Quinta-feira, 5 de Junho de 2014

SESSÃO SOLENE DO FORAL DE ALVARES (Lisboa )

Adriano Pacheco

 

Se no dia 4 de Maio as comemorações do quinto centenário do Foral da Herdade de Alvares foram a verdadeira festa do povo, que envolveu entusiasmo do mais genuíno e autêntico, que percorreu as ruas da Vila até ao sol-posto. No dia 31, no Fórum de Lisboa, as celebrações atingiram a mais elevada e solene festividade perante figuras públicas da nossa região e uma grande concentração de gente anónima vinda dos quatro cantos da Herdade, as quais foram obsequiadas com instalações condignas e equipamento bem adequado ao momento.

Abriu a sessão António Rui Dias, presidente da Comissão de Melhoramentos de Alvares que ao dar as boas vindas a todo o auditório, foi esclarecendo as motivações que ali o traziam e o orgulho que sentira em ter ajudado a promover o evento da publicação do livro do Foral da Herdade de Alvares. De seguida tomou a palavra o eng. João Baeta Henriques que viria a moderar a sessão, preenchida pelos dignos palestrantes: Doutor José Manuel Garcia, Prof.ª Regina Anacleto e pelo Mestre Silvestre Fonseca que preencheu um belo momento musical. O dr. José Manuel Garcia apresentou uma panorâmica das preocupações do Rei D. Manuel em apetrechar o seu reino com uma boa máquina administrativa, atribuindo forais às regiões necessitadas de desenvolvimento e de proteção, bem como pelo zelo da fazenda pública, com um conjunto de regras administrativas que lhe chamaram de Foral.

Da Prof.ª Regina Anacleto, oriunda de Arganil, com vasta obra publicada sobre o Mosteiro de Folques, tivemos o esclarecimento da forte ligação existente entre este Mosteiro e a Herdade de Alvares, não só por serem os senhorios dela, como também duma grande parte do território serrano. A sua abordagem ao tema, foi largamente aplaudida não só pelo belo sotaque beirão, mas também pelos largos e profundos conhecimentos que deixou naquele auditório. Para finalizar a primeira parte, tivemos um belo momento musical preenchido pelo virtuosismo vertido dos sons da guitarra clássica de Silvestre Fonseca, oriundo de Cortes de Alvares. 
A segunda parte foi preenchida por Nuno Barata-Figueira que se ocupou da genealogia das famílias da região deixando notas curiosas de interesse regional. Por sua vez o eng.º António da Fonseca, autor do livro o Foral, desenvolveu vários entendimentos sobre teorias já abordadas sobre a região, falou das dificuldades na recolha da documentação que está muito dispersa. Fechou a sessão o Prof. Doutor Carlos Poiares com uma brilhante análise às várias intervenções ocorridas, dando realce às reais potencialidades da região, aos belos momentos ali vividos que resultaram numa bela aprendizagem.

Por fim o moderador, não quis encerrar a sessão sem dar oportunidade a quem quisesse intervir dando a palavra a Luís Henriques de Alvares que quis agradecer o evento à comissão organizadora, pelo belo momento que ali tinha proporcionado, sendo logo secundado pelo dr. Amaro Rosa de Portela do Fojo que ao elogiar o evento lembrou que, com ele, outras portas podiam ser abertas e novos desenvolvimentos podiam surgir. O entusiasmo ficou no ar… 
Para terminar, a presidente da Camara M. de Góis, dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, não quis deixar de agradecer e enaltecer o que ali se tinha passado, congratulando-se com o trabalho da comissão organizadora, com os homens da cultura da nossa região ali presentes, com a Casa do Concelho de Góis e seu Conselho Regional, reconhecendo os momentos de muita elevação que puderam ser vividos, proporcionados, nomeadamente pelos palestrantes convidados. 
Por momentos o nosso mundo ficou maior e mais luminoso…

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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014

500 anos do Foral Alvares em LISBOA já este Sabado

Foto: Sábado dia 31 de Maio não falte!!

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Sábado, 19 de Outubro de 2013

UMA FREGUESIA DE ILHAS

Adriano Pacheco

 

Tal como o nosso espaço serrano, tal como as nossas aldeias isoladas, tal como o nosso entendimento, a freguesia de Alvares apresenta-se sempre fragmentada. Reage e comporta-se como um arquipélago de ilhas dispersas sem qualquer ligação entre si. Somos um povo desunido sem qualquer afinidade nem força de conjunto e por isso sem qualquer peso político, nem associativo, a nível concelhio. Pesa muito mais cada aldeia de per si, do que vale a freguesia no seu conjunto. A serra fez de nós “bichos” recolhidos cada um em sua toca que só de vez em quando nos encontramos! Razões históricas alimentaram tal mentalidade que nos conduziu a este estado de coisas!… Hoje isto não é admissível!

Ainda que mal comparado, foram bem notadas as opiniões exacerbadas na recente campanha eleitoral, onde foram mais destacadas as rivalidades exageradas entre aldeias, com destaque para o realce do positivo e do negativo em mandatos anteriores, do que a diferença de ideias alternativas apresentadas pelos próprios candidatos, o que em termos gerais (ignorando o bairrismo) não se compreende nem fará muito sentido. Não temos noção nem entendimento como força de conjunto da nossa região. Falta-nos a floresta desenvolvida como grande potencial agregador. Somos um povo pobre e desavindo, para cúmulo da desgraça.

Bem sabemos que, nas campanhas eleitorais para as autarquias, os ânimos atingem o máximo da sua vibração em redor do seu partido/candidato o que é perfeitamente normal dada a disputa em causa, o que já não é normal são as reações empoladas por um bairrismo exacerbado que favorece apoio a um ou outro candidato, servindo-se este do estado d’alma particular destas gentes. As expressões veiculadas pelas redes sociais atingiram níveis pouco dignificantes por parte de quem as exprimiu, numa tentativa de apoiarem o candidato A ou B. Desta forma, alimentado este divisionismo pelos fazedores de opinião, nunca iremos a lado nenhum, nem nunca teremos qualquer peso político nem força regionalista.

Não estamos, com isto, a sugerir uma organização de cúpula para o movimento regionalista, isso seria reduzir-lhe o seu dinamismo que ele próprio alimenta. Mas seria salutar que os seus dirigentes tivessem uma atitude e visão de conjunto, promovendo eventos, ora numa aldeia, ora na outra, consoante suas aptidões e características de cada uma, dando sequência ao espírito das “Jornadas Culturais”. Aliás as três maiores aldeias da freguesia vão consolidando as caraterísticas que as distingue, interessa agora promover outras para potenciarem o regionalismo. Somos muito poucos para vivermos isolados, ignorando-nos uns aos outros. Longe vão os tempos em que as aldeias eram auto suficientes em termos de eventos, podendo tomar em suas mãos as suas próprias iniciativas.

A riqueza que nos é presenteada pela Serra e pela Floresta, deveria ser aproveitada para proveito da região e não para nos desunir.

 

 

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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

À Volta dos Penedos...Sky Road em Góis

                             Sabado

Esporão   8h 36 

 

                com  vista dos Penedos de Góis   8 H 45

                                                                              Cabeçadas         8h 51

 

 

 

 

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Terça-feira, 1 de Janeiro de 2013

OS TALENTOS E O REGIONALISMO


Adriano Pacheco

 

Grande encontro com os jovens goienses, promovido pelo Conselho Regional da Casa do Conselho de Góis (CR) evento que, desde algum tempo, estava nas cogitações deste órgão regional e que, por esta ou aquela dificuldade, não tinha sido encontrado “o fio à meada” para que fosse feito o seu caminho. Depois de vários contactos desenvolvidos por um membro do CR com dirigentes das Associações do concelho, foi encontrada a possibilidade, o ambiente e contexto adequados para que o evento tivesse o seu desfecho. Ainda que não tivesse sido atingido o objectivo congeminado, encontraram-se porém outras janelas igualmente importantes, que podem futuramente serem utilizadas para novos rasgos.

 

Desta feita houve oportunidade para dar a conhecer jovens talentosos e campeões nacionais nas áreas do atletismo e do motocross, Enduro, que a todos os goienses encheram de orgulho com as suas capacidades de entrega ao desporto e à música sem descurarem o ensino académico. Assim nos foi relatado pelo presidente da Associação Nuno Alves, atletas Diogo Ventura no Enduro e André Paiva no Atletismos de Surdolímpicos. Deste modo foi constatado que, por desconhecimento, não valorizamos devidamente os nossos jovens campeões, ou porque eles não se mostram, se calhar também não lhes é dada a montra indicada para serem conhecidos os seus feitos.

 

O principal objectivo do evento, era (e é) conhecer as razões pelas quais, levaram os jovens ao afastamento do regionalismo, desiderato que permanece no espírito do CR como grande preocupação, para conseguir alcançar o antídoto indicado para colmatar esta lacuna que aos veteranos passou despercebido ao longo destas décadas. Quem sabe se por sua própria incapacidade de enxergar, ou ver mais longe o caminho do futuro?

 

Não fora duas excelentes intervenções (Jorge Fontes do Colmeal, e de António José Gil da Cabreira) e tudo ficaria no MAIS DO MESMO, tal como no reino dos céus, entre Deus com os anjos, que é como quem diz sem uma pista que nos levasse a uma conclusão consistente! De facto nem tudo está bem no regionalismo, antes pelo contrário. É verdade que “só tem tempo quem não tem tempo”, mas há que inovar e criar condições para atrair jovens, e isso não se vê em todas as colectividades, salvam-se duas ou três!

 

Jorge Fontes, deixou-nos o relato da iniciativa dos jovens do Colmeal que se organizaram em Comissão na Capital, ligada à União Progressiva do Colmeal através do slogan “regionalismo à distância” que demonstra bem a imensa força de quem se quer colocar como alternativa ao modelo tradicional demasiado gasto, levando a outros patamares os seus efeitos. A outra intervenção, rica em conhecimentos e boas práticas, veio de António Gil da Cabreira que nos falou da sua experiência como militante do regionalismo no qual se foi adoptando a “táctica da tartaruga” seguida pelos jovens seus companheiros.

 

Na verdade, com as suas práticas, os veteranos do interregno geracional dos anos sessenta fim de século, em conjunto com as grandes mudanças comportamentais ocorridas na sociedade, foram gerando constrangimentos que deram este resultado com que hoje nos deparamos e tentamos corrigir.

 

Por último tivemos a apreciação da Dr.ª Lurdes Castanheira, edil da Câmara que, com desassombro, tocou em vários pontos importantes que raramente são abordados em público, dizendo que “ai do autarca que não valorize o regionalismo património cultural riquíssimo da nossa região”, pelo seu contributo e pela sua histórica afirmação. Hoje não deve ser preocupação prioritária da Câmara o arranjo do lavadouro ou do fontanário, mas sim criar condições para a fixação dos jovens e seu crescimento dentro do espaço concelhio. Esta apreciação vinda do seu olhar de lince, resulta dos muitos anos de traquejo e conhecimento da estrutura social do Concelho.

 

Ainda falaram depois o Dr. Miguel Ventura como presidente da ADIBER e a Dr.ª Fernanda Maria do Instituto de Formação e Emprego de Arganil, dizendo do seu contentamento por ter assistido a tal evento que envolveu jovens com valor.

 

 

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Sábado, 1 de Dezembro de 2012

A Casa do Concelho de Góis acolhe a Juventude

 


 ccgois  azuleijo.JPG  

 

 

O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis em parceria com a Associação de Juventude de Góis, Alvares e Colmeal, informa que vai organizar o Seminário

“A Juventude do Concelho de Góis” a decorrer a 8 de Dezembro, pelas 14:30 horas, no Auditório da Casa do Concelho de Góis, na Rua de Santa Marta, 47, r/c, Dto, em Lisboa.

O Seminário tem como objectivo estabelecer uma ligação entre a juventude e o regionalismo, e como estratégia dar a conhecer a existência de jovens de excelência em Góis, cujo trabalho, dedicação e qualidade resultaram em sucesso reconhecido em Góis, em Portugal e na Europa.

 

Programa:

 

14,30 – Abertura

14,45 – Painel A:

                           “O afastamento dos jovens do associativismo

 

* Luísa Baeta, Associação de Jovens da Freguesia de Alvares –

“Actividades Realizadas e Projetos para o Futuro”


* Fábio Brito. Associação de Juventude de Góis e AERG –

“O Associativismo em Góis”


* Jorge Fonte, Comissão de Juventude do Colmeal –

“Longe/perto das nossas raízes”


* Joaquim Mateus, Associação de Jovens da Freguesia de Alvares/Cortes –

“Ligação Regionalismo/Associativismo Juvenil/Actividade Profissional”


* Nuno Alves, Presidente da Associação de Juventude de Góis –

“A Juventude”


16,15 – Debate

 

16,45 – Painel B:

                              “Jovens com Valor

 

* Ricardo Ventura, Arquiteto Paisagista -

“A experiência de um Jovem a exercer a sua atividade profissional em Góis.


* Diogo Ventura, Campeão Nacional de Enduro -

“Um Campeão do Interior”


* André Paiva, Atleta de Alta Competição –

“A minha participação nos Surdolímpicos”


* Margarida Sampaio, Vencedora do concurso nacional de Jovens Tradutores –   “A minha viagem”


18,00 – Debate

18,30 – Fecho

 

Convidamos, desde já, todas as Comissões de Melhoramentos do Concelho de Góis, Goienses, sócios da Casa, amigos e todos os jovens a brindarem-nos com a vossa presença participativa, em particular no amplo debate final.

Contamos convosco.

 

                       O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por penedo às 20:49

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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2012

A FACIG E A FESTA DE ALVARES

 fotos adriano.jpg 

    Adriano Pacheco

 

Compromissos anteriormente assumidos, levaram-nos a uma breve passagem pela linda capital do Ceira, junto à margem deste rio, onde se encontrava instalada a FACIG, exposição que se vem desenvolvendo com stands vários, alguns dos quais representantes de empresas comerciais, instituições e colectividades regionalistas, que mostram bem a dinâmica sócio-económica que este certame vem ampliando numa zona bem necessitada. Pese embora o grande impacto desta feira, ela ainda não foi devidamente compreendida pelo tecido empresarial da região, ou a sua dimensão ainda não provocou o salto necessário.

 

A Casa do Concelho de Góis, com sede em Lisboa, pela segunda vez, fez-se representar dando ênfase ao tema: “profissões populares desenvolvidas por gentes goienses na cidade de Lisboa”, onde criaram o seu espaço, deram o seu contributo, marcando a história da sociedade lisboeta. Junto dos apetrechos inerentes às profissões encontravam-se também obras literárias de escritores desta região, nomeadamente “O Moço de Esquina”, recentemente publicado na Casa concelhia. Assim vai dando conta do seu propósito.

 

Como não podia deixar de ser, acompanharmos de perto, os festejos da Vila de Alvares, não só para matar saudades, mas também para sentir as mudanças comportamentais dum povo que se manifesta em momentos de euforia, ou se pelo contrário continua alimentando tradições ancestrais para dar brilho a algo que lhe é intrínseco. Cedo nos apercebemos de que o momento não era o mais indicado para avaliar essa eventual mudança, uma vez que vivemos um tempo de “vacas magras”, se é que elas alguma vez foram gordas para estas bandas. Contudo, já não existe, obrigatoriamente no menu, a celebre sopa de grão-de-bico ( vide livro “A Vila do Burel”) o que não deixa de ser uma alteração, para o bem e para o mal.

 

De louvar o empenhamento e a coragem dos Mordomos da Festa ao conseguirem mobilizar e dinamizar todos os recursos ao seu alcance, usando de alguma criatividade e imaginação para levarem a cabo a sua missão, coisa que não é fácil nos tempos que decorrem. Que o digam aqueles que já por lá passaram e que se esfolaram a contar os tostões para pagarem a todos (rigorosamente a todos) aqueles que prestaram um pequeno e leve serviço.

 

Estes eventos, como outros desenvolvidos em aldeias de magros recursos, são sempre um enorme desafio para quem abraça esta missão. Importa por isso seguir uma política de contenção de custos. Desconhecendo o resultado contabilístico do evento, deseja-se que ele seja favorável a quem tanto se esforçou, porque se assim não for, para além do seu enorme trabalho, ainda têm de pôr dinheiro do seu bolso (?)

 

Trabalhos à parte, temos de dizer que as festas nas aldeias têm o grande mérito de contribuírem para o reencontro dos conterrâneos no local onde nasceram e viveram os primeiros anos de vida, recordando com saudade os seus tempos de meninice com todas as traquinices que lhes eram próprias. Têm também a grande virtude de virem dar ânimo às aldeias que se encontram deprimidas, transmitindo-lhe novo folgo de vida, maior movimento que é o que necessitam. Importante é lembrar que este pormenor não pode passar despercebido às autoridades deste Concelho.

A lástima reside apenas na particularidade de que as pessoas se deslocam às suas aldeias apenas em dias festivos, o que é muito pouco e… uma enorme pena!..

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

Marchas por Gois

 


marchas

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Domingo, 17 de Junho de 2012

“O MOÇO DE ESQUINA”

 

NA CASA DO CONCELHO DE GÓIS

 

 

 

Com a mesa composta pelo presidente do Conselho Regional Dr. Luís Martins, Dr. Jorge Luís representante da Câmara M. de Lisboa e técnico do Gabinete de Estudos Olisiponenses, Eng.º João Coelho revisor do texto e ex-presidente da Casa de Pedrógão Grande e Adriano Pacheco autor do livro “O Moço de Esquina”, o presidente da Mesa d’Honra deu início à sessão, começando por dizer que o evento fazia parte do programa cultural da Casa no corrente ano.

 

De seguida transmitiu os motivos da ausência da Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª. Maria de Lurdes Castanheira, bem como do Senhor Presidente da Assembleia Municipal, passando de imediato à apresentação do convidado d’honra, como primeiro representante da Autarquia Lisbonense a visitar a Casa Regional do Concelho de Góis e Antropólogo do Gabinete de Estudos da Câmara de Lisboa, depois falou do Eng.º João Coelho como apresentador do livro em questão, terminandoem Adriano Pachecoautor do referido livro e de várias outras obras por si publicadas, bem conhecidas do público.

 

Com o salão bem preenchido, acomodando à volta de 50 pessoas, algumas das quais vindas de fora da capital, o Eng.º João Coelho iniciou a apresentação do livro “O Moço de Esquina”, dando relevo a todo o contexto de acção do protagonista, incluindo os vários cenários onde se movimentava, não esquecendo os ideais que prosseguia e as vivências que ia acumulando. Revelando assim a capacidade do autor em conseguir elaborar uma obra ficcionada, com base numa história verdadeira, chamando-lhe por isso um romance histórico, caminho que estava a desbravar num espaço que ia assim descobrindo.

 

Depois, o apresentador, num rasgo de eloquência e sabedoria, acompanhado de um bem elaborado trabalho em power point, de autoria de Gina Barata, projectando cenários das antigas profissões das ruas de Lisboa, foi dando conta da origem dos aguadeiros, da execução das suas tarefas, bem como da existência dos chafarizes. Do mesmo modo foi esclarecendo a proveniência dos transportes citadinos, destacando o célebre “Chora” que veio mais tarde a criar a camionagem Eduardo Jorge, homem natural de Arganil. Foram momentos enriquecedores de conhecimento em que se revelaram espaços frequentados pelo protagonista do “Moço de Esquina”.

 

Depois das breves palavras do representante da Câmara de Lisboa que disse da honra que teve em ter sido convidado para aquele evento, foi dada a palavra a Adriano Pacheco, autor do livro, que começou por cumprimentar os elementos da mesa e agradecer à Casa do Concelho de Góis, a toda a plateia presente e ao Dr., Jorge Luís, dando a conhecer o cartão de agradecimento da senhora Vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Dr.ª Catarina Vaz Pinto. Enaltecendo o enorme prazer que lhe deu transmitir esta história que lhe acalentava o espírito, dadas as circunstância em que ela foi crescendo.

 

Abordou com ênfase, a escassez quase ausência de informação sobre o tema, bem como as dificuldades encontradas na busca de suporte para os custos de impressão gráfica do trabalho, suprido pelo contributo da Casa do Concelho de Góis, Câmara Municipal de Góis e o restante (talhada de leão) pela Gráfica Olegário Fernandes, SA, sem a qual o autor, para lá do seu trabalho e despesas inerentes, teria de suportar esse custo.

 

Os efeitos da crise que estamos a atravessar, sentem-se em todo o lado e atingem fortemente árias, como a da cultura, ainda tida como algo de supérfluo. Onde falta o pão do corpo, o primeiro a ser sacrificado é o pão do espírito.

 

 

in

 

jornal  "O Varzeense "

publicado por penedo às 10:36

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Segunda-feira, 5 de Setembro de 2011

ALVARES EM FESTA

 

           BrasãoAlvares                                

   

 

 

Adriano Pacheco

 

Vinham de todos os lugares e lugarejos, por montes caminhos e veredas, carregados com farnéis mais ou menos abastecidos e o seu próprio garrafão, não fosse o vinho faltar. Vinham venerar o seu santo padroeiro, ouvindo a missa solene, escutando os sons da filarmónica e o estourar dos foguetes que tanto incómodo dava! Vinham estrear a blusa de chita, o xaile de merino, os sapatos novos e a camisa branca. Mas vinham tão felizes que não havia pó que lhes caísse em cima, nem brilho que lhes faltasse nos olhos. Era dia de festa e do farnel com cabrito ou borrego assados. Eram assim as festas em Alvares.

 

Hoje, salvaguardando alguns pormenores, tudo é muito é diferente, não sabemos se para melhor. Desta feita tivemos a Filarmónica Arganilense bem afinadinha com muitos jovens, uns tantos conjuntos distribuídos por sábado, domingo e segunda-feira e a visita dos alvarenses que nestas datas costumam vir matar saudades por dois ou três dias e voltam a correr. Que pena não se lembrarem deste pedaço de terra que precisa deles! Mas pronto é o que se pode arranjar face à crise que se impõe por aí. Apesar de tudo não foi nada mau, pode ser que para o ano que vem seja melhor.

 

Com o decorrer dos tempos os hábitos tradicionais foram-se alterando: acabou-se a sopa de grão-de-bico, o arroz picado de fressura, o bucho recheado e consequentemente a rês que dava tanto jeito para se poder cozinhar tudo isto, tal como os maranhos que outros lhe tomaram o gosto e fizeram publicidade. Que saudades! A crise também veio atrapalhar a missão dos mordomos que fizeram um orçamento baixo, mas mesmo assim ainda tiveram de recorrer ao velho leilão e à ronda. É bom que nos vamos habituando às festas feitas à nossa medida, quero dizer, dentro das nossas parcas possibilidades, nada de esbanjamento. Os tempos assim obrigam

 

Era inevitável que para se fazer a festa e a festança, os mordomos tinham de recorrer à imaginação para poderem adaptar o espaço habitual às reais necessidades, improvisando cozinha aqui, churrasqueira ali e muita boa vontade, pese embora o apoio logístico facultado pela Câmara Municipal, já que o “velho palanque foi à vida” uma vez que já não oferecia condições de segurança. Apesar disso, a piscina - sempre grandiosa e colorida – deixava no ar uma sensação de frescura e bem-estar a todos os títulos necessários, pena foi não acautelarem a invasão das águas nalguns quintais circundantes. Situação perfeitamente evitável. Enfim!...

 

De resto, toda a Vila de Alvares rejubilou com os alvarenses que regressam todos os anos em dias de festa. Rejubilou com a vista esplendorosa desta terra bem apetrechada de equipamentos sociais, nomeadamente com o quartel novo dos bombeiros, pólo escolar e iluminação apropriada. Rejubilou com a procissão e os seus santos em andores ornamentados. Rejubilou com a harmonia dos sons da Filarmónica Arganilense.

 

Deste modo a Comissão de Festas – composta por muitos jovens - está de parabéns por ter proporcionado tanto, com tão parcos recursos. Só quem já enfrentou uma situação destas, com tão poucos recursos, saberá quanto custa organizar uma festa anual para bem de todos alvarenses e da carolice de alguns. Mas pronto, a tradição cumpriu-se já não é nada mau.

Que mais se pode exigir nos tempos que atravessamos?

 

 

 

publicado por penedo às 23:30

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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Neve ....Amieiros

publicado por penedo às 17:56

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Terça-feira, 9 de Março de 2010

EN2 entre Portela do Vento - Alvares

Alvares - À Beiro do Sinhel
Empurrados para o Sul?!

O Governo assinou recentemente os contratos relativos à construção e beneficiação das acessibilidades principais da nossa região.

Boas notícias, sem dúvida! Muito se lutou, durante os dois últimos mandatos autárquicos, inclusive até se promoveu um abaixo-assinado contra a injustiça que foi "imposta" a esta região por todos os anteriores governos da república, durante anos de democracia.

Finalmente, chegou a boa nova da conclusão do IC 8 a construção da auto-estrada que ligará à A23 a Coimbra, deixando a nossa freguesia mais perto do sul e litoral, tornando-se mais atractiva, pois passa a ficar a muito razoáveis tempos de distância de Coimbra, da Figueira da Foz e de Espanha.

Até aqui tudo bem, aparentemente, tudo bem para o Concelho de Góis!

Salvo, se terem esquecido do troço da EN2 entre Portela do Vento - Alvares, que estranha e paradoxalmente não faz parte deste grande conjunto de intervenções rodoviárias. É pena, porque este troço seria vital e permitiria a esta parte do concelho aproximar-se da sua sede concelhia com outras condições de segurança, se a intervenção adequada neste troço rodoviário de cariz nacional tivesse sido pensada ...

Vejamos: falamos de uma estrada nacional que faz a ligação directa, no mínimo, entre duas sedes de concelho, mas possibilita as ligações ainda a outras. Esta estrada é uma via estruturante para a circulação de pessoas e bens, desonerando em muito, os custos das empresas, que têm no IC 8, a sua via privilegiada para os seus negócios.

Enfim, este esquecimento é totalmente incompreensível, considerando a grande intervenção que irá ser realizada nesta zona, Assim, continuarão a deixar as pessoas escolher o melhor caminho a fazer, quando se têm que deslocar e progressivamente estas vão procurando outros locais onde possam encontrar mais rapidamente o que necessitam, criando novos hábitos, relações afectivas e, mais tarde, outras necessidades. Para quem não entender, a água na serra corre sempre de cima para baixo, aproveitando a natureza para o fazer. Apenas, altera o seu percurso quando se verifica a intervenção humana que vê nesta acção benefícios directos e indirectos para a obter.

Sabemos que não é fácil, mas tem que se fazer um esforço para melhorar um troço, cuja construção tem mais de 50-anos, num terreno com uma topografia perfeitamente favorável a uma intervenção sem grandes custos.

Lembro que há alguns anos, aquando da intervenção no troço da EN2, Portela de Góis - Portela do Vento foi possível com a obra já a decorrer e tempo útil. realizar obras de rectificação e anulação de curvas que não estavam então previstas.

O empenho em pugnar por esta grande obra tem que ser uma realidade. Caso este sonho da nossa freguesia não venha a acontecer, representará mais uma dura penalização, afastando-a infelizmente ainda mais, da sua sede de concelho natural.

É importante para nós e é importante para todos os munícipes, que as acessibilidades atenuem as distâncias que nos separam do restante do concelho.

Tenhamos esperança que quem de direito não irá regatear esforços para a concretização de mais esta grande infra-estrutura na nossa freguesia. Vamos à obra, à conquista do futuro!

 

 

 

Victor Duarte,
in O Varzeense,

 28/03/2010

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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

O Rasto dos Barrões

Adriano Pacheco lançou mais um livro

 
"O Rasto dos Barrões" é o mais recente livro editado pelo escritor goiense Adriano Pacheco. A sessão de apresentação da obra decorreu no passado dia 9 de Maio, no auditório da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER), numa cerimónia presidida pela Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, que contou com a presença de inúmeras pessoas e com a representação de algumas instituições locais.
A iniciar a cerimónia, Maria de Lurdes Castanheira, em representação da ADIBER, depois de dar as boas-vindas a todos os presentes, leu uma mensagem de Armando Gualter Nogueira que referia a sua impossibilidade de estar presente, enviando, no entanto, uma saudação ao autor e felicitando a ADIBER por mais esta edição literária.
Em seguida, a oradora leu ainda uma carta enviada pelo Presidente da Assembleia Municipal, José António Carvalho, que impossibilitado de estar presente, por compromissos anteriormente assumidos, pediu para transmitir ao autor o apreço e consideração que tem pela sua obra.
Entre muitas presenças enumeradas, Maria de Lurdes referiu os nomes: Lisete de Matos, Prof. João Simões, José Rodrigues e Clarisse Sanches, pelas obras que também já publicaram, aproveitando para desafiar a continuação da escrita e incitando ainda para novos talentos que se venham a manifestar.
Com 175 páginas, "O Rasto dos Barrões", com textos que se baseiam no fenómeno migratório dos beirões da Beira Serra, tem prefácio do Eng. João Coelho e capa do Mestre H. Mourato, enaltecido pela representante da ADIBER, que reconheceu o trabalho do "artista de renome internacional", rendendo-lhe ainda homenagem não só pelo trabalho desenvolvido no livro, mas também pelas obras publicadas no jornal O VARZEENSE e pelas inúmeras exposições em que tem participado.
Lurdes Castanheira, consciente que a ADIBER tem uma área de acção abrangente reconhece que esta dá prioridade à formação, emprego e cultura, pelo que, continua a apostar no apoio ao lançamento de novas obras.
Refira-se que, esta décima primeira obra de Adriano Pacheco foi também apoiada pela ADIBER, no âmbito do projecto "Beira Serra Cultura Viva", subsidiado pelo Programa Comunitário Lider+. Lurdes Castanheira fez uma breve descrição do projecto e referiu algumas das formas como este tem impulsionado a cultura na região da Beira Serra.
A oradora aconselhou vivamente a leitura do livro e felicitou o autor pelo magnífico trabalho.
Para além de Lurdes Castanheira, na mesa d'honra estiveram ainda: Valentim Rosa, membro da direcção da ADIBER, Lourdes Barata, presidente do conselho fiscal da ADIBER, o autor do livro, Adriano Pacheco e o autor do prefácio e apresentador da obra, Eng. João Coelho, que mais uma vez, teve a responsabilidade de corrigir a obra de um autor que "acolhe as ideias e transforma-as em contos maravilhosos", conforme disse João Coelho que aconselhou a sua leitura, incentivando os leitores para fazerem inclusive criticas à obra, desde que construtivas.
Referindo-se aos oito contos inseridos na obra, João Coelho disse: "o livro trás á tona a problemática das raízes da infância e o regresso à sua terra natal". "Aborda ainda o debate de gerações e culturas". "Adriano Pacheco é um cavador cuja enxada dá pão à história de Góis", disse o autor do prefácio, que classificou a obra como sendo um livro de histórias verdadeiras ainda que ficcionadas.
Seguiu-se um momento dedicado à poesia, com a Prof.ª Paula Almeida a declamar alguns poemas de Adriano Pacheco.
Por último, o autor mostrou-se emocionado com a leitura dos seus poemas e manifestou a sua gratidão para com a Dr.ª Maria de Lurdes, a ADIBER e o Eng. João Coelho, que apesar da sua vida ocupada tem sempre encontrado tempo para rever os seus textos.
O autor falou um pouco do seu livro e do seu enquadramento no contexto literário das obras já publicadas e finalizou dizendo: "enquanto puder vou escrevendo".
Com alguns textos já nas mãos do seu revisor, pode afirmar-se que o seu próximo livro "já vem a caminho".
A terminar, foram diversas as pessoas que se pronunciaram sobre a escrita de Adriano Pacheco, encerrando a cerimónia com um beberete, oferecido pela ADIBER.
in O Varzeense, de 15/05/2009

 

 

nota do blog

autor do livro "Umbrais dos Penedos"

 

publicado por penedo às 23:32

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ...Alvares

Festa do Regionalismo na Casa do Concelho de Gois
publicado por penedo às 10:05

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

À Volta dos Penedos ---Festa do Regionalismo

Regionalismo goiense em grande jornada cultural

 
Grande jornada de fervor regionalista ocorreu no último dia 15, na Casa do Concelho de Góis, promovida pelo Conselho Regional, organizada pela aniversariante Sociedade de Melhoramentos da Roda Cimeira e apoiada pela Junta de Freguesia de Alvares, numa manifestação de entusiástico elan regionalista que soube ocupar e desempenhar bem o papel para que tinha sido convidada e que, por direito próprio lhe cabia.
Tudo era genuinamente beirão, começando pelas pessoas dentro do seu tagarelar e, sem nos darmos conta, dava-se uma desgarrada que resultava dum encontro inesperado misturado com o cheiro da chanfana com o apelativo aspecto do aferventado, ou com o brilho das filhós. Tudo presenteado pela colectividade que não se poupou a esforços para festejar condignamente os seus 80 anos de existência. A longa tarde avançava muito preenchida com momentos inesquecíveis, associados à prova dos sabores regionais, à degustação dos mesmos, ao requinte da sua exposição que traziam à memória os aromas da flor da urze, da flor da acácia e os sons dos silvos do vento. Numa palavra pode dizer-se que a nossa região esteve condignamente representada com a colaboração da Junta de Freguesia de Alvares no transporte das pessoas.
As forças vivas da região estiveram representadas por José de Carvalho da Assembleia Municipal e Helena Moniz da parte da Câmara Municipal; Dr. Vítor Duarte e Quim Mateus por parte da Junta de Freguesia de Alvares; Dr.ª Lurdes Castanheira da parte da ADIBER; pela Sociedade de M. de Roda Cimeira os Sr.s João Baeta e Jaime Carmo, pela Casa José Dias Santos e pelo Conselho Regional Dr. Luís Filipe que presidiu à mesa de honra.
Destas individualidades realçamos os seguintes apontamentos: o regozijo do Dr. Luís Martins e de José Dias Santos em terem a Casa cheia de gente que levou ao êxito deste evento; as palavras de satisfação do Dr, Vítor Duarte pelo momento de exaltação que se vivia e de Quim Mateus ao referir que nas colectividades são as pessoas que contam e só assim faz sentido; a lembrança de João Baeta dirigiu-se para a memória dos fundadores desta colectividade, para os quais pediu um minuto de silêncio e lembrou aos autarcas que aceitem as colectividades como parceiros sociais; Jaime do Carmo deu-se por satisfeito pelo êxito alcançado; Helena Moniz realçou a festa das Freguesias do Concelho; José de Carvalho valorizou o contributo das colectividades e o seu direito ao lugar de parceiros sociais; por último a Dr.ª Lurdes Castanheira relembrou a importância das colectividades, manifestou a sua simpatia por Roda Cimeira e deixou a boa nova do programa PRODEC. Todas estas intenções deixam adivinhar o advento de um novo ciclo de relações com as colectividades.
Houve também tempo e espaço para a poesia, tratada e analisada pelo Eng.º João Coelho que se deteve um pouco sobre a obra de Adriano Pacheco, deixando campo para que fossem lidos dez poemas inéditos, nas vozes de Marina Lopes, Filipa Victor, Ana Rita e do próprio autor que intervalaram e trouxeram alguma suavidade aos ouvidos dos presentes.
Mas este tipo de eventos, a música ocupa sempre o lugar de destaque ao alterar todo o ar formal e sisudo da plateia, a arrumação e a postura das coisas e das pessoas a partir do qual a agitação toma conta delas. Ninguém consegue ficar indiferente aos sons vibrantes e harmoniosos da concertina do Marcelo e seu grupo. A música e a sua presença em palco é algo que mexe com as pessoas e cativa a aderência do mais sorumbático cidadão. Para quem já esgravatou neste instrumento e conhece minimamente a sua técnica, não pode deixar de admirar a destreza dos executantes e a harmonia dos sons conseguidos.
Em traços muito largos foi assim que decorreram parte das festividades do regionalismo goiense e se homenageou o octogésimo aniversário da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira que os ventos falarão dele. Pelo que o Conselho Regional regozija-se com as celebrações em curso e aguarda com expectativa outros desenvolvimentos que se perfilam no horizonte.
in Jornal de Arganil, de 20/11/2008
publicado por penedo às 18:13

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

80º Aniversáriodo Regionalismo Goiense -Festa da Freguesia de Alvares

15 de Novembro de 2008

Casa do Concelho de Góis
                                Rua de Santa Marta, nº 47, r/c dto.
                                                                     1150 – 293 LISBOA


Programa

15:00 Sessão de Abertura
          Abertura da Exposição

16:00 Apresentação do "Hino da Roda Cimeira"

16:30 Entrevista sobre o Regionalismo a Libanio Simões de Oliveira e João Baeta  com António Lopes Machado

17:00 Cantares da Roda

17:30 Poesia de Alvares, de Adriano Pacheco com introdução do Eng. João Coelho

18:00 Concertinas da Freguesia de Alvares

19:30 Concurso de gastronomia "Os Sabores da Roda Cimeira"

20:00 Lanche Regional

21:30 Baile Regional


Organização
                         Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira

 

                           Casa do Concelho de Góis – Conselho Regional
 



Apoio
                 Casa do Concelho de Góis

 

                    Junta de Freguesia de Alvares

publicado por penedo às 09:43

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Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

ENCANTO DA SERRA

Lá longe se inclina o sol

Denuncia de clara lonjura

Montes soberbos, espaço

e fragrância

Tudo na serra é distância

Horizonte feito de verdura

 

 

Descampado tudo é relento

No cume dos montes cimeiros

Perto do céu estão os Amieiros

Deslumbrados com o firmamento

mas na serra têm o pensamento

 

Nada mais existe senão névoa

Lonjura nos caminhos da serra

Defronte, se estende a neve

Brancura que torna mais leve

A frescura que vem da terra

 

Neste deslumbramento sem fim

Nada mais existe no pensamento

Senão espaço, sol, chuva e vento

 

 

Silvos do Vento  de Adriano Pacheco 

 

publicado por penedo às 16:27

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

A POESIA DOS PENEDOS I

OS PENEDOS

 

Nos penedos que nos elevam

olhar aos céus

Há um deus que nos

acolhe

Num recanto luminoso

Onde a virtude

nos toca

Há um povo virtuoso

 

 

O silêncio que nos invade

Não vem do céu nem

da terra

Vem da paz que nos enleia

E no monte que semeia

O vento agreste vem

da serra

 

 

São pedras, filhas das rochas

Penedos que todos acolhe

Nesta profunda virtude

Enquanto o olhar

tudo recolhe

Nesta imensa quietude

 

 

UMBRAIS DOS PENEDOS de Adriano Pacheco

publicado por penedo às 10:02

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