Sábado, 7 de Dezembro de 2013

Casa da Fonte

Casa de Campo - Turismo em Espaço Rural


Situada em Povorais , aldeia mais alta da freguesia de Góis. Casa centenária de dois pisos, mantendo a traça original.

Construída em pedra de xisto, típica da região. Tectos e chão em madeira no andar superior, com três quartos.

No piso inferior localiza-se a casa de banho, cozinha, e sala com lareira rebaixada, e chão em loisas.
Povorais é uma aldeia do concelho de Góis, intercalada entre os Penedos de Góis e a Serra da Lousã.

Rodeada  de montes e paisagens serranas de grande beleza que são um convite à tranquilidade e à sua descoberta em passeios pedestres.


 http://casadafonte.webnode.com


facebook.com/casadafontepovorais

publicado por penedo às 22:02

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 9 de Julho de 2013

RECORDANDO...Jogos de Verão

 




O tempo passa, mas as recordações boas ou más ficam guardadas numa foto,numa camisola,num troféu,foi uma caminhada longa com altos e baixos com objectivos pequenos que ficam na memória dos que construiram,participaram ,dando o contributo sempre para as grandes obras num espirito colectivo e participado.Mudam-se os tempos mudam-se as vontades...
publicado por penedo às 14:30

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 4 de Abril de 2013

À volta dos Penedos- Povorais

          Comissão de Melhoramentos de Povorais

 



No passado dia 17 do mês de Março de 2013, realizou-se a Assembleia Geral Ordinária da Comissão de Melhoramentos de Povorais, na Casa do Concelho de Góis, pelas 15H30 horas, presidida pelo Sr. Daniel Lopes de Carvalho e pela Sra. Gina Pimentel, secretariado pela Sra. Elisabete de Carvalho Pinto, onde contou com uma boa presença de associados, tendo a seguinte ordem de trabalhos:

 

1 – Análise e votação do Relatório e Contas e Parecer do Conselho Fiscal;

 

2 – Eleição dos novos corpos gerentes da C.M. P. para o biénio 2013-2015;

 

3 – Assunto de interesses para os Povorais;

 

Aberta a assembleia pelo Presidente da mesa, foi posto á discussão o 1º ponto de ordem de trabalhos, dando a palavra à Direcção e de seguida intervieram alguns associados sobre a matéria, tendo sido posto á votação que foi aprovado por unanimidade.

De seguida, foi lido o Parecer do Conselho Fiscal, que foi colocado à votação, onde foi também aprovado por unanimidade.

Do relatório consta a proposta de votos de agradecimentos às seguintes entidades e conterrâneos:

·     Câmara Municipal de Góis

     Junta de Freguesia de Góis

      A Comarca de Arganil

     O Varzeense

      O Jornal de Arganil

        Voto pesar pelos sócios e Conterrâneos falecidos.

 

Passou-se ao segundo ponto da ordem de trabalhos, “Eleição dos novos Corpos Gerentes“.

 

Foi apresentada uma única lista para o biénio 2013/2015, que, após ter sido colocada à votação,

foi aprovada por maioria.

 

 

 Lista dos Corpos Gerentes eleitos:

 

 

Assembleia-geral

 

Presidente – Fernando Carlos Cerqueira Pinto

Vice-Presidente – Anselmo Carvalho Baeta

Secretário – Elisabete Jesus Lopes Carvalho Pinto

 


Direcção

 

Presidente – Paulo Alexandre dos Santos Henriques

Vice-Presidente – Mário Luís Domingos Barata

Tesoureiro -  Rui Manuel Henriques Alves

1º Secretário -  Marco Paulo Pereira Sousa

2º Secretário – Fernando Barata Henriques

1º Vogal – José Manuel Batista

2º Vogal – Mária de Fátima Alves Henriques

Suplente – Anselmo Miguel Figueira Baeta

 


Conselho Fiscal

 

Presidente -  José Gentil Henriques Pimentel

Secretário -  José das Neves Gonçalves

Relator -  Daniel Lopes de Carvalho


 De seguida fizeram-se algumas considerações gerais acerca da nossa  Aldeia

e por fim o Presidente da Mesa agradeceu o modo como a Assembleia tinha decorrido,

dando-a por terminada.

 

No final os novos Corpos Gerentes tomaram posse para o novo mandato.

 


in

http://povorais.blogs.sapo.pt/

publicado por penedo às 23:45

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 5 de Março de 2013

Comissão de Melhoramentos de Povorais

 

 

 

 

 

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

 

Convocatória

 

De harmonia com os estatutos, no seu art.7º, desta Comissão de Melhoramentos, convoco todos os associados para Assembleia-Geral Ordinária, a realizar a 17 de Março de 2013 pelas 15,30 horas, na Rua de Sta. Marta, nº 47 R/C, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos.

 

 

  1.  Apreciação e votação do Relatório e contas da Direcção, e parecer do Conselho Fiscal

 

  1. Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2013-2015

 

  1. Assuntos de interesse para os Povorais

 

Não havendo número suficiente para Assembleia se realizar à hora marcada,

a mesma funcionará uma hora depois com qualquer número de sócios.

 

 

 

                                                         O Presidente da Assembleia – Geral

 

                                                                   Daniel Lopes de Carvalho


in facebook

publicado por penedo às 23:13

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 21 de Julho de 2011

Povorais

 

 

in  facebook

Ines e diogo miranda

tags:
publicado por penedo às 10:49

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 8 de Junho de 2011

À volta dos Penedos. Povorais mais "pobre"

 

Faleceu o amigo Armando Antunes

 

 

 

 

À familia os meus sentidos pêsames

 

 

tags:
publicado por penedo às 12:01

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

POVORAIS .Almoço de Confraternização

 

 

                   Penedos e Povorais

 

 

 

 

 

  Comissão de Melhoramentos de Povorais

 

 Almoço de Confraternização 

 

Dia 17 de Abril de 2011, as 13 horas.

 

Restaurante da Associação de Moradores e Proprietários do Casal do Bispo– Famões,

  Rua da Associação – Casal do Bispo (Centro de Saúde).

 

 

Para marcação contacte qualquer elemento da Direcção:


Fernando Barata: 219811941 – 918505808

Rui Alves: 916287272

Gentil Pimentel: 934412734

Lucília: 210997539

 

tags:
publicado por penedo às 12:19

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Janeiras á volta dos Penedos



publicado por penedo às 23:53

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

Festa de Convívio....Povorais

 

 

 

Comissão de Melhoramentos de Povorais

 

 

 

 

 

13, 14 e 15 de Agosto

 

Sexta-feira :


21h Setas

22h Matraquilhos


Sábado:

10h Atletismo

15h Sueca
18h Jogo da Corda

21h30 Surpresa


Domingo:

10h Futebol

- Almoço de Convívio com Porco no Espeto

18h Dominó

 

tags:
publicado por penedo às 22:09

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Porco no Espeto em Povorais

tags:
publicado por penedo às 22:30

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

OS JOGOS DE VERÃO

RECORDANDO

                                                     GRUPO DOS POVORAIS
Aqui, através desta foto, presto uma homenagem singela ao pessoal dos Povorais, Grupo Desportivo e Recreativo.
Por terem sido os pioneiros, na realização destes jogos inter povoações do Concelho de Góis.
"Como já foquei em tempos, estes jogos tiveram um final triste,por a Aldeia das Aigras e Comareira se terem recusado a
realizar os mesmos no ano de 2009.
Na altura, alguém se insurgiu contra a minha opinião então expressa,mas o tempo veio-me dar razão."
 
Tudo tem o seu tempo!... Mas sempre esperei, que os mesmos tivessem o seu fim, com mais dignidade na Aldeia dos Povorais
aonde eles nasceram.
foto de A.R.Filipe
 
in
http://lugarvelhosobreiras.blogspot.com/
 
publicado por penedo às 11:32

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 9 de Maio de 2010

Povorais e a sua Comissão

Tomaram  posse os novos Corpos Gerentes  da Comissão de Melhoramentos dos  Povorais ,
a eles desejo o maior sucesso possível e que saibam cativar a juventude e os associados e não só  para o bom desenvolvimento da Aldeia.

 

 

Assembleia Geral

 

Pres. da Assembleia Geral : Daniel Lopes de Carvalho

 

Vice Presidente : Gina Pimentel

 

1º Secretário: Cristina Bastos

 

 

Direcção

 

Presidente da Direcção: Rui Alves

 

Vice Presidente: Gentil Pimentel

 

Tesoureiro: Paulo Henriques

 

1º Secretário:  Carla Sobral

 

2º Secretário:  Fernando Henriques

 

Vogal: Lucília Alves

 

 

Conselho Fiscal

 

 

Pres. Conselho Fiscal: Mário Barata

 

Secretário: Isabel Henriques

 

Relator: Miguel Baeta

 

 

Delegação em Povorais

 

Aristides Nunes Barata

 

Anunciada Domingos

 

Maria Isabel S.Henriques

tags:
publicado por penedo às 12:55

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

Comissão de Melhoramentos de Povorais

 

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

 

 

 

 

Convocatória

 

De harmonia com os estatutos, no seu art.7º, desta Comissão de Melhoramentos, convoco todos os associados para Assembleia-Geral Ordinária, a realizar em 08 de Maio de 2010 pelas 16 horas, na Rua de Sta. Marta, nº 47 R/C, em Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

 

 

1 . Apreciação e votação do Relatório e contas da Direcção, e parecer do Conselho

 

 

 

Fiscal

 

 

2 . Eleição dos Corpos Gerentes da C.M.P

 

 

 

3  . Assuntos de interesse para os Povorais

 

 

 

Não havendo número suficiente para Assembleia se realizar à hora marcada, a mesma funcionará uma hora depois com qualquer número de sócios.

 

 

 

 

O Presidente da Assembleia Geral

 

 

 

Daniel Lopes de Carvalho

 

 

 

 

 

 

 

publicado por penedo às 21:21

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 27 de Abril de 2010

Povorais Gois no Facebook

 

 

tags:
publicado por penedo às 10:32

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 11 de Abril de 2010

Caminho do Xisto

#01 serie

Aproveite o AXtrail®series para percorrer os Caminhos do Xisto com o apoio de guias conhecedores da área e que lhe mostrarão o património e as riquezas naturais, tornando a sua caminhada numa experiência mais enriquecedora.

 

Caminho do Xisto GoisCaminho do Xisto de Góis

9 Km | 639 m de desnível | fácil

Inserido na Sítio da Rede Natura da Serra da Lousã, este Caminho do Xisto percorre uma vereda tradicional que une as quatro aldeias de Góis que fazem parte da Rede Aldeias do Xisto: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena. Ao longo do percurso é possível avistar aves de rapina, manadas de veados, visitar os bosques ribeirinhos da ribeira da Pena e os soutos centenários.

Ao longo do passeio é possível observar fornos, moinhos, uma eira, palheiros, currais, pocilgas, adegas...

 

Mais info no site das Aldeias do Xisto

 

publicado por penedo às 11:18

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Video dos Penedos

 

Penedos de Góis - 2009 PT from Henrique Martinowski on Vimeo.

 

 

 


Meus Videos e Fotos tiradas na saída de campo no dia 4 de Abril de 2009 com os alunos do curso "Fotografia e Tratamento de Imagem Digital" Ministrado por Luis Ferreira luis-ferreira.com (as 3 primeiras fotos do video são dele).

Caminhámos desde a aldeia da Pena até à aldeia dos Povorais, rasgando os trilhos selvagens dos Penedos de Góis. Novas espécies foram fotografadas e interagimos com a população desta aldeia, a quem agradecemos a hospitalidade.

 

publicado por penedo às 22:38

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

NEVE em Povorais

 

 

 

publicado por penedo às 09:21

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Jogos de Verão

RECORDANDO

II-JOGOS DE VERÃO

A GRANDE TURMA!...


Dando continuação ao post recordando, aqui fica mais uma imagem.
Seis povoações:Esporão,Cerdeira,Povorais,Ribeira, Vale Torto e Ladeiras,

irmanadas com o mesmo espírito.Outras mais, fizeram parte dos mesmos jogos,

 como os Amieiros e as Aigras.
Foram ambientes de grande alegria e confraternização.
Os jogos de Verão acabaram abruptamente!... Parece-me que as razões de tal acontecimento não foram bem sucedidas,enfim!...
Aproveito para felicitar todas as Aldeias e as suas Comissões Organizadoras,

que participaram nestes inventos, durante trinta e quatro anos. Foi obra podem crer!...

Por todo o vosso esforço e dedicação o meu bem hajam.

 

 


 

Não tenho conhecimento se, em todo o Concelho de Góis ouve outras
realizações do género, que durassem assim tantos anos.
Julgo ter sido um bom contributo, em diversos aspectos e serviços na vida do Concelho.
 
 
 
nota:"
Não querendo meter foice em seara alheia,penso que se podia homenagear esta grande organização, a nível concelhio, a exemplo de outras que se dão neste País".
 
 
 
foto e texto de A.Filipe

in

http://sobreirasdoesporao.blogspot.com/

 

publicado por penedo às 14:10

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Axtrail Gois 2009

 

 

 

 

 

Povorais

 

 

 

 

Pena

 

 Aigra Velha

 

 

 

fotos picasaweb.google.com/

marqueoscar/GoisAxTrail

publicado por penedo às 19:15

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

À volta dos Penedos... Povorais

14/Out 0:08
 
 
A Comissão Melhoramentos dos Povorais, vem por este meio comunicar
 
que irá realizar-se um Magusto no dia 14 de Novembro pelas 16h em Famões,
 
para todos os Associados e Amigos dos Povorais.
 
 
 
in
hi5 povorais
publicado por penedo às 19:00

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Concentração mototurística 2009

publicado por penedo às 23:24

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Jogos de Verão e a sua ausência

Cancelamento dos XXXIV Jogos de Verão

 a realizar nas Aigras, Comareira e Cerejeira

 
A Comissão de Melhoramentos dos Povorais e o Grupo Cultural e Recreativo dos Povorais informam os seus conterrâneos, sócios e amigos que foram informados pela Associação de Melhoramentos das Aigras, que a mesma não vai participar e organizar os XXXIV Jogos de Verão e os Jogos de Inverno.
A Comissão de Melhoramentos dos Povorais e o Grupo Cultural e Recreativo dos Povorais não podem deixar de lamentar tal atitude, uma vez que se trata dos XXXIV Jogos de Verão, iniciativa que nunca tinha sido interrompida ou cancelada.
Estes Jogos de Verão são um incentivo ao Regionalismo, à confraternização e a união entre as aldeias, e considerados como uma das melhores iniciativas levadas a cabo pelas aldeias participantes e que por diversas vezes foram elogiados pela Câmara Municipal de Góis e outras entidades.
Lamentando também a forma como a Comissão e o Grupo foram informados do cancelamento dos Jogos de Verão, com total desrespeito pelos regulamentos e pelas diversas povoações participantes, uma vez que a mesma foi feita por carta e com a agravante de ter sido efectivada a 18 de Maio passado, é deixado em aberto se alguma das povoações pretende assumir a realização dos Jogos, que para o efeito deve ser convocada uma reunião de delegados.
A Comissão de Melhoramentos dos Povorais e o Grupo Cultural e Recreativo dos Povorais lamentam ser os portadores de tal informação, mas até à data não foi verificado qualquer notícia na imprensa regional sobre o assunto.
 ,

 

 

 

Transcrição de comentário do blog

 

notasdecarvalhal-miudoeladeirasdegois.blogspot.com

 

Anónimo disse...
 

 

 

Muito boa tarde.
Não o conheço mas desde já fica aqui os meus votos de parabéns pelo magnifico trabalho que tem feito neste seu blogue.
Devo ser de uma geração mais recente mas ficou e ficará para sempre na minha memória os tempos que passei nos anos que participei nos jogos de verão.

Era uma maneira de criar novos laços de amizade e só tenho pena que a minha aldeia que tanto admiro se tenha retirado,

e o motivo não ter sido por causa dos jovens que durante os jogos de futebol, onde se aquecia um bocadinho mais o ambiente.

Mas tive o previlegio que era só durante o jogo porque fiz muitos amigos.
De novo o meu muito obrigado e já agora sou um filho da CERDEIRA.

 

 

 

 

 

foto da  ultima entrega de prémios

aos representantesdas aldeias participantes

 

 in hi5

 

publicado por penedo às 20:55

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Penedos

 

 


 

AldeiadosPovorais-Penedos
Aldeia dos Povorais - Penedos de Góis

 

 

in 

 http://www.cm-gois.pt

                                                               

publicado por penedo às 11:07

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

II Jogos de convívio em Povorais

          Comissão de Melhoramentos de Povorais

Agosto

    

 

       Dia 14

                    21.00h   Setas

                    22.00h   Matraquilhos

       Dia 15 

        10.00h   Atletismo

        15.00h   Sueca

        17.00h   Malha

 

       Dia 16

                                          10.00h   Futebol

                             Solteiros v Casados

                                         15.00h   Dóminó 

  

 

 

    

publicado por penedo às 22:41

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Ascenção aos Penedos de Góis

                  1  Maio

 

Neste feriado, aproveitámos as boas condições metereológicas para a prática de actividades de ar livre para uma nova evasão: a ascenção aos Penedos de Góis.
 Os Penedos de Góis são um penedo que formou desníveis únicos com quedas de água e são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível e refúgios de animais em plena Serra da Lousã, um local deslumbrante.
Iniciámos este percurso na aldeia de xisto de Aigra Velha e descemos em direcção à Ribeira da Pena onde seguimos a a levada ribeira a baixo. À chegada da aldeia da Pena já avistávamos os imponente Penedos de Góis.
Saímos da aldeia por trilho em ascenção pela encosta de formações rochosas e já adivinhávamos o que o percurso daí em diante nos reservava, inóspitas encostas de declives acentuados não aconselhados a quem sofrer de vertigens.
Na área mais elevada dos Penedos não há trilhos, pelo que o percurso foi feito de pedra em pedra, com algumas passagens bastante complicadas  e muito técnicas onde a destreza e resistência física foi elevada.
 
Chegados ao topo (1038m) a paisagem valia o esforço dispendido, daí podiamos ver a Serra da Estrela com neve, e uma ampla paisagem sobre a Serra da Lousã.
Seguimos ainda os trilhos quase inacessíveis dos veados mas não tivemos a sorte de os podermos ver e assim seguimos o percurso de regresso ao ponto inicial deste percurso a aldeia de Aigra Velha.
 
No regresso, e já a anoitecer ainda avistámos um javali e uma raposa.
Este exigente percurso de 19 km teve a duração de 10h.

 


 

publicado por
aventura100limites

 

publicado por penedo às 12:47

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 3 de Maio de 2009

Povorais

 

 

A aldeia dos Povorais mais pobre, com o falecimento do José Pimentel,

 

À família enlutada os meus sinceros pêsames.

 

tags:
publicado por penedo às 17:23

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 14 de Abril de 2009

À volta dos Penedos -Pena e Povorais

Integrado numa formação contínua, no passado dia 4 de Abril de 2009,

foi realizado um Workshop de Iniciação à Fotografia no Concelho de Góis.


Caminhámos desde a aldeia da Pena até à aldeia dos Povorais, rasgando os trilhos selvagens dos Penedos de Góis. Novas espécies foram fotografadas e interagimos com a população desta aldeia, a quem agradecemos a hospitalidade. Bons clicks, malta!


Link 

tags: ,
publicado por penedo às 15:47

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 12 de Março de 2009

AXTrail Gois

 20 de Junho

Percurso AXtrail® Gois

Com 11,7km de comprimento e um desnível acumulado de 860m, o AXtrail® de Góis percorre caminhos antigos de grande tecnicidade e alguns (inevitáveis) estradões. O forte relevo do terreno, os Penedos de Gois e as Aldeias do Xisto da Pena, Comareira e Aigras Nova e Velha misturam-se em paisagens de cortar a respiração

 

AXtrail Gois 18

 

Ponte Vales das Eiras

 

 

 

 

AXtrail Gois 22

 

Povorais

 

 

 

 

AXtrail Gois 47

 

      "casita"

 

 

 

AXtrail Gois 29

 

        Penedos

 

 

 

AXtrail Gois 40

                             

       Pena

 

 Nota:

             Prova que tambem passa pelos Povorais

 

 in

AXTrail Gois

 

publicado por penedo às 11:10

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 8 de Março de 2009

O baú... do Grupo Cultural e Recreativo de Povorais

 

 

 

 

Grupo Cultural e Recreativo de Povorais

 

i n povorais.webnode.com

 

 

publicado por penedo às 18:32

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Ponte do Vale das Eiras-Povorais

 

 

 [penedos+de+gois+by+antónio+Dinis.jpg]

 

Fotografia de António Dinis

 

publicado por penedo às 21:53

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Neveiros Reais de Sto. António da Neve

actividade de apanha da neve

Foram construídos 7 neveiros no Cabeço do Pereiro, a cerca de 1100m de altitude para fazer o armazenamento e compactação de neve para formação de gelo, durante o Inverno. O gelo era comercializado nos meses de Verão de Junho a Setembro. O gelo começava então a ser cortado e encaixotado e era transportado em carros de bois, para a corte em Lisboa. Este seguia por vias medievais, empedradas ou não, até Constância e depois de barco continuava até ao Terreiro do Paço em Lisboa. São exemplos dessas vias as calçadas de pedra do Coentral.
A partir de certa altura o gelo passou a ser comercializado em alguns estabelecimentos de Lisboa. Um dos primeiros foi o actual restaurante Martinho da Arcada, que em tempos se chamou Casa da Neve e cujo proprietário era Julião Pereira de Castro.

INSCRIÇÕES da Parede da Capela: Lápide do lado esquerdo – ” A ESMOLA QUE OS DEVOTOS DO / GLORIOSO S. ANTONIOI/ DEREM, SERA APPLICADA P. AS OBRAS / DA REEDIFICAÇÃO E ORNAMENTOS / DA SUA CAPELLA O MESMO GLORIOZO / SANTO GRATIFICARA AOS SEU / DEVOTOS O BENEFICIO.” Lápide do lado direito – “ESTA CAPELA DO GLORIOSO S. / ANTONIO DE LISBOA / A MANDOU FAZER / JULIÃO PEREIRA DE CASTRO / RESPOSTEIRO DO N R. DA CAMERA DE S. / MAG. E NEVEIRO DE SUA REAL CAZA / EN TERRA SUA ANNO DE 1786.”

Na aldeia do Coentral viveram os neveiros e os trabalhadores desta actividade. Um desses homens foi Julião Pereira de Castro e era ele que contratava na aldeia os trabalhadores – homens, mulheres e crianças. Os homens trabalhavam no interior dos neveiros, as mulheres e crianças andavam pela envolvente dos poços para recolher a neve. Quando nevava no Sto. António da Neve, os habitantes do Coentral, como não conseguiam vislumbrar a vertente dos neveiros, dependiam da ajuda dos habitantes dos Povorais (aldeia serrana de Góis localizada nos Penedos de Góis – defronte do Sto António da Neve) pois estes conseguiam ver a neve e acorriam à capela do Sto António da Neve para tocar o sino e assim avisar os Coentrenses.

O Encontro dos Povos Serranos é um evento já antigo que reunia no alto do St. António as populações que viviam na Serra. Servia sobretudo para fomentar o convívio, o comércio de géneros e gado, a resolução de todo o género de problemas, namoricos, etc.
Festa do St. António da Neve, dia 13 de Junho.

 

 

in

http://lousitanea.org/

 

publicado por penedo às 18:59

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

À Volta dos Penedos.....Povorais

 

Hoje é dia de festa  tripla com o aniversário da T´Fidalga, a senhora mais idosa da nossa Aldeia que completa 93 anos e o aniversário dos gêmeos David e Ricardo com apenas 1 ano de idade, os mais novos.

A todos eles o "Texugo" deseja um dia muito feliz na companhia das suas famílias.

 

 

in Texugo

http://povorais.blogs.sapo.pt/

 

 

 

publicado por penedo às 09:41

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

AXTrail Penedos de Gois

 

 

 

 

20 Junho - AXTrail Penedos de Gois
Com passagem pelas Aldeias de Xisto

de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira.

 

 O estradão (á direita), a trilho que passa pelos soutos de Povorais(centro)

e a aldeia de Povorais ,lá no alto dos Penedos de Goís.

 

 

 

 

 

                                                               Pena

Não podendo recorrer da via natural que é o rio havia que arranjar alternativa e decidimos avançar para Nordeste contornando os Penedos de Gois seguindo para a aldeia de Povorais...

 

 

                                                  Lá em baixo Povorais.

 

Quando chegamos á Portela não descemos logo para a aldeia de Povorais

(tinha sido neste local que foi uma das transições da prova de aventura Aldeia de Xisto)

e subimos aos Penedos de Gois para perspectivarmos trilhos/opções

para a prova AXTrail Penedos de Gois.



                                               O Sol a pôr-se e aldeia de Povorais.
 

 by

José Moutinho
Grão-Mestre Confraria Trotamontes

 in

www.omundodacorrida.com

 


 

 

 

 

publicado por penedo às 22:06

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Povorais ---- Visto pelo blog Coisas-de-Tia

Gosto desta terra

 
 
 Nacional 2, vista para Penedo de Góis ao virar à direita para Povorais
 
 
 
 
( portela do Casal Novo)
 
 
Povorais vistos do Penedo e in loco
 
 
Povorais. Um lugar por detrás do Penedo. É assim que eu o identifico, quando estou na santa terrinha. Olho para o Penedo, mesmo em frente e digo: vamos até ao outro lado? É um bonito passeio.
Conheço duas pessoas de lá: quando o Restaurante do Esporão era "O Barata".
Depois, quando lá damos um salto, distribuimos uns bons dias ou boas tardes, que lá são pessoas à moda antiga. Cumprimentam também e não me parecem desconfiadas. Até já nos ofereceram vinho, aqui há uns anos atrás. Simpáticas as gentes dos Povorais.
 

Povorais - continuação

 
 
A subir para Povorais - a estrada está a precisar de intervenção ...
 

 
 Bebedouro desde 1944.
Pormenor: púcaros para quem quiser matar a sede.
 

 
Sempre gostei desta casinha. Então agora, arranjada, está um mimo.
 
(ex. malhadoiro)
 
 

 De regresso a casa,
descendo de uma altitude considerável, a aldeia ao fundo, poderá ser Roda Cimeira???
 

Povorais - antes de iniciar a subida

 
Tanque do lado esquerdo da estrada que sobe aos Povorais
 
( Espinho)
 
 
 
 Ainda há pastores. A caminho dos Povorais.
 
 
 
 

  Ave de rapina entre Povorais e Penedo

 

 

 

 

 

Penedo a espreitar, visto do lado dos Povorais


 

 

 

publicado por penedo às 19:39

link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 4 de Janeiro de 2009

À Volta dos Penedos-Povorais

 

 

  Ao iniciar o ano de 2009, não podia deixar passar em claro esta visita que realizei á volta dos Penedos, em particular no lugar dos Povorais.

   Terra de encanto  e acolhedora como alguns dizem, a quem já foi dedicado um livro de Adriano Pacheco  em que o titulo só por si diz tudo "Umbrais dos Penedos" e que faz alguns considerandos sobre a beleza e encanto de Povorais.

  Povorais aldeia com história, com a sua Fonte e a sua Carvalha majestosa e a sua entrada sugeneris toda a estrada coberta pelo seu arvoredo mesmo junto ao parque de lazer

Parecendo indicar a entrada noutro mundo recuando no tempo.

É uma das poucas aldeias à minha volta a que eu assisto existir uma Comissão cheia de vitalidade e dinamismo na preservação dos seus ancestrais historicos

na manutenção do seu património arquitectónico e paisagistico.

tendo como exemplo o seu belo Centro de Convivio ( antiga escola primária) com mais de 50 anos e as suas Alminhas sempre visitadas pela população e forasteiros.

 

 Mas não há  bela sem senão ,para não falar já em casas forradas por fora a azulejos,

existe agora, com pena minha uma casa deslocada do contexto de uma Aldeia tão bonita como esta.

  Uma casa logo á entrada da povoação toda ela forrada a pedra lembrando as casas antigas , mas com uma mancha de modernismo desintegrado do meio que a rodeia ,

uma varanda pintada de amarelo pós moderno e uma antena de televisão á vista de toda

a gente (fraco gosto).

   

 

 

 Lanço daqui um apelo , por favor não estraguem o tão belo que é essa terra, unam esforços 

para preservar o que têm.

 Até onde a vista alcança não existia mais nenhuma Aldeia que não tivesse antenas de televisão ,essa era a única a resistir ,por favor não esmoreçam.

tags:
publicado por penedo às 16:56

link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|
Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Povorais está mais bonito

foto in

Poboraes.hi5.com

 

 

 
Povorais tem no seu centro uma Carvalha secular que é a jóia da coroa desta Aldeia. Só que o recinto que a rodeia estava em mau estado, agora esse recinto foi arranjado o chão todo em xisto, os assentos forrados a loisa. Colocadas mais mesas, encostos novos também forrados, uma mesa de mais de 2 metros assente em dois muros de pedra toda forrada a loisas, bancos junto às outras mesas com assento de loisas, as paredes para o exterior foram também forradas a loisas, todo este trabalho foi feito por técnicos especializados em xisto, foi uma obra que custou alguns milhares de euros e só graças a comparticipação dos Baldios dos Penedos de Góis é que esta obra foi feita. É pena que junto a esta magnífica obra se encontre uma casa completamente em ruínas, o que dá mau aspecto, a Câmara em tempos contactou o dono mas nada mais aconteceu. O que é pena...
F. Barata

in Jornal de Arganil,
de 18/12/2008
 
publicado por penedo às 10:31

link do post | comentar | favorito
|

À volta dos Penedos ...Povorais ,Estrada de ligação

 
 
 
Esta estrada está em muito mau estado, muitos conterrâneos têm protestado e com razão que a estrada nacional n.º 2 continua cheia de buracos. Depois de contactada a Câmara, esta diz que no próximo ano de 2009 será feita um plano de alcatroamento no Concelho. Onde a nossa estrada será incluída. Vamos ter fé, e querer que será uma realidade. A Câmara é pessoa de bem e temos que ter confiança nos nossos autarcas.

F. Barata

in Jornal de Arganil,
de 18/12/2008
 
publicado por penedo às 10:27

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ...Povorais

                                     Baptizado

 No passado dia 7, na igreja de Belas, realizou-se o baptizado da Bruna Henriques Moura, filha de Isabel Maria dos Santos Henriques Moura e Paulo Jorge Moura, residentes em Fitares (Rio de Mouro).

  A Bruna teve como padrinhos Paulo Henriques e Sónia Henriques Mourão e é neta materna de Fernando Barata Henriques e Maria Isabel dos Santos Henriques e paterna de Gabriela Moura.

 À cerimónia assistiram mais de 80 amigos e familiares que depois da cerimónia religiosa seguiram para uma quinta em Caneças, onde foi servido o almoço e lanche. E foram cantados também os parabéns à Bruna que completou 2 anos de idade no passado dia 2.

 A Bruna divertiu-se bastante, dançando e brincando com as outras crianças e adultos presentes. Correu todo às mil maravilhas.

 Para a Bruna, desejo de muitas felicidades

 

in Comarca de Arganil

 

 

publicado por penedo às 09:41

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

À volta dos Penedos ... Bodas de Ouro

                                                           Povorais

 

 No passado dia 1 de Dezembro festejaram os 50 anos de casados o Srº Daniel Lopes

  de Carvalho e a Dª Rosária Jesus de Carvalho em São Marcos, Cacém onde residem,

 Foi num ambiente de plena festa e convívio que se juntaram os familiares e amigos

 para esta celebração.

 Ao casal desejo as maiores felicitações.  

 

 

 

in

povorais.blogs.sapo.pt

 

publicado por penedo às 09:35

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Exposição em Gois

 

 

 

Estará presente no Posto de Turismo de Góis, situado no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, a exposição de artesanato dos artistas Elisabete de Carvalho e Pedro Pinto, disponível de 12 a 31 de Dezembro, das 09:00 ás 17:00 horas.

 

 A artista  Elisabete de Carvalho,  oriunda dos  Povorais, é formada em Técnica de Cerâmica, frequentando o Curso Básico de Técnicas de Impressão Gráfica.

Tirou ainda o Curso de Restauro e Construção de Instrumentos Musicais e o seu pai  é o actual Presidente da Assembleia Geral  da Comissão de Melhoramentos de Povorais,

Sr. Daniel Lopesde Carvalho.
 

 

publicado por penedo às 11:00

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

NEVE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                    PODE  VER MAIS FOTOS

in

      http://poboraes.hi5.com

 

 

publicado por penedo às 00:36

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Apontamentos---O culto a Ilurbeda



Dr. João de Castro Nunes, apaixonado pela arqueologia da nossa região, investigou e estudou alguns monumentos e materiais que, em meados do século passado, foram “descobertos” e dados publicamente a conhecer.
E, ao relacionar os petróglifos, que viria a denominar por “Pedra Letreira” e de “Pedra Riscada”, com aras encontradas nas suas cercanias, salienta a hipótese de o espaço ao redor da Serra do Penedo se tratar de um santuário de crenças primitivas, talvez de culto a uma divindade local, de nome
Ilurbeda.
De monografias que então publicou, e que são referidas mais adiante, retiramos as seguintes passagens:

“…
Qual balcão desafrontado e sobranceiro às vertentes escalvadas e às barrocas fundas dos contrafortes da Lousã, é medonho e ao mesmo tempo aliciante o cenário que da Pedra Letreira se desfruta. Visto de ali, um pôr de sol a dessangrar-se por entre os dentes eriçados da crista silúrica da Serra do Penedo é simplesmente inolvidável…

(…) No panorama circundante, não constitui a Pedra Letreira um documento que digamos único da presença do homem por aquelas paragens em tempos mais ou menos recuados.
Em frente, na linha do poente, lá estão as
minas romanas da Escádia, em cujos nichos dos hastiais, abertos a 1,20 m se encontravam, quando há anos se procedeu ao desentulhamento das respectivas galerias, algumas lucernas (…). Mais adiante, na mesma direcção, mas já dobrada a encosta, há o lugar dos Povorais, com as suas minas antigas de que procedem dois picões de ferro, de época romana (…). Cara ao norte, no Alto das Cabeçadas, temos os poços romanos, de exploração mineira, conhecidos pelas Covas dos Ladrões, de um dos quais saíram, não há muito, duas pequenas aras consagradas à divindade indígena “Ilurbeda” (…) E mais para além, vencida a serra da Folgosa e ultrapassado o Rabadão, não podemos deixar de referir as minas pré-históricas da Eira dos Mouros, na Encosta da Devouga, ao Liboreiro, com materiais de feição eneolítica e demais períodos do Bronze.
Estes e outros vestígios do passado, ainda mal conhecidos, são indícios para já suficientemente reveladores de uma longa e activa permanência humana por aquelas redondezas, motivada ao que parece pela sua relativa abundância de minérios, o ouro e o estanho sobretudos. São como anéis desarticulados e dispersos de imaginária cadeia forjada, na bigorna dos séculos, por gerações atrás de gerações. Pobres restos materiais, aparentemente sem valor, que encerram no entanto a alma e a mentalidade dos povos que ali se sucederam e os deixaram, é através deles que teremos de refazer e articular de novo os elos da cadeia, se quisermos vir a ter um pálido vislumbre da sua trajectória pela penumbra dos milénios.

(…) A magia, que brota da “Pedra Letreira” volta aqui
[na “Pedra Riscada”], a dominar-nos, avassaladora e irresistível. Parece obra de encantamento. Apalpa-se a presença do sobrenatural. Há longes de infinito na cumeada das montanhas. Foge-nos a alma para o céu. O poder divino manifesta-se. Lugares malditos, chama-lhes o povo. Evita os seus silêncios. Aterra-o a solidão do ermo. Cria o mito das mouras encantadas. É que, por instinto, ele tem a percepção de ali estarem as relíquias de deuses ancestrais, de cultos esquecidos e quem sabe se a cinza dos seus mortos. Tem o respeito instintivo do sobrenatural, o respeito do sagrado, que tem fronteiras com o medo.
Quando os romanos, na pista do ouro, vieram dar a estas serras, devem ter sofrido a efeito do mesmo sortilégio. O espectáculo grandioso da paisagem, dinamizado pela crista da Serra do Penedo, qual dorso de gigantesco dinossauro a esventrar o céu, cujo céu, ao mesmo tempo aliciante e alucinante, havia de moralmente os predispor para a aceitação do poderoso Génio local, a cuja vontade deveriam obedecer as forças ocultas da própria natureza física. Senhor dos montes e das fontes, das trevas e da luz, das nuvens e dos ventos, da superfície exterior e das entranhas, da vegetação e dos rochedos, eram seus também o ouro e o estanho dos filões.

(…) Há hispanos que, fascinados pelo fulgor da civilização romana, passam a sacrificar nas suas aras, como se renegassem dos seus deuses. Outros há que, mesmo revestidos dos atributos da nova cidadania, continuam presos aos novos cultos e, alatinando o nome dos seus ídolos, o mandam gravar na legenda piedosa dos ex-votos, guardando intactas no coração as suas crenças ancestrais (…) Vem isto a propósito de, há tempos, terem sido achadas em trabalhos de desobstrução de antigos poços de exploração mineira, no alto das Cabeçadas, às Covas dos Ladrões, duas pequenas aras, do tempo dos romanos, dedicadas a uma divindade indígena:
Iburbeda.

(…) Tem “ressonância ibérica” o nome
Ilurbeda. Abona-se o mesmo radical em topónimos e hierónimos das terras levantinas, a clássica Ibéria. São fósseis venerandos de tempos idos, de velhos idiomas, ainda não cruzados de indo-europeísmo, falas porventura tão remotas como as gravuras dos petróglidos, atribuíveis na generalidade ao decurso de tempo que nos fins do Neolítico se estende aos fins do Bronze, como as antas do caminho.
É nome de cariz hispano-mediterânico. Ainda o seu radical nos signos silábicos das inscrições ibero-tartéssicas, legíveis mas não decifráveis. Com o Bronze Atlântico e, mais tarde, com o Ferro, vieram os povos da Europa Central e da Itália e, aqui, no reduto das montanhas, vestido à latina, o nome resistiu…

(…) No cenário majestoso que tem por centro de gravitação a altaneira Serra do Penedo havia, pois, um culto antiquíssimo. A “Pedra Letreira” dos Amieiros e a “Pedra Riscada” da Mestras são, juntamente com as aras romanas das Covas dos Ladrões, nas Cabeçadas, documentos abonatórios da sua vitalidade através de muitos séculos. Que os dedicantes destas aras fossem romanos de gema, o que não é provável, a avaliar pelo onomástico e respectiva ortografia, ou naturais romanizados, isto é, hispano-romanos, vem a dar o mesmo. O que importa é que elas atestam, já no Outono do Império, a longa perduração desse culto e o nome da respectiva divindade.
Não conhecemos, em ponto algum do território hispânico, qualquer outro testemunho de tal hierónimo. Tratar-se-á de um culto exclusivamente local? Relíquia filológica do património cultural das populações de fala ibérica, ou anterior a elas, o certo é que, se outros centros houve do culto a esta divindade no resto da Península, carecemos das respectivas provas. Não se conhecem mais vestígios. Só este subsiste.
O que não sabemos, nem saberemos nunca pela certa, é o que nas garatujas ideográficas da “Pedra Riscada” e monumentos congéneres, qual ensaio incipiente de incipiente escrita, quiseram os pretensos devotos de
Ilurbeda expressar para além de uma instintiva atitude de sujeição ao seu poder sobrenatural.
Calemo-nos pois. Não profanemos com palavras vãs a paz do ermo que envolve o santuário. Todo o mistério tem o seu encanto, a sua poesia, que é uma das formas da verdade…
(…)”

Nota (em Agosto de 2008):

Sobre esta divindade, o Doutor João de Castro Nunes deu-nos a seguinte informação complementar, que, com a sua autorização, damos a conhecer publicamente:

«…vou directo ao assunto da sua prezada carta respeitante ao nome da divindade atestada pelas duas aras do concelho de Góis, a tal Ilurbeda que anda nas bocas do mundo, como se constata pela abundante informação electrónica. Vou procurar não me alongar demasiado.
Após a publicação, por mim e pelo Engº. Dr. Veiga Ferreira, das ditas aras, ambas procedentes de um poço das Covas dos Ladrões, nas Cabeçadas, ainda não totalmente explorado, o respectivo teónimo foi integrado na dissertação de licenciatura do Doutor José d’ Encarnação sob o título de “Divindades indígenas sob o domínio romano em Portugal (Subsídios para o seu estudo)”, limitando-se o autor a confirmar as nossas considerações, tanto de ordem linguística como arqueológica. A obra, publicada em 1975 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, encontra-se absolutamente esgotada. Com os empréstimos, fiquei também sem o meu exemplar.
Entretanto era divulgado pelo “Archivo Español de Arqueologia”, em 1971, o aparecimento de uma nova ara dedicada à mesma divindade em Segoyuela, Salamanca, sem que chegasse ao conhecimento do Dr. Encarnação que obviamente a não refere na entrada dedicada, no seu repertório, à divindade em questão.
Posteriormente, no III Colóquio sobre as Línguas e Culturas Paleohispânicas por mim organizado em 1980 na Universidade de Lisboa sob os auspícios da Universidade de Salamanca, que publicou as respectivas Actas em 1985, o Prof. Jurgen Untermann, da Universidade de Colónia, apresentou uma extensa comunicação intitulada “Los teónimos de la región lusitano-gallega como fuente de las lenguas indígenas” em que se ocupa do nome de Ilurbeda e afins, ou seja, de radical idêntico, que de modo algum mereceu a minha concordância. O ilustre linguista, um dos mais reputados indo-europeístas europeus, chegou a pôr em dúvida a leitura Ilurbeda, desdobrando-a em I(unoni) ou I(ovi) Lurbedae, ao sabor das suas conveniências… Um autêntico disparate. De qualquer forma, relacionando-a com a divindade Ilurberrixo, atestada na Aquitânia, equaciona o problema de uma hipotética, mas improvável, relação desta com as de Góis e Salamanca. A distância é um empecilho.
Agora aparece uma nova referência na região de Burgos, alargando consideravelmente a zona de expansão do culto à nossa divindade. Pela fotografia que me foi dado ver, não distingo se se trata de uma ara ou simples lápide, o que para o caso carece de importância.
O principal problema que este teónimo suscita é de natureza linguística, o que para já é absolutamente insolúvel. Em linguística histórica não se pode ir às apalpadelas, atrás de conjecturas em parecenças que podem ser meramente ilusórias. Trata-se de uma ciência de grande rigorismo e que exige uma preparação muito especializada. Em dada altura, facilitando, cheguei a considerar estarmos em presença de uma divindade do mundo especificamente ibérico, no sentido tradicional do termo. Hoje não defenderia de ânimo leve tal congeminação. Conhecendo hoje, como conheço, o panorama étnico e linguístico do território hispânico, uma autêntica manta de retalhos, de povos, línguas e culturas, não me atrevo a propor qualquer identificação terminológica. Ibérico? Céltico? Celtibérico? Vetónico? Foi por isso que, no referido III Colóquio, propus para os povos, línguas e culturas anteriores à romanização o termo
“paleohispânico”, que teve larga aceitação e hoje goza de preferência nas investigações e publicações em curso. Perante a indefinição reinante, é o que a prudência recomenda. Até novas clarificações.
Nestas condições, o teónimo Ilurbeda, que tão bem soa, pertence ao panteão das divindades que, antes da romanização, foram objecto do culto de povos indígenas de imprecisa identificação e que, já sob a dominação romana, continuaram em muitos casos, como aconteceu no concelho de Góis, a merecer a atenção das populações locais e até, por sincretismo, dos próprios agentes da romanização. Mais do que isto não se pode dizer, sob o risco de navegarmos num mar de fantasias. Deixemos isso para os poetas!
No correio de amanhã vou-lhe mandar uma fotocópia do artigo do Prof. Untermann, que presentemente está a preparar a actualização do vol. II do “Corpus Inscriptionum Latinarum”, referente ao território hispânico sob os auspícios da Academia das Ciências de Berlim, o que só por si é claro apanágio do seu prestígio científico. Foi o arguente da tese de doutoramento de um antigo aluno meu da Universidade de Lisboa, onde agora exerce a docência com altíssimo nível nos domínios conjuntos da Arqueologia e da Paleolinguística. Revejo-me nele!»

João de Castro Nunes, agora na posição de poeta, teve também a amabilidade de compor a seguinte poesia, especialmente para este Portal:

Ilurbeda

Il est des lieux où souffle l’esprit”
Maurice Barrès


Andam deuses pagãos pelas vertentes
voltadas para a crista do Penedo
em cujo panorâmico fraguedo
há do seu génio provas evidentes.

A par do nome hispânico-latino
inscrito em duas árulas romanas
muitas gravuras há pré-lusitanas
sopradas pelo espírito divino.

Difícil é saber interpretar
o que as populações nos transmitiram
nos riscos que deixaram lá ficar.

Sem pretender qualquer decifração,
limito-me a dizer que elas sentiram
andarem deuses… por aquele chão!

João de Castro Nunes

in:

http://cultura.portaldomovimento.com

publicado por penedo às 11:55

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

À Volta dos Penedos---Góis - Feira da Castanha e do Mel

 
 
foto hi5 Poboraes
Vista  dos Povorais e seus soitos de castanheiros
 
Como já vai acontecendo há alguns anos, realizou-se este fim-de-semana a Feira da Castanha e do Mel na Vila de Góis. Além dos feirantes habituais as vendedoras de castanhas estavam presentes e os visitantes aproveitavam para encher os sacos e preparar reservas para o S. Martinho que não está longe.
Os preços rondavam os 3 euros o quilo, um preço bem alto se considerarmos que o produto já foi a base da alimentação desta região. Mas os soutos escasseiam, explicou ao Jornal de Arganil Fernando Barata Henriques, de Povorais, e o único produtor local presente na Feira que vendia a castanha ao simpático preço de 1,50 euros. Um apaixonado da vida do campo, com a sua mulher Maria Isabel Henriques, trata dos castanheiros que herdou da família com toda a atenção que merecem. Já reformado do trabalho do bem conhecido Café Barata, dedica parte do seu tempo aos castanheiros e às nogueiras. "Em a gente acabando, isto acaba", declarou Maria Isabel. É difícil descer à Ribeira da Pena e, porque tem uma pequena camionete, ainda é o marido, com alguns homens, que faz o transporte das castanhas de outros proprietários que não têm meios para o fazer. Mas as queixas vão mais longe. Segundo Fernando Henriques já não são só os javalis que rondam os castanheiros agora são também os veados lançados na Serra da Lousã que se regalam com o fruto. Apesar de tudo, este simpático casal só desiste quando não puder mesmo assegura o serviço e a razão está no prazer que lhe dá cuidar do que foi dos seus antepassados, prazer esse que lhes está estampado nos rostos e no vibrar da voz.
Uma tenda instalada na Feira estava reservada a produtores de castanha e mel que vendiam também produtos derivados, como licores, polén, e objectos decorativos feitos de cera. Por seu turno, a LousãMel aplicava-se na análise de amostras de mel, registando características dos produtos que se apresentaram a concurso.
Como não há festa popular sem música tradicional, subiu ao palco, na parte da manhã, o Grupo Folclórico "As Sachadeiras", da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira. Enquanto muito povo os via e ouvia, do outro lado decorria o campeonato do Jogo da Malha.

                  Concurso doçaria

ALUNOS DA ESCOLA BÁSICA GANHAM 1.º PRÉMIO

Concurso de doces à base de mel. Fizeram parte do júri, em representação da Associação de Apicultores de Góis, sr.ª Júlia Fernandes, da Lousãmel, a eng.ª Ana Paula Sancesa, da Câmara Municipal de Góis, a vereadora sr.ª D. Helena Moniz.
A classificação final foi a seguinte: 1.º lugar, finalistas da Escola EB 2,3 de Góis; em 2.º lugar, Ramiro Simões; em 3.º lugar sr.ª D. Maria Olívia Almeida.


                             Concurso de Mel

JOSÉ CARVALHO GANHA O 1.º PRÉMIO
 

Num ano em que foi patente a escassez de mel na área da serra da Lousã é extremamente importante para motivação dos produtores a realização deste concurso, o primeiro no contexto deste certame e que foi promovido pela Câmara Municipal em parceria com a Lousãmel. Participaram 8 produtores e o resultado foi o seguinte: 1.º lugar, José Carvalho; 2.º lugar, Aníbal Tomaz Carvalho; 3.º lugar, Jorge Veiga Antunes.

O júri era composto por: Presidente da Lousãmel, sr. António Carvalho, Eng.ª Ana Paula, técnica desta instituição e Luís Ferreira, da Câmara Municipal de Góis.
Os concursos enquadraram-se no programa de animação da Festa de Feira e do Mel, que contou com muita animação e com a presença do Presidente da Câmara de Góis, José Girão Vitorino, já restabelecido da sua saúde e em dia de aniversário natalício.
Não queremos deixar de assinalar o trabalho, destreza e simpatia da funcionária da Câmara Municipal, Eng.ª Helena Pedruco que, pertencendo à organização foi incansável no sentido de resolver todos os problemas que foram surgindo durante todo o dia.
 
 
 
                                                                           in Jornal de Arganil, de 6/11/2008

 

publicado por penedo às 16:25

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

IV-Estória dos anos que já lá vão

 

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

por Ernesto Ladeiras 

 

continuação

                                                                                                                                                                     

Foi fácil chegar à Casa Grande, testemunho óbvio de abastanças e glórias passadas, "cheia dos bons e maus cheiros das casa que têm história". O Dias, ao ver-nos ficou surpreendido com o mau aspecto e o tamanho da comitiva, mas mais surpreendida e agastada ficou a pobre da D. Augustinha, velha governanta da casa, quando soube que vínhamos para jantar e passar a noite. Os aposentos ainda é como o outro; quartos não faltam e estamos no verão. Agora o comer é que eu não sei , menino! Tudo se arranjou. Uma panelada de batatas cozidas e um quarteirão de petinga (provisão da casa guardada no mosqueiro para o dia seguinte) rapidamente tisnadas no borralhiço grosso, retirado da gaveta da fornalha do fogão a lenha. Após o jantar que, e apesar de tudo, até foi, para nós, um" lauto banquete", demos umas voltas pela vila. Com uma noite feita de todos os silêncios e um intenso luar que tornava ainda mais irreal a brancura das ruas e ruelas, as nossas conversas descambaram, inevitavelmente, para a especulação filosófica. Muito estranho é, de facto, este mundo que nos rodeia. Aquelas estrelas, tão arrogantes, aqui mesmo por cima das nossas cabeças, afinal não são mais que pontos de infinitos "icebergs", em permanente expansão no Espaço - Tempo cósmico. E a nossa própria Estrela, o Sol, é uma dessas infinitas pontas. E nós próprios, aqui e agora, nesta noite de um luar fascinante, percorrendo as ruas e ruelas mágicas de Góis, com as nossas alegrias, as nossas ansiedades e os nossos sonhos, somos ainda uma projecção, um prolongamento, dessa terrivelmente misteriosa e grandiosa " máquina" que é o Universo. A própria aventura que o bando dos seis está a viver só é possível porque na "fornalha atómica" de uma certa Estrela, em certo ponto do espaço - tempo, foram fabricados os átomos que permitiram a existência de Serra da Lousã, dos nossos corpos, dos alimentos que os mantêm e até mesmo dos nossos espíritos e dos nossos sonhos. E quanto à Vida, quem a concebeu, projectou e desenvolveu? E a Morte, quem a decretou?. E o caos, o aleatório e a incerteza?. Insegurança e medo metafísico! Enigmas indecifráveis! Contentemo-nos em fruir o real ingénuo e aparente, e aceitemos, até ver, o princípio antrópico, que reza mais ou menos assim: "Nós vemos o Universo tal como ele é, porque, se ele fosse diferente, nós não estaríamos aqui para o observar".

Antes de nos deitarmos, e não obstante o cansaço, ainda fomos até à ponte manuelina espreitar a lua no fundo do pego. Vimos a lua e também uma frota de quadrigas, transportando lindas romanas. Encontrada então a razão porque, àquela hora, as ruas de Góis estavam tão desertas, nessa noite soturna e luarenta de Verão.

De novo na Casa Grande. Em três quartos, dois a dois, como bons frades, assim foram destinados os nossos aposentos; assim foi decidido que dormíssemos . Se não nos falha a memória (vai decorrido quase meio século ) foi assim: Chico Almeida com Vitor Brasileiro, Jorge Ladeira com Rui Bento e Silvério Pinaz com Ernesto Ladeira. Acasalamentos equilibrados ( Honni soit qui mal y pense !). Não fora o estupor da coruja agoirenta que toda a noite piou tenebrosamente por ali, e o merecido descanso teria sido pleno e reparador. Que mundo tão estranho este, com criaturas destas a comunicar de um modo tão sinistro. Que diriam disto os rouxinóis acoitados nas ramadas? Claro que os mais apoquentados de nós foram os que dormiram na ala contígua à igreja e ao cemitério, territórios preferidos por tão antipáticas e bizarras carpideiras.

Oito da manhã. Início do nosso segundo dia de campanha. Pelo "nosso celular" recebíamos a informação de que o autogiro camarário (maquineta voadora a gasogénio, utilizado na manutenção da iluminação pública e no polimento da Lua) estava fora de serviço. Bonito! Tramados ! Como vamos sair agora daqui, deste poço tão fundo? Acrescia ainda, para nossa desgraça, que a " função subida", dos nossos batiscafos individuais, estava desactivada. Quanto ao pequeno almoço, nicles. A este respeito não havia problemas. Por esses cerros acima, há muita água fresca e oxigénio de primeira; e pinhões não faltam ao longo desses pinhais. El rei manda subir e não carpir.(Sem que nos déssemos conta, estávamos em pleno e saudável regime de emagrecimento, em permanente festa).

Briefing: Etapa Góis- Portela do Vento, sempre em linha de subida. Entraremos no alcatrão (EN 112) pouco antes de alcançarmos o viso da serra. Navegação a corta-mato, ponto por ponto. Bússolas neurais a sete canais. Tempo estimado quatro a cinco horas. A partir do viso da serra entraremos, finalmente, no reino dos compadres, parentes, primos e primas; terras de leite e de mel à custa de gentes muito esforçadas. Próximo reabaste-cimento na Roda Cimeira ( previsão ).

Pendurada que foi a tralha do Silvério, num longo e robusto cacete, logo ali foi estabelecida a escala de rendição dos alombadores. E uma dupla voluntária imediatamente se prontificou para cumprir o primeiro lanço daquele "martírio" adicional. Todos equipados de varas de feijoeiro, quais lanças quixotescas, aquela grotesca trufa de alucinados maltrapilhas, embrenhou-se no pinhal e foi grimpando, penosamente, a inclinadíssima lomba.

As duas primeiras horas de marcha foram duras, mas, depois, as coisas começaram a melhorar, à medida que a inclinação do terreno se ia adoçando. Finalmente encontrámos água, embora escassa. Quanto a pinhões, nada de jeito.

Estávamos nós no repouso do guerreiro, deitados de costas sobre a lebrinha sedosa e fresca, olhando o céu, por entre as copas baloiçantes dos altos pinheiros, quando começamos a ouvir uma reconfortante polifonia, feita de mil ecos cruzados, devolvidos pelas quebradas. Era o pessoal da resina, disperso pelo pinhal, cantando, à capela, "cânticos gregorianos" resineiros, enquanto iam, rascando, com seus afiados ferros, as sangrias, para reavivar o seu doloroso sangrar. Uma pura Sinfonia-Natureza. Arte do mais fino quilate. Melhor que as sinfónicas de Londres ou New York.

Feita a rendição dos carregadores, reiniciámos a nossa esforçada marcha. A fome e o cansaço começava a gerar no bando algum desalento e desencanto. Inspeccionadas as chanatas do Chico, verificou-se que tinham ainda rastos e lonas para muitos quilómetros. A grande serra–mãe, agora quase despida de pinhal, mostrava-se, ostensivamente, em toda a sua grandeza e esplendor. E já se adivinhavam, ao longe, sinais do alcatrão, garantia de uma navegação mais fácil, embora mais monótona. A nossa rota encaminhava-se, perigosamente, no sentido do enfiamento Povorais-Santo António. E perigosamente, porque corríamos o risco de eventuais deserções que, felizmente não se verificaram.

Chegados ao alcatrão, já o Sol se preparava par dar a grande cambalhota sobre o poente. A esperança de, finalmente, enchermos a malvada, na Roda Cimeira, mantinha-se de pé, fosse almoço ou coisa equivalente.

                                                                                                    (continua)

 

 

 

 

 

do  jornal O Castanheirense

 

                                                                            
 

 

publicado por penedo às 20:27

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008

Vale Torto - XXXIII Jogos de Verão

 Comissão de Melhoramentos de Vale Torto, com o apoio da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia de Góis e dos diversos patrocinadores mencionados no final da notícia, levou a efeito, nos dias 14 a 17 de Agosto, os XXXIII Jogos de Verão, na aldeia de Vale Torto, concelho de Góis, para os quais foram convidadas as seguintes aldeias: Povorais, Esporão, Aigras, Comareira, Cerejeira e Caselhos, tendo participado todas com excepção de Caselhos, o que desde já lamentamos, dado que, não foi dada qualquer explicação à referida organização, referente à sua ausência.


No dia 14 abriram os jogos, pelas 8.30 horas, com o hastear das bandeiras, onde se realizaram as seguintes modalidades: Damas, Tiro, King, Moedas, Malha, Futsal, Dominó, Lançamento de Peso, Gincana, Sueca e Atletismo, com as seguintes classificações:
Damas: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Vítor Júlio, Vale Torto.
King: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Pedro Martins, Vale Torto.
Sueca: 1.º lugar - Pedro Martins e José Gonçalves Martins, Vale Torto e 2.º lugar - Miguel Teixeira e Mário Feliciano, Povorais.
Moedas: 1.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jaime Santos, Aigras.
Malha: 1.º lugar - Reinaldo e Tó Zé, Aigras e 2.º lugar - André Claro e Jaime, Aigras.
Dominó: 1.º lugar - Paulo Mourão, Povorais e 2.º lugar - Rui Santos, Vale Torto.
Tiro: 1.º lugar - Carlitos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - David, Vale Torto.
Lançamento do Peso: 1.º lugar - Rui Simões, Esporão e 2.º lugar - Fábio Santos, Vale Torto.
Atletismo: Escalão A (até 8 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Luís Filipe Rosa, Vale Torto e 2.º lugar - João Pedro, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Bruna, Vale Torto e 2.º lugar - Rafaela Pinto, Povorais.
Atletismo - Escalão B (dos 9 aos 13 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rodrigo Adão, Esporão e 2.º lugar - João Pedro Rosa, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Mónica Júlio, Vale Torto
Atletismo - Escalão C (dos 14 aos 19 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Jorge, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Carla Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Catarina Claro, Aigras.
Atletismo - Escalão D (dos 20 aos 35 anos)
Femininos: 1.º lugar - Alexandra Claro, Aigras e 2.º lugar - Clarisse Santos, Vale Torto.
Atletismo - Escalão E (dos 36 aos 50 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Rui Santos, Vale Torto e 2.º lugar - Carlos Santos, Vale Torto.
Femininos: 1.º lugar - Paula Cristina, Vale Torto e 2.º lugar - Teresa Antunes, Vale Torto.
Atletismo - Escalão F (desde os 51 anos)
Masculinos: 1.º lugar - Carlos Cabral, Vale Torto e 2.º lugar - Fernando Barata, Povorais.
Gincana: 1.º lugar e equipa constituída por: Pedro Martins, Patrícia Júlio, Vanessa Miado, Marco Porfírio, Catarina Granja e Luís Ribeiro, de Vale Torto e 2.º lugar a equipa constituída por: Cláudia Martins, Hugo, Ana Rosa, Márcia Gama, Carlitos Santos e João Martins, de Vale Torto.
Futsal: 1.º lugar - Povorais, 2.º lugar - Vale Torto e 3.º lugar - Esporão.


Os jogos decorreram com muito entusiasmo tanto dos participantes como das pessoas que assistiram, só foi pena o facto de ter chovido, principalmente quando decorria a prova de gincana.
Em termos de povoações, as classificações finais dos XXXIII Jogos de Verão de 2008 foram as seguintes: 1.º lugar - Vale Torto; 2.º lugar - Povorais; 3.º lugar - Esporão e 4.º lugar - Aigras.
A Comissão de Melhoramentos de Vale Torto agradece a todos os que colaboraram na realização dos XXXIII Jogos de Verão, aproveitando para destacar os nomes dos diversos patrocinadores que contribuíram, dando o seu apoio: Câmara Municipal de Góis, Junta de Freguesia de Góis, Caixa Geral de Depósitos, Casa do Concelho de Góis, Farmácia Miguel Silvestre, Irmãos Figueiredo, Restaurante Caçoila, Transerrano, Restaurante Beira Rio, ADIBER, Angolmoc, Talho Central, Moto Clube de Góis, Café o Caçador, Mármores Vidal e Vidal, Café Primavera, Caixa de Crédito Agrícola Mútuo, Alumínios Bandeira, Casa Bandeira, Turismo de Góis, Vai Tu, Ortopédica Médica, Associação Florestal de Góis, J. Silvas Ld.ª, Supermercado Casimiro Vicente, Encosta da Seara, ALUNORMA - alumínios e António José & Filhos.
in O Varzeense, de 30/09/2008
Fotografias em http://povorias.hi5.com

in blogois

publicado por penedo às 18:35

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008

II-Estória dos anos que já lá vão

 

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

FASCÍCULO SEGUNDO 

( continuação )

O nosso primeiro contacto foi com o Ti Manel Henriques, nosso velho conhecido e amigo, guarda nocturno (sereno) na Rua do Crucifixo e biscateiro, em Lisboa. E também confidente de amores mal parados e de muitas angústias existenciais. Logo se juntou por ali um punhado de gente curiosa. Quem serão, de onde virão e ao que virão ? Somos da Ribeira de Pera, vimos do Coentral e andamos a monte; meninos loucos, às carreirinhas, a fazer " westerns "do pim- pam-pum. A presença do Ti Manel Henriques e a referência ao Coentral, tranquilizou o pessoal. E então vai de aclarar propósitos e relembrar vidas e histórias passadas. Aquela história roxa da ceguinha que perdera a vista, quando menina, por olhar, obstinadamente, horas e dias sem fim, para a telha (caco) de vidro, única fonte de luz que alumiava e aquecia o buraco onde a mãe a "arrecadava ", enquanto ia à vida ( e os milhafres continuavam a pairar, lá nas alturas, em curvas suaves de liberdade absoluta... ). Aqueles nevões à moda antiga que levavam o isolamento a pontos críticos. Os lobos uivavam por perto e, à noite, os cabecilhas das alcateias, ousavam atravessar o povoado e farejar os cortelhos. Consta que os antigos lançavam, por vezes, uma morteirada na noite silente, para "limpar o terreno". Adoecer ou morrer por ali, era o cabo dos trabalhos. O acesso ao alcatrão só a pau e corda ou em carro de bois. As mulheres das meias ( tarefeiras de acabamentos ) deslocavam-se, frequentemente, ao Coentral. Penosas caminhadas, sobretudo durante as duras invernias.

E houve merenda que, por sinal, também foi almoço, nesse primeiro dia da nossa maravilhosa aventura serrana: sopas de almece com pão de centeio, queijo fresco e mel. Veio depois o grande momento do lavrar dos autos testamentários e o pedido de encomendação das nossas almas, dirigidos ao Padre Tomaz, do Coentral. Documento gravado sobre papel pardo, era uma ternurenta ladainha, em que se apaziguavam as famílias e em que se faziam magnânimas doações à Paróquia. Depois foi o momento solene da entrega desta importante missiva à recoveira, exactamente uma simpática tarefeira de acabamento de meias, que ia, naquele momento, partir para o Coentral.

O Padre Tomaz era um castiço de corpo inteiro. Pastor de almas e de cabras, paisano assumido, mastigava alho e emburcava tintos (ou brancos) com isquinhas de bacalhau, na taverna do Ti Joaquim Côvado, escala técnica obrigatória, nas suas penosas caminhadas para a Vila. Durante uma missa na N. S:ª da Guia, descaíram-lhe as calças (atadas com um baraço) . Valeram-lhe as longas e avantajadas véstias sacerdotais e a pronta e discreta solicitude do fiel sacristão. Noutra ocasião, e na mesma capela, corriam os anos da guerra 39-45, nas suas prédicas, chamava a atenção dos fiéis para os custos e dificuldades na obtenção, no mercado negro, da farinha triga para as hóstias, tornando-se, por isso, óbvia a necessidade de uma compensação. Consta que, para além do pastoreio do seu próprio efectivo, chegou a ir para a serra com a cabrada comunal do Coentral, a troco de uns tostões para ajudar a custear o seu múnus. Caçava e pescava por gosto e necessidade. A memória do Padre Tomaz ficaria, para sempre, colada ao historial da Paróquia, que servira durante largos anos.

Adeus Povorais, talvez para nunca mais! O nosso destino era, agora, Góis, onde pretendíamos recuperar a tralha do Pinaz na Casa Grande, testemunho de glórias passadas (papel Prado- Ceira). Em fila indiana, seguimos ao longo do monumental paredão, àquela hora fortemente iluminado pelo Sol poente. À esquerda ficava a Ribeira de Pena, célebre pelas suas trutas indígenas, criadas em águas lusas, fortemente batidas e oxigenadas.

A alegria nos nossos corpos e a ardência nas nossas cabeças eram tão intensas que, a páginas tantas, por um estranho impulso de levitação e por uma inversão do sentido da força dos gravitões, descolámos como um bando de perdigotos. Ao atingirmos a altitude do milhafre espião- planador, entrámos em cruzeiro, com navegação neurónica, ponto a ponto. Rapidamente avistámos, à direita, o alcatrão e, lá muito no fundo de um cerro, quase a pique, qualquer coisa como uma enorme pedra branca, camuflada pelo denso pinhal velho, que nos pareceu ser a Vila de Góis. O nosso radar de bordo não tinha capacidade de resolução suficiente para distinguirmos bem. Uma pequena inflexão para a esquerda e estávamos á vertical da Cerdeira de Góis. Aqui resolvemos cumprir uma escala técnica. Numa tasca rasca, do tempo da Maria Castanha, o taberneiro ficou de pé atrás, ao ver entrar aqueles meliantes munidos de varapaus e com aspecto duvidoso. Enquanto se desenrolava o difícil diálogo, olhava-nos de soslaio e rebuscava, discretamente, qualquer coisa debaixo do tampo do balcão. Não, certamente, o freio que o Ti Álvaro Tomaz puxou debaixo do balcão e ofereceu a um caixeiro viajante, quando este lhe perguntou se tinha qualquer coisa que se metesse na boca. Talvez antes, pondo a jeito algum " tira teimas". Para o que desse e viesse.

O nosso fundo de maneio era apenas de sete tostões. Um pouco mais do que um tostão por cabeça. Não era com este dinheiro que poderíamos travar a fome a seis galfarros na idade de comer este mundo e o outro. Resolvemos, então, enganá-lo, investindo, pecaminosamente, todo o nosso dinheiro em tabaco. Os sete tostões não davam sequer para o maço mais barato. Faltavam mais uns tostões. Estávamos nós a negociar com o casmurro do taberneiro como tapar o buraco, eis que entra taverna dentro um caixeiro- viajante, vindo dos lados da Lousã, que logo desanuviou o ambiente e sanou a nossa pendência. Homens da estrada, a tempo inteiro, de proverbial bonomia e boa disposição. Vendedores de mercadorias, mas também de sonhos e ilusões. Passadores de boas e más notícias; exímios contadores de histórias e anedotas.

O nosso providencial benfeitor logo assumira que se tratava de "maralhal de Coimbra ", tesos, como de costume. Refrescos e bolachas para todos. Um momento de boa disposição e reconforto; um óptimo estímulo para retomarmos a nossa empresa. O nosso caixeiro viajante seguia lá para as bandas de Alvares ( Coração da Amazónia Lusitana ). Escusado será dizer que estava lançado o "marketing" da nossa bizarra cruzada. Terra alqueivada, meia sementeira amanhada!

Antes que chegasse a noite, tornava-se mister alcançar a vila de Góis. Os nossos estômagos já andavam a dar horas trocadas. Era imperioso alimento substancial e descanso prolongado para os nossos corpos e espíritos. A etapa do dia seguinte (Góis- Alvares, através da Portela do Vento ) seria igualmente longa e emocionante.

 

Ernesto Ladeira

(Continua )

do  jornal O Castanheirense

 

 

 

publicado por penedo às 17:15

link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

I- Estória dos anos que já lá vão

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

É este o título de uma aventura decorrida em plena Serra da Lousã, nos já longínquos anos 50, e vivida por diversas personagens, que nos dispensamos de apresentar pois o leitor, com o decorrer da história, irá decerto desvendar as respectivas identidades.

 

Trata-se de um relato de Ernesto Ladeira, que será apresentado em fascículos nos próximos números d’ O Castanheirense.

A excelência da prosa, polvilhada aqui e além pela poesia que corre nas veias do autor, o pitoresco de uma vida serrana que já pertence ao passado, e o facto de as personagens serem pessoas sobejamente conhecidas de todos, são motivo mais que suficiente para o leitor seguir com atenção o desenrolar desta aventura vivida por jovens estudantes de Coimbra em férias de Verão na sua (nossa) Serra da Lousã.

 

 

Naquele tempo toda a serra era ainda uma pungente saudade de verde. Fantástico ecossistema, sem mácula, a transbordar de vida e povoado de gente de eleição. O vale era, então, despudoradamente verde. Um verde de desvairados matizes e inebriantes fragrâncias, despedidas pelas aromáticas e pelos melaços das folhosas. Só os apitos angustiantes das laneiras cortavam, a tempos certos e em registos diversos, os silêncios originais, ao mesmo tempo que nos advertiam de que não estávamos propriamente no paraíso. Advertências irrelevantes para jovens que viviam em permanente estado de êxtase em movimento. A imparável irreverência coimbrã, amaciada pela temperança lisboeta. Decorriam as férias grandes de um dos primeiros anos da década de cinquenta. Certo dia, no Coentral, a coroa do Distrito e airosa estância natural, de veraneio familiar, um bando espontâneo de seis comparsas, dispara, a corta- mato, para o Santo António da Neve.

Acocorado numa dobra suave da vertente norte da serra do Coentral, o Santo António da Neve era ainda uma zona quase virgem e nem sequer as vetustas construções oitocentistas (capelinha de Santo António e Poços da Neve) colidiam, ao de leve que fosse, com a pureza, silêncio e harmonia do local. Velhos relvados e carvalheiras seculares, completavam o décor de tão aprazível lugar. Enfim, um púlpito singular, dádiva da Natureza, a mil e tal metros de altitude, para nosso recolhimento, meditação e observação. O Trevim ( 1200 m arredondados ) era ali mesmo defronte. Em dias de transparência limite, era possível avistar o Senhor da Serra, Coimbra e até a Figueira da Foz. Percorrendo todos os ângulos do arco de visão, abarcava- se uma vasta fatia do Portugal - Centro. Santo António de Lisboa ficava bem ali. Contemporâneo de São Francisco de Assis, foram dois amigos estremes da Natureza. E a propósito de Santos, obrigado Zé Brasileiro ( Estrada – Nova ) por aquele fantástico nascer do Sol no Santo António, ao som tremulante dos panais amarrados aos ramos das carvalheiras. Velas agitadas pelas brisas frescas que vinham do mar. Por onde andarás tu, nosso querido timoneiro, desse veleiro, dos sonhos desfeitos?

Apenas uma vez por ano ( 13 de Junho ) se massificava ali a presença do homem, munido de tronchudos e apetitosos farnéis, ostensivamente exibidos sobre toalhas de circunstância, estendidas sobre a relva macia. Era uma Festa genuína, de famílias, de serranos para serranos. Tão natural e pura como o ar que, por ali se respirava. Concertineiros da montanha e espontâneos dançares e cantares ao despique, transfiguravam aquela instintiva concentração e o cenário em que ela se movia. A pureza daqueles sons nascentes misturavam-se harmoniosamente com o mavioso tagarelar dos forasteiros à volta dos farnéis, também ele musical, cantante, tranquilo e envolvente. Só o pessoal de Vilarinho, por vezes, fazia o contraponto, brincando ao jogo do pau. Esqueciam -se, porém, que brincadeiras de homens são beijos de burro.

O bando dos seis, alcateia de lobinhos inocentes e irrequietos, abeirou-se, mais uma vez, da fronteira relvada daquela soberba plataforma e, de novo, voltou a farejar, a nascente e a norte, aquele mar alteroso de sargaços que se afundava a seus pés, até perder de vista. Uma súbita vontade de descolar em voo sem motor, percorreu-nos os nossos corpos cheios de alegria e de energias de alta rotação. Um milhafre que pairava, lá nas alturas, em curvas suaves de liberdade absoluta, deu-nos que pensar.

Góis fica para aquele lado. Tenho lá uma tralha de Coimbra que gostaria de lá ir buscar, disse o Pinaz. Morra quem se negue! Adeus Santo António da Neve! "Alea jacta est"! Gritaram todos.

Mal roupados, mal calçados, desprovidos de equipamentos e logística, sem avisos à navegação e sem planos, os 3 x 2 da vidairada lançam-se, à toa, por aquelas serranias além. Contavam apenas com a sua juventude, amizade e solidariedade e ainda com o tempo, que era de verão. E, claro, com a bondade dos povos serranos que raramente falhava. Gente bíblica !

A nossa próxima etapa ia ser feita também a corta –mato, mas com navegação à vista. Os Povorais ficavam ali mesmo em frente, a pouco desnível de nós, implantado num reduzido planalto, suavemente recurvado e protegido, a nascente, por um paredão- cerro ( espinhaço de cão ). Impressionante monumento natural em pedra, trabalho da erosão durante muitos milhões de anos; descomunal "ex-libris" de um minúsculo e primevo povoado perdido nos cocurutos da Serra da Lousã.

Pouco depois de iniciarmos a marcha, e ao transpormos uma quebrada, bordada de velhos castanheiros, com o chão coberto de ouriços, acerados pelo calor, eis que se dá o primeiro percalço. O Chico Almeida, o benjamim do bando, que já naquele tempo andava na moda; calçava ténis, só que não eram dos modernaços de agora. Vai daí tivemos que lhe sacar um porradão de picos de um dos calcantes. Face ao acontecido logo ali foi aprovado o primeiro "pacote normativo" da organização interna do bando: A nomeação e competências de um "chefe espiritual" e de um "chefe físico". Talvez o primeiro e o último, já que o bando era unido e disciplinado. Além do mais, quem dele se desviasse ficaria no mato duas vezes.

E os Povorais já ali mesmo á mão de semear. A descida fora rápida e brusca. Fora mais um trambolhão à retardadora no matagal do que uma descida. Estávamos agora à cota dos Povorais e a caminhada começava a adoçar. Já era possível seleccionar trilhos alternativos. As fronteiras entre o verde amanhado e o verde escuro dos matagais envolventes eram já muito nítidas. Lá ao fundo sobressaía a imponente cortina de pedra ( Espinhaço de cão ) e, logo em baixo, anichado em suave e exígua planura, o primeiro povoado, de pequenas casas térreas de xisto, altamente concentradas. Uma núria sob a protecção de um paredão descomunal. E, ao longo da chapada envolvente, o bordado caprichado dos jardins das primícias, de onde provinha o sustento básico das gentes dos Povorais, complementado com a proteína sobrante da pastorícia. Estado de autosubsistência quase genuíno. Isolamento quase total. No topo de uma fazenda avistámos, com grande alegria, um tanque de rega de terra batida. Junto dele tufos de dálias verticais, reflectindo-se, narcisisticamente, no espelho líquido - cristalino horizontal. Bebemos e refrescámos as focinheiras suadas. E dos tufos de rubras e frescas dálias, cortámos hastes e enfeitamos nossos peitos de belos ideais. Prontos para a nossa entrada triunfal nos Povorais.

Ernesto Ladeira

(continua)

do  jornal O Castanheirense

publicado por penedo às 13:03

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

As Pedras do Lumiar

Montes soberbos se elevam

Num olhar que não alcança

Sâo Pedras do  Lumiar

Que nos fazem cantar

O cântico que o vento

dança

 

 

São pedras com este brilho

Que no horizonte se levantam

São marcas do nosso

caminho

Com suave desvelo e afago

Deixam o vento cantar

sozinho

Na estrada de Santiago

 

Nestas pedras se escondem

Esperanças  dum desejo novo

Respira-se o ar das novas eras

Caminho seguido deste povo

 

Na pureza destes rituais

Segue a aldeia dos Povorais

 

 

 

by  Adiano Pacheco

do livro Humbrais dos Penedos

publicado por penedo às 11:06

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

"Linda Aldeia dos Povorais.. Esta nova iluminação fica um espectáculo....”

by hi5  Povorais

publicado por penedo às 10:58

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

À Volta dos Penedos- Povorais

Findo o período de férias, a Comissão de Melhoramentos dos Povorais vem por este meio manifestar o seu agrado pelo elevado n.º de conterrâneos e amigos que se deslocaram nesta época à nossa linda e típica aldeia dos Povorais,

ladeada pelos carismáticos Penedos (Pico, Abelheira, Meio-Dia e Rebuludo),

visitantes e testemunhas da nossa rica e imensa história, salpicados por uma vasta fauna

e flora verdejante, na qual se inala o mais puro dos ares respiráveis, no entanto e com muita pena nossa só o único acesso disponível por terra, não se encontra minimamente à altura de tal cenário. No entanto tudo estamos a fazer para melhorar o mesmo e nesse sentido podemos adiantar que já foram efectuados contactos e onde inclusive reunimos com a Cãmara Municipal de Góis, a qual se mostrou solidária e conhecedora da situação, sendo que como de costume tudo fará para nos apoiar e ajudar nesse sentido como em outros pontos que já foram discutidos. É também com imenso agrado que informamos que limpámos os caminhos dentro da nossa aldeia, e desde já damos conhecimento que está em curso a construção de um pequeno muro para retenção das águas pluviais, derivado às sucessivas infiltrações no Centro de Convívio.
A nova Direcção da CMP, ficou bastante agradada com os elogios recebidos por parte dos nossos amigos e conterrâneos, relativamente ao facto do Bar do Centro de Convívio, ter estado aberto e em pleno funcionamento durante os meses de Verão, o que em muito se deveu a dois elementos desta Direcção, de seu nome: Fernando Barata Henriques e Lucília Henriques Alves.
Como todos sabemos foram realizados os 1.º Jogos de Convívio na nossa Aldeia, os quais excederam em muito as expectativas em termos de participação e convívio, sendo que como é costume devemos realçar os vencedores das respectivas modalidades, assim:

 

Playstation (futebol) - Gentil Pimentel;

Matraquilhos - Rui Alves/Gentil Pimentel;

Jogo do Penedo - José Batista (Zeca);

Dominó -  Fernando Barata Henriques;

Setas - Gentil Pimentel;

Playstation (Fórmula 1) - André Alves;

Sueca - Victor Baeta/Paulo Grifo.


Parabéns aos vencedores e uma palavra de agradecimento a todos os participantes,

os quais foram todos premiados.
Realçamos a excelente noite de karaoke, que proporcionaram momentos únicos de convívio e de diversão, a qual só foi possível graças ao equipamento próprio disponibilizado pelo

sr. Victor Simões (Minas) do Esporão ao qual a Direcção desde já deixa o seu mais

sincero agradecimento.
Para finalizar, a CMP pretende elogiar e deixar um agradecimento ao sr. Fernando Barata pela gestão e manutenção do Bar do Centro de Convívio, quer à Sra. Lucília Henriques Alves pelos mesmos motivos, que demonstraram que são mais valias indiscutíveis nesta nova Direcção.
A Direcção da CMP espera que momentos de diversão e convívio se repitam por muitos e bons anos.
    

publicado por penedo às 10:17

link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.posts recentes

. Casa da Fonte

. RECORDANDO...Jogos de Ver...

. À volta dos Penedos- Povo...

. Comissão de Melhoramento...

. Povorais

. À volta dos Penedos. Pov...

. POVORAIS .Almoço de Conf...

. Janeiras á volta dos Pene...

. Festa de Convívio....Pov...

. Porco no Espeto em Povora...

.links

.arquivos

. Setembro 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

blogs SAPO