Quinta-feira, 5 de Março de 2009

Ponte do Vale das Eiras-Povorais

 

 

 [penedos+de+gois+by+antónio+Dinis.jpg]

 

Fotografia de António Dinis

 

publicado por penedo às 21:53

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Viagem no concelho de Góis - 1

 

 
DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO)
QUE EM FINAL DE FEVEREIRO DE 2008 INICIOU EM SAGRES A TRAVESSIA
A PÉ DE PORTUGAL.

CORTA FOGO EM DIRECÇÃO AO CONCELHO DE GÓIS

 

POVORAIS (GÓIS) VISTA DO CORTA FOGO



A CAMINHO DE POVORAIS



CAMINHO ENTRE TREVIM E POVORAIS



NO TOPO DA SERRA, DO LADO DO CONCELHO DE GÓIS



CASA DE POVORAIS (GÓIS)



"PENA? É POR ALI!" (EM POVORAIS, GÓIS)



POVORAIS (GÓIS)



PENA (GÓIS) VISTA DO CAMINHO DAS FRAGAS



PENA



PENA- AIGRA VELHA (GÓIS)




A CAMINHO DE AIGRA NOVA (GÓIS)



AIGRA NOVA LÁ EM BAIXO



COMAREIRA




FÁBRICA DE PAPEL ABANDONADA EM PONTE DO SÓTÃO (GÓIS)




PONTE DO SÓTÃO (GÓIS) VISTA DA ESTRADA PARA VILA NOVA DO CEIRA



VILA NOVA DO CEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2008



VILA NOVA DO CEIRA-GÓIS A 16 DE OUTUBRO DE 2008




NA SERRA DA LOUSÃ

O homem velho tinha um boné vermelho na cabeça. Cortava rente pinheirinhos inofensivos junto a uma Ford encarnada gasta e sumida, a parte traseira semeada de resina e pedaços desfeitos de toros de madeira. A placa de matrícula era daquelas antigas, de fundo preto e letras e números brancos. Avistei-o do corta-fogo, a uma distância suficiente para não que me avistasse a mim. Quando desci a serra, já a luz ía a meio, cortada em diagonal pelas copas dos pinheiros plantados em filas muito certas e correctas. Passara por uma placa onde lera “maternidade das árvores” e calculara que aquela fosse uma parcela semeada de filhotes, fruto do labor de quem ainda ama a montanha.
O homem velho já estacara e se plantara em frente à dianteira do camião, uma expressão de desconfiança e interrogação no rosto. Não sorriu mas também não foi deliberadamente hostil. “Você anda perdido?” Eu vira-me no topo da Serra da Lousã entre as antenas de comunicações e a pista vazia e solitária do Trevim por volta das quatro da tarde e aventurara-me a descer o corta-fogo que rasgava a encosta como um tobogan enlameado. “Daqui para baixo você não vai a lado nenhum, é só matagal, silvas e pedras”.

 

Eu queria alcançar as bandas de Góis. Partira de Castanheira de Pêra nessa manhã. Em Outubro, a piscina das Rocas, onde em Agosto milhares de pessoas brincam nas ondas artificiais, está posta em sossego. Não é mais uma piscina, é antes um lago parado e tranquilo, umas palmeiras azuis holywodianas a contradizer todo o restante cenário serrano. Abalei dali sem grande vontade de ficar. “Então, não se faz nada?”, perguntou um de dois varredores numa travessa.
O caminho em Outubro faz-se de folhas amareladas e avermelhadas das vinhas e forra-se das cascas espinhosas das castanhas. Cheira a mosto sempre que me aproximo de uma casa. De vez enquanto alguém assoma a uma janela ou cruza uma esquina. É quase meio dia quanto alcanço o Coentral, o último posto humano antes da liberdade suprema da serra.
Os homens, todos em idade de reforma, rodam os copos no café da aldeia, insultam-se alegremente- “ainda era gajo para te ir ao rabo”-e conversam sobre a castanha. “Eu vendo castanha”, diz um, o mais falador e o que entorna mais líquido pelas goelas. “ Vendo castanha. Não é essa merda que aparece lá na feira de Castanheira”. Um aldeão expectante solta umas fumaças junto à porta. Escuta a conversa e goza o sol primaveril de um Outono reluctante. Não chove, não faz frio, é a primavera na serra em Outubro. Um fio curto de água a lamber as rochas é tudo o que resta da cascata do Coentral. “A ribeira está quase seca”, lamenta uma mulher.
O outro a dar-lhe com a mesma lengalenga. “A minha castanha é castanha. E não a vendo a dois euros como alguns. Um euro e meio e há um aí que não leva nenhuma este ano”. Faz-se silêncio, um vazio calculado para que o outro homem possa perguntar “quem?”. “O António. Encomendou-me dez quilos ano passado e ainda cá faltam os 15 euros. Este ano vá pedir a outro”.
Dali para cima são mais uns cinco ou seis quilómetros até à Capela de Santo António da Neve e aos neveiros. Reza a História que terá sido o neveiro da casa real que a mandou construir no século XVIII, de seu nome Júlio Pereira de Castro, para que as pessoas que trabalhavam então nos neveiros pudessem assistir à missa. Ali não há ninguém, nada a não ser um silêncio perturbante. Calco pequenos troncos entre ervas macias e verdes, respiro o ar puro e absoluto da Lousã e espreito os neveiros vazios. São redondos, em pedra, grandes o suficiente para armazenar ali durante o inverno a neve que abastecia no Verão a corte e a “Casa das Neves”, o Café Martinho da Arcada, em Lisboa.
Um pouco mais acima fica a pista de aviação do Trevim. Alguém, amante da natureza, escreveu em defesa dos veados livres na pequena casa assombrada que dá assistência aos aviões na época dos fogos. Agora, pode-se pular, dançar, cantar, inalar com todo o tempo do mundo os ares que cruzam a fronteira invisível do concelho de Castanheira de Pêra e o de Góis.
O homem velho do boné vermelho vira-me a descer furiosamente o corta-fogo que rasga a encosta desde o cabeço e na aproximação ao camião, estacou. Sabia que dali o incauto caminhante não passava mais. “Para as bandas de Góis? Você vai ter que andar muito. Está a ver aquela aldeia ali do outro lado, chama-se Povorais. Siga por esse caminho aí à direita, sim, esse aí e vá sempre em frente mas vai ter que andar muito”.
Caminhei até me doerem as barrigas dos músculos das pernas. Um solitário alcoolizado dormitava junto a umas placas tortas a indicarem Povorais para um lado e Góis para o outro. “Bocê num sabe, bocê num sabe…Góis é loonge”. A boca parecia um saco de batatas. Segui o conselho do homem velho. Desisti da estrada de asfalto e segui de novo pela terra batida. Povorais é um pequeno amontoado de casas perdido no verde da encosta.
“Você agora vai sempre em frente até à Pena, sempre em frente”, gritou uma mulher. “Vai sempre em frente”. Cocei a cabeça à medida que o tapete verdejante se foi estreitando. A princípio, perdi-me junto a um galinheiro e umas hortas. Mais tarde, a trilha dividiu-se em três. Sempre em frente? Calculei a aldeia da Pena do lado direito. Dei por mim atolado num carreiro enlameado, entre fragas. Até que ela apareceu, a Pena, o casario muito lá em baixo numa correnteza encosta acima, os telhados muito vermelhos, vozes de crianças a ecoarem no vale.

 

Seriam umas sete da tarde quando cruzei a ribeira da Pena, os penedos já cobertos pela sombra. “Café? Só no Esporão, mas ande depressa, ainda vai ter que andar bem até ao Esporão”. Cheguei ao restaurante regional do Esporão a tempo de devorar um jantar de lombo e vinho e em conversa com um pedreiro de Arganil, atendido por uma moça de óculos graduados a sorrir muito por detrás do balcão. “Qualquer coisa é só pedir. Castanheira de Pêra a pé? Isso são muitos quilómetros.

 

 (continua)

in

http://portugalape.blogspot.com

 

publicado por penedo às 09:23

link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

A VOLTA DOS PENEDOS ...

           Locais de interesse no concelho de Góis:

             Vila de Góis:

  • Ponte Joanina (séc. XVI) e Capela-Mor da Igreja Matriz (Séc. XVI) – ambos Monumentos Nacionais
  • Parque do Cerejal (parque de merendas)
  • fonte do Largo do Pombal, com cisterna revestida a azulejos hispano-árabes (Séc. XVI)
  • Edifício da C.M.Góis – tectos em masseira, com caixotões pintados na tradição brutesca (Salão Nobre) e caixotões de pintura figurativa e cenas do Antigo Testamento (Sala da Presidência), ambos do séc. XVII
  • diversas capelas (Sto. António, Misericórdia, S. Sebastião)
  • núcleo museológico do Antigo Hospital de Góis e dos Paços Velhos
  • e restante núcleo histórico de Góis com casas solarengas e edifícios com cantarias e pórticos manuelinos

No concelho de Góis:

  • Lagar de Varas de Azeite (Séc. XIX) e Ponte Velha da Cabreira (Séc. XIX) – Cabreira/Cadafaz
  • Conjunto montanhoso da Serra da Lousã (ponto mais alto do concelho de Góis)
  • com Parque da Oitava (Parque de Merendas), Penedos de Góis (crista quartzítica
  • com fósseis marinhos, Pedra Letreira (Cabeçadas), núcleo de poços de neve em
  • Sto. António da Neve (antiga fábrica real de gelo) e o ponto mais alto da Serra da Lousã – o Trevim
  • Vale do Ceira com itinerário saindo de Góis, passando por Cabreira-Sandinha-Capelo, Colmeal, regresso por Candosa – Cadafaz – Corterredor - Folgosa - Tarrastal – Góis
  • Parque Florestal da Oitava, referir que a intervenção da CM Góis / Serviços Florestais naquela linha de água levou à criação da zona de lazer do Parque Florestal da Oitava. Com parque de merendas e parque infantil. Plantaram-se diversas espécies de resinosas exóticas (Pseudotsugas, ciprestes…), mas também existem alguns azevinhos. Aqui ainda se vêem muitos castanheiros e alguns amieiros junto à água. Junto ao Parque da Oitava têm sido plantados pela Lousitânea e LPN diversas árvores como azevinhos, carvalhos e castanheiros. Antes do Parque de Merendas pode-se ver com facilidade a plantação de azevinhos com protecções de rede verde
  • e plástico branco.
  • Para mais informações consulte o site www.cm-gois.pt
  • posto turismo – tel. 235 770 113

 in

   http://lousitanea.org

 

publicado por penedo às 20:01

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Vale Torto

Fogo controlado realizado em Valtorto

No âmbito do projecto europeu "Desire" e em resultado de uma parceria com mais três instituições de ensino - duas delas internacionais - a Escola Superior Agrária de Coimbra [ESAC] realizou esta manhã um fogo controlado em Valtorto [Góis], numa área com 10 hectares.
O projecto "Desire" estuda o fenómeno da desertificação e realiza programas que promovem o combate à mesma. Segundo as conclusões dos estudos efectuados, o principal factor de desertificação são os incêndios, um desastre ambiental que assola o nosso país todos os anos.
O grupo de trabalho decidiu por isso estudar os fogos controlados [fogos de Inverno de baixa intensidade] que devem ser levados a cabo de cinco em cinco anos no mesmo terreno e que são o método correcto para fazer corta-fogos - e não através de máquinas como acontece habitualmente - evitando assim os incêndios na época do Verão.
No local onde provocaram o fogo controlado - uma área equivalente a 15 campos de futebol - foram instaladas três estações de medições meteorológicas e estiveram cerca 180 sensores para medir a temperatura do fogo à superfície e no solo.
Este estudo surge em parceria com a Universidade holandesa de Wageningen e com a britânica de Swansea. A Universidade de Aveiro está também envolvida neste projecto, bem como o Instituto Tecnológico e Nuclear de Lisboa.
in www.rcarganil.com

publicado por penedo às 18:56

link do post | comentar | favorito

Cerdeira

 

Cerdeira

 

 

Irá realizar-se no dia 11 de Abril do corrente ano, a Assembleia Geral,

na casa de convívio na Cerdeira, pelas 15 horas,

com a seguinte ordem de trabalhos:


1.º - Apreciação e Votação do relatório de actividades e contas do ano de 2008


2.º - Assuntos de interesse geral para a Cerdeira de Góis


3.º - Eleição dos corpos gerentes para o biénio 2009/2010.

É importante a presença de todos para um debate dos interesses da nossa aldeia.


Américo Simões

publicado por penedo às 18:47

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Aldeias de Xisto de Góis

 

 
Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena

Estas quatro aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.

Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.

Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.

Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.

Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela Liga de Amigos da aldeia.

Deixamos-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
 
in
publicado por penedo às 19:26

link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Prova do AXTrail 2009

 
                                                                  AXTrail 2009

Aldeia da Pena naquela manhã.

Após a preparação do equipamento decidimos buscar um trilho que descesse dos Penedos para a Pena.


Junto à linha de agua a estrada estava com muita neve.

Encontramos rapidamente um trilho espectacular que decidimos explorar.








Lá de cima a vista era "Grandiosa".


Panorama sobre a Pena vista do trilho que será utilizado na prova do AXTrail.

 
__________________
José Moutinho
Grão-Mestre Confraria Trotamontes
in
omundodacorrida.com
 
publicado por penedo às 16:16

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Povorais ---- Visto pelo blog Coisas-de-Tia

Gosto desta terra

 
 
 Nacional 2, vista para Penedo de Góis ao virar à direita para Povorais
 
 
 
 
( portela do Casal Novo)
 
 
Povorais vistos do Penedo e in loco
 
 
Povorais. Um lugar por detrás do Penedo. É assim que eu o identifico, quando estou na santa terrinha. Olho para o Penedo, mesmo em frente e digo: vamos até ao outro lado? É um bonito passeio.
Conheço duas pessoas de lá: quando o Restaurante do Esporão era "O Barata".
Depois, quando lá damos um salto, distribuimos uns bons dias ou boas tardes, que lá são pessoas à moda antiga. Cumprimentam também e não me parecem desconfiadas. Até já nos ofereceram vinho, aqui há uns anos atrás. Simpáticas as gentes dos Povorais.
 

Povorais - continuação

 
 
A subir para Povorais - a estrada está a precisar de intervenção ...
 

 
 Bebedouro desde 1944.
Pormenor: púcaros para quem quiser matar a sede.
 

 
Sempre gostei desta casinha. Então agora, arranjada, está um mimo.
 
(ex. malhadoiro)
 
 

 De regresso a casa,
descendo de uma altitude considerável, a aldeia ao fundo, poderá ser Roda Cimeira???
 

Povorais - antes de iniciar a subida

 
Tanque do lado esquerdo da estrada que sobe aos Povorais
 
( Espinho)
 
 
 
 Ainda há pastores. A caminho dos Povorais.
 
 
 
 

  Ave de rapina entre Povorais e Penedo

 

 

 

 

 

Penedo a espreitar, visto do lado dos Povorais


 

 

 

publicado por penedo às 19:39

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Penedos de Góis noite dentro

 

 

publicado por penedo às 18:57

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

CAMINHADA Entrudo

24 Fevereiro (3ª feira - Entrudo)

CAMINHADA: “Rota das Tradições do Xisto e celebração do Entrudo Tradicional”

Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis

 

.Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS

 tel / fax 235 778 938 telem 966 217

 

publicado por penedo às 18:56

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

CAMINHADA: “Rota das Tradições do Xisto - Penedos de Góis - Serra da Lousã”

10 de Janeiro


Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis. Com alguma probabilidade será possível avistar uma rapina ou uma manada de veados neste percurso.

 
Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com
 
publicado por penedo às 15:13

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

Pedras do Lumiar




Pedras do Lumiar, altos Penedos
quartzíticos, silúricos, de Góis,
quisera desvendar vossos segredos
para os contar a quem vier depois!

Com mais de quatrocentos milhões de anos
contendes os vestígios de animais
que se moviam pelos oceanos
nessas remotas eras abissais.

Devido porventura à imponência
do vosso aspecto fostes entretanto
considerados como lugar santo.

Populações de ignota procedência
que nas vossas vertentes se instalaram
sinais de si no xisto nos legaram

 

João de Castro Nunes

 

in

movimento cidadãos de gois

tags:
publicado por penedo às 18:20

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

À volta dos Penedos - Ribeira Cimeira

 

Em Ribeira Cimeira o gelo é a causa do isolamento

com estradas intransitáveis e aldeões á fogueira.

in www.rtp.pt


Veja o vídeo da notícia clicando aqui.

 

publicado por penedo às 18:03

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

CAMINHADA: “Ascensão aos Penedos de Góis”

20 de Dezembro (sábado)

Os Penedos de Góis são uma serra escarpada, em plena Serra da Lousã, que formou desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas. Um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã. Trata-se portanto de um caminhada de ascensão, por encostas inóspitas e de declives acentuados, ao ponto mais alto do concelho de Góis (1048m), pelo que se exige alguma resistência por parte dos participantes.

Local de encontro: Esporão (Góis), junto às bombas de gasolina, às 9h30.
Duração: cerca de 4/5h.
Preço: 10€/pax Inclui guias e seguro.



Aos preços indicados acresce o IVA à taxa em vigor.
Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS
tel / fax 235 778 938
telem 966 217 787
mail geral@transserrano.com

ALVARÁ nº24/2003 (DGT) ALVARÁ nº 231/2005 (IPJ)
 
tags: ,
publicado por penedo às 19:54

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Penedos de Góis

Fotografia de Luís Ferreira

publicado por penedo às 10:38

link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Uma visitante no caminho dos Penedos

 

“Estava bastante frio..nos penedos de gois...mas valeu apena o passeio...

 

 

in:

 

”http://povorias.hi5.com

 

 

                      Obrigado pela sua visita até á próxima cá a esperarei

tags:
publicado por penedo às 18:50

link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

Apontamentos---O culto a Ilurbeda



Dr. João de Castro Nunes, apaixonado pela arqueologia da nossa região, investigou e estudou alguns monumentos e materiais que, em meados do século passado, foram “descobertos” e dados publicamente a conhecer.
E, ao relacionar os petróglifos, que viria a denominar por “Pedra Letreira” e de “Pedra Riscada”, com aras encontradas nas suas cercanias, salienta a hipótese de o espaço ao redor da Serra do Penedo se tratar de um santuário de crenças primitivas, talvez de culto a uma divindade local, de nome
Ilurbeda.
De monografias que então publicou, e que são referidas mais adiante, retiramos as seguintes passagens:

“…
Qual balcão desafrontado e sobranceiro às vertentes escalvadas e às barrocas fundas dos contrafortes da Lousã, é medonho e ao mesmo tempo aliciante o cenário que da Pedra Letreira se desfruta. Visto de ali, um pôr de sol a dessangrar-se por entre os dentes eriçados da crista silúrica da Serra do Penedo é simplesmente inolvidável…

(…) No panorama circundante, não constitui a Pedra Letreira um documento que digamos único da presença do homem por aquelas paragens em tempos mais ou menos recuados.
Em frente, na linha do poente, lá estão as
minas romanas da Escádia, em cujos nichos dos hastiais, abertos a 1,20 m se encontravam, quando há anos se procedeu ao desentulhamento das respectivas galerias, algumas lucernas (…). Mais adiante, na mesma direcção, mas já dobrada a encosta, há o lugar dos Povorais, com as suas minas antigas de que procedem dois picões de ferro, de época romana (…). Cara ao norte, no Alto das Cabeçadas, temos os poços romanos, de exploração mineira, conhecidos pelas Covas dos Ladrões, de um dos quais saíram, não há muito, duas pequenas aras consagradas à divindade indígena “Ilurbeda” (…) E mais para além, vencida a serra da Folgosa e ultrapassado o Rabadão, não podemos deixar de referir as minas pré-históricas da Eira dos Mouros, na Encosta da Devouga, ao Liboreiro, com materiais de feição eneolítica e demais períodos do Bronze.
Estes e outros vestígios do passado, ainda mal conhecidos, são indícios para já suficientemente reveladores de uma longa e activa permanência humana por aquelas redondezas, motivada ao que parece pela sua relativa abundância de minérios, o ouro e o estanho sobretudos. São como anéis desarticulados e dispersos de imaginária cadeia forjada, na bigorna dos séculos, por gerações atrás de gerações. Pobres restos materiais, aparentemente sem valor, que encerram no entanto a alma e a mentalidade dos povos que ali se sucederam e os deixaram, é através deles que teremos de refazer e articular de novo os elos da cadeia, se quisermos vir a ter um pálido vislumbre da sua trajectória pela penumbra dos milénios.

(…) A magia, que brota da “Pedra Letreira” volta aqui
[na “Pedra Riscada”], a dominar-nos, avassaladora e irresistível. Parece obra de encantamento. Apalpa-se a presença do sobrenatural. Há longes de infinito na cumeada das montanhas. Foge-nos a alma para o céu. O poder divino manifesta-se. Lugares malditos, chama-lhes o povo. Evita os seus silêncios. Aterra-o a solidão do ermo. Cria o mito das mouras encantadas. É que, por instinto, ele tem a percepção de ali estarem as relíquias de deuses ancestrais, de cultos esquecidos e quem sabe se a cinza dos seus mortos. Tem o respeito instintivo do sobrenatural, o respeito do sagrado, que tem fronteiras com o medo.
Quando os romanos, na pista do ouro, vieram dar a estas serras, devem ter sofrido a efeito do mesmo sortilégio. O espectáculo grandioso da paisagem, dinamizado pela crista da Serra do Penedo, qual dorso de gigantesco dinossauro a esventrar o céu, cujo céu, ao mesmo tempo aliciante e alucinante, havia de moralmente os predispor para a aceitação do poderoso Génio local, a cuja vontade deveriam obedecer as forças ocultas da própria natureza física. Senhor dos montes e das fontes, das trevas e da luz, das nuvens e dos ventos, da superfície exterior e das entranhas, da vegetação e dos rochedos, eram seus também o ouro e o estanho dos filões.

(…) Há hispanos que, fascinados pelo fulgor da civilização romana, passam a sacrificar nas suas aras, como se renegassem dos seus deuses. Outros há que, mesmo revestidos dos atributos da nova cidadania, continuam presos aos novos cultos e, alatinando o nome dos seus ídolos, o mandam gravar na legenda piedosa dos ex-votos, guardando intactas no coração as suas crenças ancestrais (…) Vem isto a propósito de, há tempos, terem sido achadas em trabalhos de desobstrução de antigos poços de exploração mineira, no alto das Cabeçadas, às Covas dos Ladrões, duas pequenas aras, do tempo dos romanos, dedicadas a uma divindade indígena:
Iburbeda.

(…) Tem “ressonância ibérica” o nome
Ilurbeda. Abona-se o mesmo radical em topónimos e hierónimos das terras levantinas, a clássica Ibéria. São fósseis venerandos de tempos idos, de velhos idiomas, ainda não cruzados de indo-europeísmo, falas porventura tão remotas como as gravuras dos petróglidos, atribuíveis na generalidade ao decurso de tempo que nos fins do Neolítico se estende aos fins do Bronze, como as antas do caminho.
É nome de cariz hispano-mediterânico. Ainda o seu radical nos signos silábicos das inscrições ibero-tartéssicas, legíveis mas não decifráveis. Com o Bronze Atlântico e, mais tarde, com o Ferro, vieram os povos da Europa Central e da Itália e, aqui, no reduto das montanhas, vestido à latina, o nome resistiu…

(…) No cenário majestoso que tem por centro de gravitação a altaneira Serra do Penedo havia, pois, um culto antiquíssimo. A “Pedra Letreira” dos Amieiros e a “Pedra Riscada” da Mestras são, juntamente com as aras romanas das Covas dos Ladrões, nas Cabeçadas, documentos abonatórios da sua vitalidade através de muitos séculos. Que os dedicantes destas aras fossem romanos de gema, o que não é provável, a avaliar pelo onomástico e respectiva ortografia, ou naturais romanizados, isto é, hispano-romanos, vem a dar o mesmo. O que importa é que elas atestam, já no Outono do Império, a longa perduração desse culto e o nome da respectiva divindade.
Não conhecemos, em ponto algum do território hispânico, qualquer outro testemunho de tal hierónimo. Tratar-se-á de um culto exclusivamente local? Relíquia filológica do património cultural das populações de fala ibérica, ou anterior a elas, o certo é que, se outros centros houve do culto a esta divindade no resto da Península, carecemos das respectivas provas. Não se conhecem mais vestígios. Só este subsiste.
O que não sabemos, nem saberemos nunca pela certa, é o que nas garatujas ideográficas da “Pedra Riscada” e monumentos congéneres, qual ensaio incipiente de incipiente escrita, quiseram os pretensos devotos de
Ilurbeda expressar para além de uma instintiva atitude de sujeição ao seu poder sobrenatural.
Calemo-nos pois. Não profanemos com palavras vãs a paz do ermo que envolve o santuário. Todo o mistério tem o seu encanto, a sua poesia, que é uma das formas da verdade…
(…)”

Nota (em Agosto de 2008):

Sobre esta divindade, o Doutor João de Castro Nunes deu-nos a seguinte informação complementar, que, com a sua autorização, damos a conhecer publicamente:

«…vou directo ao assunto da sua prezada carta respeitante ao nome da divindade atestada pelas duas aras do concelho de Góis, a tal Ilurbeda que anda nas bocas do mundo, como se constata pela abundante informação electrónica. Vou procurar não me alongar demasiado.
Após a publicação, por mim e pelo Engº. Dr. Veiga Ferreira, das ditas aras, ambas procedentes de um poço das Covas dos Ladrões, nas Cabeçadas, ainda não totalmente explorado, o respectivo teónimo foi integrado na dissertação de licenciatura do Doutor José d’ Encarnação sob o título de “Divindades indígenas sob o domínio romano em Portugal (Subsídios para o seu estudo)”, limitando-se o autor a confirmar as nossas considerações, tanto de ordem linguística como arqueológica. A obra, publicada em 1975 pela Imprensa Nacional - Casa da Moeda, encontra-se absolutamente esgotada. Com os empréstimos, fiquei também sem o meu exemplar.
Entretanto era divulgado pelo “Archivo Español de Arqueologia”, em 1971, o aparecimento de uma nova ara dedicada à mesma divindade em Segoyuela, Salamanca, sem que chegasse ao conhecimento do Dr. Encarnação que obviamente a não refere na entrada dedicada, no seu repertório, à divindade em questão.
Posteriormente, no III Colóquio sobre as Línguas e Culturas Paleohispânicas por mim organizado em 1980 na Universidade de Lisboa sob os auspícios da Universidade de Salamanca, que publicou as respectivas Actas em 1985, o Prof. Jurgen Untermann, da Universidade de Colónia, apresentou uma extensa comunicação intitulada “Los teónimos de la región lusitano-gallega como fuente de las lenguas indígenas” em que se ocupa do nome de Ilurbeda e afins, ou seja, de radical idêntico, que de modo algum mereceu a minha concordância. O ilustre linguista, um dos mais reputados indo-europeístas europeus, chegou a pôr em dúvida a leitura Ilurbeda, desdobrando-a em I(unoni) ou I(ovi) Lurbedae, ao sabor das suas conveniências… Um autêntico disparate. De qualquer forma, relacionando-a com a divindade Ilurberrixo, atestada na Aquitânia, equaciona o problema de uma hipotética, mas improvável, relação desta com as de Góis e Salamanca. A distância é um empecilho.
Agora aparece uma nova referência na região de Burgos, alargando consideravelmente a zona de expansão do culto à nossa divindade. Pela fotografia que me foi dado ver, não distingo se se trata de uma ara ou simples lápide, o que para o caso carece de importância.
O principal problema que este teónimo suscita é de natureza linguística, o que para já é absolutamente insolúvel. Em linguística histórica não se pode ir às apalpadelas, atrás de conjecturas em parecenças que podem ser meramente ilusórias. Trata-se de uma ciência de grande rigorismo e que exige uma preparação muito especializada. Em dada altura, facilitando, cheguei a considerar estarmos em presença de uma divindade do mundo especificamente ibérico, no sentido tradicional do termo. Hoje não defenderia de ânimo leve tal congeminação. Conhecendo hoje, como conheço, o panorama étnico e linguístico do território hispânico, uma autêntica manta de retalhos, de povos, línguas e culturas, não me atrevo a propor qualquer identificação terminológica. Ibérico? Céltico? Celtibérico? Vetónico? Foi por isso que, no referido III Colóquio, propus para os povos, línguas e culturas anteriores à romanização o termo
“paleohispânico”, que teve larga aceitação e hoje goza de preferência nas investigações e publicações em curso. Perante a indefinição reinante, é o que a prudência recomenda. Até novas clarificações.
Nestas condições, o teónimo Ilurbeda, que tão bem soa, pertence ao panteão das divindades que, antes da romanização, foram objecto do culto de povos indígenas de imprecisa identificação e que, já sob a dominação romana, continuaram em muitos casos, como aconteceu no concelho de Góis, a merecer a atenção das populações locais e até, por sincretismo, dos próprios agentes da romanização. Mais do que isto não se pode dizer, sob o risco de navegarmos num mar de fantasias. Deixemos isso para os poetas!
No correio de amanhã vou-lhe mandar uma fotocópia do artigo do Prof. Untermann, que presentemente está a preparar a actualização do vol. II do “Corpus Inscriptionum Latinarum”, referente ao território hispânico sob os auspícios da Academia das Ciências de Berlim, o que só por si é claro apanágio do seu prestígio científico. Foi o arguente da tese de doutoramento de um antigo aluno meu da Universidade de Lisboa, onde agora exerce a docência com altíssimo nível nos domínios conjuntos da Arqueologia e da Paleolinguística. Revejo-me nele!»

João de Castro Nunes, agora na posição de poeta, teve também a amabilidade de compor a seguinte poesia, especialmente para este Portal:

Ilurbeda

Il est des lieux où souffle l’esprit”
Maurice Barrès


Andam deuses pagãos pelas vertentes
voltadas para a crista do Penedo
em cujo panorâmico fraguedo
há do seu génio provas evidentes.

A par do nome hispânico-latino
inscrito em duas árulas romanas
muitas gravuras há pré-lusitanas
sopradas pelo espírito divino.

Difícil é saber interpretar
o que as populações nos transmitiram
nos riscos que deixaram lá ficar.

Sem pretender qualquer decifração,
limito-me a dizer que elas sentiram
andarem deuses… por aquele chão!

João de Castro Nunes

in:

http://cultura.portaldomovimento.com

publicado por penedo às 11:55

link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 18 de Novembro de 2008

...

            

 

                                               Oitava    sinalização nova, finalmente

 

 

                                    

 

 

 

O Penedo daqui de cima assistiu à colocação das placas indicativas,

 

na Portela do Casal Novo e  a esta no entroncamento de estradas,  (dos  Povorais

 

S. António da Neve e Penedos) local denominado de  Aguchos e 

 

gostou ,   mas....... agora  falta ainda a colocação de informação no placard

 

existente a alguns anos, para quem me quiser visitar

 

 

 

comforme foto em baixo

 

                                       

 

publicado por penedo às 21:14

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

A VILA DE GÓIS

Ao percorrer a terra portuguesa,
Num sonho deslumbrante... cor-de-rosa,
Vi tanta coisa bela e preciosa
Que me deixou extática e surpresa!

Quedei-me entre obras de arte e de nobreza!
Passei por muita vila donairosa,
Mas não achei nenhuma mais formosa
Que Góis, vestida qual uma princesa!

Encantava-a a verdura dos caminhos,
A Igreja memorável, o Penedo
E a Ponte Manuelina sobre o Ceira!

As águas em cascata nos moínhos
E o sol no Rabadão, de manhã cedo,
Faziam do meu sonho uma cegueira!
 

Clarisse Barata Sanches

 

publicado por penedo às 21:04

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

1º Oleão de Góis

Penedos solidários com o Ambiente
 
“OLEÃO” é este o nome com que foi baptizado o primeiro ponto de recolha de óleos alimentares usados o qual se encontra à disposição da Escola E.B. 2, 3 de Góis.

Esta foi a primeira acção de sensibilização, iniciativa da Câmara Municipal de Góis e do Projecto Escolhas de Futuro cujo objectivo é evitar que a população continue a utilizar o esgoto como vazadouro para este tipo de resíduos, uma prática que é pouco amiga do ambiente.

 


 

A utilização deste resíduo para o fabrico de Biocombustível é já uma realidade em diversos países europeus e apresenta as seguintes vantagens:

- É um processo de tratamento amigo do ambiente;

- É um combustível que não contribui para o efeito de estufa e para as alterações climáticas;

- É um combustível que não é tóxico;

- É uma fonte de energia renovável;

- Contribui para a redução da poluição atmosférica;

- Reduz a dependência em relação a combustíveis fósseis como o petróleo.

 


Eco-Óleo
 

Óleos Alimentares – O que lhes fazer?
• Sabias que sempre que fazemos uma coisa simples como fritar batatas podemos pôr em perigo o meio ambiente?

• Mas só se não tivermos o devido cuidado!

• Normalmente para fazer petiscos fritos usam-se óleos alimentares. Depois de algumas utilizações, esse óleo já não serve mais para fritar e é deitado fora, pelo lava-loiça ou noutros locais…

• E é aí que está o grande problema! Quando o fazemos, estamos a aumentar em milhares de euros o custo do tratamento das águas residuais (esgotos)! Imagina!!!

• Sabias que apenas uma gota de óleo pode arruinar centenas de litros de água potável?

• Se pegarmos no óleo usado e o voltarmos a colocar na respectiva embalagem vazia (ou mesmo numa garrafa de plástico qualquer), já estamos a fazer uma grande coisa.

• Claro que não precisamos de ficar com as garrafas em casa, mas temos de tratar correctamente o que elas contêm. Como?

• Depois de bem fechadas, as garrafas com o óleo velho devem ser colocadas no “Óleão” porque não só evita a poluição da água como está a transformar o óleo em Biocombustível, uma fonte renovável de energia que diminui as emissões de CO2.
in www.cm-gois.pt
tags:
publicado por penedo às 19:52

link do post | comentar | favorito

Mirar o Penedo

                                     Fotografia de JrC

publicado por penedo às 19:42

link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008

CAMINHADA “Ascensão aos Penedos de Góis”

9 de Novembro (domingo)                     

Os Penedos de Góis são uma serra escarpada, em plena Serra da Lousã, que formou desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas. Um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã. Trata-se portanto de um caminhada de ascensão, por encostas inóspitas e de declives acentuados, ao ponto mais alto do concelho de Góis (1048m), pelo que se exige alguma resistência por parte dos participantes.

Local de encontro: Esporão (Góis), junto às bombas de gasolina, às 9h30.
Duração: cerca de 4/5h.
Preço: 10€/pax Inclui guias e seguro.

Aos preços indicados acresce o IVA à taxa em vigor.

Para inscrição é necessário indicar um telemóvel de contacto e é obrigatório o envio prévio do nome completo dos participantes, para efeitos de seguro.

Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS tel / fax 235 778 938 telem 966 217 787 mail geral@transserrano.com

ALVARÁ nº24/2003 (DGT) ALVARÁ nº 231/2005 (IPJ)
Empresa fundadora da APECATE - Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos

TRANS SERRANO… LEVA-O ONDE MAIS NINGUÉM O LEVA!
 

 

tags:
publicado por penedo às 17:43

link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Montes e vales

Fotografias de JrC
publicado por penedo às 10:09

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

I- Estória dos anos que já lá vão

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

É este o título de uma aventura decorrida em plena Serra da Lousã, nos já longínquos anos 50, e vivida por diversas personagens, que nos dispensamos de apresentar pois o leitor, com o decorrer da história, irá decerto desvendar as respectivas identidades.

 

Trata-se de um relato de Ernesto Ladeira, que será apresentado em fascículos nos próximos números d’ O Castanheirense.

A excelência da prosa, polvilhada aqui e além pela poesia que corre nas veias do autor, o pitoresco de uma vida serrana que já pertence ao passado, e o facto de as personagens serem pessoas sobejamente conhecidas de todos, são motivo mais que suficiente para o leitor seguir com atenção o desenrolar desta aventura vivida por jovens estudantes de Coimbra em férias de Verão na sua (nossa) Serra da Lousã.

 

 

Naquele tempo toda a serra era ainda uma pungente saudade de verde. Fantástico ecossistema, sem mácula, a transbordar de vida e povoado de gente de eleição. O vale era, então, despudoradamente verde. Um verde de desvairados matizes e inebriantes fragrâncias, despedidas pelas aromáticas e pelos melaços das folhosas. Só os apitos angustiantes das laneiras cortavam, a tempos certos e em registos diversos, os silêncios originais, ao mesmo tempo que nos advertiam de que não estávamos propriamente no paraíso. Advertências irrelevantes para jovens que viviam em permanente estado de êxtase em movimento. A imparável irreverência coimbrã, amaciada pela temperança lisboeta. Decorriam as férias grandes de um dos primeiros anos da década de cinquenta. Certo dia, no Coentral, a coroa do Distrito e airosa estância natural, de veraneio familiar, um bando espontâneo de seis comparsas, dispara, a corta- mato, para o Santo António da Neve.

Acocorado numa dobra suave da vertente norte da serra do Coentral, o Santo António da Neve era ainda uma zona quase virgem e nem sequer as vetustas construções oitocentistas (capelinha de Santo António e Poços da Neve) colidiam, ao de leve que fosse, com a pureza, silêncio e harmonia do local. Velhos relvados e carvalheiras seculares, completavam o décor de tão aprazível lugar. Enfim, um púlpito singular, dádiva da Natureza, a mil e tal metros de altitude, para nosso recolhimento, meditação e observação. O Trevim ( 1200 m arredondados ) era ali mesmo defronte. Em dias de transparência limite, era possível avistar o Senhor da Serra, Coimbra e até a Figueira da Foz. Percorrendo todos os ângulos do arco de visão, abarcava- se uma vasta fatia do Portugal - Centro. Santo António de Lisboa ficava bem ali. Contemporâneo de São Francisco de Assis, foram dois amigos estremes da Natureza. E a propósito de Santos, obrigado Zé Brasileiro ( Estrada – Nova ) por aquele fantástico nascer do Sol no Santo António, ao som tremulante dos panais amarrados aos ramos das carvalheiras. Velas agitadas pelas brisas frescas que vinham do mar. Por onde andarás tu, nosso querido timoneiro, desse veleiro, dos sonhos desfeitos?

Apenas uma vez por ano ( 13 de Junho ) se massificava ali a presença do homem, munido de tronchudos e apetitosos farnéis, ostensivamente exibidos sobre toalhas de circunstância, estendidas sobre a relva macia. Era uma Festa genuína, de famílias, de serranos para serranos. Tão natural e pura como o ar que, por ali se respirava. Concertineiros da montanha e espontâneos dançares e cantares ao despique, transfiguravam aquela instintiva concentração e o cenário em que ela se movia. A pureza daqueles sons nascentes misturavam-se harmoniosamente com o mavioso tagarelar dos forasteiros à volta dos farnéis, também ele musical, cantante, tranquilo e envolvente. Só o pessoal de Vilarinho, por vezes, fazia o contraponto, brincando ao jogo do pau. Esqueciam -se, porém, que brincadeiras de homens são beijos de burro.

O bando dos seis, alcateia de lobinhos inocentes e irrequietos, abeirou-se, mais uma vez, da fronteira relvada daquela soberba plataforma e, de novo, voltou a farejar, a nascente e a norte, aquele mar alteroso de sargaços que se afundava a seus pés, até perder de vista. Uma súbita vontade de descolar em voo sem motor, percorreu-nos os nossos corpos cheios de alegria e de energias de alta rotação. Um milhafre que pairava, lá nas alturas, em curvas suaves de liberdade absoluta, deu-nos que pensar.

Góis fica para aquele lado. Tenho lá uma tralha de Coimbra que gostaria de lá ir buscar, disse o Pinaz. Morra quem se negue! Adeus Santo António da Neve! "Alea jacta est"! Gritaram todos.

Mal roupados, mal calçados, desprovidos de equipamentos e logística, sem avisos à navegação e sem planos, os 3 x 2 da vidairada lançam-se, à toa, por aquelas serranias além. Contavam apenas com a sua juventude, amizade e solidariedade e ainda com o tempo, que era de verão. E, claro, com a bondade dos povos serranos que raramente falhava. Gente bíblica !

A nossa próxima etapa ia ser feita também a corta –mato, mas com navegação à vista. Os Povorais ficavam ali mesmo em frente, a pouco desnível de nós, implantado num reduzido planalto, suavemente recurvado e protegido, a nascente, por um paredão- cerro ( espinhaço de cão ). Impressionante monumento natural em pedra, trabalho da erosão durante muitos milhões de anos; descomunal "ex-libris" de um minúsculo e primevo povoado perdido nos cocurutos da Serra da Lousã.

Pouco depois de iniciarmos a marcha, e ao transpormos uma quebrada, bordada de velhos castanheiros, com o chão coberto de ouriços, acerados pelo calor, eis que se dá o primeiro percalço. O Chico Almeida, o benjamim do bando, que já naquele tempo andava na moda; calçava ténis, só que não eram dos modernaços de agora. Vai daí tivemos que lhe sacar um porradão de picos de um dos calcantes. Face ao acontecido logo ali foi aprovado o primeiro "pacote normativo" da organização interna do bando: A nomeação e competências de um "chefe espiritual" e de um "chefe físico". Talvez o primeiro e o último, já que o bando era unido e disciplinado. Além do mais, quem dele se desviasse ficaria no mato duas vezes.

E os Povorais já ali mesmo á mão de semear. A descida fora rápida e brusca. Fora mais um trambolhão à retardadora no matagal do que uma descida. Estávamos agora à cota dos Povorais e a caminhada começava a adoçar. Já era possível seleccionar trilhos alternativos. As fronteiras entre o verde amanhado e o verde escuro dos matagais envolventes eram já muito nítidas. Lá ao fundo sobressaía a imponente cortina de pedra ( Espinhaço de cão ) e, logo em baixo, anichado em suave e exígua planura, o primeiro povoado, de pequenas casas térreas de xisto, altamente concentradas. Uma núria sob a protecção de um paredão descomunal. E, ao longo da chapada envolvente, o bordado caprichado dos jardins das primícias, de onde provinha o sustento básico das gentes dos Povorais, complementado com a proteína sobrante da pastorícia. Estado de autosubsistência quase genuíno. Isolamento quase total. No topo de uma fazenda avistámos, com grande alegria, um tanque de rega de terra batida. Junto dele tufos de dálias verticais, reflectindo-se, narcisisticamente, no espelho líquido - cristalino horizontal. Bebemos e refrescámos as focinheiras suadas. E dos tufos de rubras e frescas dálias, cortámos hastes e enfeitamos nossos peitos de belos ideais. Prontos para a nossa entrada triunfal nos Povorais.

Ernesto Ladeira

(continua)

do  jornal O Castanheirense

publicado por penedo às 13:03

link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

As Pedras do Lumiar

Montes soberbos se elevam

Num olhar que não alcança

Sâo Pedras do  Lumiar

Que nos fazem cantar

O cântico que o vento

dança

 

 

São pedras com este brilho

Que no horizonte se levantam

São marcas do nosso

caminho

Com suave desvelo e afago

Deixam o vento cantar

sozinho

Na estrada de Santiago

 

Nestas pedras se escondem

Esperanças  dum desejo novo

Respira-se o ar das novas eras

Caminho seguido deste povo

 

Na pureza destes rituais

Segue a aldeia dos Povorais

 

 

 

by  Adiano Pacheco

do livro Humbrais dos Penedos

publicado por penedo às 11:06

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

"Simplesmente" PENEDOS

                  Fotografia de JrC

 

by blogois

publicado por penedo às 11:29

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

CAMINHADA - Penedos de Góis

18  de Outubro  (sábado)

CAMINHADA:

“Rota das Tradições do Xisto - Penedos de Góis - Serra da Lousã”

Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis. Com alguma probabilidade será possível avistar uma rapina ou uma manada de veados neste percurso.

Tipo de percurso: Circular. Extensão: cerca de 12km. Duração: 5 a 6 horas. Declives: Moderados. Dificuldade: Média. Início e final de percurso: Aigra Nova. Ponto de encontro: na aldeia de Aigra Nova, na Loja do Xisto, pelas 9h30. Preço: 10€/pax - inclui guia, seguro
.www.transserrano.com

 

publicado por penedo às 11:51

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

vencedores dos 1º Jogos de Convívío dos Povorais

 

- Playstation (futebol) – Gentil Pimentel

- Matraquilhos – Rui Alves/Gentil Pimentel

- Jogo do Penedo – José Batista (Zeca)

- Dominó – Fernando  Henriques

- Setas – Gentil Pimentel

- Playstation (Fórmula 1) – André Alves

- Sueca – Victor Baeta/Paulo Grifo

 

publicado por penedo às 10:38

link do post | comentar | favorito

ZIF DOS PENEDOS

Por requerimento dirigido ao Ministro da Agricultura,

do Desenvolvimento Rural e das Pescas, um grupo de proprietários

e produtores florestais, para o efeito constituído

em núcleo fundador, veio apresentar um pedido de criação

de uma zona de intervenção florestal (ZIF) abrangendo

vários prédios rústicos das freguesias de Góis e Alvares,

do município de Góis.

Foram cumpridas todas as formalidades legais previstas

nos artigos 6.º a 9.º do Decreto -Lei n.º 127/2005, de 5 de

Agosto, que estabelece o regime de criação das ZIF, bem

como os princípios reguladores da sua constituição, funcionamento

e extinção, e observado o disposto na Portaria

n.º 222/2006, de 8 de Março, que estabelece os requisitos

das entidades gestoras das ZIF.

A Direcção -Geral dos Recursos Florestais emitiu parecer

favorável à criação da ZIF.

Assim:

Ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 11.º do Decreto-

-Lei n.º 127/2005, de 5 de Agosto:

Manda o Governo, pelo Ministro da Agricultura, do

Desenvolvimento Rural e das Pescas, o seguinte:

1.º É criada a zona de intervenção florestal dos Penedos

(ZIF n.º 30, processo n.º 058/06 -DGRF), com a área de

1318 ha, cujos limites constam da planta anexa à presente

portaria e que dela faz parte integrante, englobando vários

prédios rústicos das freguesias de Góis e Alvares, do município

de Góis.

2.º A gestão da zona de intervenção florestal dos Penedos

é assegurada pela Associação Florestal do Concelho Góis,

com o número de pessoa colectiva 505152843, com sede

na Rua do Comandante Bebiano Baeta Neves, Edifício da

Caixa Geral de Depósitos, 2.º, 3330 -316 Góis.

Pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural

e das Pescas, Ascenso Luís Seixas Simões, Secretário de

Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, em 29

de Agosto de 2008.

 

tags: , ,
publicado por penedo às 10:15

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

À Volta do Penedo -ribeira cimeira e fundeira

É com todo o prazer, e gosto que o PENEDO  imforma ,da existencia do novo blog   

 

http://ribeiracimeira.blogspot.com/

 

 já  que  a algum tempo  a esta parte se fazia notar  a dificuldade de noticias  desta aldeias

publicado por penedo às 22:16

link do post | comentar | favorito

Povorais 1º jogos de convivio

                                                                 karaoke

publicado por penedo às 21:54

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 30 de Julho de 2008

Recanto do Penedo

Subida ao Penedo,por volta dos anos 80,foi deslumbrante, inesquecivél

http://sobreirasdoesporao.blogspot.com

publicado por penedo às 19:31

link do post | comentar | favorito

Um abraço às nossas aldeias...

 

Dos Penedos aos Povorais,
vai o salto de um coelho...
é querer e chorar por mais,
paisagem vista ao espelho!...

A Pena não vou olvidar,
por paragem obrigatória...
da Folgosa ao Cadafaz,
é sempre a mesma história.

Para a Cerdeira a mensagem,
na Póvoa vou recordar...
onde os meus pais por miragem,
começaram, um dia, a estudar!...

Num roteiro pitoresco,
feito de simples maneira...
das Rodas nos vem o fresco,
da Cimeira e da Fundeira!...

Ao Esporão agora escrevo,
também com grande carinho;
esquecer-te, não me atrevo!...
"berço" do meu padrinho.

Para um contorno perfeito,
vou passar pela Ribeira...
num itinerário a preceito,
que nos fica ali à beira!...

Não me lembra quem lá vem,
nem disso eu faço alarde...
encosto em Cimo de Alvém,
meu pensamento, toda a tarde...

Ladeiras, por ti passei,
e isso ninguém o nega...
olho em frente, avistei
do outro lado Cortecega.

Carvalhal-Miúdo não esqueço,
calço, agora, os meus chinelos,
vou já, por qualquer preço,
com destino a Carcavelos!...

Alguns nomes de aldeias citei,
outros ficaram em carteira...
Mas para terminar me lembrei,
da povoação da Cabreira!...

Por António Martins (hoje... numa alusão incompleta ao Concelho de Góis)

notasdecarvalhal-miudoeladeirasdegois.blogspot.com

publicado por penedo às 19:15

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

À volta dos Penedos -festa em Ladeiras

Ladeiras 25-26-27 de Julho
 
 
Uma vez mais terão lugar, no último fim-de-semana de Julho (6ª. feira, sábado e domingo), as festas de Ladeiras de Góis, numa organização da sua Comissão de Melhoramentos (com o acordo da edilidade local, delegada para o efeito). Seguidamente passamos a dar conta da respectiva programação:
6ª. feira, dia 25
17H - Abertura;
- Quermesse (que funcionará permanentemente, todos os dias);
22H - Baile, com o conjunto musical "Os Cheirinhos do Sul".
Sábado, dia 26
- Jogos tradicionais;
16H - Missa (na casa de convívio);
17H - Jogos tradicionais (continuação);
22H - Baile, com o conjunto musical "A Banda Mix" (de Vilarinho-Coimbra).
Domingo, dia 27
13H - Almoço tradicional;
16H - Leilão de ofertas;
17H - Entrega de troféus aos vencedores dos Jogos tradicionais;
18H - Actuação do Grupo de Concertinas "Irmãos Baptista";
- Encerramento.
 
Venham às Ladeiras para confraternizar, conterrâneos e amigos. As Festas são para todos!... Compareçam!!!
 

 

http://notasdecarvalhal-miudoeladeirasdegois.blogspot.com

publicado por penedo às 11:34

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Oitava

                    

 

 

                    Estrada que sai do cruzamento dos Penedos- Povorais

publicado por penedo às 19:07

link do post | comentar | favorito

Trevim

                   

 

 

                                                            Trevim um vizinhos dos Penedos

publicado por penedo às 18:54

link do post | comentar | favorito

Penedos á distancia

                    

 

                                Penedos á distancia com a aldeia dos Povorais

 

publicado por penedo às 18:51

link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 8 de Julho de 2008

OLHAR DISTANTE

publicado por penedo às 20:13

link do post | comentar | favorito

AQUI TÃO PERTO

tags: ,
publicado por penedo às 20:10

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

OLHAR A NASCENTE

                                      VISTA DOS PENEDOS    ......     

 

                       

 

                                      ATÉ A SERRA DA ESTRELA

tags: ,
publicado por penedo às 20:03

link do post | comentar | favorito

AGUCHOS entroncamento para os PENEDOS

                                  

tags:
publicado por penedo às 19:57

link do post | comentar | favorito

caminho de acesso

                 

tags:
publicado por penedo às 19:54

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

À volta dos Penedos -Associações Regionalistas

                Associações Regionalistas   da  area dos Penedos

                       

                                  Ano de fundação

 

1952 - Comissão de Melhoramentos de Cerdeira de Góis
 

1952 - Comissão de Melhoramentos de Ribeira Cimeira e Fundeira
 

1955 - Comissão de Melhoramentos do Esporão
 

1956 - Comissão de Melhoramentos de Povorais
 

1957 - Comissão de Melhoramentos do Vale Torto

 

1996 - Associação de Melhoramentos das Aigras, Comareira e Cerejeira
 

2000 - Comissão de Melhoramentos da Pena

 

 

publicado por penedo às 21:30

link do post | comentar | favorito

Á volta dos Penedos-Povorais

                                                                   Alminhas


É o único local religioso na nossa povoação, está localizada à saída da aldeia, no caminho rural para a aldeia da Pena, único caminho existente na altura, era o local onde se rezava uma ultima oração aos falecidos e se pedia a protecção do divino contra os fogos e os trovões.
Com data de construção desconhecida mas centenária consiste num nicho construído em pedra, e telha serrana tendo como base um painel em madeira pintado a óleo com a representação das almas no purgatório.
Depois da sua total recuperação tornou-se num local agradável para descansar ou rezar no sossego da montanha.
Ainda hoje é raro o dia em que não existam velas acesas ou flores oferecidas cada uma com o seu pedido ou agradecimento.

 

 

 

publicado por penedo às 21:16

link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

À volta dos Penedos---Povorais

 

Aristides Nunes Barata das Neves e Anunciada Domingos completaram no passado dia 21 de Junho, 50 anos do seu matrimónio.
O casal aniversariante comemorou as suas Bodas de Ouro no lugar de Povorais, terra que os viu nascer, crescer e casar.
Foi na companhia dos filhos, neto e amigos que festejaram esta data com um lauto almoço.
Que se repita por longos anos, trazendo muita alegria e felicidade, não só ao casal aniversariante, mas também aos seus familiares e amigos, são os votos do jornal O VARZEENSE.
 O Varzeense em 30 de junho de 2008

 

publicado por penedo às 10:14

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

OLHAR DISTANTE

 

Aqui bem perto do azul do céu

onde as esperanças persistem

e os olhos ficam molhados

Tudo é tão longe e abragente

Que nem o olhar longínquo

Altera o semblante sorridente

 

 

Aqui onde o horizonte se perde

de vista

E os altos e baixos  da vida

se encaixam

Reflectem a harmonia

dos contrários

A natureza acrescenta beleza

Matizando os mais belos cenários

 

Aqui o olhar é o mais longo

e hesitante

O espaço vagueia entre próximo

e distante

A luz lembra, o que se esquece

Todo o olhar dístraído....

tem a lonjura que merece

 

 

"Silvos do Vento "de Adriano Pacheco

 

publicado por penedo às 11:55

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 23 de Junho de 2008

A Serra e o Esporão

Sopram ventos de saudade
Cai neve fria no meio da gente
Caem pálpebras na luz apagada
Unem-se corações de mão dada
E acende-se a lareira de repente

O calor liberta-se dos corações apagados
Fora de todo o conformismo
Se as luzes se acendem no meio da escuridão
É a força do regionalismo
Que vibra no lugar do Esporão

Se fores à serra vira-te ao poente
Envolve-te dessa imensidão
E se o sol te fizer deslumbrar
Não deixes de... por lá passar
P´la linda aldeia do Esporão

Fica ali, encostada ao penedo
Quando seguimos estrada fora
Se a aldeia é, acolhedora...
Muito mais é, quem lá mora!

Paxiano   ( Adriano Pacheco )

 

publicado por penedo às 11:28

link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 16 de Junho de 2008

A POESIA DOS PENEDOS II

A LUZ DOS PENEDOS

 

Lá no alto uma luz se liberta

Como se fosse chamamento

Um apelo se desencadeia

No socalco que medeia

Entre vontade e pensamento

 

Uma rocha se ergue na frente

Outra e outra na dianteira

Tudo se ergue em segredo

E quem sabe se a primeira

Não é o verdadeiro penedo?

 

São as alturas que apelam

À denúncia das fraquezas

Algo nos vem da origem

Temos sede de certezas

Na desordem da vertigem

 

Quanta vontade se levanta

No penedo que nos espanta!...

 

 

UMBRAIS DOS PENEDOS de Adriano Pacheco

publicado por penedo às 19:28

link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

A POESIA DOS PENEDOS I

OS PENEDOS

 

Nos penedos que nos elevam

olhar aos céus

Há um deus que nos

acolhe

Num recanto luminoso

Onde a virtude

nos toca

Há um povo virtuoso

 

 

O silêncio que nos invade

Não vem do céu nem

da terra

Vem da paz que nos enleia

E no monte que semeia

O vento agreste vem

da serra

 

 

São pedras, filhas das rochas

Penedos que todos acolhe

Nesta profunda virtude

Enquanto o olhar

tudo recolhe

Nesta imensa quietude

 

 

UMBRAIS DOS PENEDOS de Adriano Pacheco

publicado por penedo às 10:02

link do post | comentar | favorito
Domingo, 1 de Junho de 2008

-Olhar a Poente-

 

O pico do Trevim

 

Na serra da Lousã, a 1200 metros de altitude e a menos de uma hora de Coimbra, em automóvel, existe um dos mais belos pontos de vista do país.

Na estrada da Lousã para a Castanheira, logo adiante da Catraia, numa altitude já superior a mil metros bifurca para a esquerda uma bem cuidada estrada de turismo, que a Sociedade de Melhoramentos Lousã-Castanheira acaba de concluir, dando acesso ao ponto mais elevado da Serra — o Pico do Trevim, ou melhor, o Altar do Trevim, como lhe chamam escritores de outros tempos e como ainda hoje lhe chama o povo.

A estrada, larga e bem lançada, depois de subir um pouco nos primeiros duzentos metros, segue quase sem patamar, junto à crista da Serra, oferecendo-nos para poente e norte os panoramas mais variados e deslumbrantes.

A fita branca dos areais da costa estende-se desde as alturas de S. Pedro de Muel até para cima de Aveiro, interrompida apenas pela serra da Boa Viagem, ao lado da Figueira; e, cingida a ela, a faixa verde do oceano a perder-se no horizonte.

Para norte, o Bussaco, o Caramulo e o Montemuro são o pano de fundo do amplo panorama onde alvejam dezenas de vilas e aldeias e Coimbra, a dois passos de nós, mesmo por detrás do Senhor da Serra de Semide, é a Princesa deste Centro de Portugal, cujo manto de níveas brancuras tem uma longa cauda de verde-esmeralda, que são os campos do Mondego, arrastando-se em curvas deleitosas até para baixo de Montemor.

Andados os primeiros dois quilómetros desta linda estrada de turismo, e depois de termos passado sobre o Candal, que, ao fundo de um arrepiante desfiladeiro, à esquerda, a mais de 400 metros a pique, com a sua escola nova, as suas casas pitorescas e o seus verdes milharais, é um dos mais enternecedores quadros de paisagem que nos olhos têm visto, atravessamos o Relveiro da Selada dos Poços, onde o pavimento da estrada é a própria erva virgem e macia, e começamos a subida do Trevim.

Coleamos pela esquerda o primeiro contraforte, numa curva larga e de fácil subida, como que feita para nos mostrar melhor os pendores da serrania sobre o Vale do Arouce, e chegamos à Fonte do Cavalete, cuja água fresquíssima e cristalina, é o mais delicioso refresco em dias de verão.

A fonte brota uns vinte metros abaixo da estrada, por entre fetos e relvados, onde nos dias de Santo António da Neve os romeiros improvisam, à passagem, bailes e merendas, porque o recanto, fresco e defendido dos ventos, convida a descansar, e o ar da serra, fino e excitante, faz vontade de comer e brincar…

Damos agora, pelo sul, uma volta apertada, em patamar, por entre rochedos ásperos, onde propositadamente se levou a estrada para conseguir um melhor miradouro sobre a linda povoação do Coentral e sobre toda a Ribeira de Pêra, matizada de povoações, e começa a subida final para o Altar do Trevim (agora é que nos parece um altar), a oito por cento, que não é rampa que os automóveis não trepem com facilidade.

A poente, uma curva que é um dos mais deslumbrantes pontos de vista de todo0 o trajecto, e logo rodeamos pelo nascente o cimo do monte, entrando já pelo lado do sul no planalto em que assenta o marco geodésico — o Castelo, como o povo o designa, com a sua ingénua tendência para colorir e romantizar as coisas.

Chegámos pois ao Trevim! São 1.204 metros de altitude!

E agora é em volta de nós metade de Portugal a desdobrar-se em maravilhas de toda a ordem. Por todos os lados o monte cai em declives rápidos, deixando-nos admirar, em baixo, perto da vertical, o campo da Lousã, a menos de 200 metros de altitude, o de Miranda, o vale do Ceira, Serpins, Ponte do Sotam, campos de Góis e da Ribeira de Pêra, etc., e pelas encostas, dependuradas na Serra, aldeias pitorescas: Silveira, Catarredor, Talasnal, a Aigra e os Pobrais.

Para sudoeste, a poucas centenas de metros, numa eminência de altitude aproximada a do Trevim, separada deste pelo rebaixo da "Selada de Pêra" o Santo António da Neve, capela de boa arquitectura em cuja frontaria se vê uma placa de mármore, tendo gravado o seguinte:

"Esta capela do gloriosos Santo António de Lisboa a mandou fazer Julio Pereira de Castro, reposteiro do N. R.º da Camara de Sua Magestade e neveiro da sua real casa, em terra sua no ano de 1786".

Segundo se conclui de um estudo de Matos Sequeira, publicado na Revista "Feira da Ladra" este fidalgo Júlio Pereira de Castro foi um dos últimos neveiros que arremataram perante a Câmara de Lisboa o exclusivo do fornecimento de neve para a capital, visto que era desconhecido o fabrico do gelo. A primeira destas arrematações teve lugar por ocasião da visita a Lisboa de Filipe I, que em Madrid esteva habituado a nevar as suas bebidas e comidas.

Ainda hoje se vêem no relvado que circunda a capela de Santo António vários poços de neve, três deles em regular estado de conservação e os outros em ruínas. São sólidas construções cilíndricas em pedra e cal de cobertura em abóbada, medindo 7 a 10 metros de diâmetro e uns 12 metros de altura interior, sendo metade dela abaixo do nível do solo.

Nas espessas paredes, de mais de metro, abre-se uma única porta, por onde se metia a neve apanhada sobre a relva, comprimindo-se e isolando-se do exterior com portas duplas e cortiça ou serradura.

Dali se transportava para Lisboa, em maiores ou menores quantidades conforme o tempo exigia, sendo consumida na corte a maior parte.

Ainda hoje vivem na Lousã pessoas que se empregaram nesse transporte, que o Sr. Eugénio Amaro, lavrador abastado, hoje residente em Semide, por mais de uma vez arrematou.

Mas deixemos estas velharias e vamos lá olhar ao longe a amplidão dos panoramas sem fim.

Primeiro, entre o norte e nascente, a majestade da Serra da Estrela dominando tudo. A ranhura do vale de Loriga, profunda, está na nossa frente, e um pouco à esquerda vê-se nitidamente. S. Romão, e mais à esquerda, e um pouco mais longe, na aresta em declive, a linda vila de Seia.

Para nascente, avoluma a Gardunha, prolongada para sudoeste na Serra do Muradal, já mais próxima de nós que veda à nossa vista, como um muro, a planície de Castelo Branco. Paralelamente, mais próxima ainda, a Serra de Alvelos (Oleiros e Sertã), e entre elas e o Trevim, o vale do Zêzere, aqui e além de gargantas alcantiladas como a do Cabril, a dois passos.

Vê-se até alvejar num cume, ao lado a capela da Senhora da Confiança, em Pedrogão Pequeno, na margem esquerda, e pouco mais abaixo, na direita, vislumbra-se ainda Pedrogão Grande — "terra de sombras e ares mui deigados e limpos", como já em meados do século XVI a classificava Miguel Leitão de Andrada na Miscelanea. Ao longe, para sul do Muradal, o Penedo Gordo, sobre as Portas do Rodão, e mais para a direita o cone truncado da Serra de Mação. Por entre esta e o Penedo Gordo, vê-se ainda ao longe a serra de S. Mamede, junto de Portalegre, que os romanos denominavam Herminius Minor.

Para sudoeste recorta-se bem definida a Serra de Aire, à direita da planície baixa do Entroncamento e Torres Novas, vendo-se na mesma direcção, mas num plano mais próximo, a Serra de Alvaiázere. Da Serra de Aire para o norte, alonga-se a serra de Minde, de menor altitude, por onde fica Fátima, e por detrás desta, alteia-se a dos Candeeiros. Mais próximas de nós as serras da Sicó e das Degracias, ao lado respectivamente de Pombal e Soure.

Toda a extensa faixa do areal da costa, desde as alturas da Marinha Grande até Aveiro, brilha ao sol, ladeada por duas faixas uma verde esmeralda, que é o mar, outra mais escura, que são os pinhais de Leiria, da Leirosa, de Quiaios, da Tocha e de Mira.

O Buçaco, a Gralheira, o Caramulo, o Montemuro, e a Lapa definem, pelo norte a linha do horizonte. Abrangido por ela, um sem número de vilas, aldeias, ermidas, que põem notas de brancura no verde dos pinhais e no cinzento das encostas: Montemor, Penela, Miranda, Lamas, Podentes, Semide, Cantanhede, Penacova, S. Pedro de Alva, S. Comba, Campo de Besteiros, Tondela, Nelas, Mangualde, Oliveira do Hospital, Lagares, Ervedal, Tábua, Mouronho, Barril, Lourosa, Galizes, Valezim, Monte Alto (Arganil), Bordeiro, Várzea de Gois, Serpins, Foz de Arouce, etc., etc.

E agora vamos a descer. Vai terminar o passeio. O sol da tarde faz realçar nos vales a beleza de certos contornos de linhas esculturais. Há sombras pelas encostas que são esboços a craion de atitudes apolíneas, de curvas doces, de formas feminis.

O mar faísca ao longe, fazendo lembrar bronze derretido, pronto a correr para os moldes de uma fundição de gigantes, e, junto de nós, rebanhos enormes vão seguindo já a caminho dos casais. O Santo António da Neve, envolvido pelo sol doce do entardecer, tem um certo ar de saudade que enternece...

Lá fica na sua solidão, guardado apenas pelo Marco do Trevim, vigilante, seco, aprumado — insensível às tempestades e vendavais, ao frio e à neve — sentinela firme, que faz lembrar aquele soldado de Pompeia cumprindo até ao fim o seu dever, morrendo afogado na lava ardente, de pé, no seu posto — porque ninguém rendeu.

"Alma Nova", Lousã, Ano 11, nº 321, 21 Outubro 1932

 

publicado por penedo às 19:46

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.posts recentes

. Casa da Fonte

. O Penedo

. 5 anos de Penedos de G...

. S. António da Neve

. Á VOLTA DOS PENEDOS...CAR...

. á volta dos Penedos

. Encontro de Poesia Popula...

. 24 de Abril, um domingo c...

. uma aguarela. Um presente

. Vamos eleger as 7 maravil...

.links

.arquivos

. Outubro 2018

. Junho 2018

. Setembro 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Dezembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Junho 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

blogs SAPO