sacha e esterca pelo S. Martinho.

- Se o Inverno não erra caminho, tê-lo-ei pelo São Martinho.

- Veräo de S. Martinho säo três dias e mais um bocadinho.

- Vindima em Outubro que o S. Martinho to dirá.

- Castanhas boas e vinho fazem as delícias do S. Martinho.

- A castanha é de quem a come e não de quem a apanha.

- A castanha e o besugo em Fevereiro não têm sumo.

- A castanha em Agosto a arder e em Setembro a beber.

- A castanha excita o coito e alimenta muito.

- A castanha tem três capas de Inverno: a primeira mete medo, a segunda
  é lustrosa e a terceira é amarga.

- A castanha tem uma manha: vai com quem a apanha.

- A castanha veste três camisas: uma de tormentos, outra de estopa e outra de linho.

- A castanha amarela em Agosto tem a tinta no rosto.

- A noz e a castanha é de quem a apanha.

- Andam os castanheiros ao boi!...

- Ao assar as castanhas, as que estouram são as mentiras dos presentes.

- Arreganha-te, castanha, que amanhã é o teu dia.

- As castanhas apanham-se quando caem.

- As castanhas para o caniço e o boneco para o porco.

- As folecas indicam o sexo de criança ou animal que vai nascer.

- Assentar-lhe uma castanha.

- As folhas de castanheiro andam sete anos na terra e depois ainda voam.

- A oliveira e ao castanheiro todos os anos mochadeiro.

- Cada mocho ao seu souto.

- Carregadinho de castanha, vai o burrinho para Idanha.

- Castanha assada, pouco vale ou nada, a não ser untada.

- Castanha bichosa, castanha amargosa.

- Castanha cacaforra, nem a dês aos porcos.

- Castanha peluda, castanha reboluda.

- Castanha perdida, castanha nascida.

- Castanha que está no caminho é do vizinho.

- Castanha quente só com aguardente, comida com água fria causa «azedia»

- Castanha semeada, p´ra nascer, arrebenta.

- Castanhas caídas, velhas ao souto.

- Castanha do Maranhão, e escolher se vão.

- Castanhas do Marão, a escolher se vão.

- Castanhas do Natal sabem bem e partem-se mal.

- Castanhas enchidas, velhas ao souto.

- Castanhas idas, velhas pelos soutos.

- Castanheiro para a tua casa, corta-o em Janeiro.

- Com castanhas assadas e sardinhas salgadas não há ruim vinho.

- Crescem os reboleiros, morrem os castanheiros.

- Cruas, assadas, cozidas ou engroladas, com todas as manhas,
  bem boas são as castanhas.

- Dar-lhe uma castanha.

- Dá-me castanhas, dar-te-ei banhas.

- De bom castanheiro, boa acha.

- De bom castanheiro, bom madeiro.

- De castanha em castanha (roubando) se faz a má manha.

- De castanhas um palmo.

- De castanheiro caído todos fazem lenha.

- Desde que a castanha estoira, leve o diabo o que ela tem dentro.

- Dia de Santo António vêm dormir as castanhas aos castanheiros.

- Do castanho ao cerejo, mal me vejo.

- Do cerejal ao castanhal, bem vai, o pior é do castanhal ao cerejal.

- Do cerejo ao castanho, bem eu me amanho.

- Do cerejo ao castanho, bem me avenho.

- Em Agosto deve o milho ferver no caroço e a castanha no ouriço.

- Em alheio souto, um pau ou outro.

- Em ano de muito ouriço não faças caniço.

- Em Maio comem-se as castanhas ao borralho.

- Em minguante de Janeiro, corta o teu castanheiro.

- Em Setembro, antes de chover, o souto o arado quer ver.

- Estalar a castanha na boca.

- Folha amarela do castanheiro cai ao chão.

- Lenha de castinceira, má de fumo, boa de madeira.

- Mais vale castanheiro, que saco de dinheiro.

- No dia de São Julião, quem não assar um magusto não é cristão.

- O amor é como o raminho do souto, vai-se um, vem outro.

- O castanheiro, para plantar, precisa ir na mão, o carvalho às costas
   e o sobreiro no carro.

 O Céu é de quem o ganha e a castanha de quem a apanha.

- Oliveira do meu avô, castanheiro do meu pai e vinha minha.

- O ouriço abriu, a castanha caiu.

- Os ouriços no São João são do tamanho de um botão.

- Ouriço raro, castanha ao carro.

- Pelo São Francisco, castanhas como cisco.

- Pinheiro cortado em Janeiro, vale por castanheiro.

- Planta o souto, quando cai a folha ao outro.

- Por souto não irás atrás do outro.

- Quando gear, o ouriço vai buscar.

- Quando o lobo come outro, fome há no souto.

- Quando o sol aperta, o ouriço arreganha.

- Quebrar a castanha na boca.

- Quebrar a castanha no dente.

- Quem castanhas come, madeira consome.

- Quem não sabe manhas, não come castanhas.

- Queres castanhas? Larga-a o burro tamanhas.

- Raiz de castanheiro, dá «bô» braseiro.

- Sacar as castanhas do lume com mão alheia.

- Senhoria de Itália, dom de Espanha, não valem uma castanha.

- Sete castanhas são um palmo de pão.

- Sete castanhas fazem no estômago um palmo de pau.

- Soitos do pai e olival do avô.

- Temporã é a castanha, que em Agosto arreganha.

- Tirar a castanha do fogo.

- Tirar a castanha do fogo com a mão do gato.



 

Adivinhas sobre a castanha:

Alto cavaleiro
Quando lhe dá a risa
Cai-lhe o dinheiro?

Qual é a coisa, qual é ela,
Que é macho e dá fêmeas?

O meu fruto é mais doce,
Que o milho fabricado
Todos o comem com gosto
Cru, cozido ou assado?

Tenho camisa e casaco
Sem remendo nem buraco
Estoiro como um foguete
Se alguém no lume me mete.


 

in.

www.cm-mirandela.pt

 

 

publicado por penedo às 12:15

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A castanha

 

O ouriço é o fruto capsular espinescente do castanheiro-da-europa (Castanea sativa), geralmente com três aquênios, as castanhas.

Presume-se que a castanha seja oriunda da Ásia Menor, Balcãs e Cáucaso, acompanhando a história da civilização ocidental desde há mais de 100 mil anos. A par com o pistácio, a castanha constituiu um importante contributo calórico ao homem pré-histórico que também a utilizou na alimentação dos animais.

Os gregos e os romanos colocavam castanhas em ânforas cheias de mel silvestre. Este conservava o alimento e impregnava-o com o seu sabor. Os romanos incluíam a castanha nos seus banquetes. Durante a Idade Média, nos mosteiros e abadias, monges e freiras utilizavam frequentemente as castanhas nas suas receitas. Por esta altura, a castanha, era moída, tendo-se tornado mesmo um dos principais farináceos da Europa.

Com o Renascimento, a gastronomia assume novo requinte, com novas fórmulas e confecções. Surge o marron glacé, passando de França para Espanha e daí, com as Invasões Francesas, chega a Portugal.

A castanha que comemos é, de facto, uma semente que surge no interior de um ouriço (o fruto do castanheiro). Mas, embora seja uma semente, como as nozes, tem muito menos gordura e muito mais amido (um hidrato de carbono), o que lhe dá outras possibilidades de uso na alimentação. As castanhas têm mesmo cerca do dobro da percentagem de amido das batatas. São também ricas em vitaminas C e B6 e uma boa fonte de potássio. Consideradas, actualmente, quase como uma “guloseima” de época, as castanhas, em tempo idos, constituíram um nutritivo complemento alimentar, substituindo o pão na ausência deste, quando os rigores e escassez do Inverno se instalavam. Cozidas, assadas ou transformadas em farinha, as castanhas sempre foram um alimento muito popular, cujo aproveitamento remonta à Pré-História.

 

Wikipédia

 

publicado por penedo às 12:08

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A HORA VAI MUDAR

Face do relógio olhando antique

 
 A Hora de Inverno chega já na madrugada do próximo Domingo, por isso durante a noite de Sábado(dia 25 de Outubro), não se esqueça, quando forem 02:00 horas (01:00 hora nos Açores) os relógios
ATRASAM 60 minutos.
 
publicado por penedo às 11:38

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À Volta dos Penedos---1º Geo-Raid Aldeias do Xisto

Uma prova. Um desafio. Uma aventura.

O pretexto para este GEO RAID são as bonitas Aldeias do Xisto espalhadas pelas encostas da Serra da Lousã.

A partida e chegada será na Vila da Lousã.
No sábado, dia 25, as equipas partirão à descoberta do maciço sul da Serra, percorrendo cerca de 100km, nos quais os participantes são levados a conhecer algumas das mais emblemáticas Aldeias do Xisto, como Gondramaz, Ferrariade S. João ou Casal de S. Simão. O percurso "tocará" a Barragem do Capril antes de voltar, passando por terras de Castanheira de Pêra.

No Domingo os aparelhos GPS conduzem os participantes em sentido contrário ao do dia anterior, para a zona norte da Serra, passando pelas Aldeias de Aigra Velha e Pena, percorrendo terras de Góis.

Geo Raid Mapa Lousã (PDF)

Altimetrias Geo Raid (PDF)



Organização
Geo Raid
967 422 831
info@geo-raid.com
 

publicado por penedo às 11:28

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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Feira dos Santos em Gois

 


 

FeiradosSantos2008

 

A Vila de Góis acolhe, mais uma vez a Feira dos Santos, no dia 1 de Novembro de 2008. A iniciativa decorre entre as 7h e as 18h, no Parque de Lazer do Baião.

Este certame visa promover os produtos locais e regionais, com destaque para o Mel com DOP (Denominação de Origem Protegida) - Mel da Serra da Lousã e os frutos secos.

A semelhança dos anos anteriores, a organização promove o concurso de Doces/Bolos (confeccionados à base de mel, castanha e nozes), e este ano pela primeira vez, vamos ter um concurso do mel.

Esta Feira contará com a animação de 2 Ranchos Folclóricos, com o V Torneio da Malha inter-colectividades, com o Torneio do Tiro ao Alvo, e para finalizar o tradicional magusto.

A Feira dos Santos, para além de ser um ponto de encontro do comércio tradicional, é sobretudo um local onde familiares e amigos se juntam.

 

Programa - Feira dos Santos

 

07h  Abertura da Feira

10h  V Torneio da Malha Inter- Colectividades

10:30h  Descerramento de Placas Toponímicas

11h  Rancho Folclórico “As Sachadeiras da Várzea” da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira

14h  Abertura das Inscrições para o “Tiro ao Alvo”

14:30h  Concurso de Doces / Concurso de Mel

15:30h  Rancho “Os Mensageiros da Alegria” de Vila Nova do Ceira

16h  Tradicional Magusto

 

 

Integrada na Feira, realiza-se no dia 1 e no dia 2 de Novembro, o 1º fim-de-semana gastronómico dos “Torresmos à Moda de Góis".

  

FeiraGastronómica2008

 

 


 

by camara municipal de gois
 


 



 

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Preservar a Floresta--Nemátodo do pinheiro


 

 

 

 

 

SensibilizaçãoNemátodo

 

Proteja o seu pinhal contra o nemátodo

Campanha Nacional de Sensibilização

Ramo pinheiro atacado

  

Nemátodo

  • O nemátodo da madeira do pinheiro é um verme microscópico do grupo das lombrigas que ataca preferencialmente pinheiros e outras árvores resionosas.


Longicórnio do pinheiro (Insecto-vector)

  • O nemátodo é transmitido às árvores por um insecto-vector, o Longicórnio dopinheiro. A dispersão do nemátodo está limitada ao período de voo do insecto, de Abril a Outubro.


Sintomas:

  • Amarelecimento e murchidão das agulhas (primeiro as mais antigas, estendendo-se gradualmente a toda a copa);
  • Diminuição da produção de resina;
  • Manutenção das agulhas mortas por período prolongado;
  • Existência de ramos secos mais quebradiços que o habitual, levando à secura total da copa.

 

Como combater a doença?

  • Detectar e remover os pinheiros mortos ou com sintomas de declínio, preferencialmente no período de Novembro a março de cada ano;
  • Eliminar todos os sobrantes de exploração florestal;
  • Controlar a população do insecto-vector durante o seu período de voo (Abril a Outubro) por meio de armadilhas.


 

A quem compete a remoção das árvores e dos sobrantes?

  • Estas acções são da responsabilidade dos proprietários e constituem uma obrigação legal.
  • Esteja atento à legislação em vigor e potenciais apoios e informe-se antes de proceder a qualquer acção de exploração florestal.
  • Consulte a sua organização de produtores florestais ou o gabinete técnico florestal do seu município.

 

 

 

Evolução da doença do nemátodo

Esquema transmissão 1

Abril a Outubro

1 - O insecto-vector transmite o nemátodo:

      [a] - a pinheiros saudáveis quando se alimenta nos seus raminhos;

      [b] - a pinheiros enfraquecidos, quando se faz as suas posturas de ovos.


 

Esquema transmissão 2

 


 

2 -  [c] - Depois do nemátodo instalado multiplica-se no interior dos pinheiros levando à sua morte.


 

As larvas do longicórnio que se desenvolvem nas árvores enfraquecidas, transformam-se em insectos adultos na Primavera do ano segunte, abandonando os pinheiros e transportando consigo o nemátodo.


 

 

 

Novembro a Março

 

(período ideal para remoção dos pinheiros doentes)


 

Os sobrantes de cortes deverão ser estilhados (inferior a 3 cm) ou queimados no local, devendo consultar sempre o risco de incêndio florestal.

Árvores com sintomas ou mortas deverão ser abatidas e a sua madeira transportada para tratamento em unidades industriais.

 

 

A solução está na prevenção!

  • Árvores enfraquecidas favorecem a dispersão do nemátodo;
  • Evite o transporte de material lenhoso no período de Abril a Outubro pois pode estar a espalhar a doença;
  • Não conserve lenha de um ano para o outro;
  • Mantenha o seu pinhal saudável.
Fotos - pinheiros
Fotos - pinheiros


 

A doença do nemátodo da madeira do pinheiro:

Leva sempre à morte das árvores;

Não se transmite directamente de árvore a árvore, necessita do insecto-vector.

Nemátodo da madeira

Tenha em atenção:

  • Os sintomas associados a esta doença são comuns a outras pragas e doenças;
  • O seu diagnóstico só é possível através de análise laboratorial.
Longicórnio do pinheiro
 
Seja activo na luta contra o nemátodo da madeira do pinheiro!
Descarregar:

PDF_ICONFolheto  - Nemátodo do Pinheiro | 1,52 Mbytes


 

      (NOTA: O ficheiro encontra-se comprimido e em formato .pdf)

 in camara municipal de gois

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

À Volta dos Penedos--Almoço da Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis

                            
 
A Comissão de Melhoramentos de Ladeiras de Góis irá realizar, no próximo dia 1 de Novembro, um almoço de confraternização, na sua Casa de Convívio, em Ladeiras de Góis, tal como se tem feito nos anos anteriores.
O almoço será seguido de venda de artesanato e de uma tarde convívio com um magusto tradicional.
Conforme dita a tradição, o almoço será: torresmada da Beira Serra, sopa caseira, vinhos, sumos, águas, cafés e digestivos e o preço será de 10,00€.
Por tudo isto, Ladeirense que gostas de ser como eu, não te esqueças de, neste dia, marcares a tua presença em Ladeiras e trazeres contigo os teus amigos, para que, este dia seja mais um dos muitos dias de fraterno convívio, nesta aldeia serrana, que quer continuar a ser (a Suíça Portuguesa).
As marcações poderão ser efectuadas junto de qualquer membro da Direcção ou através dos contactos: 218 877 711, 965 031 937 - Sr. Luís Martins; 218 516 102, 917 260 714 - Sr. António Martins ou 963 961 441, 963 961 746 - Sr. Albertino Olivença.
Albertino Olivença
in O Varzeense, de 15/10/2008
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À Volta dos Penedos-Aniversário da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira

No dia 1 de Novembro de 2008 serão comemorados os 80 anos da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira. As comemorações serão feitas em Roda Cimeira com o seguinte programa: celebração de uma missa seguida de romagem ao cemitério, almoço convívio nas instalações da Escola de Roda Cimeira, onde será feita a entrega dos emblemas de didicação de 25 e 50 anos de associado a esta Sociedade de Melhoramentos. Será ainda realizado um magusto e um Baile Regional. Assim, convidamos todos os sócios e amigos a participar neste Aniversário tão especial para a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira.
Marina Lopes Pedroso
in Jornal de Arganil, de 16/10/2008

publicado por penedo às 20:12

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Aldeias de Xisto: um património único que serpenteia toda a região Centro


 

As Aldeias de Xisto afirmam-se cada vez mais como um dos destinos de eleição de portugueses e estrangeiros. Distribuídas por 13 municípios do Pinhal Interior, as 24 aldeias assumem-se como um “produto turístico de eleição e exclusivo da região Centro”, que tem conquistado, ano após ano, cada vez mais visitantes, atraindo anualmente por mais de 450 mil visitantes. À beleza natural e à simpatia das suas gentes alia-se um vasto e diversificado programa de animação permanente que aposta, sobretudo, na reconstituição das tradições que ao longo dos anos marcaram estas aldeias.

São 24 as Aldeias de Xisto que se encontram dispersas um pouco por toda a região Centro, num total de 13 municípios. Com um património tão rico como diversificado e com uma beleza natural que oferece infinitas possibilidades de lazer, estas aldeias afirmam-se, cada vez mais, como uma “excelente alternativa” aos produtos turísticos ditos tradicionais.
Nos últimos anos, em parte devido à recuperação das aldeias e à forte aposta na sua divulgação, as Aldeias de Xisto foram visitadas por mais de 450 mil visitantes, um número que deixa todas as entidades ligadas a este projecto bastante satisfeitas.
“As Aldeias de Xisto são um produto de excepção para a região e para o país. Sendo um produto exclusivo da zona Centro, tem conquistado cada vez mais visitantes, tanto no domínio nacional como nos mercados externos, em particular no alemão, holandês e inglês”, explica Pedro Machado. O presidente da Região de Turismo do Centro realça também que este é um produto turístico que se conjuga na perfeição com outros produtos, como o turismo de natureza, gastronómico e em espaço rural.
“Do nosso ponto de vista as Aldeias de Xisto oferecem um conjunto polivalente, ao terem a capacidade de fazer uma integração perfeita naquilo que é o coração da nossa natureza mas também chamando à atenção para outros produtos com os quais convive na verdadeira ascensão da palavra”, realça.
São 24 aldeias distribuías por um território de enorme beleza e que oferece experiências únicas em vários sectores, como gastronomia, artesanato, alojamento e animação cultural. Aqui, das coisas da terra fazem-se novos produtos; de um rio faz-se pista de canoagem; de uma floresta faz-se trilho para caminhadas; uma tradição antiga transforma-se num evento cultural único…
Nestas 24 aldeias encontra-se de tudo o que de mais belo a natureza ainda oferece. Há praias fluviais de água pura, monumentos, castelos, museus… e sempre muitas actividades e muita conversa para partilhar, sobretudo com os habitantes, pessoas com quem dá gosto partilhar tradições, artes e histórias.
É este conjunto que faz destas aldeias um destino único. Pedro Machado sublinha que uma prova desta importância foi a distinção, em Março deste ano, com o reconhecido Prémio Palma de Prata Descoberta 2008 pela revista alemã Geo Saison, de tiragem mundial.
As Aldeias do Xisto receberam a distinção de Melhor Viagem de Descoberta pela conceituada revista de viagens, uma distinção que a Rede das Aldeias do Xisto considerou da “maior importância, uma vez que sublinha e reforça a aposta estratégica que a ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, juntamente com a Marca Centro de Portugal vem desenvolvendo no Mercado Alemão”.
Esta distinção deixa também animada a própria população, pessoas que, como realça Pedro Machado, acompanham com “muito carinho e atenção a reabilitação das suas aldeias”. O presidente da RTC lembra ainda que as aldeias não conquistam apenas turistas. “Muitos dos filhos da terra que tinham procurado o seu mercado de emprego noutros destinos do país regressam agora para recuperar a sua própria casa, enquanto outras pessoas se deixam seduzir pela beleza destas aldeias e adquirem o seu alojamento, provando de facto a excepcional qualidade de vida que elas podem proporcionar”, explica.

24 aldeias mostram o que de melhor há no Centro do país

Cada uma destas 24 aldeias tem muito para oferecer. Muito poderia ser escrito sobre cada uma delas e muito continuaria a ficar por dizer. Assim sendo, aqui fica apenas um pouco de cada uma, um convite para que parta à descoberta do que não é possível descrever.
Benfeita, concelho de Arganil. Percorra as ruas e sinta a frescura no encontro de duas ribeiras. No recuperado moinho do Figueiral e alambique ainda é possível ver como antigamente se aproveitava a força da água. Do outro lado da rua encontra-se a Igreja Paroquial e um pouco mais ao lado o atelier da Feltrosofia, onde se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador. Aqui encontra já uma das tradicionais lojas das Aldeias do Xisto e o Centro Documental, na recuperada Casa Simões Dias. Ao passear pela aldeia, desfrute do conjunto de casario branco, com as suas ruelas e passadiços característicos.
Martim Branco, Castelo Branco. Enquanto a ribeira de Almaceda faz cantar as águas e os rouxinóis, lá fora, o forno comunitário ainda exala o cheiro do pão acabado de cozer, uma tradição aqui mantida bem viva mas que se tem vindo a perder quase em todo o país. Os fornos assumem-se assim como um dos elementos mais interessantes de Martim Branco, daí a preocupação e o investimento que tem sido feito na sua recuperação. Martim Branco destaca-se também pela sua paisagem, tão agreste como tranquila, com o xisto e o granito a conjugarem-se na perfeição na ornamentação das casas, construções modestas mas de uma genuinidade que o tempo não destruiu.
Sarzedas, Castelo Branco. Esta aldeia distingue-se pelos traços de cor que lhe marcam as fachadas das casas rebocadas a caminho da Fonte da Vila. Antiga vila e sede de concelho, o seu Pelourinho, o Largo, as igrejas e capelas, sobressaem de uma malha urbana com casas de belo traçado e volumes grandiosos, que atestam a presença marcante da História da vila e dos seus habitantes.
Casal de S. Simão, Figueiró dos Vinhos. Esta aldeia baseia-se numa só rua, com a fonte a encantar visitantes. Disponibiliza uma loja Aldeias de Xisto, um restaurante e uma Associação cujo nome se confunde com o que nos promete esta aldeia: Refúgios de Pedra. Esta é uma das aldeias que tem assistido ao regresso dos “filhos da terra”, com muitas pessoas a apostarem na recuperação das habitações, muitas vezes pelas próprias mãos.
Barroca, Fundão. A Casa Grande, antigo solar do séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe os visitantes e lança-os à descoberta. Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural, pautado pelos seus ciclos agrícolas. A paisagem circundante é enquadrada pelo pinhal e pelas pirâmides das escombreiras da Lavaria do Cabeço do Pião, que já pertenceram às Minas da Panasqueira. A Barroca é também a sede da Rede de Lojas das Aldeias do Xisto. Aqui descobrem-se antigos moinhos que laboravam com a força do rio que, com as suas águas límpidas e com a beleza da área envolvente, convida ao lazer e à descontracção.
Janeiro de Cima, Fundão. Em comunhão com a natureza e as raízes familiares, Janeiro de Cima enche-se de gente aos fins de semana e nas férias. No Verão, fazem-se piqueniques no pinhal ou aproveita-se a frescura da água no Parque Fluvial. Aqui as tradições revivem-se em saberes e artes que nunca se esquecem e que renascem pelas mãos de quem não deixa morrer a tradição.

Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena. O concelho de Góis é “rico” no que toca a este património das Aldeias de Xisto, estando estas quatro aldeias integradas numa estrada panorâmica que as liga ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra. É com os olhos postos no alto que se agradece a existência destas “aldeias-memória” e a sua recente e progressiva transformação em “aldeias-futuro”. É obrigatório parar aqui e deixar-se contagiar pela simpatia das pessoas e pela serena paisagem.

Também o concelho da Lousã oferece convites irrecusáveis. “Perdidas” na sua bela serra, encontram-se cinco Aldeias de Xisto - Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro e Talasnal.
Aninhado na Serra da Lousã, a Aldeia de Candal ergue-se numa colina voltada a Sul. Estrategicamente colocada junto à Estrada Nacional, que liga Lousã a Castanheira de Pêra, esta aldeia está habituada a receber visitantes, sendo considerada uma das mais desenvolvidas das aldeias serranas.
Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro são aldeias cravadas na serra da Lousã, ligadas entre si pela história e cultura comuns, mas sobretudo pelo viver genuíno das gentes. Ao reabilitarem-se casas e condições de vida, recuperam-se os sorrisos que nestas três aldeias voltam a chamar quem aprecie o casario encostado a ruas estreitas e as fontes que cantam os segredos da Serra.
A Cerdeira é um local mágico. Logo à entrada, uma pequena ponte convida a conhecer um punhado de casas que espreitam por entre a folhagem. Parece que atravessamos um portal para um mundo fantástico. Tudo parece perfeito neste cenário profundamente romântico. O chão de ardósia guia-nos por um caminho até uma fonte no meio de uma frondosa vegetação.
Gondramaz, Miranda do Corvo. Esta aldeia distingue-se pela tonalidade específica do xisto que envolve toda a área. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra. Esta é, aliás, terra de artesãos cujas mãos hábeis criam figuras carismáticas que são marca da serra e que levam consigo o nome do mestre e da aldeia além-fronteiras.
Álvaro, Oleiros. A aldeia de Álvaro estende-se ao longo do viso de uma encosta sobranceira ao Rio Zêzere, acomodada na albufeira do Cabril. Avistada do alto da magistral paisagem que a circunda, parece uma alva muralha que guarda a passagem do rio. É uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto, ou seja, a sua base de construção é o xisto mas a sua evolução histórica incorporou o reboco.
Em Pampilhosa da Serra encontram-se mais duas Aldeias de Xisto - Fajão e Janeiro de Cima. Fajão era a antiga vila, encaixada numa pitoresca concha da Serra, alcandorada sobre o Rio Ceira, perto da sua nascente, entre altos e gigantescos penedos de quartzito, cuja configuração faz lembrar antigos castelos naturais. Quem quiser fazer alpinismo e escalar estes penedos poderá usufruir de uma vista única. Amanhã viverá um dia especial, com a inauguração da sétima Loja Aldeias do Xisto, e com a abertura do Caminho do Xisto desta Aldeia. Todo o fim-de-semana será recheado de actividades culturais, workshops e muita animação.
Janeiro de Baixo é marcado pelo rio Zêzere e está rodeado de um conjunto harmonioso de serras, penedos e vales, albufeiras, rios e ribeiras que apetece explorar.
Ferraria de S. João, Penela. Alcandorada numa crista quartzítica no extremo sul da serra da Lousã, tem como ex-líbris os antigos abrigos dos animais. Perto de Casal de S. Simão, esta aldeia tira hoje partido da presença de novos vizinhos para recuperar antigas tradições, festas populares e religiosas, em que todos se envolvem reunindo esforços e participando.
Figueira, Proença-a-Nova. Esta Aldeia é mesmo uma “aldeia” na verdadeira concepção do termo – as galinhas parecem dizer bom dia dos seus poleiros, apreciam-se as cabras, a carroça do feno, a horta recheada e verde, o forno comunitário ainda com o aroma do pão acabado de cozer. A envolvência desta Aldeia caracteriza-se pela sua relação ainda muito marcada e activa com o meio rural.
Pedrógão Pequeno, Sertã. Em Pedrógão Pequeno o xisto esconde-se sob rebocos alvos. Quando a banda filarmónica ali vem tocar, as ruas enchem-se e vem à memória a década de 50, quando chegaram à aldeia os trabalhadores que construíram a Barragem do Cabril.
Água Formosa, Vila de Rei. Aqui ainda se encontram evidências das tradições antigas, como os vários fornos a lenha espalhados pela aldeia; mas também evidências de tradições ligadas à utilização da força da água, num enquadramento natural que evidencia o melhor da relação entre homem e Natureza. Tem poucos habitantes residentes, mas a estes têm vindo a juntar-se muitos mais.
Foz do Cobrão, Vila Velha de Ródão. Nesta Aldeia conjugam-se a paisagem natural esculpida por um Oceano antigo com a imaginação dos homens que ali impuseram a sua cultura agrícola, essencialmente feita de oliveiras em socalcos seguros por muros de xisto: ainda hoje o azeite desta região é de elevadíssima qualidade. Esta é uma terra onde ainda se revivem essas tradições antigas.
in O Despertar, de 17/10/2008
publicado por penedo às 19:58

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1º Oleão de Góis

Penedos solidários com o Ambiente
 
“OLEÃO” é este o nome com que foi baptizado o primeiro ponto de recolha de óleos alimentares usados o qual se encontra à disposição da Escola E.B. 2, 3 de Góis.

Esta foi a primeira acção de sensibilização, iniciativa da Câmara Municipal de Góis e do Projecto Escolhas de Futuro cujo objectivo é evitar que a população continue a utilizar o esgoto como vazadouro para este tipo de resíduos, uma prática que é pouco amiga do ambiente.

 


 

A utilização deste resíduo para o fabrico de Biocombustível é já uma realidade em diversos países europeus e apresenta as seguintes vantagens:

- É um processo de tratamento amigo do ambiente;

- É um combustível que não contribui para o efeito de estufa e para as alterações climáticas;

- É um combustível que não é tóxico;

- É uma fonte de energia renovável;

- Contribui para a redução da poluição atmosférica;

- Reduz a dependência em relação a combustíveis fósseis como o petróleo.

 


Eco-Óleo
 

Óleos Alimentares – O que lhes fazer?
• Sabias que sempre que fazemos uma coisa simples como fritar batatas podemos pôr em perigo o meio ambiente?

• Mas só se não tivermos o devido cuidado!

• Normalmente para fazer petiscos fritos usam-se óleos alimentares. Depois de algumas utilizações, esse óleo já não serve mais para fritar e é deitado fora, pelo lava-loiça ou noutros locais…

• E é aí que está o grande problema! Quando o fazemos, estamos a aumentar em milhares de euros o custo do tratamento das águas residuais (esgotos)! Imagina!!!

• Sabias que apenas uma gota de óleo pode arruinar centenas de litros de água potável?

• Se pegarmos no óleo usado e o voltarmos a colocar na respectiva embalagem vazia (ou mesmo numa garrafa de plástico qualquer), já estamos a fazer uma grande coisa.

• Claro que não precisamos de ficar com as garrafas em casa, mas temos de tratar correctamente o que elas contêm. Como?

• Depois de bem fechadas, as garrafas com o óleo velho devem ser colocadas no “Óleão” porque não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biocombustível, uma fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2.
in www.cm-gois.pt
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publicado por penedo às 19:52

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Mirar o Penedo

                                     Fotografia de JrC

publicado por penedo às 19:42

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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

80ª Aniversário do Regionalismo Goiense

Festa da Freguesia de Vila Nova do Ceira

(25 de Outubro de 2008)
 

Programa


 
15:00 Sessão de Abertura (Abertura da Exposição) *

 
15:30 Intervenção sobre o Regionalismo pelo Presidente do Conselho Fiscal da C. C. Góis, Sr. António Lopes Machado

 
16:00 Apresentação do livro “Rosários do Amor” de Clarisse Barata Sanches
 

 
17:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”
 

 
17:30 Actuação do agrupamento “KAOS”
 

 
18:00 Teatro “Nova Geração da Várzea”
 

 
19:00 Lanche Regional
 

 
20:30 Actuação do agrupamento “KAOS”
 

 
21:00 Actuação do “Grupo Cantares da Várzea”
 

 
* Glória, H. Mourato, Henrique Tigo, Júlia Fernandes, Filipa Reis


Rua de Santa Marta, nº 47, r/c Dtº.
1150 – 293 LISBOA
 
publicado por penedo às 21:57

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IV-Estória dos anos que já lá vão

 

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

por Ernesto Ladeiras 

 

continuação

                                                                                                                                                                     

Foi fácil chegar à Casa Grande, testemunho óbvio de abastanças e glórias passadas, "cheia dos bons e maus cheiros das casa que têm história". O Dias, ao ver-nos ficou surpreendido com o mau aspecto e o tamanho da comitiva, mas mais surpreendida e agastada ficou a pobre da D. Augustinha, velha governanta da casa, quando soube que vínhamos para jantar e passar a noite. Os aposentos ainda é como o outro; quartos não faltam e estamos no verão. Agora o comer é que eu não sei , menino! Tudo se arranjou. Uma panelada de batatas cozidas e um quarteirão de petinga (provisão da casa guardada no mosqueiro para o dia seguinte) rapidamente tisnadas no borralhiço grosso, retirado da gaveta da fornalha do fogão a lenha. Após o jantar que, e apesar de tudo, até foi, para nós, um" lauto banquete", demos umas voltas pela vila. Com uma noite feita de todos os silêncios e um intenso luar que tornava ainda mais irreal a brancura das ruas e ruelas, as nossas conversas descambaram, inevitavelmente, para a especulação filosófica. Muito estranho é, de facto, este mundo que nos rodeia. Aquelas estrelas, tão arrogantes, aqui mesmo por cima das nossas cabeças, afinal não são mais que pontos de infinitos "icebergs", em permanente expansão no Espaço - Tempo cósmico. E a nossa própria Estrela, o Sol, é uma dessas infinitas pontas. E nós próprios, aqui e agora, nesta noite de um luar fascinante, percorrendo as ruas e ruelas mágicas de Góis, com as nossas alegrias, as nossas ansiedades e os nossos sonhos, somos ainda uma projecção, um prolongamento, dessa terrivelmente misteriosa e grandiosa " máquina" que é o Universo. A própria aventura que o bando dos seis está a viver só é possível porque na "fornalha atómica" de uma certa Estrela, em certo ponto do espaço - tempo, foram fabricados os átomos que permitiram a existência de Serra da Lousã, dos nossos corpos, dos alimentos que os mantêm e até mesmo dos nossos espíritos e dos nossos sonhos. E quanto à Vida, quem a concebeu, projectou e desenvolveu? E a Morte, quem a decretou?. E o caos, o aleatório e a incerteza?. Insegurança e medo metafísico! Enigmas indecifráveis! Contentemo-nos em fruir o real ingénuo e aparente, e aceitemos, até ver, o princípio antrópico, que reza mais ou menos assim: "Nós vemos o Universo tal como ele é, porque, se ele fosse diferente, nós não estaríamos aqui para o observar".

Antes de nos deitarmos, e não obstante o cansaço, ainda fomos até à ponte manuelina espreitar a lua no fundo do pego. Vimos a lua e também uma frota de quadrigas, transportando lindas romanas. Encontrada então a razão porque, àquela hora, as ruas de Góis estavam tão desertas, nessa noite soturna e luarenta de Verão.

De novo na Casa Grande. Em três quartos, dois a dois, como bons frades, assim foram destinados os nossos aposentos; assim foi decidido que dormíssemos . Se não nos falha a memória (vai decorrido quase meio século ) foi assim: Chico Almeida com Vitor Brasileiro, Jorge Ladeira com Rui Bento e Silvério Pinaz com Ernesto Ladeira. Acasalamentos equilibrados ( Honni soit qui mal y pense !). Não fora o estupor da coruja agoirenta que toda a noite piou tenebrosamente por ali, e o merecido descanso teria sido pleno e reparador. Que mundo tão estranho este, com criaturas destas a comunicar de um modo tão sinistro. Que diriam disto os rouxinóis acoitados nas ramadas? Claro que os mais apoquentados de nós foram os que dormiram na ala contígua à igreja e ao cemitério, territórios preferidos por tão antipáticas e bizarras carpideiras.

Oito da manhã. Início do nosso segundo dia de campanha. Pelo "nosso celular" recebíamos a informação de que o autogiro camarário (maquineta voadora a gasogénio, utilizado na manutenção da iluminação pública e no polimento da Lua) estava fora de serviço. Bonito! Tramados ! Como vamos sair agora daqui, deste poço tão fundo? Acrescia ainda, para nossa desgraça, que a " função subida", dos nossos batiscafos individuais, estava desactivada. Quanto ao pequeno almoço, nicles. A este respeito não havia problemas. Por esses cerros acima, há muita água fresca e oxigénio de primeira; e pinhões não faltam ao longo desses pinhais. El rei manda subir e não carpir.(Sem que nos déssemos conta, estávamos em pleno e saudável regime de emagrecimento, em permanente festa).

Briefing: Etapa Góis- Portela do Vento, sempre em linha de subida. Entraremos no alcatrão (EN 112) pouco antes de alcançarmos o viso da serra. Navegação a corta-mato, ponto por ponto. Bússolas neurais a sete canais. Tempo estimado quatro a cinco horas. A partir do viso da serra entraremos, finalmente, no reino dos compadres, parentes, primos e primas; terras de leite e de mel à custa de gentes muito esforçadas. Próximo reabaste-cimento na Roda Cimeira ( previsão ).

Pendurada que foi a tralha do Silvério, num longo e robusto cacete, logo ali foi estabelecida a escala de rendição dos alombadores. E uma dupla voluntária imediatamente se prontificou para cumprir o primeiro lanço daquele "martírio" adicional. Todos equipados de varas de feijoeiro, quais lanças quixotescas, aquela grotesca trufa de alucinados maltrapilhas, embrenhou-se no pinhal e foi grimpando, penosamente, a inclinadíssima lomba.

As duas primeiras horas de marcha foram duras, mas, depois, as coisas começaram a melhorar, à medida que a inclinação do terreno se ia adoçando. Finalmente encontrámos água, embora escassa. Quanto a pinhões, nada de jeito.

Estávamos nós no repouso do guerreiro, deitados de costas sobre a lebrinha sedosa e fresca, olhando o céu, por entre as copas baloiçantes dos altos pinheiros, quando começamos a ouvir uma reconfortante polifonia, feita de mil ecos cruzados, devolvidos pelas quebradas. Era o pessoal da resina, disperso pelo pinhal, cantando, à capela, "cânticos gregorianos" resineiros, enquanto iam, rascando, com seus afiados ferros, as sangrias, para reavivar o seu doloroso sangrar. Uma pura Sinfonia-Natureza. Arte do mais fino quilate. Melhor que as sinfónicas de Londres ou New York.

Feita a rendição dos carregadores, reiniciámos a nossa esforçada marcha. A fome e o cansaço começava a gerar no bando algum desalento e desencanto. Inspeccionadas as chanatas do Chico, verificou-se que tinham ainda rastos e lonas para muitos quilómetros. A grande serra–mãe, agora quase despida de pinhal, mostrava-se, ostensivamente, em toda a sua grandeza e esplendor. E já se adivinhavam, ao longe, sinais do alcatrão, garantia de uma navegação mais fácil, embora mais monótona. A nossa rota encaminhava-se, perigosamente, no sentido do enfiamento Povorais-Santo António. E perigosamente, porque corríamos o risco de eventuais deserções que, felizmente não se verificaram.

Chegados ao alcatrão, já o Sol se preparava par dar a grande cambalhota sobre o poente. A esperança de, finalmente, enchermos a malvada, na Roda Cimeira, mantinha-se de pé, fosse almoço ou coisa equivalente.

                                                                                                    (continua)

 

 

 

 

 

do  jornal O Castanheirense

 

                                                                            
 

 

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

CAMINHADA “Ascensão aos Penedos de Góis”

9 de Novembro (domingo)                     

Os Penedos de Góis são uma serra escarpada, em plena Serra da Lousã, que formou desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas. Um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã. Trata-se portanto de um caminhada de ascensão, por encostas inóspitas e de declives acentuados, ao ponto mais alto do concelho de Góis (1048m), pelo que se exige alguma resistência por parte dos participantes.

Local de encontro: Esporão (Góis), junto às bombas de gasolina, às 9h30.
Duração: cerca de 4/5h.
Preço: 10€/pax Inclui guias e seguro.

Aos preços indicados acresce o IVA à taxa em vigor.

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938 telem 966 217 787 mail geral@transserrano.com

ALVARÁ nº24/2003 (DGT) ALVARÁ nº 231/2005 (IPJ)
Empresa fundadora da APECATE - Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos

TRANS SERRANO… LEVA-O ONDE MAIS NINGUÉM O LEVA!
 

 

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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Vale Torto - XXXIII Jogos de Verão

 Comissão de Melhoramentos de Vale Torto, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia de Góis e dos diversos patrocinadores mencionados no final da notícia, levou a efeito, nos dias 14 a 17 de Agosto, os XXXIII Jogos de Verão, na aldeia de Vale Torto, concelho de Góis, para os quais foram convidadas as seguintes aldeias: Povorais, Esporão, Aigras, Comareira, Cerejeira e Caselhos, tendo participado todas com excepção de Caselhos, o que desde já lamentamos, dado que, não foi dada qualquer explicação à referida organização, referente à sua ausência.


No dia 14 abriram os jogos, pelas 8.30 horas, com o hastear das bandeiras, onde se realizaram as seguintes modalidades: Damas, Tiro, King, Moedas, Malha, Futsal, Dominó, Lançamento de Peso, Gincana, Sueca e Atletismo, com as seguintes classificações:
Damas: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Vítor Júlio, Vale Torto.
King: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Pedro Martins, Vale Torto.
Sueca: 1.º lugar - Pedro Martins e José Gonçalves Martins, Vale Torto e 2.º lugar - Miguel Teixeira e Mário Feliciano, Povorais.
Moedas: 1.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jaime Santos, Aigras.
Malha: 1.º lugar - Reinaldo e Tó Zé, Aigras e 2.º lugar - André Claro e Jaime, Aigras.
Dominó: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Rui Santos, Vale Torto.
Tiro: 1.º lugar - Carlitos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - David, Vale Torto.
Lançamento do Peso: 1.º lugar - Rui Simões, Esporão e 2.º lugar - Fábio Santos, Vale Torto.
Atletismo: Escalão A (até 8 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Luís Filipe Rosa, Vale Torto e 2.º lugar - João Pedro, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Bruna, Vale Torto e 2.º lugar - Rafaela Pinto, Povorais.
Atletismo - Escalão B (dos 9 aos 13 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rodrigo Adão, Esporão e 2.º lugar - João Pedro Rosa, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Mónica Júlio, Vale Torto
Atletismo - Escalão C (dos 14 aos 19 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jorge, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Carla Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Catarina Claro, Aigras.
Atletismo - Escalão D (dos 20 aos 35 anos)
Femininos: 1.º lugar - Alexandra Claro, Aigras e 2.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto.
Atletismo - Escalão E (dos 36 aos 50 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rui Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Paula Cristina, Vale Torto e 2.º lugar - Teresa Antunes, Vale Torto.
Atletismo - Escalão F (desde os 51 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Cabral, Vale Torto e 2.º lugar - Fernando Barata, Povorais.
Gincana: 1.º lugar e equipa constituída por: Pedro Martins, Patrícia Júlio, Vanessa Miado, Marco Porfírio, Catarina Granja e Luís Ribeiro, de Vale Torto e 2.º lugar a equipa constituída por: Cláudia Martins, Hugo, Ana Rosa, Márcia Gama, Carlitos Santos e João Martins, de Vale Torto.
Futsal: 1.º lugar - Povorais, 2.º lugar - Vale Torto e 3.º lugar - Esporão.


Os jogos decorreram com muito entusiasmo tanto dos participantes como das pessoas que assistiram, só foi pena o facto de ter chovido, principalmente quando decorria a prova de gincana.
Em termos de povoações, as classificações finais dos XXXIII Jogos de Verão de 2008 foram as seguintes: 1.º lugar - Vale Torto; 2.º lugar - Povorais; 3.º lugar - Esporão e 4.º lugar - Aigras.
A Comissão de Melhoramentos de Vale Torto agradece a todos os que colaboraram na realização dos XXXIII Jogos de Verão, aproveitando para destacar os nomes dos diversos patrocinadores que contribuíram, dando o seu apoio: Câmara Municipal de Góis, Junta de Freguesia de Góis, Caixa Geral de Depósitos, Casa do Concelho de Góis, Farmácia Miguel Silvestre, Irmãos Figueiredo, Restaurante Caçoila, Transerrano, Restaurante Beira Rio, ADIBER, Angolmoc, Talho Central, Moto Clube de Góis, Café o Caçador, Mármores Vidal e Vidal, Café Primavera, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, Alumínios Bandeira, Casa Bandeira, Turismo de Góis, Vai Tu, Ortopédica Médica, Associação Florestal de Góis, J. Silvas Ld.ª, Supermercado Casimiro Vicente, Encosta da Seara, ALUNORMA - alumínios e António José & Filhos.
in O Varzeense, de 30/09/2008
Fotografias em http://povorias.hi5.com

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

III-Estória dos anos que já lá vão

  

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

                                                                                                                                                     Por Ernesto Ladeira
                                                                                                                 (Continuação do número anterior)

Reorganizadas as hostes, foi dada a ordem de marcha, agora alinhados em fila indiana dupla (3 numa berma e os outros 3 na outra, sendo que dois de uma das filas, eram os carregadores de serviço). E assim fomos seguindo, trocando graçolas para manter os ânimos e esquecer a fome. Em breve chegaríamos às Quelhas, que ficavam já muito perto da Portela do Vento, onde as águas se separam.

As Quelhas, dos velhos trilhos cruzados, gravados por negociantes, almocreves, pedintes itinerantes, vagabundos e salteadores. Roteiros de desvairadas gentes e destinos. Contavam-se histórias tenebrosas de roubos, assaltos e até mortes. De tempestades e nevões que sepultavam imprudências, bebedeiras e doenças. De lobos que atacavam gados em trânsito, e que faziam até longas perseguições a montadas.

Íamos nós, calmamente subindo, na nossa dupla formação indiana, já muito perto das Quelhas (sítio ainda tido como de má fama), quando nos surge, pela frente, lá no alto, um ciclista de pasteleira, com sacos e saquitéis amarrados ao suporte. –  Eh amigo, Eh amigo, a Roda Cimeira é muito longe? E onde são as minas da Roda? ; gritámos todos a uma voz. O nosso homem deve ter passado um mau bocado, ao deparar com todo aquele aparato. Alinha com o centro da estrada pedais para que te quero, mais a força da gravidade e ele aí vai, a toda a mecha, sem tugir nem mugir. –Ora um merda destes, com medo dos putos ! Dizia o Chico , chateado. Quem tem cu tem medo! Alguém atirou para o ar, esta velha chapa-feita, à conta de uma pretensa justificação para a fuga desesperada do nosso apavorado ciclista.

Esta empolgante Serra da Lousã, enorme chapéu de muitos bicos. A caprichosa geometria dos seus descomunais volumes que nos esmagam e assustam. Quem teria concebido, projectado e construído este colosso? Que forças estranhas (aleatórias?) a teriam empurrado até cá em cima? Quem a teria vestido e povoado de Vida ? Há quantos milhões de anos existe e quais as alterações sofridas desde o início da sua formação? Que lhe acontecerá no futuro ? Continuará o homem a respeitar minimamente a sua "provecta idade" e a sua magestade? O que terá ela nas suas entranhas?

Diziam os antigos que a Serra da Lousã era atravessada por um" braço de mar", razão porque nunca fora levada por diante a ideia da construção de um túnel rodoviário entre a Castanheira e a Lousã. Uma palpitante e fantasmagórica fantasia que estava bem na linha dos grandes sonhos que os Castanheirenses sempre acalentaram, de reduzir drasticamente as distâncias que os separavam de Coimbra, mas que foram sendo sucessivamente desfeitos. A Lousã e Coimbra alí mesmo por detrás da Serra, mas na realidade ainda tão longe de nós. E assim continuamos e continuaremos, lamentavelmente.

Nas suas entranhas não corre um tenebroso "braço de mar" mas corre água potável, graças ao trabalho natural da floresta e dos matos nativos. Água que alimenta fontes, minas e poços e sustenta os mínimos ecológicos dos cursos de água.

A grande Serra tinha, de certo, também, nas suas entranhas, ouro, volfrâmio, urânio, titânio e outras raridades minerais. Coisas boas ou coisas más, consoante o uso que a Humanidade delas faz. Durante a nossa subida, a partir de Góis, encontrámos estranhas escavações, explorações avulsas de volfrâmio (tungsténio), muito usado, durante a segunda guerra mundial ( 1939-1945), no fabrico de armamento bélico. Tremendas tragédias muito recentes; fumegavam ainda, um pouco por todo o Planeta, as monstruosas e trágicas borralheiras do maior drama humano deste século, senão de todos os tempos. Terríveis consequências dos comportamentos da besta- homem, irracional!

Em contraponto, ali estava perante nós, a majestade e a paz absoluta da Serra da Lousã. Foramos nós toupeiras atómicas e miná-la-íamos, sem deixar mácula, até ao magma, muitos quilómetros abaixo, na busca dos vestígios primordiais deste doloroso e grandioso parto telúrico, que é, agora, a esplendorosa Serra do Pinhal – Monumento verde, natural, implantado no coração de Portugal.(continua)

publicado por penedo às 17:49

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