Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

Sto António da Neve. Góis

Dia 13 de Julho2013....


                Todos ao Encontro do Povo Serrano no Sto António da Neve!

 

 

 

publicado por penedo às 18:20

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Terça-feira, 17 de Julho de 2012

Encontro dos Povos da Serra da Lousã (2012)

publicado por penedo às 22:37

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Quarta-feira, 11 de Julho de 2012

Santo António da Neve

  1.  
    Este sábado, todos ao Santo António da Neve
    Este sábado, todos os caminhos vão dar ao Santo António da Neve. A 14 de Julho todos os povos da Serra da Lousã confluem no local conhecido pelos seus poços de neve e a capela mandada erigir em honra do santo casamenteiro. Este é o encontro que, todos os anos, junta pessoas ligadas à Lousã, Castanheira de Pêra, Miranda do Corvo, Figueiró dos Vinhos e outros concelhos serranos. A animação, como é habitual, é espontânea e não faltarão concertinas, danças e os farnéis que os participantes terão todo o prazer em partilhar. Aos que quiserem participar neste evento que vai já na sua 16.ª edição, a Câmara Municipal da Lousã disponibiliza transporte gratuito a partir dos paços do concelho, logo pela manhã. Quem optar por se deslocar em viatura própria, deverá seguir pela estrada que liga a Lousã à Castanheira de Pêra, passando pelo Candal e rumo ao Trevim. Já perto do retransmissor, corta-se à direita, passa-se pelo monumento de homenagem a José Maria Cardoso e segue-se pela estrada à direita, em direção ao Santo António da Neve. Para quem já não passa sem o GPS, aqui ficam as coordenadas: 40º 04’ 45 06’’ N e 8º 09’ 40 45´´ O.
    O Trevim sugere que, neste sábado, desfrute dos ares puros da Serra da Lousã, marcando presença no Encontro dos Povos, para, no regresso, assistir na Cerdeira, às 21:30, ao espetáculo da cantora Vânia Fernandes e do pianista Júlio Resende, num concerto integrado no evento “Elementos à Solta”, que de 13 a 15 de julho transforma aquela aldeia na maior mostra de arte ao ar livre.
    O Encontro de Povos da Serra da Lousã é uma iniciativa da Associação Caperarte e dos jornais Trevim, Mirante e A Comarca, enquanto “Os Elementos à Solta” são da responsabilidade da ADXTUR – Centro Dinamizador das Aldeias de Xisto.
 
publicado por penedo às 18:11

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

S. António da Neve

 

                                      

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                               

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Quinta-feira, 7 de Julho de 2011

15.º Encontro dos Povos da Serra da Lousã.


No próximo sábado, dia 9, todos os caminhos vão dar ao Santo António da Neve.
Trata-se do 15.º Encontro dos Povos da Serra da Lousã. Um convívio a não perder!
A iniciativa é dos jornais Trevim, Mirante e Comarca e da Caperarte
. As câmaras da Lousã, Castanheira de Pera e Miranda do Corvo apoiam o evento.

ttps://www.facebook.com/jornal.trevim
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Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Sto Antonio da Neve 2010

publicado por penedo às 00:00

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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Sto Antonio da Neve 13 de Junho 2010

 

 

 

 

 

 

Penedos de Gois , vistos do Sto Antonio da Neve
NÂO  FALTE, e já agora  visites os Penedos e as aldeias circundantes
Freguesia do Coentral, Concelho de Castanheira de Pera.
Serra da Lousã - Centro de Portugal

São actualmente três os poços do antigo real neveiro, de onde saía gelo para a corte, em Lisboa.
Dada a sua raridade foram classificados imóveis de interesse público pelo decreto I/86, de 3 de Janeiro.
Estes três poços tem o seu interior redondo, sendo que dois são octogonais no exterior e um é circular.
Estão cobertos por abóbadas de pedra em forma de sino achatado, tendo sido construídos com a pedra negra da região.
A porta é estreita, virada para nascente, para evitar que, quando o sol é mais forte, possa entrar pela estreita porta e derreter
a neve ali guardada.
Os homens desciam ao fundo destes poços, usando escadas de mão, feitas em madeira. A neve conservava-se nestes reservatórios até ao verão.
A neve era levada para Lisboa, no verão, cortada em blocos, cuidadosamente envolvidos em palha, fetos, mesmo em serapilheiras ou, ainda, metidos em caixotes.
O transporte era feito, numa primeira etapa, em carros de bois.
Este transporte de neve era assistido por protecções legais, como as que abrigavam os povos dos múltiplos lugarejos encontrados pelo caminho a repararem ou substituírem, com rapidez, as carroças danificadas. Do mesmo modo eram facilitadas as passagens de neve pelas portagens ao tempo existentes.

No Antigo Cabeço do Pereiro ergue-se também uma capela (ao fundo na foto) em honra de Santo António e porque foi mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro-mor da casa Real, passou o local a designar-se por Santo António da Neve. Esta capela tem a seguinte inscrição: "Esta capela do glorioso Santo António de Lisboa a mandou fazer Julião Pereira de Castro reposteiro do nosso reino da câmara de Sua Majestade e neveiro de sua Real Casa em terra sua ano 1786".
O  Santo António (13 de Junho), é celebrada uma Missa com procissão e uma feira no topo da Serra, celebremente conhecido por St. António da Neve
publicado por penedo às 21:39

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Rancho Folclorico da Sapateira. Festa Santo Antonio da Neve

in: http://www.youtube.com de JoaquimMartinsSilva
publicado por penedo às 17:04

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Romaria de Santo Antonio da Neve

Para mais tarde recordar... Encontro dos Povos Serranos da Serra da Lousa. O convívio faz parte da festa no alto da serra... in http://www.youtube.com JoaquimMartinsSilva
publicado por penedo às 16:55

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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Santo António de Neve 1968

Hoje é dia de Santo António

 

O postal diz tudo... recordação de Santo António da Neve, penso que de 1968... Foi enviado ao João Simões, quando se encontrava na tropa em África, pela familia.
Das povoações subiam a pé as familias, normalmente em grupo por aldeias (concelhos de Góis, Castanheira de Pera, Lousã). Levavam o farnel, que depois comiam nas encostas que rodeavam a Capela.
Iam também excursões em camionetas, como se vêem na fotografia/recordação. Hoje já lá vamos de carro, confortáveis. Mas a bem da verdade sabe bem comer lá o lanchinho.

Foto cedida por Maria Olinda B. N. Simões

in

aldeiadoesporao.blogspot.com

 

publicado por penedo às 12:10

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Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

Passeio de Bicicleta: Santo António da Neve - Várzea

 
Dia 23 de Maio às 9,30 horas na Casa do Povo de Vila Nova do Ceira

Percurso Santo António da Neve - Vila Nova do Ceira

Almoço: Frango assado, batatas de pacote e bebida

Preço para Sócios:
17,50€ inclui bicicleta + transporte + almoço
12,50€ inclui transporte + almoço

Preço não Sócios:
20,00€ inclui bicicleta + transporte + almoço
15,00€ inclui transporte + almoço

Inscrições e informações através dos seguintes contactos:
962788911, 910310801 ou cpvnceira@sapo.pt

Agradecemos conformação até ao dia 18 de Maio.
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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

Neveiros Reais de Sto. António da Neve

actividade de apanha da neve

Foram construídos 7 neveiros no Cabeço do Pereiro, a cerca de 1100m de altitude para fazer o armazenamento e compactação de neve para formação de gelo, durante o Inverno. O gelo era comercializado nos meses de Verão de Junho a Setembro. O gelo começava então a ser cortado e encaixotado e era transportado em carros de bois, para a corte em Lisboa. Este seguia por vias medievais, empedradas ou não, até Constância e depois de barco continuava até ao Terreiro do Paço em Lisboa. São exemplos dessas vias as calçadas de pedra do Coentral.
A partir de certa altura o gelo passou a ser comercializado em alguns estabelecimentos de Lisboa. Um dos primeiros foi o actual restaurante Martinho da Arcada, que em tempos se chamou Casa da Neve e cujo proprietário era Julião Pereira de Castro.

INSCRIÇÕES da Parede da Capela: Lápide do lado esquerdo – ” A ESMOLA QUE OS DEVOTOS DO / GLORIOSO S. ANTONIOI/ DEREM, SERA APPLICADA P. AS OBRAS / DA REEDIFICAÇÃO E ORNAMENTOS / DA SUA CAPELLA O MESMO GLORIOZO / SANTO GRATIFICARA AOS SEU / DEVOTOS O BENEFICIO.” Lápide do lado direito – “ESTA CAPELA DO GLORIOSO S. / ANTONIO DE LISBOA / A MANDOU FAZER / JULIÃO PEREIRA DE CASTRO / RESPOSTEIRO DO N R. DA CAMERA DE S. / MAG. E NEVEIRO DE SUA REAL CAZA / EN TERRA SUA ANNO DE 1786.”

Na aldeia do Coentral viveram os neveiros e os trabalhadores desta actividade. Um desses homens foi Julião Pereira de Castro e era ele que contratava na aldeia os trabalhadores – homens, mulheres e crianças. Os homens trabalhavam no interior dos neveiros, as mulheres e crianças andavam pela envolvente dos poços para recolher a neve. Quando nevava no Sto. António da Neve, os habitantes do Coentral, como não conseguiam vislumbrar a vertente dos neveiros, dependiam da ajuda dos habitantes dos Povorais (aldeia serrana de Góis localizada nos Penedos de Góis – defronte do Sto António da Neve) pois estes conseguiam ver a neve e acorriam à capela do Sto António da Neve para tocar o sino e assim avisar os Coentrenses.

O Encontro dos Povos Serranos é um evento já antigo que reunia no alto do St. António as populações que viviam na Serra. Servia sobretudo para fomentar o convívio, o comércio de géneros e gado, a resolução de todo o género de problemas, namoricos, etc.
Festa do St. António da Neve, dia 13 de Junho.

 

 

in

http://lousitanea.org/

 

publicado por penedo às 18:59

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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Neve na Serra da Lousã

O Penedo viu o maior nevão dos últimos 20 anos na Serra da Lousã 

o que atraiu centenas de pessoas ao Trevim e ao Santo António da Neve.

 

 

Veja o vídeo da notícia da SIC clicando: Aqui

 

 

 

 

publicado por penedo às 17:44

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NEVE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                    PODE  VER MAIS FOTOS

in

      http://poboraes.hi5.com

 

 

publicado por penedo às 00:36

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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008

I- Estória dos anos que já lá vão

SETE DIAS À TOA NA SERRA DA LOUSÃ

 

 

É este o título de uma aventura decorrida em plena Serra da Lousã, nos já longínquos anos 50, e vivida por diversas personagens, que nos dispensamos de apresentar pois o leitor, com o decorrer da história, irá decerto desvendar as respectivas identidades.

 

Trata-se de um relato de Ernesto Ladeira, que será apresentado em fascículos nos próximos números d’ O Castanheirense.

A excelência da prosa, polvilhada aqui e além pela poesia que corre nas veias do autor, o pitoresco de uma vida serrana que já pertence ao passado, e o facto de as personagens serem pessoas sobejamente conhecidas de todos, são motivo mais que suficiente para o leitor seguir com atenção o desenrolar desta aventura vivida por jovens estudantes de Coimbra em férias de Verão na sua (nossa) Serra da Lousã.

 

 

Naquele tempo toda a serra era ainda uma pungente saudade de verde. Fantástico ecossistema, sem mácula, a transbordar de vida e povoado de gente de eleição. O vale era, então, despudoradamente verde. Um verde de desvairados matizes e inebriantes fragrâncias, despedidas pelas aromáticas e pelos melaços das folhosas. Só os apitos angustiantes das laneiras cortavam, a tempos certos e em registos diversos, os silêncios originais, ao mesmo tempo que nos advertiam de que não estávamos propriamente no paraíso. Advertências irrelevantes para jovens que viviam em permanente estado de êxtase em movimento. A imparável irreverência coimbrã, amaciada pela temperança lisboeta. Decorriam as férias grandes de um dos primeiros anos da década de cinquenta. Certo dia, no Coentral, a coroa do Distrito e airosa estância natural, de veraneio familiar, um bando espontâneo de seis comparsas, dispara, a corta- mato, para o Santo António da Neve.

Acocorado numa dobra suave da vertente norte da serra do Coentral, o Santo António da Neve era ainda uma zona quase virgem e nem sequer as vetustas construções oitocentistas (capelinha de Santo António e Poços da Neve) colidiam, ao de leve que fosse, com a pureza, silêncio e harmonia do local. Velhos relvados e carvalheiras seculares, completavam o décor de tão aprazível lugar. Enfim, um púlpito singular, dádiva da Natureza, a mil e tal metros de altitude, para nosso recolhimento, meditação e observação. O Trevim ( 1200 m arredondados ) era ali mesmo defronte. Em dias de transparência limite, era possível avistar o Senhor da Serra, Coimbra e até a Figueira da Foz. Percorrendo todos os ângulos do arco de visão, abarcava- se uma vasta fatia do Portugal - Centro. Santo António de Lisboa ficava bem ali. Contemporâneo de São Francisco de Assis, foram dois amigos estremes da Natureza. E a propósito de Santos, obrigado Zé Brasileiro ( Estrada – Nova ) por aquele fantástico nascer do Sol no Santo António, ao som tremulante dos panais amarrados aos ramos das carvalheiras. Velas agitadas pelas brisas frescas que vinham do mar. Por onde andarás tu, nosso querido timoneiro, desse veleiro, dos sonhos desfeitos?

Apenas uma vez por ano ( 13 de Junho ) se massificava ali a presença do homem, munido de tronchudos e apetitosos farnéis, ostensivamente exibidos sobre toalhas de circunstância, estendidas sobre a relva macia. Era uma Festa genuína, de famílias, de serranos para serranos. Tão natural e pura como o ar que, por ali se respirava. Concertineiros da montanha e espontâneos dançares e cantares ao despique, transfiguravam aquela instintiva concentração e o cenário em que ela se movia. A pureza daqueles sons nascentes misturavam-se harmoniosamente com o mavioso tagarelar dos forasteiros à volta dos farnéis, também ele musical, cantante, tranquilo e envolvente. Só o pessoal de Vilarinho, por vezes, fazia o contraponto, brincando ao jogo do pau. Esqueciam -se, porém, que brincadeiras de homens são beijos de burro.

O bando dos seis, alcateia de lobinhos inocentes e irrequietos, abeirou-se, mais uma vez, da fronteira relvada daquela soberba plataforma e, de novo, voltou a farejar, a nascente e a norte, aquele mar alteroso de sargaços que se afundava a seus pés, até perder de vista. Uma súbita vontade de descolar em voo sem motor, percorreu-nos os nossos corpos cheios de alegria e de energias de alta rotação. Um milhafre que pairava, lá nas alturas, em curvas suaves de liberdade absoluta, deu-nos que pensar.

Góis fica para aquele lado. Tenho lá uma tralha de Coimbra que gostaria de lá ir buscar, disse o Pinaz. Morra quem se negue! Adeus Santo António da Neve! "Alea jacta est"! Gritaram todos.

Mal roupados, mal calçados, desprovidos de equipamentos e logística, sem avisos à navegação e sem planos, os 3 x 2 da vidairada lançam-se, à toa, por aquelas serranias além. Contavam apenas com a sua juventude, amizade e solidariedade e ainda com o tempo, que era de verão. E, claro, com a bondade dos povos serranos que raramente falhava. Gente bíblica !

A nossa próxima etapa ia ser feita também a corta –mato, mas com navegação à vista. Os Povorais ficavam ali mesmo em frente, a pouco desnível de nós, implantado num reduzido planalto, suavemente recurvado e protegido, a nascente, por um paredão- cerro ( espinhaço de cão ). Impressionante monumento natural em pedra, trabalho da erosão durante muitos milhões de anos; descomunal "ex-libris" de um minúsculo e primevo povoado perdido nos cocurutos da Serra da Lousã.

Pouco depois de iniciarmos a marcha, e ao transpormos uma quebrada, bordada de velhos castanheiros, com o chão coberto de ouriços, acerados pelo calor, eis que se dá o primeiro percalço. O Chico Almeida, o benjamim do bando, que já naquele tempo andava na moda; calçava ténis, só que não eram dos modernaços de agora. Vai daí tivemos que lhe sacar um porradão de picos de um dos calcantes. Face ao acontecido logo ali foi aprovado o primeiro "pacote normativo" da organização interna do bando: A nomeação e competências de um "chefe espiritual" e de um "chefe físico". Talvez o primeiro e o último, já que o bando era unido e disciplinado. Além do mais, quem dele se desviasse ficaria no mato duas vezes.

E os Povorais já ali mesmo á mão de semear. A descida fora rápida e brusca. Fora mais um trambolhão à retardadora no matagal do que uma descida. Estávamos agora à cota dos Povorais e a caminhada começava a adoçar. Já era possível seleccionar trilhos alternativos. As fronteiras entre o verde amanhado e o verde escuro dos matagais envolventes eram já muito nítidas. Lá ao fundo sobressaía a imponente cortina de pedra ( Espinhaço de cão ) e, logo em baixo, anichado em suave e exígua planura, o primeiro povoado, de pequenas casas térreas de xisto, altamente concentradas. Uma núria sob a protecção de um paredão descomunal. E, ao longo da chapada envolvente, o bordado caprichado dos jardins das primícias, de onde provinha o sustento básico das gentes dos Povorais, complementado com a proteína sobrante da pastorícia. Estado de autosubsistência quase genuíno. Isolamento quase total. No topo de uma fazenda avistámos, com grande alegria, um tanque de rega de terra batida. Junto dele tufos de dálias verticais, reflectindo-se, narcisisticamente, no espelho líquido - cristalino horizontal. Bebemos e refrescámos as focinheiras suadas. E dos tufos de rubras e frescas dálias, cortámos hastes e enfeitamos nossos peitos de belos ideais. Prontos para a nossa entrada triunfal nos Povorais.

Ernesto Ladeira

(continua)

do  jornal O Castanheirense

publicado por penedo às 13:03

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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008

12º Encontro dos Povos da Serra- Stº António da Neve

         Santo António da Neve - capela                   

 
             
No próximo dia 12 de Julho de 2008, o Stº António da Neve será palco do 12º Encontro dos Povos da Serra, onde estarão presentes povos idos de locais como Castanheira de Pera, Góis, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo e Lousã entre muitos outros.

O dia será passado em são convivio partilhando todos os seus 'acepipes' e colocando a conversa em dia aqueles que não se veem durante todo o ano.

No local, a mais de mil metros de altitude, a serenidade do lugar e a beleza que o rodeia, traz á memória recordações únicas e especiais.

O Encontro dos Povos da Serra, é "organizado" pela CAPERARTE, Associação de Castanheira de Pera (a quem pertence a iniciativa do evento), e Jornais "O Mirante", "A Comarca" e o "Trevim".
in http://castanheiraemnoticia.blogs.sapo.pt
 

Capela de Santo António da Neve

Datada do século XVIII, esta capela terá sido mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro da casa real.

A sua denominação deve-se ao facto do seu orago ser Santo António de Lisboa e também por ficar situada junto aos poços de neve, situados no Cabeço do Pereiro, em plena Serra da Lousã. Foi construida devido ao elevado número de pessoas que trabalhavam então nos poços de neve, inclusivé ao fim de semana, e que necessitavam de se deslocar para assistir à missa.

 

Poços de Neve

De construção anterior à Capela, são construções de forma cilíndrica, feitas com pedra da região. Dos sete que existiam inicialmente, hoje restam apenas três, situados junto à Capela  de Santo António da Neve. Era aqui que era armazenada a neve da serra durante o inverno para depois, chegado o verão, partir  penosamente transportada em carros de bois, para a corte e para o café Martinho da Arcada, em Lisboa, então chamado "Casa das Neves". Trabalho penoso, empregava um elevado número de pessoas da região, incluíndo mulheres e crianças. 

 


http://www.turismo-centro.pt

publicado por penedo às 14:28

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

OLHAR A POENTE II

 

(Este espaço pretende  divulgar os locais  que se alcança  á vista dos Penedos)

 

Realizou-se no domingo  o arraial de S.António  da Neve

aqui mesmo em frente de mim  (Penedos de Gois)

e  gostei,  já que a algum tempo não havia  animação por estas serras,

aqui no alto  sintome só ,( só tenho a companhia dos meus irmãos ;

Penedo da Abelha, Penedo do Pico, Penedo do Meio Dia ,Penedo das Portas do Sol )

lá de tempos a tempos  é que tenho a visita de alguns "turistas" , veados, javalis,

coelhos,  águias etc...

 

"Relato de um dia animado"

No antigo Cabeço do Pereiro, ergue-se a capela em honra se S. António, mandada construir por Julião Pereira de Castro, neveiro–mor da casa real, passando assim o local a chamar-se Santo António da Neve. Durante anos, esta capela esteve nas mãos de particulares, mas em 1954 foi adquirida pela Câmara Municipal de Castanheira de Pera e ficou na posse da Junta de Freguesia do Coentral.

 

Foi num dos locais mais emblemáticos da Serra da Lousã, que teve lugar no passado dia 26 de Julho, o VII Encontro de Povos da Serra da Lousã.

O topo do Santo António da Neve, foi pequeno para receber toda a população referente ao ponto de confluência dos três concelhos: Castanheira de Pera, Lousã e Góis.

Este local emblemático da região, culminava o ponto mais alto dos concelhos que o circundam, onde ali e ainda há poucas décadas, afluía uma multidão de populares para honrar o santo casamenteiro que ali tem a sua capela.

O VII Encontro de Povos da Serra da Lousã foi celebrado, comendo e trocando farnéis, tocando concertina ou ouvindo tocar, concertinas e violas.

Enquanto uns procuravam uma sombra para descansar, outros queriam mesmo era descansar, à torreira do sol.

E porque a serra não divide, une todos os Povos da Serra da Lousã, cuja a coordenação ficou a cargo da Caperarte de Castanheira de Pera e dos jornais A Comarca de Figueiró dos Vinhos, o Trevim da Lousã e o Mirante de Miranda do Corvo, e como tal, este VII Encontro de Povos Serranos decorreu sempre de uma forma espontânea, com apenas uma única regra: não era permitido neste encontro aparelhagens sonoras ou até mesmo perturbações ambientais.

Nesse convívio que se estendeu por todo dia, não faltaram acordeões nem cantorias antigas actuadas por alguns grupos folclóricos que marcaram presença, nomeadamente o Rancho Folclórico Estrelas da Ponte do Areal – Lousã, o Rancho Folclórico Etnográfico de Vilarinho – Lousã, o Rancho Folclórico Neveiros do Coentral – Castanheira de Pera e o Grupo de trabalhadores rurais transmontanos de Montalegre, com uma exibição de “jogo do pau”, com executantes entre os 11 e os 77 anos.

Estes foram os ranchos que actuaram com a suas músicas tradicionais da serra e que foram absorvidas pelos que subiram à Serra do Sto. António das Neves, fazendo lembrar àqueles que estão longe, que a tradição ainda se mantêm por estas paragens.

Nestes encontros, a festa dura de sol a sol e para quem se esqueceu da merenda, podia contar com a simpatia e a amabilidade dos mais prevenidos, mas o mais aconselhável era que todos os que subissem a serra, fossem prevenidos com o seu farnel.

Além da capela em honra de Sto. António, este local é também conhecido por um dos pontos mais elevados da Serra da Lousã, constituindo-se como um dos imensos planaltos, por ter locais privilegiados para desfrutar da imensidão das paisagens e inspirar um ar de qualidade invejável.

Junto à capela de Sto. António situam-se os Poços do antigo Real Neveiro, mais conhecidos por Poços da Neve, local onde o gelo era conservado para depois ser transportado por roceiros carros de bois até Constância e em barco, ao longo do Rio Tejo, seguiam até Lisboa num trajecto de pesares e dificuldades.

O gelo viria depois a ser utilizado na copa e adega do Rei e em cafés reputados da capital. Dos sete poços construídos originalmente em pedra de xisto, típica da região, apenas resistiram três, herança presente de uma época árdua para todos os povos serranos que viveram naquela altura. Entretanto são considerados imóveis de interesse público devido à sua preciosidade.

Segundo um estudo elaborado pelo Dr. Herlander Machado, ilustre coentralense e fundador do Rancho Folclórico “Os Neveiros do Coentral”, os poços da neve são seguramente mais antigos que a capela, só havendo notícia devidamente documentada a partir de 1757 em despacho do Rei D. José, também assinado pelo Marquês de Pombal.

Utilizando escadas de madeira, os trabalhadores desciam ao fundo dos poços, que segundo se supõe têm uma profundidade de cerca de 10 metros, e à medida que ia sendo despejada a neve, iam apertando a neve com pesados troncos de madeira.

Ali ficava a neve até ao Verão, altura essa em que a neve era transportada em carros de bois, e no rio abaixo era levada em barcos pelo Rio Tejo, até Lisboa para refrescar o Paço Real, num trajecto que reflectia a vida difícil dos povos serranos em épocas muito duras.

 

Arquivo: Edição de 07-08-2003

http://www.oribeiradepera.pt/

 

publicado por penedo às 18:34

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