Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Ano Novo

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Natal

publicado por penedo às 23:07

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Quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

boas festas

publicado por penedo às 10:14

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Povorais está mais bonito

foto in

Poboraes.hi5.com

 

 

 
Povorais tem no seu centro uma Carvalha secular que é a jóia da coroa desta Aldeia. Só que o recinto que a rodeia estava em mau estado, agora esse recinto foi arranjado o chão todo em xisto, os assentos forrados a loisa. Colocadas mais mesas, encostos novos também forrados, uma mesa de mais de 2 metros assente em dois muros de pedra toda forrada a loisas, bancos junto às outras mesas com assento de loisas, as paredes para o exterior foram também forradas a loisas, todo este trabalho foi feito por técnicos especializados em xisto, foi uma obra que custou alguns milhares de euros e só graças a comparticipação dos Baldios dos Penedos de Góis é que esta obra foi feita. É pena que junto a esta magnífica obra se encontre uma casa completamente em ruínas, o que dá mau aspecto, a Câmara em tempos contactou o dono mas nada mais aconteceu. O que é pena...
F. Barata

in Jornal de Arganil,
de 18/12/2008
 
publicado por penedo às 10:31

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À volta dos Penedos ...Povorais ,Estrada de ligação

 
 
 
Esta estrada está em muito mau estado, muitos conterrâneos têm protestado e com razão que a estrada nacional n.º 2 continua cheia de buracos. Depois de contactada a Câmara, esta diz que no próximo ano de 2009 será feita um plano de alcatroamento no Concelho. Onde a nossa estrada será incluída. Vamos ter fé, e querer que será uma realidade. A Câmara é pessoa de bem e temos que ter confiança nos nossos autarcas.

F. Barata

in Jornal de Arganil,
de 18/12/2008
 
publicado por penedo às 10:27

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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

À Volta dos Penedos....Magusto da C. M. Povorais

No dia 30 de Novembro realizou-se um magusto na residência do Presidente da Comissão, as castanhas vindas de Povorais, boa água-pé. vinho do quintal.
Teve a presença de muitos conterrâneos e amigos.
Tivemos a presença da senhora mais idosa da nossa aldeia, o que foi um prazer,
muitos jovens do Cacém, outros amigos do Trinhão e muitos outros amigos.
Houve também caldo verde entremeada e febras foi um belo convívio.
Que entrou pela noite dentro.
Parabéns à Comissão que organizou este convívio.
F. Barata
in Jornal de Arganil, de 18/12/2008
publicado por penedo às 17:13

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À Volta dos Penedos ---Festa do Regionalismo da Freguesia do Colmeal

             

                                    80.º Aniversário do Regionalismo Goiense

 

  31 de Janeiro de 2009

Casa do Concelho de Góis
Rua de Santa Marta, nº 47, r/c dto.

1150 – 293 LISBOA
 



Programa

15:00 Sessão de Abertura
          Exposição
           Mostra de Artesanato

16:00 Gerações Regionalistas
            Henrique Mendes, Miguel Mendes e António Duarte

16:30 Apresentação do livro "U.P.F. - Memorial"
          Viajando pela Freguesia

17:00 Regionalismo e Futuro
           Lisete de Matos

17:30 O Colmeal em Teatro

18:00 Tocata do Rancho Serra do Ceira

18:30 Sons do Carvalhal

19:00 Sons da Malhada

19:30 Jantar Volante

21:00 Baile Serrano


Organização


Casa do Concelho de Góis – Conselho Regional

Colectividades da Freguesia do Colmeal:
Associação Amigos do Açor
Comissão de Melhoramentos de Ádela
Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais
União e Progresso do Carvalhal
União Progressiva da Freguesia do Colmeal
Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais
Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado
Comissão de Melhoramentos do Soito



Apoio
Casa do Concelho de Góis

Junta de Freguesia do Colmeal

publicado por penedo às 17:03

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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008

XI ---SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 


Por Ernesto Ladeira
(Continuação do número anterior)

 

 

 

 

 

 

Finaliza neste número a fantástica aventura vivida por seis amigos, durante uma semana na Serra da Lousã. Se acompanhou o relato de Ernesto Ladeira, decerto vai ficar com vontade de ler mais. Se não leu de início, ainda está a tempo de ir buscar os números d’ OCastanheirense desde a edição 1724, para se deliciar com a poesia do autor, bem como com paisagens, que lamentavelmente, só podemos "ver" neste tipos de relatos. Leia que vale a pena. (NR).

 

 

 

 

 

 

Mas, mal de calças e do resto, já andávamos nós. Calçados ainda andávamos, embora mal, mas, quanto ao resto, devemos ter sido nós, por certo, a inaugurar a moda dos rasgões ostensivos nos joelhos e no cu das calças.

Em Mega de lá, por onde entrámos, no tanque do fontanário da Comissão de Melhoramentos, demos uma ajeitadela aos nossos visuais. A casa da Portinha ficava a dois passos. Via-se já dali. O almoço esperava por nós.

Na "varanda dos coronéis" sobre o enorme pátio interior, fez-se a recepção. Alguém da casa, olhando para a serra, exclamou – Lá no Alto de Mega, vêm duas bestas! Quem será, meninos? Sorrisos.

A mesa grande da sala das sacadas, viradas a nascente, estava posta, como se fôramos príncipes, vindos de algum reino dourado do oriente. O velho relógio de pesos, austero, emitia sons-memória, carregados de uma recuada nostalgia que nos faziam estremecer. E o açucareiro de fino vidro facetado, de pé alto e tampa em forma de minicúpula de catedral, fez cintilar, nos nossos peitos, uma saudade pungente daqueles tempos da doce hora do café da manhã, na sala grande das sacadas viradas ao Sol, ao som mágico do relógio de pesos.

Um almoço digno do dia de fecho de uma longa cavalgada pela Montanha, que já era uma saudade. Saíramos do Coentral de mãos dadas e sentíamo-nos, agora, mais que irmãos, ligados por uma amizade sem limites; uma amizade para sempre. Durante sete dias, nem uma leve trica. Um belo exercício, com a inteira cumplicidade da Natureza, que aconselhamos a todos aqueles que queiram limpar teias de aranha da alma e chumbo do peito. Para todos aqueles que queiram exorcizar e expurgar fantasmas da mente e exercitar, em liberdade total, o jogo da amizade pura, prevenindo os males da má consciência. Mas sempre a pé, a corta mato, porque sobre o alcatrão é um logro e num "todo-o-terreno" é cobardia.

Feitas as despedidas, atravessamos a velha ponte de madeira sobre a Ribeira de Mega, passámos à Horta Cimeira e, ainda antes de nos embrenharmos no sempre saudoso pinhal, olhamos para trás, uma vez mais, num último adeus à Terra da Bem–Aventurança. Nunca mais a voltámos a ver, assim, tão bonita. A maldição não tardaria a reduzi-la a sombras. A baba peçonhenta – ramos, cascas e paus de eucalipto – e a desgraça trágica dos incêndios postos, desfiguraram-lhe, irremediavelmente, o rosto. Crimes contra a Natureza, sem perdão! (Coitados dos nossos pais que gritavam insultos às inocentes agueiras só porque elas desciam as serras até ao vale, sob formas antropomórficas, e vinham favorecer o aparecimento de pragas nos feijoeiros).

Estávamos agora a subir os velhos trilhos da Lomba de Mega, por onde transitaram sucessivas gerações, a caminho da Ribeira de Pera, de Lisboa (camioneta do bolo), Lousã ( Feira dos24), Coimbra (Feira dos 23), etc.

Chegados ao Alto, logo começamos a ouvir os "apitos da advertência", despedidos pelas vetustas laneiras da Ribeira de Pera. O nosso vale, e apesar de tudo, era ainda lindo. Olhámo-lo de alto a baixo e fizemos-lhe uma vénia profunda. Descemos pelo sopé da Safra e atingimos o alcatrão, por altura dos Pisões. Poucos minutos depois reentrávamos no Coentral e soldávamos o último elo de um cordão de platina que colocámos ao peito da Serra da Lousã, com um medalhão que dizia "ADORAMOS-TE".

Serra da Lousã, uma ilustre desconhecida. Mal amada e mal tratada!

Em vez de glorificados em cortejo imperial, com fanfarras, quadrigas, trombetas e tambores, apenas remoques e rumores. E os pais rezingões que, apenas por pudor, não nos deram bofetões. (Feita a chamada final, todos disseram, presente: Jorge Ladeira, Silvério Pinaz, Rui Bento, Chico Almeida, Vitor Brasileiro, Ernesto Ladeira). Para ti, Jorge, que já não estás entre nós, mas que, de certo, nos lerás por fax-celestial, aceita um ramo de dálias, rubras e frescas, acabadas de cortar nos Povorais, junto ao tanque de rega de terra batida.

 

(Final)

 

Ernesto Ladeira

Janeiro 96

publicado por penedo às 18:02

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ...Povorais

                                     Baptizado

 No passado dia 7, na igreja de Belas, realizou-se o baptizado da Bruna Henriques Moura, filha de Isabel Maria dos Santos Henriques Moura e Paulo Jorge Moura, residentes em Fitares (Rio de Mouro).

  A Bruna teve como padrinhos Paulo Henriques e Sónia Henriques Mourão e é neta materna de Fernando Barata Henriques e Maria Isabel dos Santos Henriques e paterna de Gabriela Moura.

 À cerimónia assistiram mais de 80 amigos e familiares que depois da cerimónia religiosa seguiram para uma quinta em Caneças, onde foi servido o almoço e lanche. E foram cantados também os parabéns à Bruna que completou 2 anos de idade no passado dia 2.

 A Bruna divertiu-se bastante, dançando e brincando com as outras crianças e adultos presentes. Correu todo às mil maravilhas.

 Para a Bruna, desejo de muitas felicidades

 

in Comarca de Arganil

 

 

publicado por penedo às 09:41

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À volta dos Penedos ... Bodas de Ouro

                                                           Povorais

 

 No passado dia 1 de Dezembro festejaram os 50 anos de casados o Srº Daniel Lopes

  de Carvalho e a Dª Rosária Jesus de Carvalho em São Marcos, Cacém onde residem,

 Foi num ambiente de plena festa e convívio que se juntaram os familiares e amigos

 para esta celebração.

 Ao casal desejo as maiores felicitações.  

 

 

 

in

povorais.blogs.sapo.pt

 

publicado por penedo às 09:35

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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ---Aigra Velha II

publicado por penedo às 15:26

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À volta dos Penedos ---Aigra Velha I

publicado por penedo às 15:17

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CAMINHADA: “Rota das Tradições do Xisto - Penedos de Góis - Serra da Lousã”

10 de Janeiro


Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis. Com alguma probabilidade será possível avistar uma rapina ou uma manada de veados neste percurso.

 
Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com
 
publicado por penedo às 15:13

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ...Alvares

Festa do Regionalismo na Casa do Concelho de Gois
publicado por penedo às 10:05

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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Exposição em Gois

 

 

 

Estará presente no Posto de Turismo de Góis, situado no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, a exposição de artesanato dos artistas Elisabete de Carvalho e Pedro Pinto, disponível de 12 a 31 de Dezembro, das 09:00 ás 17:00 horas.

 

 A artista  Elisabete de Carvalho,  oriunda dos  Povorais, é formada em Técnica de Cerâmica, frequentando o Curso Básico de Técnicas de Impressão Gráfica.

Tirou ainda o Curso de Restauro e Construção de Instrumentos Musicais e o seu pai  é o actual Presidente da Assembleia Geral  da Comissão de Melhoramentos de Povorais,

Sr. Daniel Lopesde Carvalho.
 

 

publicado por penedo às 11:00

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Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Neve nos Povorais-fonte

publicado por penedo às 11:06

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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos --- Esporão

Video de Cátia Adão

 

 

publicado por penedo às 10:52

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À volta dos Penedos--Festa Ribeira Cimeira e Fundeira

 

 
A Comisão de Melhoramentos de Ribeira Cimeira e Fundeira - Góis,
 
vai realizar a Festa anual da Aldeia nos próximos dias 19, 20 e 25 de Dezembro.
 
O programa agendado é o seguinte:

Dia 19 [ Sexta-feira]
 
- 20 Horas - Abertura do Bar e da Quermesse

- 22 Horas - Karaoke

Dia 20 [ Sábado ]
 
- 09 Horas - Abertura do Bar e da Quermesse

- 13 Horas - Almoço
 
- 15 Horas - Missa

- 22 Horas - Baile com o conjunto 'Estrelas Imcomparáveis'

Dia 25 [ Quinta-feira ]
 
- 16 H 45 m - Missa de Natal
 
 
in www.rcarganil.com
publicado por penedo às 10:41

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Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

boas festas

      

publicado por penedo às 18:35

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21 (domingo) CAMINHADA: “Na Rota dos Veados” - Serra da Lousã

 

Percurso muito acessível, com desníveis suaves, quase sempre ao longo de caminhos florestais. Na Rota dos Veados é um percurso que se realiza na zona alta da Serra da Lousã, percorrendo zonas florestais e de extensos matos de urze e carqueja, habitat preferencial do maior mamífero desta Serra, o Veado. É possível, ao longo de todo o trajecto, encontrar vestígios deste cervídeo (marcações nas árvores, trilhos, dejectos, pegadas, etc.). Com alguma sorte, também poderemos observar e/ou ouvir algum destes animais em plena liberdade.

Tipo de percurso: Circula. Extensão: cerca de 8km. Duração: 4-5h.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938

telem 966 217 787

mail geral@transserrano.com

 

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20 (sábado) CAMINHADA: “Ascensão aos Penedos de Góis” -

 

Os Penedos de Góis são uma serra escarpada, em plena Serra da Lousã, que formou desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas. Um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã. Trata-se portanto de um caminhada de ascensão, por encostas inóspitas e de declives acentuados, ao ponto mais alto do concelho de Góis (1048m), pelo que se exige alguma resistência por parte dos participantes.

Local de encontro: Esporão (Góis), junto às bombas de gasolina, às 9h30. Duração: cerca de 4/5h. Preço: 10€/pax Inclui guias e seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938 telem 966 217 787 mail geral@transserrano.com

 

publicado por penedo às 18:31

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Pedras do Lumiar




Pedras do Lumiar, altos Penedos
quartzíticos, silúricos, de Góis,
quisera desvendar vossos segredos
para os contar a quem vier depois!

Com mais de quatrocentos milhões de anos
contendes os vestígios de animais
que se moviam pelos oceanos
nessas remotas eras abissais.

Devido porventura à imponência
do vosso aspecto fostes entretanto
considerados como lugar santo.

Populações de ignota procedência
que nas vossas vertentes se instalaram
sinais de si no xisto nos legaram

 

João de Castro Nunes

 

in

movimento cidadãos de gois

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publicado por penedo às 18:20

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X --- SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

Por Ernesto Ladeira
(Continuação do número anterior)

 

 

Mais uma vez entrámos no pinhal velho, limpo. Por aqui não há cobras, embora alguns pinheiros (raros) apresentem, na casca, vestígios profundos de terem sido enroscados por violentas "serpentes". Serpentes que, vindo dos astros, sob a forma de faíscas, raios e coriscos, entram pela copa e percorrem o fuste, em espiral, à velocidade da luz, até à sua total absorção pela Terra. Fenómenos "explicados", neste Planeta Terra, vasito de mangericos a murchar, perdido na dimensão infinita de um Universo, dramaticamente enigmático. Quanto mais te conhecem, menos te conhecem, em razão mais que proporcional.

O nosso sistema de navegação "neurónico", continuava fiável. O trilho secular de carros de bois, encontrado por nós, ia, realmente, no sentido de Mega. Em breve entrávamos nos Obrais, terra com um topónimo a confundir-se, de algum modo, com o dos Povorais, lá no alto da montanha, por onde havíamos passado, ia para sete dias. Acresce ainda que estas duas aldeias posicionam na Serra da Lousã, de algum modo, como antípodas, embora ambas com a solidão e o isolamento, como traços comuns.

Os Obrais eram pouco mais que um pequeno maciço de casas térreas pardacentas, aconchegado por quintais e pequenas leiras de terra de cultivo. Oliveiras e algumas fruteiras nativas. Tudo isto rodeado de denso pinhal. Uma espécie de clareira do "índio" na Amazónia Lusitana que, por aqui, terrivelmente se adensa. Um tal isolamento, põe-nos a questão de quais as motivações que teriam levado à fixação originária das pessoas em lugares como este, perdidos ás dezenas na imensidão da zona do pinhal. Foragidos? Perseguidos? Aventureiros? Santos? Poetas? Filósofos? Amantes da Natureza? Ou simples ambiciosos da posse fundiária? E porque não apenas por um, instinto forte de busca de uma relação forte e perfeita com a Natureza em ordem a alcançar a felicidade e tranquilidade integrais? Não é isto que até os estrangeiros (e até nacionais) andam para aí a fazer um pouco por toda a Serra da Lousã, cansados como estão, das luminárias falaciosas da civilização? São cada vez mais os que saiem das cidades à procura da terra prometida! E para os que não podem ir de todo, pelo menos "ir à terra" já é palavra mágica. Quando sobrevoávamos por obséquio, no "autogiro a gasogénio", de Góis, a deslumbrante Amazónia Lusitana, bem tivemos a oportunidade de ver quantos telhados se renovaram, em pardieiros e velhas casas perdidas nos pinhais, para fins de semana, férias, habitação temporária e até definitiva, de reformados ou a caminho disso.

Nas ruelas e quelhas dos Obrais quase não vimos ninguém. Àquela hora as pessoas, ou andavam nos campos, ou se esgueiram, por timidez ou simples modéstia, face a gente tão estranha. A fruta que "roubámos", algumas pêras de inverno e maçãs de guarda (fruta serôdia), estava ainda muito difícil de roer.

A Ti Livramenta era dali. Uma santa criatura com uma amizade e uma dedicação ás pessoas que, muitas vezes, chegava a tocar as raias da servidão. Uma das cruzes da Ti Livramenta era seu sobrinho, o Zé da Horta Cimeira, alucinado caminheiro, por vales e montes, sem destino. Pernoitava e comia, por onde calhava, muitas vezes em casa de amigos e até de parentes. Sorumbático, mas não agressivo. Tinha um olhar esverdeado, distante, e só falava por meias palavras, por vezes sem nexo, quando interpelado. No bolso das calças há anos que trazia uma meia dúzia de contos de réis, embrulhados em papel pardo, ao que consta, dinheiro de tornas, de velhas partilhas. Vivia em permanente desconfiança por causa daquela "fortuna" morna, espalmada na magra coxa da perna. Brincar com ele tornou-se difícil. Ele tinha alguma razão. Um dia, alguém sem escrúpulos, tratou de lhe sacar o dinheiro, sem consequências de maior para o pobre de Deus. O Zé da Horta Cimeira era assim como que o último abencerragem dos pobres do Pinhal, com direito ao estatuto de pedinte itinerante, encartado.

A Ti Livramenta era o exemplo vivo da mulher santa, desta "civilização florestal", onde Belém e Nazaré nos aparecem a cada passo.

Tivesse havido, por parte dos homens do poder, sensibilidade e verdadeira cultura para apoiar e favorecer com persistência esta santa gente do Pinhal, e os" Paraísos Verdes" teriam desabrochado, florescido e proliferando, para bem de todos, sem esquecer a própria Natureza em si mesma. Em vez disso, transformou-se a Montanha em "minas de madeira " selvagens e palco de tragédia, e a cidade em sorvedouro irracional de riqueza e de multidões à deriva.

Ti Livramenta, recordar-te-emos para sempre. E quando tu, todos os anos, pelo São Jõao, lá ias, a pé, dos Obrais à Sapateira, com a cestada de cerejas pretas nativas à cabeça, cerejas primorosas, cobertas com a esmerada toalhinha de estôpa, para a prima Encarnação!

Marchávamos, agora, ao longo de trilhos planos e macios, a caminho de Mega. À nossa esquerda um vasto afundamento de pinhal, em direcção à ribeira. Já se descortinava, a poente, o maciço suave - Cabeço da Loiça - Relva das Bruxas - Alto de Mega - Serra da Safra. De um e de outro lado desta formação - cortina, duas ribeiras, de idênticos potenciais, correndo, paralelas, para o Zêzere. Do lado de cá, a Ribeira de Mega, agrária, pura, quase original e com intervenções leves, quase inocentes, do homem natural. Do lado de lá, a Ribeira de Pera, fabril, poluição incipiente e pesadas intervenções do homem de indústria.

Quase com Mega á vista. A terra das casas brancas, bíblica e sereníssima. Terra de David's. De santos de carne e osso, todos parentes e amigos do peito. Jardim de primícias, a terra prometida. Como em todos os lugares santos, começavam a pairar sobre o teu futuro, nuvens negras. ( Mega, nossa doce memória; passado, sem regresso ). Mega dos ganadeiros e zelosos agricultores intensivos, e de fabricantes do famoso burel. Tecido de lã pura, encorpado e muito resistente, em regra em tom de mel, o burel era tecido em pequenos e estreitos teares de madeira, muito rústicos, por tecedeiras - tarefeiras, dispersas pelo pinhal. Do burel faziam-se várias peças de vestuário que iam desde as capas alentejanas, capuchas e capuzes até ás calças de uso corrente ( As "Jeans" de hoje). Dizia-se que o pessoal da lavoura chegava a andar com as mesmas calças de burel um ano inteiro e, a páginas tantas, quando as tiravam para dormir, elas já ficavam de pé no sobrado, como se as pernas dos donos ainda lá continuassem.

 

(continua no próximo número)

 

publicado por penedo às 18:10

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos-GOIS

 

                Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Góis

 Divulgam Investimentos Feitos e Apresentam Planos Para o Futuro

 

 

Aproximando-se a passos largos o final de mais um mandato, o jornal O VARZEENSE foi conversar com o presidente e com o vice-presidente da Câmara Municipal de Góis, no sentido de saber quais as obras feitas, projectos para o futuro e disponibilidade para novos mandatos.
Com um mandato caracteripor um vasto número de obras realizadas, o presidente da Câmara Municipal, José Girão, afirma estar a tentar cumprir com grande parte do que prometeu ao eleitorado, "mas nem tudo será possível visto a recessão económica que se está a sentir, ter disparado o preço das obras, muitas vezes, para o dobro do valor".
Para o presidente José Girão, todas as freguesias do concetêm os mesmos direitos, pelo que, a verba tem sido investida em melhoramentos ao longo de todo o concelho - "todos são filhos de Góis e necessitam das mesmas regae apoios", afirmou o edil, lembrando que o concelho é extenso e a verba é reduzida, o que dificulta a realização de mais projectos.

Girão irá afastar-se definitivamente da política
No que se refere à sua disponibilidade para continuar à frente dos destinos do concelho, Girão afirmou que, no final do premandato irá afastar-se definitivamente da política - "após 36 anos ao serviço do concelho, começando como funcionário da EDP e 28 anos como vereador e presidente da Câmara, entendo que devo dar o lugar a novas pessoas", referiu.

Diamantino Garcia continua ainda mais disponível
Opinião contrária tem o vice-presidente, Diamantino Garcia, que afirmou continuar muito mais disponível que antes para se candidatar às próximas eleições autárquicas e que prossereferindo: "em relação a algumas notícias que têm saído nos jornais, dizendo que eu sou um candidato de recurso à Câmara Municipal, não faz sentido" e justificou: "para quem é vereador da Câmara Municipal há oito anos, cinco dos quais como vice-presidente, nascido no concelho de Góis, que bem conheço, é natural que alimente esperanças em poder vir a ser candidato à Câmara Municipal de Góis".
Agora "ainda muito mais disponível para se candidatar", Diamantino Garcia ressalva, no entanto, saber que ao ser militante de um partido está consciente que "o partido terá que ter uma palavra nesse sentido", no entanto reitera que "a disponibilidade não se esgota nos partidos".
Convicto da sua decisão, o actual vice-presidente da autarquia afirmou ainda: "não me vão conseguir desmotivar, tentando proibirde dizer que estou disponível ou apelidando-me de candidato para remendar situações, porque não se trata disso".
Na sua opinião: qualquer candidato tem que estar disponíinteressado e ter apoios e Diamantino diz estar disponível e interessado, quanto aos apoios refere de forma tranquila: "logo se verá se chegam e de onde chegam".
Diamantino encerra o tema com a seguinte expressão: "nunca serei candidato contra ninguém, serei sempre um candidato por Góis, única e exclusivamente".

Em conversa com o Presidente e Vice-Presidente da autarquia, o jornal O VARZEENSE apurou ainda que, na sequência do estado de saúde do presidente da Câmara, e tendo este tomaconhecimento que Diamantino Garcia estaria disponível para regressar para o concelho de Góis, o edil lançou-lhe o convite para que regressasse à vice-presidência da autarquia, cargo que Diamantino Garcia aceitou, acabando por confessar ao nosso jornal que, voltou para defender os interesses dos munícipes.
José Girão disse também que Diamantino Garcia, mesmo quando não estava como vice presidente "mostrou-se sempre interessado pelos assuntos da autarquia, nunca faltou a nereunião, sempre que fosse necessário para abertura de concursos e elaboração de projectos estava pronto a ajudar e nunca se desinteressou pelos assuntos da autarquia".

Obras Realizadas
No que se refere a obras concretizadas ao longo do último mandato, a presidência do município recordou algumas das muitas obras realizadas:

O plano de recuperação das aldeias do xisto (Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira), a reparação da estrada que liga Aigra Nova / Aigra Velha; a requalificação da Avenida Alvaro Paula Dias Nogueira e do Largo Francisco Inácio Dias Nogueira (antigo Largo do Pombal).

Também na rede de abastecimento de água foram feitos grandes investimentos, acrescentou o presidente da autarquia, nomeadamente nas freguesias de Alvares, Góis e Colmeal.

A construção de um arquivo situado junto à Biblioteca Municipal, que se encontra já em fase de acabamento e que, segundo acrescentou o edil, pensa ser inaugurado dentro em breve, o qual permite organizar e conservar todo o espólio da Câmara, de uma forma digna. Diamantino Garcia acrescentou ainda que já se encontra aberto o concurso para aquisição do equipamento para o seu interior.

Continuando a falar de obras, lembraram também: a pavição das ruas em Alvares, construção de uma ETAR e substituição de toda a rede de abastecimento de água. "Obras complicadas em virtude da grande extensão que cobrem".

Falaram do alargamento do Largo Principal em Amioso do Senhor e construção do muro de suporte de terras, arruamentos em Cerdeira, arruamentos e passeios da Raposeira e Avenida Manuel Naia Sarrazola na sede de concelho e a requalificação urbana da vila de Góis, com diversas obras realizadas. Iluminação do Parque de Estacionamento da zona envolvente ao Rio Ceira, próximo das instalações da GNR, melhoria no acesso ao Parque do Castelo, com o aproveitamento da antiga fábrica de mármores, para alargamento do início da subida e arranjo do espaço junto à foz da ribeira de Alvém. Também a construção da circular externa do Carvalhal dos Pombos e seus acessos e os arruamentos em S. Martinho foram lembrados pelos responsáveis.

No que se refere à EN2, concretamente ao espaço Pião - Góis a autarquia aguarda uma resposta das Estradas de Portugal, no sentido de ajudar a fazer face ao aumento do custo previsto anno projecto, motivado pelo aumento dos combustíveis e do custo de vida, acrescentou o presidente José Girão, que aproveitou para louvar a atitude dos proprietários dos terrenos, pois, segundo informou, "houve uma grande adesão dos proprieários em ceder as parcelas para o alargamento da estrada".

Girão falou não só dos diversos arruamentos na freguesia de Góis, mas também dos arruamentos efectuados em Vila Nova do Ceira, nomeadamente, a requalificação da zona Oliveirinhas - Cruzinhas, com construção de muros e pasacesso aos Carvalhais e rectificação e pavimentação da estrada do Inviando, que está ainda por concluir por motivos alheios à Câmara, "tentamos a todo o momento avançar", referiu o edil, que pretende chegar a acordo com proprietário da única parcela que falta adquirir.

Foi também feita uma nova rede de abastecimento oe água e acesso aos Carvalhais e Inviando. José Girão falou também do alargamento da rua principal de Sacões com a consequente construção de muros de suporte.

Em relação à via estruturante Norte / Sul - 3." fase, a obra contempla a Candosa, Colmeal, Carvalhal do Sapo, Braçal e acesso à Aldeia Velha e arruamentos, assim como o acesso à povoação das Mestras e várias estradas na freguesia de Alvares destacando
acesso ao Amioso do Senhor ,Amioso Cimeiro e Obrais/Boiça.

Girão e Diamantino referiram-se também a outra importante obra – a construção de quatro reservatórios de água, nas freguesias de Alvares, Colmeal e Góis, bem como diversos depósitos de apoio à Protecção Civíl, com participados em 50 porcento pelo 111 Quadro Comunitário e o restante pela Câmara Municipal, sendo reservatórios com a capacidade de cem mil litros localizando-se em: Vale Boa, Carvalhal dos Pombos, Chã de Alvares, Piães, Sacões e Quinta das Águas, bem como, a manutenção de uma rede viária que serve de auxílio na prevenção e luta contra incêndios.

Lembraram também o esforço da autarquia em manter limpos os terrenos, construir aceiros e efectuar limpeza em redor das aldeias, ao longo de todo o concelho, também como forma preventiva para os incêndios.

Ainda na defesa aos incêndios, neste Verão "tivemos na vigilância três brigadas, duas com comparticipação e uma da responsabilidade total da autarquia", acrescentaram.

Diamantino congratulou-se pelo resultado positivo, e acresapesar de termos tido uma série de inícios de fogos que felizmente conseguimos controlar rapidamente, o mais complicado foi o do Colmeal, devido à dificuldade das conções de combate, visto ser um vale muito encaixado".

No que se refere ao incêndio do Colmeal, Diamantino e Girão mostraram-se também muito satisfeitos com a atitude do Governo que disponibilizou todos os meios para rapidamente o controlar. Diamantino, reiterou também um agradecimento muito especial aos bombeiros pela rápida intervenção.

Os líderes falaram também da limpeza das valetas e bermas em todas as estradas do concelho e da enorme quantidade de quilóme(2 bermas-460Kms), o que admitiram nem sempre ser fácil.

Diamantino comentou ainda o facto de ser frequente ouvir dizer que o turismo é vital, mas para que o turista se interesse pelo nosso concelho, lembrou que, há inúmeras coisas feitas pela autarquia que são extremamente necessárias, como por exemplo: a qualidade das águas e o novo saneamento básico que se tem feito. Diamantino continuou: "está já a ser lançado um concurso para a construção de uma nova ETAR em Vila Nova do Ceira e intervenção nas ETAR's de Góis e Cortes". Depois, disse também: "a questão da paisagem onde se integra o esforço que fazemos com a floresta, a parte das belezas naturais edificadas, que tem a ver comas aldeias de xisto, requalificação das vilas, etc.

A presidência da Câmara lamentou ainda o facto das criticas que por vezes surgem acusando a autarquia por fazerem muito alcatrão mas, referiram, existe uma preocupação em dar boas condições de acessibilidade e a rede viária é extensa e está velha pelo que, há ainda necessidade de se fazer muitas repavimentações.

"Se queremos ter o turismo de qualidade temos que poo que temos", concluiu o vice- presidente.
José Girão lembrou ainda o grande investimento do Parque Industrial de Vila Nova do Ceira, que se encontra em fase terminal: Paralelamente e para dar apoio "criámos o prograFINICIA - um fundo para apoio às pequenas e médias empresas - mais um esforço da Câmara Municipal", disse.

Relativamente à habitação também há uma preocupação da autarquia que tem consciência que não há uma grande oferta, pelo que "lançámos três planos de pormenor: Quinta do Baião, Cortes e outro em Vila Nova do Ceira, que vão dar condições para ,que as pessoas possam construir de uma forma ordenada e organizada".

Do ponto de vista turístico referiram que começa a haver vontade de alguns empresários em efectuar investimentos, e que a autarquia espera que se possam vir a concretizar algumas das iniciativas que têm sido propostas à Câmara, não só na sede de concelho mas também nas restantes freguesias, por exemplo na aldeia do Loural um investidor comprou toda a aldeia e pretende recuperá-la e fazer um centro de actividades de contemplação e Yoga. Satisfeios responsáveis acrescentaram: "o papel da Câmara é acompanhar incentivar e apoiar os empresários".

Agora com o novo programa que permite recuperar casas em xisto fora da rede das aldeias do xisto, os dirigentes autárquicos referiram que, começam também a aparecer interessados de outras aldeias, que pretendem aderir a esse programa.
Em relação à parte escolar está lançado o concurso para a construção do Centro Educativo de Alvares, cuja candidatura já foi aprovada, referiram, informando também que já está a ser efectuado o projecto para alargamento do Pré Escolar e Escola do Primeiro Ciclo de Góis.

Em termos sociais, o presidente da Câmara disse: "estamos a lutar para conseguir que a Caritas Diocesana apresente rapidao projecto da Lar de Cabreira, na freguesia do Cadafaz. A Câmara Municipal irá continuar com a verba disponível para esse fim, pois, logo que o projecto seja aprovado e que exista por parte da Segurança Social o respectivo acordo sabemos que, por parte da população da Cabreira há uma forte união para a angariação de fundos, continuou José Girão que lamentambém o facto de ainda não ter colocado à disposição do Centro Social Rocha Barros o espaço para beneficiação, mas, confessou que, tal deve-se às grandes dificuldades que têm surgido com a legalização dos terrenos, para a construção dos novos estaleiros da Câmara, em Alagoa.

No que se refere aos Paços do Município pensa-se que em 2010 a obra poderá já estar concluída, no entanto, poderão haver alguns serviços a funcionar no remodelado edifício já dentro em breve, como sejam a divisão de obras, visto que, a mudança será faseada e nunca de uma vez só, conforme referiu Diamantino Garcia, que acrescentou estar neste momento adjudicada a reparação dos tectos.

José Girão lamentou o facto do edifício não poder sofrer todas as alterações desejadas, mas tal deve-se ao facto de ser patriónio classificado, pelo que, o IGESPAR (Instituto de Gestão do Património) não autorizou todas as obras que pretendiam efectuar, no entanto, ficará com as condições dignas e com acessos também para as pessoas com mobilidade reduzida".

A Quinta do Baião
A grande extensão da Quinta do Baião permitiu a sua divisão, em zona urbana destinada à construção e zona de reserva agrícola, pelo que, segundo acrescentou, o vice-presidente: "gostaríamos ainda antes do final do ano assinar um protocolo com o Góis Moto Clube, no sentido de lhes proporcionar finalmente a possibilidade de terem a sua sede, na Quinta do Baião". Outra parte da Quinta destina-se a um espaço de lazer "onde será construída uma pista de Skate e onde se prevê que possam ser efectuados percursos pedonais e uma maternidade de trutas" acrescentou Diamantino Garcia.

Ainda falando da Quinta do Baião, "para o local onde se realias habituais feiras e eventos festivos, já existe um projecto aprovado que aguarda financiamento, para a realização de um espaço de feiras devidamente dignificado, com a construção de stands, casas de banho e todas as necessidades 'inerentes a um parque de feiras permanente", continuou descrevendo o restante espaço da Quinta: "cerca de quatro hectares foram vendidos à ADIBER, cuja situação é do conhecimento público, restando aincerca de 13 hectares na posse da Câmara disponíveis para diversos projectos", pelo que, Diamantino Garcia frisou que, "não se pode dizer que a Câmara esteja a inviabilizar os investidores por ter vendido o terreno à ADIBER, pois existe muito terreno na posse da autarquia, onde qualquer investidor poderá investir.

Perspectivas para o futuro
Para o futuro o presidente da Câmara mostrou-se confianna evolução do concelho de Góis e espera que alguns munícipes se tornem mais abertos para que, em vez de criticarem, procurarem ter a certeza do que são os projectos, não tentando matá-los logo à nascença.

O edil confessou ter um sonho que não conseguiu con"a construção de uma piscina municipal" e tem esça que até ao final do mandato ainda irá ver iniciados e concluídos alguns projectos, nomeadamente: o campo de, futebol com relvado sintético, novos balneários e uma zona coberta, assim como a Casa da Cultura (AERG), Centro de Interpretação do Vale do Ceira e Casa Museu Alice Sande.
Espera também ver concretizada a Praia Fluvial de Alvares, com óptimas condições e completamente natural.

No que se refere à Praia Fluvial das Canaveias também pensa ainda modernizar a zona de apoio, com beneficiação do bar e um pólo desportivo com relva sintética.

José Girão ainda falou da ligação pedonal entre a Praia Fluvial da Peneda e do Pego Escuro, que se encontra já em, fase de construção.

E ainda intenção do edil dotar a Praia Fluvial da Peneda com casas de banho e acesso ao rio para pessoas com moreduzida, candidatando-a depois a Praia Acessível.

Girão apelou ainda para que as pessoas "não se gabem que trazem empresários para Góis e que a Câmara não tem sabido aproveitar, pois não é verdade ", disse o edil, que referiu: nós temos falado com alguns empresários e eles pedem-nos calma, pois estamos a atravessar tempos de crise mas que vão apostar no concelho de Góis".

José Girão louvou também o facto de haver empresários de Góis que têm continuado a apostar na sua terra. "E outros que não o sendo merecem também o nosso apoio e estima para que invistam cada vez mais no nosso concelho, acrescentou.

" Só a criticar por criticar não chegamos a parte alguma", concluiu o presidente da Câmara, apelando à compreensão e união de todos os munícipes.

Para os críticos, o presidente da Câmara disponibiliza um carro para que possam percorrer o extenso concelho e ver todas as obras que se têm realizado e que até Outubro já orçavam em perto de cinco milhões de euros.

in O Varzeense, 30/11/2008

 

 

(não sendo o intuito deste blog , publicar  assuntos politicos, mas achou por bem

transcrever a entrevista feita ao orgão máximo deste Concelho em virtude de ser do interesse de todos os municipes e de todos aqueles que se interessam pelo nosso Concelho)

publicado por penedo às 14:47

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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

AIGRA VELHA ....neve

                               

                                                                    foto do  "Penedos"

publicado por penedo às 19:53

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À volta dos Penedos --AIGRA VELHA

 

 

 

                                                            Fotografia de Sara Gerardo

 

publicado por penedo às 19:46

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À volta dos Penedos - PENA

 

 

Fotografia de Sara Gerardo

 

publicado por penedo às 19:43

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos - Ribeira Cimeira

 

Em Ribeira Cimeira o gelo é a causa do isolamento

com estradas intransitáveis e aldeões á fogueira.

in www.rtp.pt


Veja o vídeo da notícia clicando aqui.

 

publicado por penedo às 18:03

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Neve na Serra da Lousã

O Penedo viu o maior nevão dos últimos 20 anos na Serra da Lousã 

o que atraiu centenas de pessoas ao Trevim e ao Santo António da Neve.

 

 

Veja o vídeo da notícia da SIC clicando: Aqui

 

 

 

 

publicado por penedo às 17:44

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NEVE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                    PODE  VER MAIS FOTOS

in

      http://poboraes.hi5.com

 

 

publicado por penedo às 00:36

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Nevão nos Penedos

                                                                  Fotografias de Luís Ferreira

publicado por penedo às 09:30

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