Terça-feira, 6 de Setembro de 2011

Encontro de Poesia Popular na Pena

Encontro de Poesia Popular na Pena

 

 

É na Aldeia do Xisto de Pena, Góis, que dia 10 de Setembro tem lugar mais um Encontro de Poesia Popular,

 

sob o tema "As Condições Climatéricas".

Além da poesia e do convívio, há sempre espaço para a animação. Participe neste momento de convívio, no qual se partilham experiências

 

 e vivências do passado e presente destas terras e destas gentes.

Os Encontros de Poesia Popular têm lugar nas várias Aldeias do Xisto de Góis, e tem como objectivo principal, exortar a população local

 

 e outros à participação e partilha de saberes.


Programa:

15h – Sessão de Abertura. Segue-se o Workshop da Broa Serrana: Peneirar, Amassar, Tender.

Momentos de Poesia com

                                        Adriano Pacheco,

                                        

                                        Clarisse Sanches

                                     

                                        e Eugénia Santa Cruz.


 

Visionamento da curta documental: Coração do Xisto.

Lanche convívio com a broa serrana feita pelos participantes.

18h – Encerramento do IV Encontro de Poesia.

 

 

 

 

Cartaz_Poesia Popular na Pena - 10 Set. 2011 (PDF)

 

Organização

publicado por penedo às 16:40

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Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Janeiras á volta dos Penedos



publicado por penedo às 23:53

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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010

PENA e o seu Mercado.....

 

 

Um evento a repetir, e se possivel  com mais divulgação,

 

para o ano lá  estarei

 

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publicado por penedo às 21:37

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

PENA- GOIS





Domingo é "dia D" na aldeia da Pena, concelho de Góis. Isto porque ali se vai realizar um mercado tradicional das aldeias do xisto. O evento tem início marcado para as 10H00 e o encerramento previsto para as 16H30.
Em causa está um projecto desenvolvido por uma jovem, aluna do Curso de Animação Sócio- -Educativa da Escola Superior de Educação de Coimbra, ESEC, que actualmente está a realizar um estágio na Lousitânea, Liga dos Amigos da Serra da Lousã, instituição com sede na aldeia da Aigra Nova, no concelho de Góis.
"Evidenciar as potencialidades dos produtos locais destas aldeias é o objectivo que preside à realização deste evento. E o mercado tradicional promete ser isso mesmo, tradicional, típico e genuíno.
Assim, os responsáveis pela organização já fizeram as diligências e contactos. necessários e a aldeia do xisto da Pena vai afirmar-se como um espaço de encontro de um conjunto de outras aldeias, entre as quais, Aigra Nova e Aigra Velha, mas também a Comareira e a Ribeira, sem esquecer a Pena, claro está.
De acordo com a organização, que tem a chancela da Liga dos Amigos da Serra da Lousã, "os habitantes destas aldeias - cinco - serão os vendedores deste mercado tradicional" e à venda e também em exposição, vão estar os "produtos endógenos destas terras", adianta. Ou seja, trata-se de uma vivência que se pretende seja absolutamente real, com os protagonistas mais autênticos e os produtos mais genuínos.
O artesanato promete marcar presença, com destaque para os trabalhos elaborados a partir do xisto, a pedra que serviu para erguer casas e muros e hoje é, também, usada, para efectuar miniaturas que reproduzem essas mesmas habitações tradicionais, junte-se o mel, urna das produções mais emblemáticas daquela região, mas também um vasto conjunto de compotas. licores, biscoitos, entre outras especialidades locais.


in Diário de Coimbra,

1 de Junho de 2010


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Domingo, 11 de Abril de 2010

Caminho do Xisto

#01 serie

Aproveite o AXtrail®series para percorrer os Caminhos do Xisto com o apoio de guias conhecedores da área e que lhe mostrarão o património e as riquezas naturais, tornando a sua caminhada numa experiência mais enriquecedora.

 

Caminho do Xisto GoisCaminho do Xisto de Góis

9 Km | 639 m de desnível | fácil

Inserido na Sítio da Rede Natura da Serra da Lousã, este Caminho do Xisto percorre uma vereda tradicional que une as quatro aldeias de Góis que fazem parte da Rede Aldeias do Xisto: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena. Ao longo do percurso é possível avistar aves de rapina, manadas de veados, visitar os bosques ribeirinhos da ribeira da Pena e os soutos centenários.

Ao longo do passeio é possível observar fornos, moinhos, uma eira, palheiros, currais, pocilgas, adegas...

 

Mais info no site das Aldeias do Xisto

 

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Segunda-feira, 29 de Março de 2010

Video dos Penedos

 

Penedos de Góis - 2009 PT from Henrique Martinowski on Vimeo.

 

 

 


Meus Videos e Fotos tiradas na saída de campo no dia 4 de Abril de 2009 com os alunos do curso "Fotografia e Tratamento de Imagem Digital" Ministrado por Luis Ferreira luis-ferreira.com (as 3 primeiras fotos do video são dele).

Caminhámos desde a aldeia da Pena até à aldeia dos Povorais, rasgando os trilhos selvagens dos Penedos de Góis. Novas espécies foram fotografadas e interagimos com a população desta aldeia, a quem agradecemos a hospitalidade.

 

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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Caminho do Xisto das Aldeias de Góis

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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

Pena

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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009

Axtrail Gois 2009

 

 

 

 

 

Povorais

 

 

 

 

Pena

 

 Aigra Velha

 

 

 

fotos picasaweb.google.com/

marqueoscar/GoisAxTrail

publicado por penedo às 19:15

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Segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Passeio aos Penedos

 

 

 

 

clique para ver

www.youtube.com/watch

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Ascenção aos Penedos de Góis

                  1  Maio

 

Neste feriado, aproveitámos as boas condições metereológicas para a prática de actividades de ar livre para uma nova evasão: a ascenção aos Penedos de Góis.
 Os Penedos de Góis são um penedo que formou desníveis únicos com quedas de água e são formados por impressionantes fragas que tornam este local quase inacessível e refúgios de animais em plena Serra da Lousã, um local deslumbrante.
Iniciámos este percurso na aldeia de xisto de Aigra Velha e descemos em direcção à Ribeira da Pena onde seguimos a a levada ribeira a baixo. À chegada da aldeia da Pena já avistávamos os imponente Penedos de Góis.
Saímos da aldeia por trilho em ascenção pela encosta de formações rochosas e já adivinhávamos o que o percurso daí em diante nos reservava, inóspitas encostas de declives acentuados não aconselhados a quem sofrer de vertigens.
Na área mais elevada dos Penedos não há trilhos, pelo que o percurso foi feito de pedra em pedra, com algumas passagens bastante complicadas  e muito técnicas onde a destreza e resistência física foi elevada.
 
Chegados ao topo (1038m) a paisagem valia o esforço dispendido, daí podiamos ver a Serra da Estrela com neve, e uma ampla paisagem sobre a Serra da Lousã.
Seguimos ainda os trilhos quase inacessíveis dos veados mas não tivemos a sorte de os podermos ver e assim seguimos o percurso de regresso ao ponto inicial deste percurso a aldeia de Aigra Velha.
 
No regresso, e já a anoitecer ainda avistámos um javali e uma raposa.
Este exigente percurso de 19 km teve a duração de 10h.

 


 

publicado por
aventura100limites

 

publicado por penedo às 12:47

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Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

Apresentação do Projecto "Tradições do Xisto"

 

 
No Dia Internacional dos Museus, 18 de Maio de 2009, a Câmara Municipal de Góis em parceria com a Lousitânea apresentam um projecto único e inovador para as 4 Aldeias do Xisto de Góis (Comareira, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena).

Este Projecto denominado "Tradições do Xisto" tem 2 grandes objectivos:
- Contribuir para a fixação dos habitantes locais, valorizando as infra-estruturas rurais e etnográficas, aumentando a sua auto-estima, melhorando as condições de vida e criando postos de trabalho nestas aldeias através da valorização turística dos espaços a intervir;
- Atrair nova população ou regresso de população que resida noutros pontos do pais e do estrangeiro, conseguindo assim estancar o processo de desertificação humana e cultural que sofrem estas 4 aldeias.

Paralelamente, este projecto será uma experiência piloto em toda a rede de Aldeias do Xisto. Poderá mesmo vir a ser o modelo de desenvolvimento que poderá ser implementado em todas as aldeias da rede.

O projecto "Tradições do Xisto" implica a criação de um Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto de Góis, Ecomuseu das Aldeias do Xisto e da Serra da Lousã. Existirá um Museu das Tradições do Xisto (núcleo-sede) e 20 núcleos interpretativos:

- Aigra Nova: 1 - Casa tradicional serrana; 2 - pocilga, palheiro, capril e galinheiro; 3 - forno e alambique comunitários; 4- eira e palheiro comunitários; 5 - núcleo do mel; 6 -ervas tradicionais autóctones; 7 - lavadouro e fonte pública
- Aigra Velha: 8 – forno e alambique comunitários; 9 – capril e palheiro tradicional;
- Comareira: 10 - adega e lagar de vinho; 11 – alminha
- Pena: 12 – moinho de cima e de baixo do Poço da Lontra; 13 – forno e alambique comunitários; 14 - alminha; 15 – núcleo museológico da família neves; 16 – aglomerado de construções antigas (etno-arqueologia); 17 - núcleo dos fósseis marinhos

Em todas as aldeias existirão os núcleos das Hortas Tradicionais (18) e dos Soutos Centenários (19).
Na aldeia de Aigra Nova existirá uma reserva de burros para passeios turísticos (20).
Na aldeia de Aigra Velha existirá um parque de campismo rural (21).

Os turistas poderão visitar estes núcleos autonomamente, de forma guiada com monitores da Lousitânea ou com os próprios habitantes locais e através de programas activos como a alambicada, o atelier da broa e do queijo de cabra, o magusto e outros programas em que os visitantes podem participar nas actividades diárias da comunidade.
 


Programa:

10h00 - Animação na Aldeia –
4 animações de recepção
- Concentração de cabras das aldeias.
- Oficina da broa
- Mesa de estacaria
- Bancada de degustação do mel das aldeias com os utensílios e com explicação dos habitantes locais

Estas actividades permitem um contacto com a cultura e etnografia local

11h00 - Cerimónia oficial de apresentação pública - Loja da Aldeia
Com a presença do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Góis - Sr. José Girão Vitorino, Exmo. Sr. Presidente da Lousitânea, Dr. Paulo Silva, Exmo. Sr. André Claro.
Convidados:
Exmo. Sr. Dr. Alfredo Marques, Presidente da CCDR-C, Exmo. SR. Presidente da Entidade Turismo do Centro, Dr. Pedro Machado, Exmo. Sr. Presidente da ADXTUR, Dr. Paulo Fernandes.

11h30 - Visionamento do documentário “Núcleo Vivo das Aldeias do Xisto”.

12h – Brinde de Licor de Mel e Licor de Castanha.


Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã
Rua dos Bois - Aigra Nova
3330-222 GÓIS
Tel/fax: 235778644
lousitanea@sapo.pt
www.lousitanea.no.sapo.pt
 
 
Comentário transcrito do blogois
 

Fico feliz por constatar que se está a percorrer o caminho no sentido correcto: não há a tentação da massificação e tenta-se apostar em tudo o que é genuíno. Não se aposta em transporte motorizado (tipo moto 4 e afins), mas sim em tracção animal, e o parque de campismo será de características rurais (pena é a presença da bateria de aerogeradores na Lomba do Mouro).

-No entanto, é necessário alargar a área destas acções pois só assim haverá massa crítica para tornar estas actividades sustentáveis.
-É necessário que as aldeias do Vale Torto, Cerdeira de Góis e Póvoa, Ribeira Cimeira e Fundeira, Povorais e Esporão, façam parte desta rede, ou seja, toda a área envolvente dos Penedos de Góis. É necessário apostar na requalificação destas aldeias: já há bons exemplos.
-Nalgumas destas aldeias já há mais casas de Xisto do que em algumas das quatro Aldeias assim consideradas.
-Em Cerdeira de Góis estão-se a recuperar casas na sua forma trdicional.
-Os Povorais e o Vale Torto têm um enquadramento paisagístico fabuloso.
-Há iniciativas de promoção de actividades locais, como por exemplo a realização anual duma feira de artesanato em Ribeira Cimeira e Fundeira.
-Há núcleos de casas recuperadas, como por exemplo no Esporão.
-Etc...

VIVA O POVO LIVRE!

07 Maio, 2009 20:29

 
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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

À volta dos Penedos -Pena e Povorais

Integrado numa formação contínua, no passado dia 4 de Abril de 2009,

foi realizado um Workshop de Iniciação à Fotografia no Concelho de Góis.


Caminhámos desde a aldeia da Pena até à aldeia dos Povorais, rasgando os trilhos selvagens dos Penedos de Góis. Novas espécies foram fotografadas e interagimos com a população desta aldeia, a quem agradecemos a hospitalidade. Bons clicks, malta!


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Quinta-feira, 12 de Março de 2009

AXTrail Gois

 20 de Junho

Percurso AXtrail® Gois

Com 11,7km de comprimento e um desnível acumulado de 860m, o AXtrail® de Góis percorre caminhos antigos de grande tecnicidade e alguns (inevitáveis) estradões. O forte relevo do terreno, os Penedos de Gois e as Aldeias do Xisto da Pena, Comareira e Aigras Nova e Velha misturam-se em paisagens de cortar a respiração

 

AXtrail Gois 18

 

Ponte Vales das Eiras

 

 

 

 

AXtrail Gois 22

 

Povorais

 

 

 

 

AXtrail Gois 47

 

      "casita"

 

 

 

AXtrail Gois 29

 

        Penedos

 

 

 

AXtrail Gois 40

                             

       Pena

 

 Nota:

             Prova que tambem passa pelos Povorais

 

 in

AXTrail Gois

 

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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Viagem no concelho de Góis - 1

 

 
DIÁRIO DE VIAGEM DO JORNALISTA NUNO FERREIRA (EX-EXPRESSO, EX-PÚBLICO)
QUE EM FINAL DE FEVEREIRO DE 2008 INICIOU EM SAGRES A TRAVESSIA
A PÉ DE PORTUGAL.

CORTA FOGO EM DIRECÇÃO AO CONCELHO DE GÓIS

 

POVORAIS (GÓIS) VISTA DO CORTA FOGO



A CAMINHO DE POVORAIS



CAMINHO ENTRE TREVIM E POVORAIS



NO TOPO DA SERRA, DO LADO DO CONCELHO DE GÓIS



CASA DE POVORAIS (GÓIS)



"PENA? É POR ALI!" (EM POVORAIS, GÓIS)



POVORAIS (GÓIS)



PENA (GÓIS) VISTA DO CAMINHO DAS FRAGAS



PENA



PENA- AIGRA VELHA (GÓIS)




A CAMINHO DE AIGRA NOVA (GÓIS)



AIGRA NOVA LÁ EM BAIXO



COMAREIRA




FÁBRICA DE PAPEL ABANDONADA EM PONTE DO SÓTÃO (GÓIS)




PONTE DO SÓTÃO (GÓIS) VISTA DA ESTRADA PARA VILA NOVA DO CEIRA



VILA NOVA DO CEIRA, 16 DE OUTUBRO DE 2008



VILA NOVA DO CEIRA-GÓIS A 16 DE OUTUBRO DE 2008




NA SERRA DA LOUSÃ

O homem velho tinha um boné vermelho na cabeça. Cortava rente pinheirinhos inofensivos junto a uma Ford encarnada gasta e sumida, a parte traseira semeada de resina e pedaços desfeitos de toros de madeira. A placa de matrícula era daquelas antigas, de fundo preto e letras e números brancos. Avistei-o do corta-fogo, a uma distância suficiente para não que me avistasse a mim. Quando desci a serra, já a luz ía a meio, cortada em diagonal pelas copas dos pinheiros plantados em filas muito certas e correctas. Passara por uma placa onde lera “maternidade das árvores” e calculara que aquela fosse uma parcela semeada de filhotes, fruto do labor de quem ainda ama a montanha.
O homem velho já estacara e se plantara em frente à dianteira do camião, uma expressão de desconfiança e interrogação no rosto. Não sorriu mas também não foi deliberadamente hostil. “Você anda perdido?” Eu vira-me no topo da Serra da Lousã entre as antenas de comunicações e a pista vazia e solitária do Trevim por volta das quatro da tarde e aventurara-me a descer o corta-fogo que rasgava a encosta como um tobogan enlameado. “Daqui para baixo você não vai a lado nenhum, é só matagal, silvas e pedras”.

 

Eu queria alcançar as bandas de Góis. Partira de Castanheira de Pêra nessa manhã. Em Outubro, a piscina das Rocas, onde em Agosto milhares de pessoas brincam nas ondas artificiais, está posta em sossego. Não é mais uma piscina, é antes um lago parado e tranquilo, umas palmeiras azuis holywodianas a contradizer todo o restante cenário serrano. Abalei dali sem grande vontade de ficar. “Então, não se faz nada?”, perguntou um de dois varredores numa travessa.
O caminho em Outubro faz-se de folhas amareladas e avermelhadas das vinhas e forra-se das cascas espinhosas das castanhas. Cheira a mosto sempre que me aproximo de uma casa. De vez enquanto alguém assoma a uma janela ou cruza uma esquina. É quase meio dia quanto alcanço o Coentral, o último posto humano antes da liberdade suprema da serra.
Os homens, todos em idade de reforma, rodam os copos no café da aldeia, insultam-se alegremente- “ainda era gajo para te ir ao rabo”-e conversam sobre a castanha. “Eu vendo castanha”, diz um, o mais falador e o que entorna mais líquido pelas goelas. “ Vendo castanha. Não é essa merda que aparece lá na feira de Castanheira”. Um aldeão expectante solta umas fumaças junto à porta. Escuta a conversa e goza o sol primaveril de um Outono reluctante. Não chove, não faz frio, é a primavera na serra em Outubro. Um fio curto de água a lamber as rochas é tudo o que resta da cascata do Coentral. “A ribeira está quase seca”, lamenta uma mulher.
O outro a dar-lhe com a mesma lengalenga. “A minha castanha é castanha. E não a vendo a dois euros como alguns. Um euro e meio e há um aí que não leva nenhuma este ano”. Faz-se silêncio, um vazio calculado para que o outro homem possa perguntar “quem?”. “O António. Encomendou-me dez quilos ano passado e ainda cá faltam os 15 euros. Este ano vá pedir a outro”.
Dali para cima são mais uns cinco ou seis quilómetros até à Capela de Santo António da Neve e aos neveiros. Reza a História que terá sido o neveiro da casa real que a mandou construir no século XVIII, de seu nome Júlio Pereira de Castro, para que as pessoas que trabalhavam então nos neveiros pudessem assistir à missa. Ali não há ninguém, nada a não ser um silêncio perturbante. Calco pequenos troncos entre ervas macias e verdes, respiro o ar puro e absoluto da Lousã e espreito os neveiros vazios. São redondos, em pedra, grandes o suficiente para armazenar ali durante o inverno a neve que abastecia no Verão a corte e a “Casa das Neves”, o Café Martinho da Arcada, em Lisboa.
Um pouco mais acima fica a pista de aviação do Trevim. Alguém, amante da natureza, escreveu em defesa dos veados livres na pequena casa assombrada que dá assistência aos aviões na época dos fogos. Agora, pode-se pular, dançar, cantar, inalar com todo o tempo do mundo os ares que cruzam a fronteira invisível do concelho de Castanheira de Pêra e o de Góis.
O homem velho do boné vermelho vira-me a descer furiosamente o corta-fogo que rasga a encosta desde o cabeço e na aproximação ao camião, estacou. Sabia que dali o incauto caminhante não passava mais. “Para as bandas de Góis? Você vai ter que andar muito. Está a ver aquela aldeia ali do outro lado, chama-se Povorais. Siga por esse caminho aí à direita, sim, esse aí e vá sempre em frente mas vai ter que andar muito”.
Caminhei até me doerem as barrigas dos músculos das pernas. Um solitário alcoolizado dormitava junto a umas placas tortas a indicarem Povorais para um lado e Góis para o outro. “Bocê num sabe, bocê num sabe…Góis é loonge”. A boca parecia um saco de batatas. Segui o conselho do homem velho. Desisti da estrada de asfalto e segui de novo pela terra batida. Povorais é um pequeno amontoado de casas perdido no verde da encosta.
“Você agora vai sempre em frente até à Pena, sempre em frente”, gritou uma mulher. “Vai sempre em frente”. Cocei a cabeça à medida que o tapete verdejante se foi estreitando. A princípio, perdi-me junto a um galinheiro e umas hortas. Mais tarde, a trilha dividiu-se em três. Sempre em frente? Calculei a aldeia da Pena do lado direito. Dei por mim atolado num carreiro enlameado, entre fragas. Até que ela apareceu, a Pena, o casario muito lá em baixo numa correnteza encosta acima, os telhados muito vermelhos, vozes de crianças a ecoarem no vale.

 

Seriam umas sete da tarde quando cruzei a ribeira da Pena, os penedos já cobertos pela sombra. “Café? Só no Esporão, mas ande depressa, ainda vai ter que andar bem até ao Esporão”. Cheguei ao restaurante regional do Esporão a tempo de devorar um jantar de lombo e vinho e em conversa com um pedreiro de Arganil, atendido por uma moça de óculos graduados a sorrir muito por detrás do balcão. “Qualquer coisa é só pedir. Castanheira de Pêra a pé? Isso são muitos quilómetros.

 

 (continua)

in

http://portugalape.blogspot.com

 

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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Aigra Nova - Inaugurada Rota de Xisto



Na passada terça-feira, dia 24, Aigra Nova foi o ponto de encontro para a inauguração da Rota das Tradições do Xisto, um percurso de nove quilómetros.

DSC04054.JPG

 

Começa a ser uma tradição rumar a Aigra Nova no feriado de Carnaval. Na passada terça-feira, dia 24, Aigra Nova foi o ponto de encontro para a inauguração da Rota das Tradições do Xisto, um percurso de nove quilómetros e que abrange as localidades de Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Ribeira da Pena, onde vivem, no global cerca de 30 pessoas. O percurso tem início precisamente na aldeia anfitriã, onde os visitantes podem aprender a confeccionar broa à moda antiga, simples ou de carne, e conhecer a maternidade de árvores, um pequeno viveiro de espécies endógenas da Serra da Lousã, com carvalhos, sobreiros, castanheiros, azevinho e cerejeiras, cujo objectivo reside na sua replantação na Serra. Em Aigra Velha pode ser visitado um capril tradicional e ao pastoreio do único rebanho da aldeia, o qual é libertado de manhã voltam ao final do dia. Em Ribeira da Pena pode-se visualizar a moagem de farinha no moinho da aldeia, terminando-se finalmente o percurso na Comareira.


 


 

   

 

Por: Jornal de arganil - Diana Duarte


 

publicado por penedo às 12:03

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Aldeias de Xisto de Góis

 

 
Percorra a estrada panorâmica para o Alto do Trevim e venha conhecer as aldeias de Aigra Velha, Aigra Nova, Pena

Estas quatro aldeias de xisto pertencem ao concelho de Góis e inserem-se numa paisagem tão serena, como é contagiante a simpatia das suas gentes. Comece por visitar Aigra Velha. Como som ambiente ouve apenas os chocalhos dos rebanhos que pastam nos campos em redor. As ruas, que antigamente eram percorridas por caravanas de comerciantes que ao atravessar a serra, aqui vinham pernoitar, são agora pacatas, e como ruído de fundo escuta-se apenas o chilrear das aves.

Em Aigra Nova, a paisagem é marcada pelo cume do Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, que se ergue imponente a 1.204 metros de altura. Este é um dos melhores miradouros sobre o vale, onde veados e javalis vivem tranquilamente, protegidos do mundo. Não deixe de visitar o Centro de Convívio, onde está instalado o Museu das Aldeias e fique a saber mais sobre estas terras e estas gentes.

Aproveite e conheça também a Maternidade das Árvores e a loja de produtos regionais.

Pena é o nome da aldeia que se segue e de uma ribeira de águas cristalinas que, nos dias quentes de verão, convida a muitos mergulhos. A povoação tem como cenário de fundo os Penedos de Góis, procurados pelos mais aventureiros para a prática da escalada.

Por fim visite a Comareira. Os seus habitantes costumam dizer que esta terra soalheira é o ponto estratégico para quem visita as Aldeias do Xisto, pois pode usufruir da natureza no Parque Florestal da Oitava, relaxar nas praias fluviais ou seguir os percursos pedestres, organizados pela Liga de Amigos da aldeia.

Deixamos-lhe esta sugestão, mas comece por onde quiser. Não deixe de conhecer este território preservado, onde a paisagem é sempre a perder de vista.
 
in
publicado por penedo às 19:26

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Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Prova do AXTrail 2009

 
                                                                  AXTrail 2009

Aldeia da Pena naquela manhã.

Após a preparação do equipamento decidimos buscar um trilho que descesse dos Penedos para a Pena.


Junto à linha de agua a estrada estava com muita neve.

Encontramos rapidamente um trilho espectacular que decidimos explorar.








Lá de cima a vista era "Grandiosa".


Panorama sobre a Pena vista do trilho que será utilizado na prova do AXTrail.

 
__________________
José Moutinho
Grão-Mestre Confraria Trotamontes
in
omundodacorrida.com
 
publicado por penedo às 16:16

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Desabafo da minha aldeia ....Pena

 
A minha aldeia, tem por nome próprio Pena, que se encontrava escrito numa placa, no Esporão, que é a entrada da estrada principal da mesma. Mas que desapareceu, não agradando nada aos moradores que a habitam.
Agora é apenas "Aldeias de Xisto". A Pena é uma dessas aldeias e por certo a mais bonita da freguesia de Góis, visitada por dezenas de pessoas todas as semanas.
Agradecemos muito ao nosso Presidente da Câmara, pela ajuda que nos deu para a recuperação das casas antigas, por isso o nosso muito obrigada, mas só foi pena e é uma vergonha para quem visita esta aldeia que a parte que é a entrada principal não tivesse sido recuperada. Também as nossas estradas, que dão acesso a outras aldeias de Xisto continuam intransitáveis.
Ora vamos ter esperança que este ano de 2009 e com eleições à porta, não se esqueçam de nós, que pelo menos haja uma promessa para a nossa aldeia e que não fique no esquecimento.
Além disto, aqui na aldeia da Pena temos outro problema, que está a prejudicar bastante os seus moradores, que são os veados. No ano de 2008 ficámos sem videiras, feijão, pequenas plantações de castanheiros, etc... Ora, os moradores desta aldeia não vivem do rendimento da caça, apenas têm pequenas reformas para sobreviverem e ainda precisam da sua agricultura para ajuda pois, as reformas não chegam.
Agradecíamos, por isso, que alguém tomasse a responsabilidade, pois não podemos continuar assim.
Mas nem tudo são notícias tristes, uma vez que, no ano de 2008 se criou, nesta aldeia, uma abóbora com perto de 100 kg, coisa que nunca cá tinha acontecido. A abóbora foi admirada por muita gente inclusive por turistas que cá vieram.
Sem mais desabafos me despeço, obrigada.

Pena, G. Neves
in O Varzeense, de 30/01/2009

 

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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Inauguração do Caminho do Xisto das Aldeias de Góis

Inauguração do Caminho do Xisto das Aldeias de Góis

A Rota das Tradições do Xisto é inaugurado em dia de Entrudo, dia 24 de Fevereiro.
O Percurso abrange as aldeias de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira (Góis).

Esta inauguração é uma actividade ‘Carbono Zero’, amiga do ambiente,pois os participantes irão plantar árvores autóctones (características da região) contribuindo assim para esse objectivo.

Este Caminho do Xisto percorre uma vereda tradicional que unia as quatro aldeias que fazem parte da Rede Aldeias do Xisto de Góis: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena.
Ao longo da Rede Natura da Serra da Lousã, um percurso com 9km, enquadrado por um espaço único e magnífico, no qual os participantes têm oportunidade de viver as tradições e as emoções mais genuínas e tradicionais destas quatro magníficas aldeias.

Observam-se diversas estruturas tradicionais e/ou comunitárias que se tornam uma mais valia pelo facto de ainda funcionarem. Um produto turístico de muita simplicidade, mas de grande excelência.

A participação é gratuita, podendo todos os interessados inscrever-se através do seguinte contacto:
lousitanea@sapo.pt
ou para os seguintes números telefónicos: 235 778 644 / 966 423 677 / 969 847 852

 

 

in

www.aldeiasdoxisto.pt

 


 

 

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Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

AXTrail Penedos de Gois

 

 

 

 

20 Junho - AXTrail Penedos de Gois
Com passagem pelas Aldeias de Xisto

de Aigra Nova, Aigra Velha, Pena e Comareira.

 

 O estradão (á direita), a trilho que passa pelos soutos de Povorais(centro)

e a aldeia de Povorais ,lá no alto dos Penedos de Goís.

 

 

 

 

 

                                                               Pena

Não podendo recorrer da via natural que é o rio havia que arranjar alternativa e decidimos avançar para Nordeste contornando os Penedos de Gois seguindo para a aldeia de Povorais...

 

 

                                                  Lá em baixo Povorais.

 

Quando chegamos á Portela não descemos logo para a aldeia de Povorais

(tinha sido neste local que foi uma das transições da prova de aventura Aldeia de Xisto)

e subimos aos Penedos de Gois para perspectivarmos trilhos/opções

para a prova AXTrail Penedos de Gois.



                                               O Sol a pôr-se e aldeia de Povorais.
 

 by

José Moutinho
Grão-Mestre Confraria Trotamontes

 in

www.omundodacorrida.com

 


 

 

 

 

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

À Volta dos Penedos...PENA com neve

 

 

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http://pafonso.multiply.com

 

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009

CAMINHADA Entrudo

24 Fevereiro (3ª feira - Entrudo)

CAMINHADA: “Rota das Tradições do Xisto e celebração do Entrudo Tradicional”

Percorrendo as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã no concelho de Góis, Aigra Nova, Aigra Velha e Pena, com a companhia dos imponentes Penedos de Góis. O percurso passa por um conjunto de aldeias vivas do concelho de Góis onde os participantes podem desfrutar de características e tradições únicas do território do xisto: alambique, eira, forno e moinho comunitários, hortas e culturas serranas, visita à uma exploração de cabras, soutos, cozinhas e caniços tradicionais, gateiras, pocilga do porco, produtor artesanal de mel da Serra da Lousã. Momento único será a visita à aldeia de Aigra Velha que ainda dispõe de um sistema defensivo apenas visto nas aldeias e vilas medievais mais antigas do nosso país e a visita aos fósseis marinhos existentes no Penedo de Góis

 

.Para inscrições e informações:
Bairro de S. Paulo, 13, 3330-304 GÓIS

 tel / fax 235 778 938 telem 966 217

 

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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

À Volta dos Penedos---Góis - Feira da Castanha e do Mel

 
 
foto hi5 Poboraes
Vista  dos Povorais e seus soitos de castanheiros
 
Como já vai acontecendo há alguns anos, realizou-se este fim-de-semana a Feira da Castanha e do Mel na Vila de Góis. Além dos feirantes habituais as vendedoras de castanhas estavam presentes e os visitantes aproveitavam para encher os sacos e preparar reservas para o S. Martinho que não está longe.
Os preços rondavam os 3 euros o quilo, um preço bem alto se considerarmos que o produto já foi a base da alimentação desta região. Mas os soutos escasseiam, explicou ao Jornal de Arganil Fernando Barata Henriques, de Povorais, e o único produtor local presente na Feira que vendia a castanha ao simpático preço de 1,50 euros. Um apaixonado da vida do campo, com a sua mulher Maria Isabel Henriques, trata dos castanheiros que herdou da família com toda a atenção que merecem. Já reformado do trabalho do bem conhecido Café Barata, dedica parte do seu tempo aos castanheiros e às nogueiras. "Em a gente acabando, isto acaba", declarou Maria Isabel. É difícil descer à Ribeira da Pena e, porque tem uma pequena camionete, ainda é o marido, com alguns homens, que faz o transporte das castanhas de outros proprietários que não têm meios para o fazer. Mas as queixas vão mais longe. Segundo Fernando Henriques já não são só os javalis que rondam os castanheiros agora são também os veados lançados na Serra da Lousã que se regalam com o fruto. Apesar de tudo, este simpático casal só desiste quando não puder mesmo assegura o serviço e a razão está no prazer que lhe dá cuidar do que foi dos seus antepassados, prazer esse que lhes está estampado nos rostos e no vibrar da voz.
Uma tenda instalada na Feira estava reservada a produtores de castanha e mel que vendiam também produtos derivados, como licores, polén, e objectos decorativos feitos de cera. Por seu turno, a LousãMel aplicava-se na análise de amostras de mel, registando características dos produtos que se apresentaram a concurso.
Como não há festa popular sem música tradicional, subiu ao palco, na parte da manhã, o Grupo Folclórico "As Sachadeiras", da Casa do Povo de Vila Nova do Ceira. Enquanto muito povo os via e ouvia, do outro lado decorria o campeonato do Jogo da Malha.

                  Concurso doçaria

ALUNOS DA ESCOLA BÁSICA GANHAM 1.º PRÉMIO

Concurso de doces à base de mel. Fizeram parte do júri, em representação da Associação de Apicultores de Góis, sr.ª Júlia Fernandes, da Lousãmel, a eng.ª Ana Paula Sancesa, da Câmara Municipal de Góis, a vereadora sr.ª D. Helena Moniz.
A classificação final foi a seguinte: 1.º lugar, finalistas da Escola EB 2,3 de Góis; em 2.º lugar, Ramiro Simões; em 3.º lugar sr.ª D. Maria Olívia Almeida.


                             Concurso de Mel

JOSÉ CARVALHO GANHA O 1.º PRÉMIO
 

Num ano em que foi patente a escassez de mel na área da serra da Lousã é extremamente importante para motivação dos produtores a realização deste concurso, o primeiro no contexto deste certame e que foi promovido pela Câmara Municipal em parceria com a Lousãmel. Participaram 8 produtores e o resultado foi o seguinte: 1.º lugar, José Carvalho; 2.º lugar, Aníbal Tomaz Carvalho; 3.º lugar, Jorge Veiga Antunes.

O júri era composto por: Presidente da Lousãmel, sr. António Carvalho, Eng.ª Ana Paula, técnica desta instituição e Luís Ferreira, da Câmara Municipal de Góis.
Os concursos enquadraram-se no programa de animação da Festa de Feira e do Mel, que contou com muita animação e com a presença do Presidente da Câmara de Góis, José Girão Vitorino, já restabelecido da sua saúde e em dia de aniversário natalício.
Não queremos deixar de assinalar o trabalho, destreza e simpatia da funcionária da Câmara Municipal, Eng.ª Helena Pedruco que, pertencendo à organização foi incansável no sentido de resolver todos os problemas que foram surgindo durante todo o dia.
 
 
 
                                                                           in Jornal de Arganil, de 6/11/2008

 

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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

À Volta dos Penedos---1º Geo-Raid Aldeias do Xisto

Uma prova. Um desafio. Uma aventura.

O pretexto para este GEO RAID são as bonitas Aldeias do Xisto espalhadas pelas encostas da Serra da Lousã.

A partida e chegada será na Vila da Lousã.
No sábado, dia 25, as equipas partirão à descoberta do maciço sul da Serra, percorrendo cerca de 100km, nos quais os participantes são levados a conhecer algumas das mais emblemáticas Aldeias do Xisto, como Gondramaz, Ferrariade S. João ou Casal de S. Simão. O percurso "tocará" a Barragem do Capril antes de voltar, passando por terras de Castanheira de Pêra.

No Domingo os aparelhos GPS conduzem os participantes em sentido contrário ao do dia anterior, para a zona norte da Serra, passando pelas Aldeias de Aigra Velha e Pena, percorrendo terras de Góis.

Geo Raid Mapa Lousã (PDF)

Altimetrias Geo Raid (PDF)



Organização
Geo Raid
967 422 831
info@geo-raid.com
 

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Aldeias de Xisto: um património único que serpenteia toda a região Centro


 

As Aldeias de Xisto afirmam-se cada vez mais como um dos destinos de eleição de portugueses e estrangeiros. Distribuídas por 13 municípios do Pinhal Interior, as 24 aldeias assumem-se como um “produto turístico de eleição e exclusivo da região Centro”, que tem conquistado, ano após ano, cada vez mais visitantes, atraindo anualmente por mais de 450 mil visitantes. À beleza natural e à simpatia das suas gentes alia-se um vasto e diversificado programa de animação permanente que aposta, sobretudo, na reconstituição das tradições que ao longo dos anos marcaram estas aldeias.

São 24 as Aldeias de Xisto que se encontram dispersas um pouco por toda a região Centro, num total de 13 municípios. Com um património tão rico como diversificado e com uma beleza natural que oferece infinitas possibilidades de lazer, estas aldeias afirmam-se, cada vez mais, como uma “excelente alternativa” aos produtos turísticos ditos tradicionais.
Nos últimos anos, em parte devido à recuperação das aldeias e à forte aposta na sua divulgação, as Aldeias de Xisto foram visitadas por mais de 450 mil visitantes, um número que deixa todas as entidades ligadas a este projecto bastante satisfeitas.
“As Aldeias de Xisto são um produto de excepção para a região e para o país. Sendo um produto exclusivo da zona Centro, tem conquistado cada vez mais visitantes, tanto no domínio nacional como nos mercados externos, em particular no alemão, holandês e inglês”, explica Pedro Machado. O presidente da Região de Turismo do Centro realça também que este é um produto turístico que se conjuga na perfeição com outros produtos, como o turismo de natureza, gastronómico e em espaço rural.
“Do nosso ponto de vista as Aldeias de Xisto oferecem um conjunto polivalente, ao terem a capacidade de fazer uma integração perfeita naquilo que é o coração da nossa natureza mas também chamando à atenção para outros produtos com os quais convive na verdadeira ascensão da palavra”, realça.
São 24 aldeias distribuías por um território de enorme beleza e que oferece experiências únicas em vários sectores, como gastronomia, artesanato, alojamento e animação cultural. Aqui, das coisas da terra fazem-se novos produtos; de um rio faz-se pista de canoagem; de uma floresta faz-se trilho para caminhadas; uma tradição antiga transforma-se num evento cultural único…
Nestas 24 aldeias encontra-se de tudo o que de mais belo a natureza ainda oferece. Há praias fluviais de água pura, monumentos, castelos, museus… e sempre muitas actividades e muita conversa para partilhar, sobretudo com os habitantes, pessoas com quem dá gosto partilhar tradições, artes e histórias.
É este conjunto que faz destas aldeias um destino único. Pedro Machado sublinha que uma prova desta importância foi a distinção, em Março deste ano, com o reconhecido Prémio Palma de Prata Descoberta 2008 pela revista alemã Geo Saison, de tiragem mundial.
As Aldeias do Xisto receberam a distinção de Melhor Viagem de Descoberta pela conceituada revista de viagens, uma distinção que a Rede das Aldeias do Xisto considerou da “maior importância, uma vez que sublinha e reforça a aposta estratégica que a ADXTUR- Agência para o Desenvolvimento Turístico das Aldeias do Xisto, juntamente com a Marca Centro de Portugal vem desenvolvendo no Mercado Alemão”.
Esta distinção deixa também animada a própria população, pessoas que, como realça Pedro Machado, acompanham com “muito carinho e atenção a reabilitação das suas aldeias”. O presidente da RTC lembra ainda que as aldeias não conquistam apenas turistas. “Muitos dos filhos da terra que tinham procurado o seu mercado de emprego noutros destinos do país regressam agora para recuperar a sua própria casa, enquanto outras pessoas se deixam seduzir pela beleza destas aldeias e adquirem o seu alojamento, provando de facto a excepcional qualidade de vida que elas podem proporcionar”, explica.

24 aldeias mostram o que de melhor há no Centro do país

Cada uma destas 24 aldeias tem muito para oferecer. Muito poderia ser escrito sobre cada uma delas e muito continuaria a ficar por dizer. Assim sendo, aqui fica apenas um pouco de cada uma, um convite para que parta à descoberta do que não é possível descrever.
Benfeita, concelho de Arganil. Percorra as ruas e sinta a frescura no encontro de duas ribeiras. No recuperado moinho do Figueiral e alambique ainda é possível ver como antigamente se aproveitava a força da água. Do outro lado da rua encontra-se a Igreja Paroquial e um pouco mais ao lado o atelier da Feltrosofia, onde se fazem artesanalmente peças de feltro com um design inovador. Aqui encontra já uma das tradicionais lojas das Aldeias do Xisto e o Centro Documental, na recuperada Casa Simões Dias. Ao passear pela aldeia, desfrute do conjunto de casario branco, com as suas ruelas e passadiços característicos.
Martim Branco, Castelo Branco. Enquanto a ribeira de Almaceda faz cantar as águas e os rouxinóis, lá fora, o forno comunitário ainda exala o cheiro do pão acabado de cozer, uma tradição aqui mantida bem viva mas que se tem vindo a perder quase em todo o país. Os fornos assumem-se assim como um dos elementos mais interessantes de Martim Branco, daí a preocupação e o investimento que tem sido feito na sua recuperação. Martim Branco destaca-se também pela sua paisagem, tão agreste como tranquila, com o xisto e o granito a conjugarem-se na perfeição na ornamentação das casas, construções modestas mas de uma genuinidade que o tempo não destruiu.
Sarzedas, Castelo Branco. Esta aldeia distingue-se pelos traços de cor que lhe marcam as fachadas das casas rebocadas a caminho da Fonte da Vila. Antiga vila e sede de concelho, o seu Pelourinho, o Largo, as igrejas e capelas, sobressaem de uma malha urbana com casas de belo traçado e volumes grandiosos, que atestam a presença marcante da História da vila e dos seus habitantes.
Casal de S. Simão, Figueiró dos Vinhos. Esta aldeia baseia-se numa só rua, com a fonte a encantar visitantes. Disponibiliza uma loja Aldeias de Xisto, um restaurante e uma Associação cujo nome se confunde com o que nos promete esta aldeia: Refúgios de Pedra. Esta é uma das aldeias que tem assistido ao regresso dos “filhos da terra”, com muitas pessoas a apostarem na recuperação das habitações, muitas vezes pelas próprias mãos.
Barroca, Fundão. A Casa Grande, antigo solar do séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe os visitantes e lança-os à descoberta. Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural, pautado pelos seus ciclos agrícolas. A paisagem circundante é enquadrada pelo pinhal e pelas pirâmides das escombreiras da Lavaria do Cabeço do Pião, que já pertenceram às Minas da Panasqueira. A Barroca é também a sede da Rede de Lojas das Aldeias do Xisto. Aqui descobrem-se antigos moinhos que laboravam com a força do rio que, com as suas águas límpidas e com a beleza da área envolvente, convida ao lazer e à descontracção.
Janeiro de Cima, Fundão. Em comunhão com a natureza e as raízes familiares, Janeiro de Cima enche-se de gente aos fins de semana e nas férias. No Verão, fazem-se piqueniques no pinhal ou aproveita-se a frescura da água no Parque Fluvial. Aqui as tradições revivem-se em saberes e artes que nunca se esquecem e que renascem pelas mãos de quem não deixa morrer a tradição.

Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena. O concelho de Góis é “rico” no que toca a este património das Aldeias de Xisto, estando estas quatro aldeias integradas numa estrada panorâmica que as liga ao Trevim, o ponto mais alto da Serra da Lousã, a Santo António da Neve e a outras aldeias situadas na vertente oposta da serra. É com os olhos postos no alto que se agradece a existência destas “aldeias-memória” e a sua recente e progressiva transformação em “aldeias-futuro”. É obrigatório parar aqui e deixar-se contagiar pela simpatia das pessoas e pela serena paisagem.

Também o concelho da Lousã oferece convites irrecusáveis. “Perdidas” na sua bela serra, encontram-se cinco Aldeias de Xisto - Candal, Casal Novo, Cerdeira, Chiqueiro e Talasnal.
Aninhado na Serra da Lousã, a Aldeia de Candal ergue-se numa colina voltada a Sul. Estrategicamente colocada junto à Estrada Nacional, que liga Lousã a Castanheira de Pêra, esta aldeia está habituada a receber visitantes, sendo considerada uma das mais desenvolvidas das aldeias serranas.
Talasnal, Casal Novo e Chiqueiro são aldeias cravadas na serra da Lousã, ligadas entre si pela história e cultura comuns, mas sobretudo pelo viver genuíno das gentes. Ao reabilitarem-se casas e condições de vida, recuperam-se os sorrisos que nestas três aldeias voltam a chamar quem aprecie o casario encostado a ruas estreitas e as fontes que cantam os segredos da Serra.
A Cerdeira é um local mágico. Logo à entrada, uma pequena ponte convida a conhecer um punhado de casas que espreitam por entre a folhagem. Parece que atravessamos um portal para um mundo fantástico. Tudo parece perfeito neste cenário profundamente romântico. O chão de ardósia guia-nos por um caminho até uma fonte no meio de uma frondosa vegetação.
Gondramaz, Miranda do Corvo. Esta aldeia distingue-se pela tonalidade específica do xisto que envolve toda a área. Até o chão que se pisa é exemplo da melhor arte de trabalhar artesanalmente a pedra. Esta é, aliás, terra de artesãos cujas mãos hábeis criam figuras carismáticas que são marca da serra e que levam consigo o nome do mestre e da aldeia além-fronteiras.
Álvaro, Oleiros. A aldeia de Álvaro estende-se ao longo do viso de uma encosta sobranceira ao Rio Zêzere, acomodada na albufeira do Cabril. Avistada do alto da magistral paisagem que a circunda, parece uma alva muralha que guarda a passagem do rio. É uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto, ou seja, a sua base de construção é o xisto mas a sua evolução histórica incorporou o reboco.
Em Pampilhosa da Serra encontram-se mais duas Aldeias de Xisto - Fajão e Janeiro de Cima. Fajão era a antiga vila, encaixada numa pitoresca concha da Serra, alcandorada sobre o Rio Ceira, perto da sua nascente, entre altos e gigantescos penedos de quartzito, cuja configuração faz lembrar antigos castelos naturais. Quem quiser fazer alpinismo e escalar estes penedos poderá usufruir de uma vista única. Amanhã viverá um dia especial, com a inauguração da sétima Loja Aldeias do Xisto, e com a abertura do Caminho do Xisto desta Aldeia. Todo o fim-de-semana será recheado de actividades culturais, workshops e muita animação.
Janeiro de Baixo é marcado pelo rio Zêzere e está rodeado de um conjunto harmonioso de serras, penedos e vales, albufeiras, rios e ribeiras que apetece explorar.
Ferraria de S. João, Penela. Alcandorada numa crista quartzítica no extremo sul da serra da Lousã, tem como ex-líbris os antigos abrigos dos animais. Perto de Casal de S. Simão, esta aldeia tira hoje partido da presença de novos vizinhos para recuperar antigas tradições, festas populares e religiosas, em que todos se envolvem reunindo esforços e participando.
Figueira, Proença-a-Nova. Esta Aldeia é mesmo uma “aldeia” na verdadeira concepção do termo – as galinhas parecem dizer bom dia dos seus poleiros, apreciam-se as cabras, a carroça do feno, a horta recheada e verde, o forno comunitário ainda com o aroma do pão acabado de cozer. A envolvência desta Aldeia caracteriza-se pela sua relação ainda muito marcada e activa com o meio rural.
Pedrógão Pequeno, Sertã. Em Pedrógão Pequeno o xisto esconde-se sob rebocos alvos. Quando a banda filarmónica ali vem tocar, as ruas enchem-se e vem à memória a década de 50, quando chegaram à aldeia os trabalhadores que construíram a Barragem do Cabril.
Água Formosa, Vila de Rei. Aqui ainda se encontram evidências das tradições antigas, como os vários fornos a lenha espalhados pela aldeia; mas também evidências de tradições ligadas à utilização da força da água, num enquadramento natural que evidencia o melhor da relação entre homem e Natureza. Tem poucos habitantes residentes, mas a estes têm vindo a juntar-se muitos mais.
Foz do Cobrão, Vila Velha de Ródão. Nesta Aldeia conjugam-se a paisagem natural esculpida por um Oceano antigo com a imaginação dos homens que ali impuseram a sua cultura agrícola, essencialmente feita de oliveiras em socalcos seguros por muros de xisto: ainda hoje o azeite desta região é de elevadíssima qualidade. Esta é uma terra onde ainda se revivem essas tradições antigas.
in O Despertar, de 17/10/2008
publicado por penedo às 19:58

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

A Volta dos Penedos -PENA

Fotoxisto documenta quotidiano em Aldeias do Xisto

 Fotoxisto documenta quotidiano em Aldeias do Xisto

Os próprios habitantes das Aldeias do Xisto são os autores das fotografias que documentam o seu quotidiano diário.

Numa iniciativa que se repete pelo segundo ano consecutivo, entre 13 de Setembro e 22 de Novembro, os habitantes de 14 aldeias que incluem a Rede das Aldeias do Xisto podem recolher imagens do seu quotidiano.

Este projecto nasceu no passado ano, com o objectivo de documentar a vida quotidiana de 10 aldeias abrangidas pela Rede das Aldeias do Xisto. Este ano a iniciativa foi alargada às seguintes 14 aldeias da Rede das Aldeias do Xisto:
- 13 Setembro a 27 Setembro: Ferraria de S. João, Casal de S. Simão, Pedrógão Pequeno;
- 27 Set. a 11 Out.: Pena, Comareira, Candal, Chiqueiro, Casal Novo;
- 11 Out. a 25 Out.: Água Formosa, Álvaro;
- 25 Out.a 8 Nov.: Janeiro de Baixo, Barroca;
- 8 Nov. a 22 Nov.: Sarzedas, Figueira;

Com esta iniciativa pretende-se contribuir para a preservação da memória das Aldeias do Xisto e para a afirmação da sua identidade, envolvendo a população residente e mostrando a todo o país como as aldeias se vêem a si próprias. Para tal, serão distribuídas máquinas fotográficas digitais aos habitantes destes locais, que podem assim captar imagens que mostrem a sua perspectiva da aldeia onde residem e todos os aspectos que considerem mais relevantes, desde paisagens a objectos, a retratos ou afazeres.

No fim da iniciativa, todas as fotografias serão recolhidas e organizadas. Será então feita uma selecção das que melhor representem o que foi proposto, a fim de serem expostas numa exposição itinerante.


 

www.aldeiasdoxisto.pt

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