Domingo, 17 de Junho de 2012

“O MOÇO DE ESQUINA”

 

NA CASA DO CONCELHO DE GÓIS

 

 

 

Com a mesa composta pelo presidente do Conselho Regional Dr. Luís Martins, Dr. Jorge Luís representante da Câmara M. de Lisboa e técnico do Gabinete de Estudos Olisiponenses, Eng.º João Coelho revisor do texto e ex-presidente da Casa de Pedrógão Grande e Adriano Pacheco autor do livro “O Moço de Esquina”, o presidente da Mesa d’Honra deu início à sessão, começando por dizer que o evento fazia parte do programa cultural da Casa no corrente ano.

 

De seguida transmitiu os motivos da ausência da Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª. Maria de Lurdes Castanheira, bem como do Senhor Presidente da Assembleia Municipal, passando de imediato à apresentação do convidado d’honra, como primeiro representante da Autarquia Lisbonense a visitar a Casa Regional do Concelho de Góis e Antropólogo do Gabinete de Estudos da Câmara de Lisboa, depois falou do Eng.º João Coelho como apresentador do livro em questão, terminandoem Adriano Pachecoautor do referido livro e de várias outras obras por si publicadas, bem conhecidas do público.

 

Com o salão bem preenchido, acomodando à volta de 50 pessoas, algumas das quais vindas de fora da capital, o Eng.º João Coelho iniciou a apresentação do livro “O Moço de Esquina”, dando relevo a todo o contexto de acção do protagonista, incluindo os vários cenários onde se movimentava, não esquecendo os ideais que prosseguia e as vivências que ia acumulando. Revelando assim a capacidade do autor em conseguir elaborar uma obra ficcionada, com base numa história verdadeira, chamando-lhe por isso um romance histórico, caminho que estava a desbravar num espaço que ia assim descobrindo.

 

Depois, o apresentador, num rasgo de eloquência e sabedoria, acompanhado de um bem elaborado trabalho em power point, de autoria de Gina Barata, projectando cenários das antigas profissões das ruas de Lisboa, foi dando conta da origem dos aguadeiros, da execução das suas tarefas, bem como da existência dos chafarizes. Do mesmo modo foi esclarecendo a proveniência dos transportes citadinos, destacando o célebre “Chora” que veio mais tarde a criar a camionagem Eduardo Jorge, homem natural de Arganil. Foram momentos enriquecedores de conhecimento em que se revelaram espaços frequentados pelo protagonista do “Moço de Esquina”.

 

Depois das breves palavras do representante da Câmara de Lisboa que disse da honra que teve em ter sido convidado para aquele evento, foi dada a palavra a Adriano Pacheco, autor do livro, que começou por cumprimentar os elementos da mesa e agradecer à Casa do Concelho de Góis, a toda a plateia presente e ao Dr., Jorge Luís, dando a conhecer o cartão de agradecimento da senhora Vereadora da Cultura da Câmara de Lisboa, Dr.ª Catarina Vaz Pinto. Enaltecendo o enorme prazer que lhe deu transmitir esta história que lhe acalentava o espírito, dadas as circunstância em que ela foi crescendo.

 

Abordou com ênfase, a escassez quase ausência de informação sobre o tema, bem como as dificuldades encontradas na busca de suporte para os custos de impressão gráfica do trabalho, suprido pelo contributo da Casa do Concelho de Góis, Câmara Municipal de Góis e o restante (talhada de leão) pela Gráfica Olegário Fernandes, SA, sem a qual o autor, para lá do seu trabalho e despesas inerentes, teria de suportar esse custo.

 

Os efeitos da crise que estamos a atravessar, sentem-se em todo o lado e atingem fortemente árias, como a da cultura, ainda tida como algo de supérfluo. Onde falta o pão do corpo, o primeiro a ser sacrificado é o pão do espírito.

 

 

in

 

jornal  "O Varzeense "

publicado por penedo às 10:36

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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010

O GRITO DOS PENEDOS

 

 

 

Aqui nas faldas das colinas

Em manhãs douradas

e ventos soberbos

Quem assume a neblina

dos arvoredos

Quem protesta e roga aos céus

brisa amena

Se os ventos são bafejos de Deus?

 

 

 

Os penedos se erguem para lá

dos montes

Com o fulgor que reluz

Na grandeza que se ergue

se eleva como luz

Se propaga como trovão

Se esmaga e faz tremer

o xisto rugoso do chão

 

 

 

Por que temos esta grandeza

tão grande

Que mal se sabe e se conhece

Que se expõe e engrandece

O nosso imenso horizonte

Sobe o olhar que nos conhece

 

 

Sabe um deus e o seu olhar

Com que pena temos dito

Mas o eco só redobra o nosso grito

 

 

Paxiano

 

 

o blog dos Penedos de Gois

agradece este inédito  ao amigo Paxiano

publicado por penedo às 22:06

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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

A FORÇA DA SERRA

 

Tudo se desfaz no silêncio
Dum penedo jazido e frio
Enquanto o outro dormia
No monte se erguia o medo
Quem sabe se neste pavor
Se prendia o velho penedo
 
 
 
Tudo se erguia em desvelo
Quando se fazia mais forte
que o velho penedo
No olhar turvo e distante
Se colhia chuva, vento
E a fuga da nuvem errante
 
 
 
Tudo se altera num instante
Sinais de vida em mudança
Mas nas voltas da contradança
Tudo se molda e se esmera
E se aconchega à espera
Duma força que vem da serra
 
 
E nós… tão sós e inquietos
Receamos a tormenta
Enquanto Deus nos liberta
A força que nos alimenta
 
 
Paxiano
 
29.01.10
 
 
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publicado por penedo às 21:12

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