Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

CAPRIGÓIS -

Associação Criadora de Caprinos do Concelho de Góis

 


Organização sem fins lucrativos



para mais informações


www.facebook.com/Caprigóis

 

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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

O Penedo

 

 

 

Em data incerta, mas certamente durante a orogenia do ciclo hercínico (com início há cerca de 450 milhões de anos), terá acontecido aqui um fenómeno geológico semelhante a tantos outros que a natureza nos proporciona: uma forte projecção e derrame de aglomerados de rochas metamórficas, vindos do interior da terra, a temperaturas elevadas, transformando os arenitos em quartzitos, a rocha predominante do novo maciço. 
Nascia assim uma elevação, sobrelevando-se às vizinhas, no seguimento de uma linha de alturas que, ligando a Serra da Lousã com a do Açor, divide o concelho em duas zonas bem diferenciadas. 
Com o passar do tempo, por ocorrência de desligamentos, fracturas e enrugamentos, aliada com a resistência à erosão própria do quartzito, o Penedo tomaria o seu aspecto actual, de acentuado contraste de relevo, de crista alongada, imponente e majestoso nos seus 1043 metros de altura, que sobressai da paisagem, avistado das cinco freguesias do concelho.
Composto por vários montes, os pastores foram baptizando-os com denominações simbólicas ou alusivas à sua utilização, que entraram no vocabulário quotidiano: o Penedo da Abelha, o Penedo do Picoto, o Penedo das Portas do Sol, o Penedo do Meio-dia, o Penedo do Reboludo, o Penedo da Foice, o Penedo do Pinheiro, o Penedo da Aigra, o Penedo da Carvalha, o calhau das merendas, as meninas, as fraguitas...
A pastorícia era a principal actividade de subsistência. Grandes rebanhos comunitários, de vários milhares de cabeças, compartilhavam os mesmos pastos e eram geridos pelo mesmo pastor, indicado rotativamente por cada grupo proprietário. 
Quem visite esta região, ainda pode deleitar-se, junto dos poucos residentes, com histórias de lobos, atacando os seus rebanhos, umas com pitadas de heroísmo ou de bravura, outras fantasmagóricas, ou com lendas de mouros que em tempos habitavam nas suas grutas. 
Quatro aldeias da região – Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena – pequenos aglomerados à base do xisto, constituindo como que um percurso histórico, estão sob alçada de um projecto comunitário de desenvolvimento. Mas é pertinente também referir, como aldeias típicas desta região, e aconchegadas ao Penedo, os Povorais e o Vale Torto.
Na parte ocidental, na extrema com o concelho de Castanheira de Pêra, o espaço ao redor da capela de Santo António da Neve é local do “Encontro dos Povos Serranos”, alegre convívio anual entre as gentes das serras. Em tempos remotos, juntavam-se os pastores dos montes e aldeias ao redor, nos seus trajes característicos, constituindo grande romaria, com gentes vindas de zonas muito afastadas. Uma romaria e, agora também feira, que continua a fazer-se anualmente, no segundo sábado do mês de Julho, não faltando a tradição de cada participante levar, para além da merenda, um queijo inteiro, em homenagem ao seu santo padroeiro. 
Outrora, fabricava-se ali gelo, a partir de neve, em poços de que ainda hoje se observam vestígios, vendido depois para diferentes partes do país, nomeadamente para as geladeiras da Corte, em Lisboa. O antigo armazém dos neveiros transformar-se-ia na actual capela, por se ter encontrado num dos poços, um santo, logo baptizado de Santo António da Neve. Curiosamente, por meio da capela, passa a linha de fronteira dos dois concelhos, Góis e Castanheira de Pêra.

JNR 

(Conhecer Góis, 2008)

* *
(...) 
Em sentido perpendicular ao ramo oriental da serra do Açor, seguindo aproximadamente a linha norte - sul, levanta-se a meia distância entre as Pedras do Lumiar e o Trevim, o já referido Penedo de Goes, com uma cota de 1043 metros de altitude, dando começo à serra escarpada e nua que forma um dos lados do vale do Sotam e que depois de ter formado elevações consideráveis, como as de Sacões e Cabril, no concelho de Goes, atravessa o extinto concelho de Poiares até chegar ao Mondego, no termo de Penacova.
Esta serra é constituída por quartzita e representa, no meio das rochas que formam o trama esquelético de todo o sistema orográfico da região, uma modalidade geológica digna de menção, da rocha gneissica que lhe fornece uma grande parte dos elementos constituitivos.
É lícito supor que por extensa fenda aberta na mais antiga rocha do globo – o gneiss – ejaculou o agregado compacto de grãos de quartzo, o qual, combinado com alguns dos elementos dogneiss, sob a acção de uma elevadíssima temperatura, se converteu em quartzita formando a montanha que, além da forma alcantilada e rude, desconhecida nos terrenos em que se enxertou, sobrelevava em altura as elevações vizinhas. O calor e a pressão desenvolvidos pela formação do enorme maciço, imprimiram modificações às zonas contíguas da rocha fundamental e o metamorfismo aqui e o desagregamento acolá produziram efeitos que bem depressa foram presa de outros agentes.
Ao passo que a grande elevação do Penedo de Goes e da serra que se lhe segue ofereciam uma larga superfície à acção dos agentes cósmicos, a sua composição química permitia que o ácido carbónico desagregasse os elementos da rocha fundamental e então as chuvas torrenciais, caindo sobre a montanha, operavam o desmoronamento e arrastavam ao longe os detritos que acumulavam em possantes aterros.
Daqui o abaixamento sucessivo da alta cumiada, o rolamento de blocos de diferentes grandezas que, durante a intensa e prolongada revolução da natureza, com frequência se desprendiam do morro desnudado e a formação de depósitos que em breve tomavam o aspecto e o tamanho de verdadeiras montanhas, ao mesmo tempo que as águas que eram o veículo dos elementos das novas formações se reuniam em leito, cuja direcção era determinada pela maior ou menor coesão entre os antigos e novos terrenos. Por esta forma, as águas torrenciais caídas sobre o Penedo de Goes e serra de que fazia parte, arrastaram os detritos que, em aluviões e à mistura com blocos de quartzo, uns rolados outros angulosos, foram formar a serra do Carvalhal; logo, porém, que aquelas elevações diminuíram de altura e esta foi subindo até opor às águas um verdadeiro dique, estas derivaram entre a serra de onde dimanavam e o dique que formaram, delineando o vale do Sotam, de século em século mais cavado e fundo, como agora se vê.
A base do grande aterro de aluvião que dizemos chamar-se serra do Carvalhal foi até à bacia do Ceira, em cuja margem esquerda, desde Goes até à Várzea, se encontram hoje numerosos blocos de quartzo, uns a descoberto pela acção das águas ou do homem e outros envolvidos no aterro da nova formação que lhe serve de ganga e que demonstra uma origem comum. Mas enquanto aqui o quartzo desagregado da rocha mãe se apresenta lascado ou rolado, em blocos de maior ou menor tamanho, em outros pontos adjacentes à serra que lhe deu origem, reveste a forma de areia em grãos finos, constituindo abundantes depósitos. É o que se encontra na ladeira da Arraçaio, na freguesia da Várzea.
Mais longe, no extremo desta freguesia e já no termo do extinto concelho de Poiares, os detritos arenosos do quartzo, certamente por terem sido postos em contacto com a sílica, por via da água de infiltração, sofreram uma forte consolidação e formaram um extenso banco de grés que hoje é explorado como pedra de cantaria.
É a constituição geológica da serra de Alveite. Adiante ainda a matéria aglutinante dos grãos de grés, em vez da sílica, foi a cal e então o grés formou uma variedade de calcário.
Esta espécie constitui a serra de Mucela e é explorado tanto como cantaria, como para a calcificação. Uma e outra variedade de grés apresenta-se umas vezes branco, outras, mosqueado de diferentes cores, por efeito da presença de óxidos de ferro ou de cobre e com mais frequência dos primeiros.
Além das montanhas descritas, apenas poderá notar-se ainda a serra do Carpido ou Salgueiral que separa a freguesia da Várzea da de Pombeiro, no concelho de Arganil, e que é constituída por terreno de aluvião e provavelmente de origem análoga à do Carvalhal.

J. Afonso Baeta Neves
(Notícia Histórica e Topográfica da Vila de Goes e seu Termo, 1897, pp. 70-72)



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Sexta-feira, 12 de Abril de 2013

AS ENERGIAS DIVIDIDAS

 

                              
São fortes as vontades de partilhar,construir, divulgar,participar,etc...Enfim tantas vontades,
capacidades e ideias, que se dispersam por aqui e por acolá, em páginas e blogs e outras tantas que se fecham e se isolam que por ventura desistem,não dando a sua boa vontade e conhecimento à comunidade e todas estas energias se dividem num constante aproveitamento quiçá pessoal e egoísta esquecendo, o quanto,no colectivo,essas forças enérgicas seriam muito mais aproveitadas para a divulgação do bem comum.
Nunca,e quem me conhece,sabe que não partilho em certas situações e estados, da divisão, enquanto integrado em algo na sociedade em que estou inserido.
Claro que somos livres de optar pela via que achamos melhor, para mostrar o que julgamos ser nosso,mas não...no fim, verificamos que é de todos e para todos o que em determinados locais, hoje diria e dou como exemplo estas novas vias de comunicações virtuais,tão rápidas,e sobre tudo me parecem de um imediatismo louco e desenfreado aonde tudo o  que se posta, passa velozmente,que tão pouco sabor nos deixa à visão e ao pensamento.
Eu construi dois blogs,duas páginas no face,partilho e participo em outros,quando julgo que seria mais positivo se a energia e todo o material que guardo fosse canalizado e incluído num só órgão em conjunto com outras vontades e as ditas energias que se encontram dispersas.
Será tão difícil assim,que por razões que não sei avaliar e que de certo modo desconheço, a criação de uma única via de se mostrar aquilo que tantos gostam e defendem,numa página que se torna-se verdadeiramente mais abrangente e mais forte ,em moldes abertos,sem tutores e tutelados, numa participação aonde cada um se senti-se integrado num projecto colectivo, valorizando uma causa comum, aonde a criação individual sairia mais beneficiada.
Tal como na foto,o exemplo das duas ribeiras que se juntam numa só, formando um caudal com mais força!
Diz o poeta "que só sei que nada sei"
Mas eu sei, que a divisão enfraquece seja o que for...os proventos são diminutos, servindo senão o ego de cada um...Isso sim eu sei!

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Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Casa do Concelho de Góis-Conselho Regional

 

foto FACIG 2011


Balanço 2010-13

 

 

No momento que finalizámos o nosso primeiro mandato no Conselho Regional da Casa do Concelho de Gois, relembro que quando nos apresentámos a eleições em 2010, anunciámos um plano de trabalho para este mandato, num compromisso que não tenho memória de ter sido realizado antes. E é sobre esse compromisso, que pretendo, fazer um balanço do trabalho realizado.

 

 

Gostava de começar por relembrar os 3 grandes desafios que apresentámos no momento da nossa candidatura:

 

  • Ø Definir claramente qual o papel da Casa do Concelho de Gois, e do seu Conselho Regional, no Movimento Regionalista e no nosso Concelho.
  • Ø Divulgar Góis, nas suas diversas vertentes: a cultura, os costumes, a gastronomia, entre outros, bem como estreitar os laços de Góis com a comunidade goiense na Capital.
  • Ø Cativar a juventude para o regionalismo e para a Casa.

 

1)              No que respeita ao primeiro desafio, propusemos ser o representante das diversas Agremiações no tratamento das questões que afetassem o Concelho como um todo, papel que a própria Câmara Municipal reconheceu ao identificar a Casa do Concelho e o seu Conselho Regional como um parceiro social da autarquia, situação que até hoje nenhum presidente da Câmara tinha feito.

 

Nesse contexto e apesar de alguma desilusão pelo facto do Movimento Regionalista não ter aproveitado esta disponibilidade, encetámos uma serie de colóquios onde se debateram alguns dos diversos problemas que o nosso Concelho se debate, donde destacamos:

 

  • Uma sessão com a Sra. Presidente da Câmara onde se debateram os problemas das diversas Comissões e do Movimento Regionalista

 

  • Uma sessão onde se debateu o estado da saúde no Concelho, na qual contamos com a presença do Presidente e administrador do Conselho Clínico do Agrupamento de Centro de Saúde do Pinhal Interior Norte (Lousã), de um representante da medicina privada e da Presidente da Câmara

 

  • Um colóquio subordinado ao tema "A Qualidade de Vida dos Idosos em Góis",que contou com a presença de representantes das diversas organizações de serviço social e organismos de saúde (lares, farmácia, centro saúde, bombeiros) onde se debateram a Situação actual e Perspectivas de Evolução Futura, referente aos seguintes temas:
    • O Papel dos Técnicos de Saúde
    • A Assistência Social, Urgência, Ambulatória e Residencial

 

  • Uma sessão subordinada ao tema “A Gestão da Floresta no Concelho de Gois”, com o qual pretendemos falar sobre a gestão e prevenção da floresta.

Para debater este tema convidámos alguns especialistas nesta matéria, nomeadamente representantes da Associação Florestal de Góis, da ZIF do Sinhel, do Gabinete Técnico Florestal do Município de Góis e da Grupo Portucel Soporcel SA.

Com estas sessões pretendemos possibilitar a discussão sobre temas genéricos e transversais ao nosso Concelho, as quais permitiram debates bastantes interessantes.

  1. 2.   No que se refere ao segundo pilar, a divulgação de Gois, nas suas vertente cultural, realizamos diversas sessões:
  • Uma sessão sobre o panorama arqueológico do nosso Concelho subordinado ao tema “GUARDAR o PASSADO, OLHANDO O FUTURO”, que contou com a participação de técnicos especializados do IGESPAR, da Divisão Social, Cultural e Económica do Município de Góis, bem como o mestre João Simões.

Como resultado desta sessão, o Conselho Regional encetou uma cruzada que culminou com a possibilidade da Câmara Municipal recuperar para Gois o Brazão de D. Nuno da Silveira que estava há muitos anos no Museu da Figueira da Foz e que se encontra neste momento em Gois em reparação.

  • Trouxemos a esta Casa, diversos grupos de Gois, donde quero destacar:
    • Grupo Projecto Expandir Oportunidades de Góis
    • Grupo de Teatro Iris
    • Grupo de Teatro Geração Varzeense
    • Grupo de cantares e Violas de V. N. Ceira
    • Grupo Coral da AERG
    • Filarmónica de Gois
    • Escola de Concertinas e Instrumentos de Cordas

 

  • Organizámos também as sessões de lançamentos de livros dos nossos amigos Adriano Pacheco e Professora Dra Maria Beatriz Rocha-Trindade

 

  1. 3.   No que respeita ao terceiro grande desafio, o cativar a juventude para o Regionalismo e para a Casa, foi sem dúvida o desafio mais complexo que abraçamos.

Esta tem sido uma aposta na qual temos falhado em toda a linha, Temos tentado algumas soluções, mas não temos conseguido trazer a juventude à Casa, problema que na minha opinião, também se estende ao Regionalismo Goiense em geral, que excetuando poucos casos de sucesso, não tem conseguido rejuvenescer os seus quadros dirigentes.

Como referi no Congresso Regionalista ocorrido em Gois, “O Regionalismo estará a passar por uma crise de envelhecimento, a qual importa rapidamente curar”, sob pena de estarmos a andar em direção ao seu fim.

No final do ano passado demos o primeiro passo, naquele que pensamos ser um longo caminho que queremos percorrer e que pensamos levar a direção certa.

Fizemos uma sessão com a presença das Associações de Juventude do Concelho de Gois, onde debatemos a temática do afastamento dos jovens do regionalismo, esperando inverter esta situação no curto/médio prazo.

Seguidamente encerrámos o mandato trazendo a esta Casa a AERG, que nos mostrou todo um leque de opções culturais que movimenta, nomeadamente o judo, a escola de concertinas, o coro (em mais uma excelente demonstração de classe) e a banda filarmónica.

Com estas sessões tivemos a Casa cheia de jovens, sendo na nossa opinião o primeiro passo para cativar a juventude para esta causa.

Alem destes objetivos que nos propusemos, levámos a Casa a Gois estando presente nos dois últimos anos na FACIG com um stand próprio, bem como organizámos uma das nossas sessões em Gois, levando a Casa a Gois onde existia algum desconhecimento.

Também com estas organizações trouxemos a esta Casa muitos goienses que nunca aqui se tinham deslocado, e que hoje já sabem que existe um pedaço de Gois em Lisboa.

 

Hoje concluímos o nosso mandato, com a certeza do dever cumprido e de ter valido a pena o esforço desenvolvido para repor esta Casa no roteiro dos goienses e trazê-los de volta a casa.

E foi com esta sensação de dever cumprido que nos levou a aceitar o convite de nos recandidatarmos a um novo mandato.

Para este novo mandato, apresentámos apenas uma linha orientadora:

  • Continuar a desenvolver o trabalho no seguimento do que fizemos no mandato anterior

Para finalizar este balanço, não posso deixar de apresentar os meus agradecimentos:

  • À Senhora Presidente da Câmara que nos honrou com a sua presença na grande maioria das nossas organizações
  • Um agradecimento também por todo o apoio logístico que a Câmara Municipal de Gois sempre nos disponibilizou ao longo deste mandato
  • Um agradecimento aos diversos órgãos autárquicos, donde gostava de destacar o Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Góis
  • Um agradecimento a todas as Comissões de Melhoramentos que ao longo destes anos sempre nos apoiaram e marcaram presença nas nossas organizações
  • Um agradecimento muito especial a todos os goienses, quer residentes em Lisboa quer em Gois, que nos honraram com a sua presença
  • Um agradecimento à Imprensa Regional que ao longo do mandato sempre divulgou o nosso trabalho
  • Um agradecimento a Direção da Casa do Concelho, que sempre esteve ao nosso lado e sempre nos apoiou nas nossas ideias
  • Por fim um agradecimento muito sentido a toda uma equipa, onde incluo os representantes da Direção, que ao longo destes anos num trabalho em equipa muitos vezes silencioso e pouco visível, possibilitou todo este resultado, mostrando que a resultado do trabalho de equipa é muito superior à soma da capacidade de trabalho dos seus elementos, pelo que é merecedor de todo o vosso reconhecimento.

                        Muito Obrigado

 

                       Luis Martins

                       Presidente do Conselho Regional da

                       Casa do Concelho de Gois

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Sexta-feira, 5 de Abril de 2013

Associação Educativa e Recreativa de Góis (Um ativo de excelência)

Organizado pelo Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis em parceria com a Associação Educativa e Recreativa de Góis, realizou-se a 23/02/2013, em Lisboa, no Auditório da Casa do Concelho de Góis a “Tarde Cultural da A.E.R.G. em Lisboa”.

Esta Tarde Cultural teve como objetivo a divulgação dos vários grupos a atuar na cultura goiense, que tanto tem contribuído para o ensino da música, canto e dança junto da sociedade goiense, bem como o fomento do desporto, nomeadamente do Futebol, que atualmente tem como expoente máximo o Judo, levando mais longe o nome de Góis em Portugal.

Se entendemos que num Concelho de pequena dimensão, a Câmara Municipal de Góis seja a maior empregadora do concelho de Góis, é sempre motivo de orgulho que a Associação Educativa e Recreativa desse mesmo concelho movimente e coordene mais pessoas ainda, nos campos da cultura e do desporto.

A A.E.R.G. foi fundada em 01/09/1939, tendo hoje á frente dos seus destinos uma Direção de 11 elementos dirigidos por Rui Sampaio, que têm contribuído nos últimos anos para o alargamento das modalidades ativas, tanto em quantidade de participantes, como em qualidade de trabalho realizado, visível nos prémios que tem granjeado por todo o País, fruto de outros tantos campeões formados em Góis, levando consigo país fora o nome de Góis e da qualidade do seu trabalho. Senão vejamos:

Filarmónica de Góis: Talvez a mais visível embaixadora de Góis no campo musical, completou 79 anos de vida e desde 1933 em atividade ininterrupta. Integra cerca de 38 executantes em atividade, tendo na sua escola de música o seu principal municiador de futuro. O segredo da sua qualidade musical situa-se no trabalho de 16 anos exercido pelo seu líder, o Maestro Paulo Alexandre Nereu Monteiro.

Orquestra Ligeira: Fundada a 19/03/2005 no seio da Filarmónica, por jovens executantes, tem dignificado a sua imagem pelo brilhantismo de execução de um reportório mais jovem, atual e divertido.

Secção de Futebol: Em atividade desde 1982 mantem no corrente ano 4 equipas nos escalões de Infantis (23 atletas), Iniciados (23 atletas e 4 elementos da equipa técnica), Juniores (18 atletas e 5 elementos da equipa técnica) e Seniores (21 atletas e 4 elementos da equipa técnica), somando cerca de 85 atletas, agora super-motivados pela qualidade das suas novas instalações no renovado Campo Municipal Eng.º Augusto Nogueira Pereira. Presidida por João Manuel Rosa Simões e uma equipa diretiva de mais 10 elementos, tem esta secção representado Góis com qualidade, nos vários Campeonatos Regionais onde se insere.

Secção de Judo: Criada em 2009 mantem 60 atletas em atividade nos vários escalões e a participação em mais de 23 eventos desportivos em 2012. Orientados tecnicamente no Pavilhão Municipal pelo Mestre Raul Valente, salienta-se nestes escassos anos a formação de alguns Campeões Nacionais e a organização de vários estágios e torneios, localmente, fruto da qualidade das instalações para a prática da modalidade.

Secção de Concertinas e Instrumentos de Corda: Envolve a formação de 41 alunos dos 8 aos 73 anos de idade sob a orientação do Prof. José Carlos Cardona (Concertinas) e Prof. Tiago Mateus (Instrumentos de Corda) nas instalações da Casa do Povo. Participaram no ano transato em 33 eventos culturais apresentando a sua qualidade de execução.

Coro Misto: Com 2 anos de existência, mas devidamente consolidado, o Coro Misto da A.E.R.G. integra 36 coralistas dirigidos superiormente pelo Prof. Dr. Avelino Rodrigues Correia. A qualidade evidenciada nas várias atuações efetuadas tem contribuído para a sua imagem de excelência.

Todos os tempos são tempos de mudança e se, desde 1939 se foram perdendo algumas secções, recordo o Grupo Coreográfico e o Rancho Folclórico, é certo que em 74 anos de atividade em prol da cultura e do desporto em Góis, contam-se por muitas centenas os goienses envolvidos com a “sua” A.E.R.G. e muitos mais partilhando dos seus espetáculos.

A Tarde Cultural da A.E.R.G. em Lisboa foi das tardes mais concorridas e com maior afluência da Casa do Concelho de Góis. Momentos de envolvimento cultural e de mostra desportiva que captaram os goienses em Lisboa desde o primeiro minuto.

É comum dizer-se que o futuro é o que todos quisermos, mas, estou em crer que mantendo a mesma filosofia diretiva, a mesma motivação, mesma excelência e a próxima mudança para as modernas instalações da futura Casa da Cultura, a A.E.R.G continuará sendo um ativo de excelência do panorama cultural e desportivo de Góis

Fernando Cunha

in Varzeense

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Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

À volta dos Penedos- Povorais

          Comissão de Melhoramentos de Povorais

 



No passado dia 17 do mês de Março de 2013, realizou-se a Assembleia Geral Ordinária da Comissão de Melhoramentos de Povorais, na Casa do Concelho de Góis, pelas 15H30 horas, presidida pelo Sr. Daniel Lopes de Carvalho e pela Sra. Gina Pimentel, secretariado pela Sra. Elisabete de Carvalho Pinto, onde contou com uma boa presença de associados, tendo a seguinte ordem de trabalhos:

 

1 – Análise e votação do Relatório e Contas e Parecer do Conselho Fiscal;

 

2 – Eleição dos novos corpos gerentes da C.M. P. para o biénio 2013-2015;

 

3 – Assunto de interesses para os Povorais;

 

Aberta a assembleia pelo Presidente da mesa, foi posto á discussão o 1º ponto de ordem de trabalhos, dando a palavra à Direcção e de seguida intervieram alguns associados sobre a matéria, tendo sido posto á votação que foi aprovado por unanimidade.

De seguida, foi lido o Parecer do Conselho Fiscal, que foi colocado à votação, onde foi também aprovado por unanimidade.

Do relatório consta a proposta de votos de agradecimentos às seguintes entidades e conterrâneos:

·     Câmara Municipal de Góis

     Junta de Freguesia de Góis

      A Comarca de Arganil

     O Varzeense

      O Jornal de Arganil

        Voto pesar pelos sócios e Conterrâneos falecidos.

 

Passou-se ao segundo ponto da ordem de trabalhos, “Eleição dos novos Corpos Gerentes“.

 

Foi apresentada uma única lista para o biénio 2013/2015, que, após ter sido colocada à votação,

foi aprovada por maioria.

 

 

 Lista dos Corpos Gerentes eleitos:

 

 

Assembleia-geral

 

Presidente – Fernando Carlos Cerqueira Pinto

Vice-Presidente – Anselmo Carvalho Baeta

Secretário – Elisabete Jesus Lopes Carvalho Pinto

 


Direcção

 

Presidente – Paulo Alexandre dos Santos Henriques

Vice-Presidente – Mário Luís Domingos Barata

Tesoureiro -  Rui Manuel Henriques Alves

1º Secretário -  Marco Paulo Pereira Sousa

2º Secretário – Fernando Barata Henriques

1º Vogal – José Manuel Batista

2º Vogal – Mária de Fátima Alves Henriques

Suplente – Anselmo Miguel Figueira Baeta

 


Conselho Fiscal

 

Presidente -  José Gentil Henriques Pimentel

Secretário -  José das Neves Gonçalves

Relator -  Daniel Lopes de Carvalho


 De seguida fizeram-se algumas considerações gerais acerca da nossa  Aldeia

e por fim o Presidente da Mesa agradeceu o modo como a Assembleia tinha decorrido,

dando-a por terminada.

 

No final os novos Corpos Gerentes tomaram posse para o novo mandato.

 


in

http://povorais.blogs.sapo.pt/

publicado por penedo às 23:45

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ELEIÇÕES NA CASA DO CONCELHO DE GOIS

 

 

Adriano Pacheco

 

No dia 16 de Março teve lugar na Casa do Concelho a Assembleia Geral para eleição de corpos gerentes, aprovação do relatório e contas

, tendo tudo decorrendo dentro da habitual normalidade. Foi uma assembleia em moldes tradicionais, apenas concorreu uma só lista como

já era previsível. Porém, houve oportunidade para algumas intervenções curiosas no seu conteúdo, bem delineadas na forma, mas com conclusões inquietantes, seguindo linhas de rumo de outrora com sugestões que julgávamos já fora de prazo. Deste modo, pensamos

que ainda estamos muito longe da tal renovação de mentalidades desejada, quando ainda se pensa em leilões e campeonatos de sueca.

Contudo, outras houveram plenas de interesse com visões abrangentes, envolvidas de nova roupagem como as intervenções do Dr. Carlos Poiares e do Dr. Luís Martins por nos apontarem novos rumos, entre as quais destacamos a do presidente do Conselho Regional-CR pela sua pertinente atualidade, pormenorizando as atividades desenvolvidas por este Órgão durante o seu último mandato:

Começou por distinguir três grandes desafios, a saber: definir o papel da Casa do Concelho dentro do regionalismo;

divulgar Góis nas suas diversas vertentes; cativar a juventude para o regionalismo e para a Casa.

No que diz respeito ao primeiro ponto destacamos, entre os vários eventos ocorridos, “o facto da Camara Municipal de Góis ter reconhecido a Casa do Concelho e o seu Conselho Regional como parceiro social da autarquia, situação que até hoje nenhum outro presidente da Camara o tinha feito.”

No segundo ponto sublinhamos, entre outros eventos, a sessão sobre o panorama arqueológico do nosso concelho subordinado ao tema “Guardar o Passado Olhando o Futuro” que despoletou no seio do CR a ideia de encetar démarches junto da Camara da Figueira da Foz com vista à Camara de Góis vir a poder recuperar o Brazão de D. Nuno da Silveira que estava há muitos anos no Museu da Figueira da Foz. Julgamos ter sido um importante contributo que a Camara Municipal de Góis veio a reconhecer.

No terceiro ponto enfatizamos “o cativar a juventude para o regionalismo” dado que se trata do ponto de maior importância, não só pela sua pertinente atualidade, como por sentirmos que é talvez o assunto que nos suscita maior acuidade face ao envelhecimento da população serrana e consequentemente dos corpos gerentes das coletividades. Neste ponto o presidente do CR dá realce aos dois eventos promovidos com a juventude goiense onde estiveram muitos jovens e nos foi dado a conhecer as suas qualidades, bem como as suas qualificações.

Era aqui que queríamos chegar para podermos acrescentar que a Casa tudo tem feito -não sei se da melhor maneira-, para chegarmos aos jovens e aos mais maduros. Já os tivermos connosco e deles ouvirmos as suas dificuldades, onde lhes foi apontado o caminho a seguir, necessitam apenas, de vontade, iniciativa e de coragem. Porém, entendemos que cabe a eles chegarem-se à frente e assumirem as suas responsabilidades enquanto cidadãos.

Aos veteranos é-lhes pedido um abrir de portas a quem se dispuser a servir, a facultarem todos os conhecimentos de que dispõem e darem todo o apoio a quem vem por bem. Todos sabemos o que são os conflitos geracionais, se não soubermos que todos temos de facilitar e encorajar daqui a uma década ainda estaremos a falar das mesmas dificuldades.

Não esgotarmos a análise à intervenção do Dr Luís Martins, nem era esse o propósito desta abordagem, dado que ela será publicada na integra e ficará à disposição dos leitores.

 

publicado por penedo às 18:44

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