Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

AS CASAS REGIONALISTAS E O REGIONALISMO

 
Não vou aqui me pronunciar nem alongar sobre aquilo que penso e que já em determinado lugar apontei alguns males do dito regionalismo.Aliás apontei caminhos,executou-se experiências,dinâmicas humanas foram aplicadas,infelizmente nem sempre foram apoiadas e devidamente desenvovidas.Nestas imagens que aqui deixo,no texto está bem implicito algumas razões e males dos quais eu comungo e sublinho .O tempo demasiado longo e permanente em determinados lugares de chefia,por alguns dirigentes de comissões ,torna-os como uns Dinossauros estratificados que ficaram  no dito longo tempo!
publicado por penedo às 16:12

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Encontro Regionalista Goiense

publicado por penedo às 17:47

link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

A Serra e a Cidade


Recebemos em nossa casa o livro ''A Serra e a Cidade" que aborda, em toda a sua dimensão, o nosso regionalismo, como até hoje ainda não tínhamos visto assim condensado e agrupado em todas as vertentes físicas e humanas. Trata-se duma obra ricamente documentada e sabiamente ao desenvolvimento do tema, com a acuidade e esmero próprios de quem admira, preza e ausculta o pulsar da gente beirã.

Não sendo de origem beirã, a autora da obra, Prof." Maria Beatriz Rocha-Trindade, consegue, neste trabalho, desbravar veredas e ir ao âmago da nossa alma com toda a naturalidade, tornando visível a força do ideal que nos move, que nos motiva e empolga, revelando-nos através de pequenos e simbólicos marcos, como se de grandes obras se tratasse, dum povo de grande ânimo e de sentimentos arreigados. Nas últimas décadas, ninguém foi tão longe e aprofundou tanto -as nossas raízes, nem avaliou com tanta verdade este nosso regionalismo que se ergue do fundo da alma envolto de sentimentos. Quem mais sentiu e esclareceu esta nossa rara particularidade?

Estamos a falar dum livro de grande qualidade, bem organizado, onde se vê reflectido todo o espaço da Beira-Serra (Concelhos de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra), região onde desabrochou o movimento e o conceito do Regionalismo "que nada tem a ver com a criação de Regiões Administrativas, ou com a organização dos poderes do Estado [ ... ]. É um sentimento que resulta da iniciativa civil. Dito de outro modo: o Regionalismo não depende de Governos, de decisões legislativas ou referendos; depende apenas dos sentimentos das pessoas que o sentem, o defendem e o praticam". Assim se lê nas pags. 67 a 68.
Nós, que o vivemos por dentro, não transmitiríamos melhor, nem com tanta autenticidade este sentimento que nos acompanha e nos faz sentir próximos desta verdade que é só nossa, mas que a Prof. Maria Beatriz Rocha-Trindade explana deste modo: "Diz-se que os portugueses inventaram a palavra saudade para traduzirem esse sentimento de ligação nostálgica àquilo e àqueles que ficaram longe, mas não esquecidos."

"Muitos e variados podem ser os objectos que lhes servem como peças evocadoras daquelas origens: a assinatura do jornal regional ou local [ ... ] o quadro mural com fotografias da paisagem [ ... ] da ponte ou da casa são utilizados como decoração. Todos estes objectos ou menções especiais são memórias de saudade, são afirmações duma pertença bem viva e presente de quem quer reclamar as suas próprias origens. Encontramo-las nas casas dos residentes em Lisboa (muito mais do que nas residências da Serra, pois que não há saudade sem ausência).
[ ... ] São, talvez, gritos de amor à terra onde se nasceu." Aqui está parte daquilo que se pode ler na pag.113.

Por entre os vários títulos e sub-títulos que o livro contém, alguns deles bem sugestivos e interessantes tais como: "o associativismo regionalista": "os eventos regionais"; "pontes de solidariedade"; "construção da notoriedade"; fomos encontrar com todo espanto o que procurávamos: "o futuro do regionalismo: Por este caminho quisemos seguir em busca de eventuais pontos de vista convergentes com os da própria autora. Tantos foram os alvitres, as sugestões e os apelos que temos deixado escarrapachados neste jornal para que se encontre um novo caminho que nos conduza a outro tipo de relacionamento com o Poder Local e modo de actuar dentro do próprio regionalismo, até que encontrámos o seguinte:

"O Movimento Regionalista será, indubitavelmente, um dos interlocutores privilegiados da estrutura do governo regional a criar' eventualmente, a par das autarquias envolvidas. Beneficiando do empenhamento dos seus membros, do seu conhecimento das realidades e da representatividade dos seus membros que lhes é unanimemente reconhecida [ ... ] Significa isto que o alvo genérico e os objectivos do Movimento Regionalista deverão transferir-se do nível dos interesses locais e da dimensão algo restrita destes, pag.133. [ ... ] Os Regionalistas da Serra construíram e deram à luz uma forma modelar de iniciativa da sociedade civil, sem por isso menosprezar o poder do Estado: não são súbditos ou servos - são parceiros de direito pleno pag.138."
Com este estudo e desenvolvimento, o Poder Local da região não pode ficar indiferente, nem as colectividades poderão ficar alheias.
Adriano Pacheco

publicado por penedo às 23:12

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

Movimento Regionalista.


Os Municípios não podem ignorar estudos que, como o da
investigadora, ensaísta e professora Maria Beatriz Rocha-Trindade dignificam o Movimento Regionalista.



Chegou “o estudo que faltava”, dissemos no prefácio de A Serra e a Cidade, mas os municípios de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra ainda não o leram com a devida atenção. E assim pode talvez explicar-se que só tardiamente costumamos reconhecer o valor intelectual e artístico de certas obras realizadas pelos autores da Beira-Serra.

Assim foi com Tomás Garcia Mascarenhas, que permaneceu inédito por largos anos embora estimado pelos seus conterrâneos avoenses: deixou-nos em 1656, mas o Viriato Trágico só foi editado em 1699 por devoção de Bento Madeyra de Castro, seu parente longínquo. Os anos tornaram esquecidos o autor e o poema, até que um e o outro foram redescobertos em 1846 por Albino d’Abranches Freire de Figueiredo, que por sua conta tou o livro, sob a forma tipografada à moderna. E sobreveio outro largo sono, até que somente em 1996 voltou o poema, agora fac-similado, com apresentação do ensaísta José V. de Pina Martins.

Não obstante, os estudos crítico-biográficos de Simões Dias, Visconde de Sanches de Frias, Teófilo Braga, António de Vasconcelos, Fidelino de Figueiredo (que o considerou entre os nossos maiores épicos, na linha de Camões) e de outros estudiosos obra de Brás Garcia Mascarenhas continua a ser ignorada pela maioria dos historiadores literários) e este desconhecimento omite o poeta do Alva das nossas antologias de divulgação e ensaio. A burrice não sabe que a Literatura Portuguesa se projecta além de Lisboa, Porto e Coimbra.

Com outros escritores válidos acontece a mesma coisa e os autores da Beira vivem isolados na Serra. E pior estariam se o silêncio não fosse quebrado por intelectuais da estirpe de Maria Beatriz Rocha-Trindade, que encontrou uma razão cultural para analisar o Movimento Regionalista, que rompeu a partir da década de 20 do século passado com o atraso material e social população da nossa Terra: “Como acontece na gênese de qualquer movimento de cariz associativo, tal como o que veio a ser caracterizado no Regionalismo das Gentes da Serra, a formação de uma estrutura sólida, regular e cristalina inicia-se em geral, com encontros recorrentes de ocorrência mais fluida e irregular que, por várias vezes repetido, se tornaram habituais”. Em conclusão, declara a socióloga que “os Regionalistas da Serra construíram e deram à luz uma forma modelar de iniciativa de sociedade civil, sem por isso menosprezar o poder do Estado: não são subditos ou servos - são parceiros de direito pleno.”

Ora, chegamos ao fim: os Municípios não podem ignorar estudos que, como o da investigadora, ensaísta e professora Maria Beatriz Rocha-Trindade dignificam o Movimento Regionalista que há perto de um século , com base nos arganilenses, goienses e pampilhosenses luta pela valorização material e cultural da Beira-Serra.


in Jornal de Arganil, 04/05/2010

publicado por penedo às 20:39

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Cerdeira

 

Cerdeira

 

 

Irá realizar-se no dia 11 de Abril do corrente ano, a Assembleia Geral,

na casa de convívio na Cerdeira, pelas 15 horas,

com a seguinte ordem de trabalhos:


1.º - Apreciação e Votação do relatório de actividades e contas do ano de 2008


2.º - Assuntos de interesse geral para a Cerdeira de Góis


3.º - Eleição dos corpos gerentes para o biénio 2009/2010.

É importante a presença de todos para um debate dos interesses da nossa aldeia.


Américo Simões

publicado por penedo às 18:47

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Casa Concelho de Gois....8o anos de Regionalismo

Dia da freguesia do Colmeal

31 de Janeiro 2009

 

 
 
Foi há uma semana e ainda não se calaram os ecos que nos continuam a chegar das mais diversas formas.
Estamos todos de parabéns: as colectividades envolvidas que demonstraram como é possível trabalhar em conjunto, a Junta de Freguesia que desde a primeira hora se disponibilizou para assegurar o transporte desde a sede de freguesia e todos aqueles, que muitos foram, a comparecer na Casa do Concelho de Góis, pequena demais para receber tantos Colmealenses. Dois autocarros vieram da sede da freguesia.

Foi um dia memorável que nunca mais ninguém vai esquecer. José Dias Santos, presidente da casa concelhia, nunca tinha visto a “sua casa” tão cheia. Mesmo a transbordar. Salão, salas de entrada, corredor, piso inferior, escadas de acesso e também na rua os Colmealenses acotovelavam-se para conseguir um lugar. Era de todo impossível.

Desde muito cedo que o salão ficou repleto. Nas salinhas da entrada e também no piso inferior os artesãos expunham os seus produtos e os seus trabalhos. Quadros, tapetes, casas em xisto, mel, aguardente, medronho, queijo, broa, filhós, castanha pilada, vinagre de mel, medronho com mel, bijutarias, rendas, artigos em lã, etc., foram objecto de grande procura, sendo que muitos destes produtos esgotaram.

O salão principal estava completamente transfigurado. As habituais fotografias foram retiradas para dar lugar à exposição de quadros de Fernando Costa, gravuras de Ilda Reis, ponto de cruz em quadrilé de Silvéria Dias, azulejos e pinturas de Paula Ramos e Diana Ramos.
Uma colecção de fotografias com paisagens das várias aldeias e casais “forrava” parte das paredes. Também Josefina de Almeida esteve representada com cinco obras suas, na sala de entrada. Uma espectacular construção em xisto, com iluminação, de Mário Mendes Domingos, esteve patente ao público durante todo o encontro.

Aberta a sessão, o Sr. Dr. Luís Martins, presidente do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, depois de agradecer a presença de todos naquela realização solicitou um minuto de silêncio em memória do sócio número um da Casa Concelhia, Sr. Graciano Marques.
Sentia-se orgulhoso por ver a casa cheia. Isso queria dizer que “quando se chama pelo regionalismo ele ainda está presente”. Não deixou de manifestar a sua preocupação pela dificuldade que se sente em cativar a juventude. Expressou a sua felicidade por ver como as comissões de melhoramentos da freguesia do Colmeal trabalharam em conjunto e por tornarem possível a grandiosidade deste “Dia da Freguesia”.

José Dias Santos, presidente da Casa do Concelho de Góis, depois de cumprimentar a mesa e todos os presentes, e muito em especial os que se deslocaram da freguesia, referiu que a Casa “é a parte que o concelho de Góis tem em Lisboa para receber todas as pessoas do concelho e que está sempre ao dispor de todos”.

A Dr.ª Lourdes Castanheira, representante da ADIBER, referiu-se às vicissitudes da freguesia do Colmeal, ligada ao mundo rural e com um défice populacional. Falou do envelhecimento dos seus residentes e da desertificação. “Também tem, apesar de tudo, algumas potencialidades. Recursos naturais onde se destaca a energia eólica, uma mais valia para a freguesia”. Falou ainda do novo programa comunitário que veio substituir o LIDER+ e que estará à disposição de todas as colectividades e instituições. Terminou felicitando o ressurgimento do Rancho Serra do Ceira.

Henrique Braz Mendes, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, sentia-se orgulhoso de ver a casa cheia. Agradeceu “o empenho que tiveram todas as colectividades da freguesia na realização deste encontro da gente do Colmeal”, e realçou ainda “a força e união da colectividade da União Progressiva da Freguesia do Colmeal”.

Dr.ª Lisete de Matos, presidente da Assembleia de Freguesia do Colmeal, cumprimentou a todos e as restantes freguesias do concelho e saudou ainda os concelhos que se “irmanam com o concelho de Góis na problemática do regionalismo, porque tiveram os mesmos problemas e a mesma experiência”. Demonstrando muito apreço pela iniciativa, salientou e enalteceu o esforço do voluntariado colocado ao dispor do regionalismo, terminando com os seus “parabéns aos promotores”.

Helena Moniz, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, após transmitir os cumprimentos do edil, ausente por compromissos já assumidos anteriormente, falou sobre regionalismo não esquecendo “as pessoas que em tempos multiplicaram esforços para que os povos pudessem usufruir das infra-estruturas básicas para a melhoria da sua qualidade de vida”. Continuou, alertando para que “neste princípio de século chegou o momento de olharmos em frente e planearmos o futuro. As dificuldades são outras e revelam um cariz sócio cultural diferente”.
Realçou o trabalho da União Progressiva da Freguesia do Colmeal que “tem desenvolvido interessantes e inovadoras actividades de promoção turística, social e cultural”, reafirmando que “interessa que o nosso território defenda a sua identidade, a sua especificidade e preserve as suas memórias, vivências e tradições reavivando a sua memória colectiva”.

José António Pereira de Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis, relembrou os tempos idos do PREC em que a população da freguesia do Colmeal se opôs à retirada das placas toponímicas existentes e que faziam referência a eventos ou a personalidades ligadas ao anterior regime. Em seu entender “povo que não regista a sua história não tem nada para transmitir às gerações futuras”.
“Muito se fez graças à intervenção das «Comissões» que, com sede estabelecida nesta Casa do Concelho de Góis, levou ao aparecimento de grandes figuras do Regionalismo, razão pela qual considero estas Instituições como fundamentais no desenvolvimento e progresso das suas terras”.

António Domingos Santos, presidente da Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em nome de todas as colectividades da freguesia, cumprimentou os elementos da mesa e dirigiu-se a todos quantos enchiam a sala. Uma palavra especial para a imprensa regional que tem tido um papel muito importante como “voz” dos regionalistas e das suas aspirações ao longo de décadas.
Recordou o convite feito pelo Conselho Regional e o desafio a que se propusera no sentido de ter todas as colectividades da freguesia a seu lado, o que conseguira. Foi um trabalho de equipa, feito com alegria e entusiasmo, que culminou com esta enchente de conterrâneos e amigos, alguns dos quais das restantes freguesias e dos concelhos vizinhos de Arganil e Pampilhosa da Serra.

Referindo-se ao programa proposto para este “Dia da Freguesia do Colmeal” realçou o papel importante dos artesãos que tinham vindo das várias aldeias e casais com os seus produtos tão genuínos. Solicitou aos presentes para que aproveitassem a oportunidade para os adquirir, pois seria um incentivo para quem os produziu.
Recordou Fernando Costa e Ilda Reis, dois artistas colmealenses desaparecidos mas ali presentes com obras suas, que já estiveram expostas nos quatro cantos do mundo.
Não querendo e “evitando repetir temas” que seriam tratados no decorrer da programação, foi transmitindo a sua satisfação pelo trabalho de grupo, não deixando de recordar e sugerir uma visita demorada e atenta às exposições patentes no andar inferior – fotografias dos mais belos recantos das nossas aldeias, recortes da imprensa regional, fotografias e documentação antiga das colectividades.

Depois de aludir às próximas intervenções e da apresentação do livro “Memorial” da União, deu grande enfoque ao reaparecimento do Rancho Serra do Ceira, que parece estar de novo no bom caminho e na senda de novos êxitos.

Henrique Mendes, António Duarte e Miguel Mendes, três épocas, três visões diferentes de regionalismo, captaram em seguida a atenção dos presentes.
Recordados os tempos difíceis que os primeiros regionalistas encontraram, os muitos entraves com que passo a passo se iam deparando para conseguirem as estradas, a água, a electricidade, escolas, o posto médico, o telefone, o saneamento básico, etc.
O entusiasmo, o empenho, a falta de meios e de dinheiro, que sempre se ultrapassava com a vontade férrea que caracterizava os nossos regionalistas, foram postos em relevo.
Uma nova visão tendo em atenção as oportunidades e as ameaças que se colocam nos tempos actuais, numa tentativa de combater a desertificação que se vem sentindo nas nossas aldeias. É imperativo dar vida às nossas aldeias, atrair novos investidores e manter uma constante pressão junto das entidades locais.
Realçado o papel importante que se viveu para a concretização deste “Dia”, reunindo as colectividades e fazendo um trabalho conjunto, que se espera venha a ser o início de um novo período no regionalismo da freguesia do Colmeal e no concelho de Góis.

António Domingos Santos fez seguidamente a apresentação do “Memorial” da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Tal como o título indica, neste livro recordam-se todos os que ao longo da vida da colectividade passaram pelos seus corpos sociais. Não é a história da União. Talvez um dia se reúnam as páginas dispersas dos seus setenta e cinco anos e se faça o seu “Historial”. Será tudo uma questão de tempo e de oportunidade. Tendo convidado para a mesa homens e mulheres que fazem parte da vida da União como Horácio Nunes dos Reis, José Nunes de Almeida, Manuela Costa ou Antonieta Fontes, a primeira mulher a ser eleita para um cargo na colectividade, António Santos agradeceu a Lisete de Matos e à Gráfica que produziu o livro, toda a colaboração prestada para o que o “Memorial” ali pudesse ser apresentado.

Como diz Lisete de Matos na nota de abertura “Setenta e cinco anos volvidos sobre a data da sua constituição, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal está de parabéns por preservar no esforço de bem-estar e convívio, cultura e reforço da identidade. Também pela homenagem que presta aos seus antecessores, segura das exigências do presente e de que não há futuro sem memória do passado”.

Este “Memorial”, livro da responsabilidade da Direcção da UPFC “é uma homenagem simples como simples foram também aqueles que pensaram e criaram a União”, que, é considerada como “um alfobre e uma escola de regionalistas. Um exemplo que era seguido atentamente pelas outras colectividades”.

Já com a voz embargada pela comoção, pediu uma forte salva de palmas “para todos quantos figuram no “Memorial” a quem prestamos o nosso profundo agradecimento e a nossa homenagem”.

Com “Viajando pela Freguesia” todos tiveram oportunidade de ouvir textos alusivos a cada uma das aldeias e seus casais e ver fotografias lindíssimas dos recantos que nem todos conhecemos. Foi um período bastante interessante para intervalar um pouco a série de intervenções. Trabalho desenvolvido por cada uma das comissões e que servirá como roteiro futuro para mostrar o que de melhor e mais bonito temos para apresentar a quem nos visita.

Lisete de Matos, autora de vários livros e de artigos na imprensa regional, apresentou o tema seguinte “Regionalismo e o Futuro”.
Referiu-se às “migrações como uma das componentes estruturais da nossa sociedade e como sendo uma resposta às difíceis condições de sobrevivência nas regiões rurais”.
O êxodo que se verifica em toda a freguesia e na região, o que provoca o começo da desertificação que hoje se sente – “a população parte à procura de melhores condições de vida…, partem os homens que vão chamando os que ficaram”.
Mas verifica-se sempre uma “ligação dos protagonistas às origens… e o valor que atribuem à terra-solo, o Regionalismo, enquanto movimento associativo específico dos migrantes da zona, e singular nos seus objectivos”.

Um poema “Ser Regionalista”, muito bem elaborado e enquadrado no tema, de autoria de Fernando Tavares Marques, e lido por Lucília Silva e Nuno Santos, preencheu o espaço seguinte.

Percebia-se algum nervosismo entre os elementos do Rancho Serra do Ceira que se preparavam para a sua primeira apresentação em público após algum tempo de paragem.
Criado pelo padre Manuel Pinto Caetano, o Serra do Ceira foi “deslizando” pela freguesia do Cadafaz até se fixar no Esporão onde se foi mantendo até à imobilidade.
Com pessoas interessadas e entusiasmadas na freguesia do Colmeal, jovens e menos jovens estão disponíveis para que o Rancho seja de novo uma realidade. Trabalha-se afincadamente para que voltem a viver-se momentos de felicidade e de sucesso que muitos de nós recordamos com saudade.
A sala foi generosa nos aplausos com que os recebeu e numa primeira ajuda para a compra de fatos e de algum equipamento. A solidariedade beirã mostrou mais uma vez do que é capaz.

Seguiram-se os “Sons da Malhada” que, com as suas vozes e o seu instrumental, alegraram todos quantos mantinham a sala repleta e que já os esperavam ansiosamente.

Depois, a sala transfigurou-se novamente, agora para o jantar volante que foi servido a cerca de trezentos convidados. A finalizar, o baile serrano.
Para o Colmeal partiam entretanto todos aqueles que partilharam o “Dia da Freguesia” com os que habitualmente moram na área da Grande Lisboa.

Uma palavra de agradecimento para todos quantos colaboraram nesta realização, com relevo para a equipa que tomou conta da cozinha. Uma palavra muito especial para a grande ajuda que nos deram os nossos amigos e conterrâneos da “Mimosa”, “Guardanapo” e “Chopinho” e também um obrigado grande para a gerência da Seriposter pelos meios que nos disponibilizou.

Um dia memorável. Graças ao empenho das Comissões de Melhoramentos do Soito, de Ádela e de Malhada e Casais, da Associação Amigos do Açor, da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, do Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado, da União e Progresso do Carvalhal e da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

A união foi possível
 
 
publicado por penedo às 15:33

link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Casa do Concelho de Góis ,80.º Aniversário do Regionalismo Goiense

O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis e a União Progressiva da Freguesia do Colmeal (colectividade mais antiga da freguesia), no âmbito do 80.º Aniversário do Regionalismo Goiense, vêm por este meio informar que a festa da Freguesia do Colmeal se realiza no dia 31 de Janeiro, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa.
As entidades organizadoras convidaram todas as agremiações congéneres da freguesia para que, em conjunto, seja garantido o sucesso desta festa.



 

in Jornal de Arganil, de 22/01/2009

 

publicado por penedo às 17:54

link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos ...Alvares

Festa do Regionalismo na Casa do Concelho de Gois
publicado por penedo às 10:05

link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008

À Volta dos Penedos-Comemorações do 80.º aniversário do regionalismo goiense

No dia 25 de Outubro, na casa do Concelho de Góis, foi dado início às grandiosas comemorações do octogésimo aniversário do regionalismo goiense, com a Comissão de Melhoramentos de Vila Nova do Ceira a dar o mote no máximo esplendor do seu melhor, trazendo atrás de si um autocarro, cedido pela Câmara, cheio de gente vestida de entusiasmo, com muita juventude a dar o seu próprio colorido. Deste modo o Conselho Regional deu início ao evento que promoveu, fazendo recordar os velhos e famosos tempos em que a Casa cheirava a urze da Beira-Serra.
Foi uma feliz escolha para início deste género de manifestações, onde houve de tudo um pouco para mostrar como ainda se pode marcar presença e reviver um regionalismo saudável que teima em ocupar o seu lugar. Foi bom ouvir o Grupo de Cantares da Várzea com o seu vasto reportório matizado dum belo e doce naipe de vozes e um suave trinado de guitarras e violas; foi bom saborear as tiradas actuais e cheias de humor popular do Grupo de Teatro Nova Geração Varzeense, com acentuada irreverência e muito calor juvenil.
Para fechar a destacada e bem concebida parte cultural, a poetisa Clarisse Sanches fez a apresentação do seu já conhecido livro de poesia "Rosários de Amor"que, em princípio, seria acompanhada pela Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, a qual, por motivos de força maior não pode estar presente, fazendo-se representar pela Sr.ª Eng.ª Eunice Cabeças.
Seguiu-se depois o já célebre e faustoso magusto, servido a mais de cem pessoas sentadas, num alegre e festivo convívio, onde as enormes instalações da Casa se tomaram exíguas para tanta gente cheia de enorme alegria e boa disposição. Foi deste modo e como sempre, Vila Nova do Ceira se fez representar mesmo com a sua Junta de Freguesia ausente.
Antes porém houve a palestra própria destas circunstâncias, conduzida pelo presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Martins, que se regozijou com a presença da enorme plateia, seguindo-se o presidente da Casa, José Santos, que agradeceu a presença de todos e pôs as instalações à disposição de quem as quisesse visitar. Seguiu-se o presidente da Assembleia Municipal, Sr. António de Carvalho, que disse do seu contentamento em se encontrar na Casa onde cresceu, tal como o Eng.º Diamantino Garcia, vice-presidente da Câmara que representava em nome do Sr. Presidente, de quem trouxe saudações e fez lembrar as belas traquinices de menino e moço, sem deixar de enaltecer o papel destas agremiações.
Por fim, o jornalista António Lopes Machado dissertou sobre o regionalismo com o seu saber de experiência feito, nos longos cinquenta anos de redactor da Comarca de Arganil, destacando vários nomes célebres do regionalismo e as suas importantes contribuições para o aparecimento das Casas Regionais de Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra e outras tantas influências então exercidas. Falou também do povo da Beira Serra que demandou várias regiões, não esquecendo os vários e actuais contributos escritos, dados a conhecer para memória futura.
De realçar a azáfama do pessoal voluntário da Casa para ter tudo em ordem, receberem e servirem condignamente os seus conterrâneos que se deslocaram da sua terra para conviverem e comemorarem a efeméride levada a cabo pela iniciativa do Conselho Regional da Casa, facto que proporcionou um dia memorável nas comemorações que só agora estão em fase de início e se prolongarão com as representações das restantes Freguesias do Concelho, atingindo o seu auge já no próximo dia 15 com a representação da colectividade aniversariante e mais antiga do Concelho: Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira.
Assim vamos alimentando a chama dum sentimento nobre que nos foi legado pelos nossos antepassados.
Adriano Pacheco
in Jornal de Arganil, de 30/10/2008
publicado por penedo às 12:34

link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

A Serra e o Esporão

Sopram ventos de saudade
Cai neve fria no meio da gente
Caem pálpebras na luz apagada
Unem-se corações de mão dada
E acende-se a lareira de repente

O calor liberta-se dos corações apagados
Fora de todo o conformismo
Se as luzes se acendem no meio da escuridão
É a força do regionalismo
Que vibra no lugar do Esporão

Se fores à serra vira-te ao poente
Envolve-te dessa imensidão
E se o sol te fizer deslumbrar
Não deixes de... por lá passar
P´la linda aldeia do Esporão

Fica ali, encostada ao penedo
Quando seguimos estrada fora
Se a aldeia é, acolhedora...
Muito mais é, quem lá mora!

Paxiano   ( Adriano Pacheco )

 

publicado por penedo às 11:28

link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.posts recentes

. AS CASAS REGIONALISTAS E...

. Encontro Regionalista Goi...

. A Serra e a Cidade

. Movimento Regionalista.

. Cerdeira

. Casa Concelho de Gois......

. Casa do Concelho de Góis ...

. À volta dos Penedos ...Al...

. À Volta dos Penedos-Comem...

. A Serra e o Esporão

.links

.arquivos

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

blogs SAPO